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Fonte: Plantando uma nação O donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, desembarcou no Brasil a 9 de março de 1535, para assumir suas posses, um dia antes de se completar um ano da doação das terras por D. João III. Cruzou o oceano sonhando em fundar uma nação. Rejeitou ser um mero explorador de riquezas, o que era comum entre a maioria aventureira e gananciosa dos que ousavam deixar o continente europeu em busca de outros mundos.
Destoando de outros colonizadores, acostumados com a presa fácil e a rapinagem nos mares da India, da China, do Japão, da Africa e do Oriente Médio, Duarte Coelho chegou para ficar. Trouxe consigo sua mulher, Brites de Albuquerque, e seu cunhado, Jerônimo de Albuquerque, além de muitos gentis-homens de sua parentela, alguns fidalgos e bons colonos , entre os quais André Gonçalves, que, como governador de Igarassu, morreria, atingido por uma flecha atirada por índios que cercavam a vila, em1548.
Capital segura - Chegando ao Brasil, o donatário estabeleceu-se no extremo Norte de sua capitania, atraído pelos núcleos de colonização existentes no local, onde conterrâneos seus já estavam devidamente aclimatados com a região e convivendo com os nativos. Fixou-se no sítio dos Marcos, onde antes Cristóvão Jaques havia fincado marcos de posse da Coroa Portuguesa. Lá, como sonhara pretendia fundar uma colônia e implantar a agroindústria açucareira, desenvolvendo aquilo que imaginou sera Nova Lusitânia. O local escolhido, contudo, não se
mostrou apropriado para o destino que lhe queria dar Duarte Coelho, por ser muito baixo. Era sujeito a
alagações, transformando-se em mangue, deixando apenas algumas áreas secas, onde se
poderiam construir residências e locais onde armazenar a produção. Duarte Coelho
tentou estabelcer uma vila em Santa Cruz, na altura do canal do mesmo nome, entre Em 1535, orginária de uma proprie dade rural, foi estabecida a vila dos Santos Cosme e Damião, a primeira em território pernambucano, cuja igreja dos santos Cosme e Damião é hoje a mais antiga do Brasil. O donatário conquistou dos índios as terras vizinhas e as distribuiu entre os colonos que, a essa altura, já estavam habituados com os costumes da terra, como a caça e a pesca, além do consumo de milho e farinha de mandioca (à época chamada farinha de pau). Sua estratégia compreendia, num primeiro estágio, tomar posse da terra e nela produzir bens para subsistência das populações assentadas e, numa segunda etapa, estimular a produção de bens exportáveis.
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