Olho outra vez o copo vazio. Ainda há sede mas a mão contra a parede esquiva-se num arrepio e um calafrio percorre o corpo mudo (onde estão os vermelhos?).
Vermelhas eram as luzes, o calor, o fogo da lareira, o batom e a casa inteira.
Estendo a mão, adivinho o copo caído ao chão (você não levou tudo...). Do carinho (veja só que absurdo), do calor que você me roubou resta ainda uma chama vermelha: Uma chama em vermelho vinho.
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