Copo Vazio - parte II

Só...
Outra vez sem você.
Sem marcas,
sem planos,
sem enganos,
sem solução.

Olho outra vez o copo vazio.
Ainda há sede
mas a mão contra a parede
esquiva-se num arrepio
e um calafrio
percorre o corpo mudo
(onde estão os vermelhos?).

Vermelhas eram as luzes,
o calor, o fogo da lareira,
o batom e a casa inteira.

Estendo a mão,
adivinho o copo caído ao chão
(você não levou tudo...).
Do carinho
(veja só que absurdo),
do calor
que você me roubou
resta ainda uma chama vermelha:
Uma chama em vermelho vinho.


 

Texto e Arte por Rejane (Mel) Britto©1998-2005 copyright

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sem a autorização expressa da autora *

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09/09/98
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