T�CNICA
DE LAP SAU
NO WING CHUN

Por Thomas Pinheiro




Sobre a t�cnica de lap, muito interessante observar seu uso no wing chun, pois muitos utilizam a com m�todo de treino; o lap sau, por�m o que passa desapercebido � qual sua real inten��o. Inicialmente; alguns �praticantes de wing chun�; se quer sabem que lap significa um controle puxando, e que n�o � uma t�cnica pertinente a um estilo apenas de kung fu, a maioria dos estilos chineses utilizam-se deste movimento. Por�m eternizou-se no wing chun e muito devido a filmes do Bruce Lee onde ele sempre destacava este movimento em suas coreografias. Talvez da� tanto se fala em lap sau.

O lap pode ser um movimento composto de apenas um bra�o como com dois bra�os simult�neos, atacando com o mesmo bra�o ou o outro, controlando o advers�rio e combinando com ataque, de bra�o, cotovelo, joelho, ombro, chute. A t�cnica de lap possui in�meras varia��es de conclus�o; com ataque lateral, lateral baixo, soco do machado, fak sau, pak da, etc... mas tem detalhes espec�ficos de como executa-la, em rela��o a m�o, e no momento certo utilizando-se da for�a do oponente.

Apesar disso torna-se em sua aplica��o real nem sempre confi�vel quando n�o se est� colado ao oponente, pois em situa��o real, a velocidade de um ataque � muito r�pido e exige muita destreza em realizar o primeiro toque de contato, para ent�o colado tracionar o bra�o do advers�rio.

Tamb�m quando se procura maior velocidade ocorre ataque com a mesma m�o que executou o lap. Quando bem aplicado fica dif�cil de sair, mas como todo ataque, tamb�m tem como neutralizar, utilizando-se de sensibilidade ao toque da m�o do lap, quebrando rapidamente o dito ataque de lap sau.
Ent�o porque � muito comum em escolas de wing chun que se utilizam exerc�cio de bong lap sau?

A resposta est� em rala��o ao exerc�cio de bong lap sau treinado seguidamente com varia��es possa estimular ao praticante o senso de movimentar-se agressivo no ataque com sequ�ncias, senso de defesa, e sensibilidade. Por�m quando treinado baseado nas combina��es; torna-se um exerc�cio em que o movimento de aplica��o real sai da realidade, tornando-se mec�nico e impedindo a criatividade e permite que o parceiro de treino ao utilizar-se de um simples movimento de controle em resposta ao pr�prio lap; desmontar toda a seq��ncia; n�o dando chance para o outro aplicar o lap sau ap�s o bong.

Neste sentido �eu vejo�, muito mais funcionabilidade utilizar-se o desenvolvimento dos elementos da agressividade, da defesa, da sensibilidade atrav�s do lap em outras formas de treino; sem necessariamente prender-se ao exerc�cio de bong lap sau, que acaba tamb�m conduzindo um aluno inexperiente a aumentar a tens�o nos ombros; perdendo a movimenta��o continua de um bong sau de deslize para um ataque (principio em siu lim tau), sendo as combina��es de muito maior proveito em outro tipo de exerc�cio de parceiro, como o chi sau, onde em n�vel mais elevado, o grande n�mero de varia��es impede a mecanicidade ou previs�o do ataque ou defesa. Quando o bong sua � praticado com o princip�o de chum kiu, se quer h� possibilidade de seq�encialmente utilizar o lap sau.

A experi�ncia de ensinar, de saber o que quer desenvolver em seu aluno e tamb�m que m�todos escolher para o melhor aproveitamento de uma determinada t�cnica contam muito; mas sempre ser�o �op��o� e �gosto� de quem ensina. Wing Chun pode se desdobrar em milhares de exerc�cios para treinar, o problema � saber qual o n�vel dos resultados satisfat�rios s�o obtidos e qual a possibilidade de entendimento da t�cnica pelo aluno.
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