Copo Vazio


Olhos refletidos na taça vazia
um resto de vinho
um gosto de nunca marcando a boca seca
rosto quente
desejo latente
sede ainda...
a música tocando muda
só tocava no ar
só vibrava na pele
só dançava na mente

Sinal verde
da cor do seu olhar

Tic.. tac.. tic.. tac..
não eram batidas do compasso
era o tempo correndo contra o tempo
tempo de não dar tempo pra um abraço
tempo de ir
hora de partir

Sinais vermelhos
alguns para parar
outros para avançar
dúvidas..
difícil escolha
labirintos sem saída numa noite de lua
cidade nua

A noite levou você
impiedosa e fria
(pra onde mesmo que eu tinha que ir?)
os sinais não indicam o caminho
a lua não sabe brilhar sem seu olhar
tento seguir
mas não encontro o lugar
as luzes se apagaram
sem luzes verdes
sem luzes vermelhas
escuridão
(onde estava a luz que eu queria?)
eu perdida na noite vazia
eu e a lua
copo vazio na mão
embriagadas no meio da rua


 

Texto e Arte por Rejane (Mel) Britto©1998-2005 copyright

* esta poesia não pode ser copiada nem divulgada
sem a autorização expressa da autora *

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09/09/98
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