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O Grupo
de Experimentações Nômades Oi É Uá=Uá tenciona conexões e desconexões
nas linhas do habitável. Conexões com o orgânico, com a diferença, com
a desrazão, com a biopotência, com a vida. Desconexões com o peso das moralidades, com a identidade, com o mundo das representações, com as enfermidades do contemporâneo: existências de plástico, sem cheiro e sem sabor, ex-pimentadas. Nesse sentido, o grupo funciona da seguinte forma: (um) um determinado corpo, que pode ir desde uma Tese de Conclusão de Curso até uma instalação de arte contemporânea, é apresentado ao grupo; (dois) o grupo experimenta esse corpo visceralizando-o através de conexões com outros corpos – Deleuze, Nietzsche, Foucault, Lawrence, Pessoa, Guattari, Rolnick, Bacon, Ricardo Corona, Baile de Máscaras, Roberto Machado, Bach, entre muitos outros; (três) e assim, desplastificando o corpo, seguem-se as tecnologias nomádicas – a exemplo, A Noite dos Vagalumes, Os Devires Aracnídeos, e O Fogo. Contudo, a ordem de acontecimentos citada nunca é mantida. O processo é permanentemente nomadizado. Produzimos uma constante desterritorialização de nossos territórios. Para esses encontros, não há data, hora, tema, número de pessoas nem local – nenhum recurso sedentário é respeitado. Nada é fixo, todos os elementos que compõem Oi É Uá=Uá, são fluidos e mutantes. Dessa forma, tentamos colaborar com a morte do Logos e com a intensificação da Vida. "Esta é uma verdade muito antiga, e sempre será verdade. O tempo transcorre em ciclos, não em linha reta. Estamos agora no final do ciclo cristão. Logos, o bom dragão do início do ciclo, é agora o dragão mau de nosso tempo. Sua potência não serve para nada de novo, só para coisas velhas e letais.É o dragão vermelho, e mais uma vez ele tem que ser morto”. (D. H. Lawrence, Apocalipse, p. 92) |
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