A tribo abordada aqui são as lésbicas típicas, ou seja, aquelas que nem são tão modernas, nem muito masculinas, tem um corpo mediano, nem muito magras, nem muito gordas. São um clássico mesmo.
O local preferido desse grupo é a sua casa. Sempre arrumada, geladeira cheia, recebem as amigas, as ex-namoradas e suas respectivas namoradas. Tem um ou outro amigo gay, e um comportamento que merece nota. As lésbicas típicas serão fiéis aos seus amigos gays, cuidarão deles sempre que precisarem. Aliás, são muito generosas quando gostam de alguém.
Todas cozinham muito bem, mas o fundamento forte é o churrasco. Sabem escolher a melhor carne, fazer o melhor molho. Aqui não tem miséria, se convidam 10, fazem comida para 20. Se tiver um joguinho de futebol na TV depois de comer, melhor. Cerveja corre solta que nem água.
Aliás, essa coisa de fazer melhor, as tornam trabalhadoras compulsivas. Trabalham muito, não tem preguiça, e estão sempre dispostas. Como diz uma amiga minha, é no cinema que você encontra uma grande quantidade de lésbicas trabalhando. Uma coisa "Cinema: Profissão Bolacha". Todavia, independente do local ou profissão que escolherem para trabalhar, vão se destacar por sua capacidade.
Nem só de trabalho vive a mulher. Ao contrário das outras tribos GLS, todas desse núcleo se casam. Isso acontece por causa de um fenômeno bem típico: o rebuceteio. O fundamento consiste no troca-troca de namoradas, ou seja a namorada da ex-namorada pode ser a namorada de amanhã, entendeu? Então, ficar solteira, nem pensar.
Mesmo com o rebuceteio, todas são super ciumentas. Depois que casam, elas passam a viver uma relação siamesa, bem grudenta. Só se separam para ficar com a ex-namorada da outra e por aí, vai. (Leia ABC do Lesbian Drama).
O guarda-roupa não é uma grande preocupação. Tem dois itens que são fundamentais no modelo do dia a dia (Não significam que vez ou outra não apostem em uma super produção): a pochete e o colete. Para completar, calça jeans semi bag desbotada, camiseta ou camisa de meia, com tons neutros. Ninguém sabe explicar essa escolha, mas já sabe: a combinação dos itens acima, aposte na certa, é uma lésbica típica.
Para momentos de relax, fossa, a música cai bem. Não tem erro: Zélia Duncan, Marina, Ana Carolina e Adriana Calcanhoto. Tem muita festinha das típicas com rodas de violão, que substituem os momentos de videokê. Aliás, adoram cantar.
Enganam-se os que pensam que lésbicas são somente caseiras. Elas saem, sim. Os lugares em São Paulo eleitos pela comunidade típica: Farol da Vila Madalena, Pride e Ritz, especialmente no começo da noite do domingo. No sábado, Ipsis. Se você estiver no Rio, vá direto para o Bofetada, na Farme de Amoedo, em Ipanema.
Tudo bem, aprendemos que elas gostam de sair. Todavia, românticas que são, o que gostam mesmo, mesmo, é estar ao lado da gata! Aí, tudo é lindo, tudo é divino, tudo é maravilhoso. Trabalham melhor, cozinham melhor, vivem melhor. Até a cerveja fica mais gostosa. Ao som de Zélia Duncan, então, vira conto de fadas!
Autor Desconhecido