Miladyhawk

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A viagem

Madrigal

A insustentável Leveza do meu ser

Mar

Alma de Fogo

Olhar

Almourol

Noites e dias

Amanhecer

Primeira Vez

Branca, pouca, louca

Senhor do Lago

Brinde Eu, o silêncio e solidão

Cantei para ti o canto da sereia

Teia

Criação

Tempestade
Fazer amor

Veleiro

Fim de estrada

Vento

Gallin

Voz

Hoje

Lágrimas de chuva

Leviandades

Lisbon Hotel

Loucos

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Os Poetas do Canal

 

Miladyhawk! Os Poemas...

 

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO MEU SER
 
A insustentável leveza do meu ser
anseia uma outra dimensão
que não aquela em que me vejo.
Não é de poemas que me alimento
nem de incertezas que sobrevivo
os dias têm muitas vezes
a cor cinzenta do nevoeiro
Mas,
a pouco e pouco,
há uma alegria que rasga
o tecto dessa prisão
e me faz sonhar acordada.
Então, aquilo que sou é leve,
mas de uma outra natureza
com outra beleza,
que não exactamente a anterior.
Fevereiro 3, 1995
Cristina
 

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LÁGRIMAS DE CHUVA

a noite desenhou lágrimas
de chuva na minha janela
e a Voz dentro de mim
quebrou esse torpor
para me falar de amor...
palavra velada
palavra mistério
palavra flor.... perfeito
Sorri
e o sorriso transformou-se
tal como o desenho da minha janela
e foi água
e foi rio
e foi fonte
e foi mar
para nele navegar
e a ti chegar
meu amor.

março 21
2000

Cristina

 

 

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LISBON HOTEL

 

 

Libertei o medo

Que se perdeu por aí

Ganhei coragem

E entreguei-me a ti.

Nessa noite

Vi sóis, vi luas,

E em tuas mãos nuas

Vivi o prazer,

Sem história,

Sem razão,

Sem memória,

Sem travão!

Fui flor aberta

Desfolhada

Fui ave libertada

Fui falcão

Mulher alada

Por tua mão.

Voei

Corri

Gritei

Tremi

E então

Voltando a mim

Chorei

Por tudo o que conheci

E amei.

 

 

Abril 2 2000

Cristina.

 

 

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ALMOUROL

 

Meu olhar pairou

Sobre as águas deste rio

E nelas abandonou

Esse amor vazio.

Olhar de luto,

Olhar bruma

Memória que se esfuma

Que sofre e grita

E não acredita

Em coisa nenhuma.

Liberta a dor

Em vão respira

Em vão procura

Razão que o inspira

Vazão para a loucura.

Ai, esse olhar

Que embala o mundo

Se o mundo lhe cantar

Essa canção de embalar

Que faz sonhar… os poetas..

 

 

Março 27 2000

Cristina

 

 

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HOJE

 

Não sei se foi a chuva

Ou o vento quente

Mas hoje

Acordei diferente.

O mesmo nome

A mesma pele

Mas o sorriso

Trazia uma pergunta urgente.

Quis esquecê-la

Ignorá-la

Mas a cada vez que sorria

Com um sorriso indiferente

As mesmas palavras dizia

" Cristina, o que queres realmente?"

pasmei,

bati o pé

ignorei

para no fim

depois da guerra

encontrar a paz

em mim.

Cristina, cristina,

Mulher-menina

Não deites por terra

A flor-sonho de pequenina.

Hoje acordei diferente

Não com outro nome

Nem outra pele.

Não sei se foi a chuva

Ou o vento quente

Mas hoje acordei diferente.

 

 

Abril 4 2000

Cristina

 

 

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CANTEI PARA TI O CANTO DA SEREIA

 

 

Cantei para ti o canto da sereia

Suave melopeia

Encantatória

Cantei para ti

Um canto suave, ameno

Para embalar-te

Sereno,

Cantei para ti o canto da sereia

Para adormecer-te

Na areia,

Qual naufrago em meus braços.

 

Cristina

 

 

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FIM DE ESTRADA

 

 

Sigo-te ao teu fim de estrada

É alvorada

E na boca trago

O perfume da noite passada.

entre chão e céu

aventura não calada

delírio meu e teu.

Sigo-te ao teu fim de estrada

E muda,

Ensonada

Aceno-te

Um longo e triste adeus.

Sigo-te ao teu fim de estrada

É alvorada

Damos as mãos

Enlaçamos os dedos

E num abraço

Terno e infinito

Com perfume da noite passada

Então dizemos… adeus.

 

Cristina

 

 

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Os Poetas do Canal

 

ALMA DE FOGO
O que sei
É o que sinto
Não o que vejo
Mas pressinto
Há vozes na minha alma
Que são fogo e são destino
A minha alma não é a minha alma
É a alma de tudo e todos que fui
Não tem tempo
Não tem lugar
Não conhece bem
Nem mal
A minha alma voa
E em mim é falcão.

Março 20 2000
Cristina

 

 

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AMANHECER
Vivi o silêncio em sofrimento
E esperei pelo amanhecer
De certeza diferente
De certeza menos ausente
E distante.
Tremi de medo
Irracional
Mas, no entanto,
Total,
Que me paralisou
E me congelou
Emoções
Sensações
E tudo o que existiu
Então.

Maio 1999
Cristina

 

 

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CRIAÇÃO
 
Moldo neste barro
Com cheiro a terra molhada
Os meus sonhos
Da noite passada.
Às vezes nascem rostos
De identidade não revelada
Faces não descobertas
Em sombras fechadas
Outras,
Na superfície lisa
Bem talhada
Palavras, enigmas
Verdade não decifrada
Às vezes crio gigantes
Filhos de um deus qualquer
Talvez mulher
Serpentes tatuadas
Monstros
Aves bizarras
De identidade não revelada
Cada traço, cada vinco
Que moldo neste barro
Com cheiro a terra molhada
Trazem-me os sonhos da noite passada
Sonhos irreais,
Matriz recriada,
Neste barro 
Com cheiro
A terra molhada.

Cristina
Abril 2000

 

 

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GALLIN
 
Tudo acabou
Sem alguma vez
Ter começado
Tudo deixou de existir
Como um simples soprar
De vento
Como uma brisa solta,
Louca, arrebatadora
Tudo conheceu um fim
Sem cor
Talvez alguma dor
A vida voltará ao seu lugar
Ao seu rumo
Sem ti.

Abril 5 1999
 
Cristina

 

 

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MADRIGAL

Foi na alvorada
Sabor a maçã
E a macio
Que o teu corpo
Ao meu se uniu.
Beijo a beijo
Suspiro em suspiro
Teu mar de águas duras
Me inundou
E eu fui rainha
Fui mulher
Deusa em teu querer
E então
Tudo o que vivi
Foi magia
Alegria
Breve mas eterna
Porque o Amor
É eterno
Em mim
Aventura.

Março 22 2000
Cristina

 

 

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MAR

Quisera ter do mar
Essa foça infinita
Que tudo lava
E tudo apaga.
Para no silêncio e nos vazios
Das formas
Me encontrar em paz
Voltar a mim sem dor
Sem mágoa
E no nada
Voltar a sentir
Tudo
Como no início
Como no tempo da inocência.

Cristina
Junho 24 1998

 

 

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PRIMEIRA VEZ
 
 
Há sempre um primeira vez
E tal como as outras
Inesquecível.
Em Março
Fiz-me mulher
Com a frescura 
Dos teus beijos
O aroma da terra
Inebriou os meus sentidos
E tudo o que quis
Tudo o que fiz
Foi o ritual
De um amor
sem tempo
sem lugar
numa tela de luz lunar.
Paixão desmedida
Permitida
Há sempre uma primeira vez
E tal como as outras
Inesquecível.

Março 21 2000
Cristina

 

 

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SENHOR DO LAGO

A tua voz
Transporta-me
Para a dimensão da magia
Sem tempo
Sem lugar
Sem razão
Que não aquela
De tudo esquecer
E embarcar
Nesse lago
De emoção.

Cristina
Março 20 2000

 

 

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VELEIRO

Lancei neste mar
Um veleiro
E num dia soalheiro
Parti.... Sem saber o que encontrar.
Sem limites
Permiti-me sonhar
Sem norte
Pedindo à sorte
Para não regressar.
Rasguei vagas
Ventos e marés
Fui gigante
Fui menina
Sereia, libertina,
Mulher,
O sangue ardente nas veias
Conheci mundos
E depois de tantos cais
Tantas gentes
A teus pés
Vim amarar.
Neste porto 
Que me abriga
Morro de emoção
Sentida
Abraço a vida
Sem medo e sem travão.
Lancei ao mar
Um veleiro
E não sendo sábio marinheiro
Num dia soalheiro
Parti.. sem saber o que encontrar.
Cheguei
E neste porto 
Que me abriga
Fiquei cativa
Do teu olhar.
Cristina

Abril 15 2000

 

 

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VOZ
 

Há uma voz que em mim
Habita
E que acredita
Em teus olhos
Eternos peregrinos
Numa estrada de luz.
Há uma voz que por mim
Grita
Por mim não se limita
A escolher sem razão
Sem emoção
O que a verdade induz.
Há uma voz em mim
Verdade inteira
E não há maneira
Não há caminho
Para fugir a este destino.


Cristina
Abril 2000

 

 

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A viagem


Mais tarde, muito mais tarde
Depois do adeus, durante a tristeza
Procurei trazer nas palavras sentidas
O desabafo do desejo
A languidez do olhar
A ausência do quotidiano
Da monotonia
O retorno da paz.
E chorei
Pelo vazio
Pela imensidão de vozes
De rostos
Que invadiram esse silêncio...
Chorei de raiva
Chorei de abandono
Com a dúvida de quem parte em viagem
Sem bilhete, sem bagagem
Voltei a mim, devolvida pelo cansaço
Já não sei ser amiga
Já não sei ser mãe
Já não sei ser amante!
O tempo desvirtualiza as emoções
E as palavras perderam a força
De antigas batalhas
Perderam a voz
E abraçam-me no silêncio.
Mais tarde, muito mais tarde
Durante a viagem
O olhar ficou mais atento
Grande na sua fome de carinho
O tempo fez esquecer as certezas
E os olhares tornaram-se pontos de interrogação.
Da janela do meu imaginário
Já avisto a próxima paragem
Valerá a pena descer?


cristina


30 novembro 1993

 

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Branca, pouca, louca

I

Branca
Louca
Pouca
É a palavra
Memória
Que trago de ti
Cantada a viva voz
Rainha dos madrigais
E toca-me a alma
O sorriso
A tristeza.


II

Branca
Louca
Pouca
É a visão
Que glória!
Que trago de ti
Pintada em fortes traços
E toca-me a alma,
O sorriso
A beleza.


III


De ti toca-me tudo
A palavra
A memória
A visão
Que glória!
A alma
A tristeza
O sorriso
A beleza.
Branca
Louca
Pouca
É a certeza
De voltar 
A ti.....
Cristina
Abril 20 2000

 

 

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Brinde


Falámos de tudo o que acontece
À volta de ti e de mim
Com a urgência das cumplicidades
E das palavras partilhadas
Com sabor a nosso
E dos dois.
E no meio, brindámos
Aos momentos de encontro,
Ao que fica entre a Amizade
E a Sedução.
E o que vai ficando
É a ternura
Que se escapa entre as mãos.


cristina


19 Fevereiro 1998

 

 

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Fazer-amor


O pensamento prolonga 
A lembrança da voz
E a música, os silêncios
Obrigados, consentidos, ignorados
E não há razão,
Não há outra vontade
Que interrompa o desejo
O fazer-amor inconsciente
Tantas vezes desejado
Tantas vezes adiado.


cristina


4 Dezembro 1993

 

 

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Leviandades....


Eu bem sei que tenho um jeito
Quase leviano de viver...
Mas... repara que o brilho
Dos meus gestos
Esconde a tristeza do meu não ser
Tal qual desejo
Como o sonho, devaneio
Que os meus dias alumia.
No silêncio do meu olhar,
Encontras a quase serenidade
De lutas longamente travadas
Entre o que quis
E o que fiz.
Virá o tempo em que as palavras
Não terão mais
O sabor amargo
De sonhos feitos ou interrompidos
A paz virá por si...
Como uma enchente de maré
Numa madrugada singular.


Cristina
Fevereiro 3 1995

 

 

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Loucos



No mundo dos loucos
Loucos são aqueles que sorriem
Que esperam o silêncio
Das vozes
E a calma dos passos.
As tardes vêem as noites
Chegar com promessas de paz
E serenidade
Sem os loucos
Que nos chamariam loucos
Se adivinhassem a beleza
Dos encontros a sós
Sem a multidão de rostos
Que devoram intimidades
Que não são as suas.


cristina


20 Fevereiro 1998

 

 

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Noites e dias



Há luz no teu olhar
Quando as noites têm tempo para nós dois.
Agora também os dias
Têm sorriso e esplanadas
E um sol que liberta
As fantasias e dá perfume
Aos suspiros que traem os silêncios
E a música tem notas
Quentes e melodiosas
Que dão corpo a imagens
Que nem eu
Nem tu
Temos coragem de nomear.


Cristina


18 Fevereiro 1998

 

 

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Olhar
 
O encanto 
Desceu em mim
E floriu no sorriso
Que me ofereceste.
Doce,
Suave,
O aroma que nos perfumou
Em dias sem sol brilhou
Em noites sem lua guiou
Os meus passos até ti...
Senti-te quando não vi
O sorriso ou o aroma
Que me chegaram de ti
O olhar não tem realidade
Mas não tendo a possibilidade
De estar
É, por si só, a maternidade
De um desejo
Que nos dois
Alcança a eternidade.
Num momento sem luz... Maio 9 2000
Cristina

 

 

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EU, O SILÊNCIO E A SOLIDÃO
 
Eu, o silêncio e a solidão
Eramos quem estava aí
Tudo a meus pés era silêncio
Das palavras não ditas,
Do amor esquecido..
Tudo a meus pés era solidão
De desejos ausentes, de saudades adormecidas.
A luz iluminava o corpo nu
Faminto de beijos
Tão só na imensidão do espaço
O vento transporta suspiros
Que não os meus
Não os teus
Mas de outros amantes.
Tudo a meus pés era passado
Sem alento
Sem fortuna.
Eu,
O silêncio
E a solidão
Éramos quem estava aí.
.
.
cristina
.
.
Janeiro 8 1993

 

 

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Teia


Um braço
Um fio
Um dedo
Uniu
A teia
Que nos protegeu
Do frio.
Assim,
Enlaçados,
Abraçados
Dedo em dedo,
Mão na mão,
Peito no peito,
Tecemos
A emoção.
Entrelaçamos
Aromas,
Sabores,
Desejos,
E na cumplicidade
Desse enlace
Tecemos a teia
Da felicidade.
Tudo é partilhado,
Mimado,
Um braço,
Um fio,
Um dedo,
Uniu
A teia
Que nos protegeu
Do frio.


Cristina
Abril 14 2000

 

 

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Tempestade
 
Às noites a vida tem outro sabor
Outra luz
Que a emoção liberta
Solta,
Muda, desperta,
Seduz.
Num céu riscado a fogo
"Subimos no infinito da emoção
Descemos lentamente par a par"
E na entrega sem razão
Incendiamos as almas
Os corpos
Iluminados pelo ardor lunar.
Às noites a vida tem outra cor
Tingida de contrastes e vertigens
Espirais 
Esquecemo-nos de tudo
E a beleza da entrega
Tinge essa tela
De palavras, beijos,
E voo ao infinito do amor. 
Cristina
Cabo da Roca, Maio 2000

 

 

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Vento
O vento passou aqui
Revolto e inquieto
Procurando objecto
Para acalmar a sua fúria
O vento passou violento
Aqui e ali
Desceu vales, montanhas,
Caminhos
Despenteou meninos
Brindou à loucura
Depois cansado
Aliviado
Acalmou o passo
Beijou os amantes
E em segredos
Escutou os votos
Que se desprenderam
Dos dedos
Que acariciou
Por instantes....
Cristina
Maio 9 2000

 

 

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