De que me vale dizer que procuro...
A Tua Beleza... A tua beleza invade-me a alma O meu coração bate mais forte Tento ao máximo manter a calma Quando estou contigo sinto-me com sorte Por me deixares estar ao pé de ti Por me dares esse prazer Não sei viver sem ti Não sei o que fazer Quero apenas amar-te Ter-te nos meus braços Poder apenas beijar-te E não te deixar fugir dos meus braços Nuno Monteiro (99/5/13) |
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Amor Vertical Amor vertical Sentimento fulcral Razão global Condimento horizontal Pensamento rectal Por vezes acaba mal Transfiguração abismal Um pouco de sal Um certo coiso e tal Não fazia mesmo nada mal Mas não seria normal Nuno Monteiro (99/3/12)
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Ao virar da esquina... Ao virar da esquina Vejo algo que já não esperava Beleza que me fascina Longe da dor que me matava Avancei lentamente Não tentando correr riscos anteriores Não tentando ir de passo errado, certamente Mas preenchido de sentimentos avassaladores Devagar, devagarinho Avancei para o que sentia Encontrei o meu caminho Atingi o que queria Nuno Monteiro (99/12/30) |
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A Boca Encontro-me em frente ao espelho A minha mão é uma arma mortal Á espera que puxem o gatilho Mas a existência de pensamento Abate, com tiros certeiros Todos, os seres armados injustamente Pelos movimentos do poder Nuno Monteiro (99/6/11) |
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Culpo-me... Culpo-me a mim, por ser assim Tenho a razão, tenho um espelho Espero a morte, espero o meu fim Estou farto, vaziamente cheio Nuno Monteiro (99/5/16) |
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De dentro saem as verdades De dentro saiem as verdades Simples lembranças Grandes saudades De um simples toque De um pequeno gesto Impresso Submerso Na paixão da vida Nas estórias Onde tudo se liga Onde tudo se une Onde a realidade Se envolve na fantasia No reino dos sonhos Deixando a realidade fria Nua e crua Vivendo apenas a tua Ardente e apaixonante Provocante e desconcertante A tua A nossa Paixão Nuno Monteiro (2000/02/14) |
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A Obscuridade da vida em todos os seus tons Bela noite, excelente noite para divagar no meu consciente. Ver tudo o que fiz de bem e de mal ... principalmente o mal que fiz ao meu ser. A minha vida, as minhas esperanças em ter um futuro, mas o futuro não existe, o futuro é uma ilusão dentro de todos nós, é uma imagem que eu já não vejo dentro de mim, mas que tive durante muito tempo. Cada vez que eu me olho ao espelho, eu não me vejo a mim, mas sim a uma nuvem, uma nuvem ambulante, uma nuvem tóxica que se destruiu a ela própria. Eu tenho nojo do que eu me tornei, acho bem que as pessoas me desprezem, porque eu também me desprezo, sou algo que não desejo a ninguém. Vocês é que me criaram, vocês fizeram-me como eu sou, toda a minha miséria, toda a violência dentro de mim, tudo o que eu nunca pensei que me iria acontecer. Nunca pensei chegar a este ponto de degradação, qualquer dia nem conseguirei ver o Sol, e toda a sua luz que me dá força para viver, assim a minha morte vai ser rápida e vai ser sem dor porque não há maior dor do que aquela que eu sinto agora. A dor é só uma pequena parte da minha degradante vivência, é uma componente de tudo o que é mau e de tudo o que está dentro de mim, é uma das partes reais desta alucinação, desta viagem dolorosa e mórbida que é andar dentro de mim, do meu consciente inconsciente. Não tenho amigos, não tenho inimigos, só tenho conhecidos, aqueles que eu vejo nas ruas, mas mesmo esses conhecidos estão a fazer com que eu ainda fique mais degradado, estão a influenciar a minha vida para pior, o ódio deles, os seus sentimentos, as suas curiosidades, vai tudo atingir-me, está tudo a levar-me á desgraça, estou a perder os valores com que me regia, eu vivia com um objectivo, mas agora como não há futuro, também não há objectivos, não há nada. Não há riso, não há lágrimas, não há sentimentos, seria apenas um desperdício de tempo, mas também já não existe tempo, porque tudo é passageiro, porque tudo o que existe, não existe na realidade, porque não há nada real, nada existe, nada ... Há muito tempo atrás houve algo que eu ambicionava, mas agora já não sei o que ambiciono, esqueci, esqueci tudo, esqueci a minha finalidade. Se calhar não tenho, se calhar só existo para assombrar as pessoas com os meus pensamentos, com as minhas ideias. O sentimento de culpa que eu sinto dentro de mim, ao estado que isto chegou, mas vocês são os culpados, porque vocês não têm dó por ninguém, não têm dó por mim, não têm dó por vocês, não têm dó por ninguém. Agora a vida de todas as pessoas nunca vai ser como era, agora é tempo de viajar, numa viagem sem regresso deste mundo miserável. As alucinações e ilusões que eu tive e as desilusões que eu sou. Eu sou todos vós, eu estou em todos vós, eu sou o ser, eu sou o saber. Inerte, real e virtual, eu sou a sociedade. E tu quem és?
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A tua beleza invade-me... A tua beleza invade-me a alma O meu coração bate mais forte Tento ao máximo manter a calma Quando estou contigo sinto-me com sorte Por me deixares estar ao pé de ti Por me dares esse prazer Não sei viver sem ti Não sei o que fazer Quero apenas amar-te Ter-te nos meus braços Poder apenas beijar-te E não te deixar fugir dos meus braços Nuno Monteiro (99/5/13) |
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De que é que valem os sonhos De que é que valem os sonhos Quando não temos ninguém com quem os compartilhar já não vale a pena sonhar. Nuno Monteiro (99/6/13)
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De que me vale dizer que procuro o "pote d'ouro" De que me vale dizer que procuro o "pote d'ouro" Se o que quero é uma mulher para amar Enfrentar "o touro numa pega de caras" Para ganhar a "guerra do amor" vou ter muito que suar Nuno Monteiro (99/10/27)
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Em familia Fui cagado á nascença Saiu uma grande proeza Toda a vida tive entre irmãos Enterrado neles até ao pescoço Tentei ser independente Mas toda a vida tenho estado entre familiares Criou-se uma ligação Impossível de quebrar Já não tenho forças para lutar Não vale a pena me esforçar Vou apenas esperar até acabar. Nuno Monteiro (99/6/10)
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Estou farto de não ter Estou farto de não ter A felicidade que procuro Ou me despacho, ou vou continuar a sofrer Aqui parado, sozinho no escuro Só não a posso deixar fugir A minha musa inspiradora Com ela nos meus braços, não parava de sorrir Mas tenho uma mente sofredora E um coração partido É tudo o que eu tenho Navego por este mundo, todo fodido Sou um fraco desempenho Nuno Monteiro e Miúda (99/9/2)
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Eternamente só Eternamente só Eternamente triste Nem consegui ficar feliz Quando tu sorriste Nuno Monteiro (99/8/31)
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Eu tive um sonho Eu tive um sonho Onde tudo era irreal Tudo era utópico Onde vivia a razão Onde ninguém era ladrão Existia a paz Guerra era ilusão Onde todos tinham o mesmo valor Quem está a favor? Eu não me oponho Mas era apenas um sonho. Nuno Monteiro (99/11/29)
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FANTASIEI UMA VIDA Fantasiei uma vida Impossível para mim Impossível de ser vivida Um inferno sem fim Nuno Monteiro (99/5/13)
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Filme Original Imagem a imagem Cena a cena Componho o filme Estruturo a obra Desenrolo a estória Apenas duas personagens Cenas por vezes selvagens Beijos, abraços Risos, atrasos Saudades e reencontros Monto uma estória de sonho Entre bancos de jardim Ou outros lugares exclusivos Onde a paixão paira no ar E o querer também espreita Algo bem real Com bastante acção Nada de ficção Nada de duplos Só tu e eu. Realização: Nuno Monteiro (99/11/18)
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HÁ BELEZAS E BELEZAS Há belezas e belezas Mas não há certezas De que tudo o que vimos É real Nuno Monteiro (99/10/27) |
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Importâncias Perdi Perdi tudo A vida já não interessa Perdi o mais importante Já não vale a pena o esforço Sinto que acabou Antes de ter começado Já não consigo ser exacto Ao pensar como o meu coração fez isto Senti-o, e, senti-o, e, absorvi-o, e levei patadas, e nunca consegui fazer com que Senti-se o mesmo. É por isso que nunca começou E é por isso que acabou. Nuno Monteiro (99/6/10)
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Impossibilidade Afogado em lágrimas Apodrecendo na cama Infinitas páginas Ninguém consegue apagar a chama Que arde sem se ver Mas que arde como o inferno Não consigo deixar de ser Um amante eterno Arrasto-me no poço Vivo afogado na lama Algo me aperta o pescoço Ninguém consegue dizer que me ama Nuno Monteiro (99/04/21)
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Incapabilidade O meu anjo fugiu Não me quer mais Por que nunca sentiu Porque não é capaz Nuno Monteiro (99/04/21)
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Inspiradoras Há quem diga que há musas Sim, elas são aquilo que tu usas Beleza, perfeição, querer Frustração, um não, não poder ter Tudo isso te faz as descrever Por o tanto que nos faz sofrer Amor, que usas e abusas Afinal, são apenas musas Nuno Monteiro (99/7/9)
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