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Fechaste-me as portas do teu reino
Julgamento Sonho alto, pelas estribeiras de um sono profundo, O sono que se desperta quando a cotovia acorda Nas trevas abertas deste mundo negro O sono da vida que viaja para a morte, O sono do amor que nos leva ao suicídio, O amor que nos mata sem saber. Sonho alto... Sonho o que amo e dói Sonho da música de um disco riscado, O risco que marcou a vida, aquela que nos mata... Sonho um Paraíso, perdido nas brumas da memória, Tão distante que me perco, no próprio sonho... E como é doloroso este sonho... Como é possível não ser pesadelo? Se calhar porque o pesadelo sou eu... Mas como mudar, sem a ajuda de um amigo? Sonho... mas, o que será este sonho? Quero saltar do mais alto dos picos, Afundar-me no mais fundo dos mares, Fugir para nunca mais me ver, Perder-me para nunca mais me encontrar... Mas o que quero mesmo é amar... E por amar cometo um crime, Por isso, sou culpado e levado ao juiz Só gostava que o juiz fosse o diabo, Pois só ele... seria justo, Pois só ele... acabaria com esta dor. Sonho, Isto não é um sonho, O que será? A realidade, a morte ou o amor? Só tu juiz saberás... Bruno Ribeiro Cybrogi
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Rostos de lama, olhares de sal, esperas infinitas, naquele porto de abrigo, palavras e sentimentos incertos, desejos de retorno e vontade de assassinar a saudade... cantares roucos, que ecoam no mar à procura de alguém, filhos desconhecidos... novos olhares, novas vidas...
E não voltam... Abrem-se olhares sobre o horizonte, cegos pelas imagens que procuram, mas o mar só mostra o espelho do Sol... A intranquilidade aumenta e os grãos de areia cada vez mais abatidos, mais pisados... As ondas não trazem notícias, só sentimentos incertos...
Os olhares procuram, os filhos... os maridos... os pais... os avós... os netos... e o horizonte nada trás...
Dão-se passos de esperança... e desilusão, Fazem-se gestos de saudade... e angústia, Dizem-se palavras para reconfortar... e desconfiar.
Mas continuam ali... à espera... os minutos, parecem dias, as horas, parecem anos... É uma espera longa e vagarosa... Uma onda maior engana as gentes, para logo as desiludir... alguém grita o que vê, quando na verdade nada vê...
Começam-se a dar passos de ansiedade, passos de engano e de lágrimas, os olhares vão-se virando para outras margens, para outros rumos, ainda incerto ou então, apenas se fecham... São cada vez menos os rosto de lama, Que ali esperam por quem não chega, A esperança reduzida a cinzas...
Agora só resta um olhar de sal, um rosto triste... um ser tenebroso e gentil, só restam os lábios rosados, desejosos de dizer - "Olá!!" Tendo no horizonte um futuro desconhecido, Ali vegeta, chorando ansiedade, Ainda com a esperança de matar a saudade...
Bruno Ribeiro Cybrogi' Março/00
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No meu pensamento te afirmaste, no meu coração ficaste, acreditei, contigo, em jamais sofrer, acreditei que o amor já não me trairia, que os nossos segredos nos juntassem, as nossas fantasias nos sorrissem, como me enganei...
Sonhei em acordar um dia e acordar junto da felicidade - de ti, abraçados olhar ao recolher solar, acreditei na eternidade de um amor e agora tudo em vão...
Os sonhos esses, são só teus...
Bruno Ribeiro Cybrogi/00 às 4 da matina
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Fechaste-me as portas do teu reino
Fechaste-me as portas do teu Reino, Deixaste-me só no teu Mundo, Esquecido no teu seio, Desejoso pelo teu amor... Apagaste-me a esperança de ser feliz, Mas não a chama do meu amor... Não sei porque ainda te amo, Ou porque não te consigo esquecer... Também não sei O que será de mim sem ti. Gostaria de voltar a sentir, As pernas tremer, com a tua chegada, Os olhos cintilar, com a tua presença, O sorriso formar-se, com o teu sorriso, A minha paixão fervilhar, com o teu olhar, O meu coração vibrar e saltar... com o teu amor... Fiquei num Mundo agora desconhecido, Sem saber para onde ir... Alguém me dirá o que fazer? Para não saltar deste tormento E fugir rapidamente para o fim da linha, A linha do caminho da Vida.
Bruno Ribeiro Cybrogi
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Planando na vida, na minha vida... voei até ti e tu desististes... de mim e também eu desisti... de viver ou de morrer, de falar ou me calar... desisti da desistência de sorrir e de chorar, de me achar e me perder... Já não vale mais a pena... Procurar ser feliz ou infeliz, de amar ou odiar... Já não me interessa... se sou amado ou odiado, se fico ou se vou. Ir para ali ou não ir, que importância tem... anjo ou morcego, açúcar ou sal, mel ou pimenta, um Paraíso ou o Inferno, quero lá saber... já nada me interessa, porque te perdi.
Bruno Ribeiro Cybrogi'00
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