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A
longa peça vestibular esta dividida em itens sem titulação própria
e sem seqüência lógica. Para efeito
de uma resposta lógica
procuraremos acompanhar os referidos itens da melhor maneira
seqüencial possível,
demonstrando a improcedência total
de tudo o que foi alegado, lamentando o fato de que isso possa tornar
longa esta contestação.
I) CARACTERIZANDO AS PARTES
Em razão da forma como
foi colocada a presente ação, faz-se necessário uma caracterização
das partes sob alguns aspectos especiais, tais como a condição econômica
e educacional das partes, o envolvimento religioso e os componentes de fé
que daí recorrem, bem como as
estruturas hierárquicas que se inter-relacionam.
Temos aqui, no pólo ativo, uma poderosa corporação/associação,
longa manus de outra corporação internacional localizada em
Silver Spring – Washington – DC –
USA (vide artigo 2º
do estatuto anexo as fls 17), a
qual atua em nosso país
através de seus longos tentáculos.
No pólo passivo temos três pessoas físicas, de baixo padrão
educacional, sem condições econômicas para se defenderem e sendo
acusadas indevidamente, de ter tomado posse de um bem imóvel, o qual era
de uso coletivo de uma comunidade.
II)
DOS ANTECEDENTES REMOTOS
É fato inconteste, e ficará provado, que
no inicio da década de
1970 um grupo de pessoas passou a se reunir no município de Poá para
suas devoções religiosas, e optaram pelos padrões da denominação
religiosa que eles conheciam como IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA; o
grupo cresceu e entendeu que deveria comprar um terreno para construir um
salão para reuniões.
Como não possuíam personalidade jurídica, foram induzidos a
comprar o terreno em nome da Associação
Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia -
CNPJ 43.586.122/0001-14.
Pagaram o seu terreno e
em forma de mutirão foram construindo um salão para suas reuniões e
cultos, labor esse que levou mais de vinte anos.
Para a construção de tal edifício a referida associação em
nada contribuiu, muito ao contrario, recebia mensalmente contribuições,
sob a alegação de que só
assim o grupo teria o direito de usar o nome “Igreja adventista do Sétimo
Dia” e eventualmente ter um pastor que visitava o grupo a grandes
intervalos, pois o mesmo pastor “cuidava” das cidades de Ferraz de
Vasconcelos até Mogi das cruzes.
Tal situação evidentemente causava desconforto entre os
componentes mais esclarecidos do grupo.
Mais de vinte anos se passaram para que o prédio chegasse ao ponto
que esta hoje, a não
participação da associação é evidente, pois não há averbação
cartorária do prédio, não há habite-se ou mesmo planta de conservação
conhecida; A associação nunca legalizou o prédio nem exerceu
posse sobre ele, pois nem mesmo tinha
conhecimento das características do mesmo.
III)
DOS ANTECEDENTES PRÓXIMOS
Nos últimos vinte anos o mundo mudou muito, particularmente no que
se refere à comunicação, e fatos estranhos começaram a incomodar o
grupo, o qual já se modificara bastante; começaram a surgir perguntas
que não eram respondidas, principalmente quanto ao agigantamento de uma
corporação feito as custas de pessoas de baixíssimo poder econômico e
o afastamento dos ideais antigos.
Tais indagações começaram a incomodar o “Sistema” corporação/associação,
o qual para se ver livre das mesmas indagações passou a afastar
sistematicamente os questionadores.
continua em FOLHETOS
PARTE
3

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