Era um novembreiro sábado fazedor de calor. Resolvemos, então, ir ao Morro do Baú.
Depois de muita água fria, escalamos a cachoeira e passamos à leitura de Crítica e Clinica de Deleuze.
Tamanha fora a absorção causada ao grupo que o dia acabou e a noite, a qual só percebemos devido a dificuldade de continuar enxergando as letras deleuzeanas, chegou.
E agora, como descer?
Pé ante pé, procurávamos a trilha sem ver absolutamente nada.
Lentamente, mas muito lentamente mesmo, descemos. Quando conseguimos chegar na entrada do parque, ao abrir a clareira, eis o presente de Dioniso: milhares de vagalumes piscando em rede, produções seqüenciais de luz coletiva. Espécie de rede neural da terra.
Desenho de Charles Steuck
 
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