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PREOCUPAÇÃO DE QUEM TRABALHA COM SERIEDADE
O Calvário de um Demitido - Da Demissão à Desilusão
"Chegando ao lugar escolhido, Jesus lhes disse: Orai, para que não entreis em tentação. Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres passa de mim este cálice"
Lucas 22. 40 à 42
Manhã ensolarada de uma sexta-feira que prometia ser como tantas outras já vividas, anteriormente, por Anthony Klein (nome fictício para se manter a confidencialidade) ao longo de sua carreira profissional: levar os filhos à escola, fazer uma parada na padaria para um rápido café, comprar jornal e continuar seu trajeto até o trabalho - 40 minutos aproximadamente.
Chega à garagem de seu escritório. Estaciona o carro. Veste o paletó do terno azul-marinho, já meio surrado. Retira a pasta executiva do porta-malas e anda apressado até chegar à sala de trabalho. Não deseja desperdiçar o tempo.
Agora, já instalado em sua sala, pendura o paletó em um cabide, abre as venezianas e se senta à mesa de trabalho; liga o computador pessoal, examina a agenda e inicia mais um dia de trabalho, o último de uma semana cansativa, mas, ao mesmo tempo, produtiva. Revendo os compromissos do dia, cruza as informações de sua agenda com os dados contidos na programação de sua secretária. Tudo parece normal e dentro do previsto. Ao verificar os e-mails e definir os de resposta imediata, antevê de relance, um fim-de-semana restaurador e merecido em companhia de seus familiares.
Mas, não há tempo para divagações. Responde os e-mails mais urgentes e delega a sua secretária o andamento dos demais. Despacha com ela as pendências e lhe passa as últimas coordenadas em relação a atividades a serem cumpridas ao longo do dia: emissão de propostas comerciais, reunião com a equipe referente a projetos em andamento, finalização e encaminhamento de relatórios gerenciais, dentre outras tarefas.
Consciente de suas prioridades inicia uma reunião de negócios com profissionais, que representam o mais importante cliente da empresa. Na metade das negociações, o telefone toca. Certo de que se trata de um telefonema comum, permanece à mesa de reunião e reluta em levantar-se para atender à chamada. Mas, do outro lado da linha, o som estridente continua. Pensa em ignorá-lo, mas, diante de tanta insistência, se sente obrigado a pedir licença aos visitantes e verificar de que se trata. Reconhece, imediatamente, a voz de seu diretor: "Preciso falar com você urgente. É algo muito importante..." Anthony Klein, pondera, então, que necessita de alguns minutos para concluir a reunião com seu mais importante cliente.
A resposta é lacônica: "Não vou poder esperar muito tempo. Preciso falar com você, com urgência". Desapontado, ele retorna, à mesa; desculpa-se com os visitantes e diz que precisa encerrar a reunião. Apressado, põe-se, imediatamente, a caminho da sala de seu diretor. É recebido por com extrema frieza. Pensa consigo mesmo: algo está errado. O que terá ocorrido de tão grave? O silêncio o incomoda. Decide, por isso, tomar a iniciativa e indagar sobre o que está acontecendo.
O diretor, nervoso, pálido e um tanto vacilante, lhe diz: "Preciso reduzir os custos do departamento, e você faz parte dessa redução. Portanto, estou lhe comunicando minha decisão de demiti-lo. Procurei várias maneiras de evitá-la, porém, todo o meu esforço foi em vão".
Aturdido, Anthony Klein, vê o chão desabar sob seus pés, e sua cabeça inundada por uma enxurrada de pensamentos: onde é que errei? O que poderia ter feito de diferente? O que direi a meus amigos, clientes, pares e subordinados? O que minha família pensará sobre minha demissão? Como irei manter meu status social, meus filhos em escolas particulares e saldar meus compromissos financeiros, sem ter renda, a partir deste instante? De quanto tempo necessitarei para conquistar novo posto de trabalho? Quem poderá me ajudar nesse período de transição? Que pacote financeiro receberei da empresa, entre tantas outras dúvidas e interrogações. A confusão em sua mente é total: há apenas três meses, lembra-se, foi avaliado com notas excelentes e reconhecido com um bônus compensador.
Decepcionado e angustiado, em verdadeiro estado de choque, retorna a sua sala e começa a recolher seus pertences: papéis e documentos pessoais, fotografias da família, material decorativo etc. Nesse momento, novos pensamentos e emoções o atordoam: a saudade dos amigos que deixará para trás, os projetos futuros que não poderá mais completar, o despreparo para enfrentar o mercado de trabalho e a sensação de perceber-se impotente e perdido, apesar de sua carreira bem-sucedida.
Para muitos profissionais, não importa o nível, a perda do emprego é tão assustadora quanto o divórcio ou a morte de um membro da família. A demissão é ainda pior, quando não há uma estrutura de apoio para aliviar o choque, reconstruir a autoconfiança, enxugar as lágrimas, recompor as emoções, orientar sobre o melhor caminho a seguir, aconselhar sobre a melhor pessoa a procurar. O Dr. Richard Smith, editor executivo do British Medical Journal, afirma: "A prova de que desemprego mata - principalmente pessoas de meia-idade - é praticamente incontestável".
Envergonhado e submerso pelo sentimento da derrota e com a auto-estima abaixo de zero, ele se prepara para fazer o caminho de volta para casa. Momento crítico e de total desconforto. Oh! Como seria bom se pudesse desviar esse cálice de sua vida.
A esposa o aguarda com expectativa. Abraça-o, fortemente. Beija-o demoradamente. Procura consolá-lo. Porém, não suporta a dor estampada em seu rosto e se descontrola: chora decepcionada, como uma criança que acaba de perder ou ver quebrado seu melhor brinquedo.
A compreensão e o apoio com os quais pretendia recepcioná-lo e apoiá-lo nesse momento confuso de perda, converte-se em muro de lamentações incontidas e tristeza profunda.
Anthony Klein não sabe o que fazer. Afinal, nunca experimentou tal realidade ao longo da carreira profissional. O melhor mesmo, pensa ele, era nunca ter voltado para casa. Assim, não teria feito sua família sofrer tanto.
Durante o final de semana, um pouco mais aliviado, procura alinhavar seu curriculum vitae. Sente-se incapaz de prepará-lo. Nunca havia pensado sobre a importância de ter um curriculum e, muito menos, de mantê-lo atualizado. Agora, precisa redigi-lo com urgência para, logo na segunda-feira, ir à luta. Aproveita ainda, mesmo que timidamente, para prospectar o mercado de trabalho, via internet e jornais e, timidamente, ligar para seus melhores amigos.
Anima-se, especialmente, quando consulta alguns sites: 120 mil vagas, em aberto, divulgadas. Nada mal, pensa ele, num momento em que somente se fala de desemprego, corrupção e criminalidade. Não sabe ele, que essa é mais uma tática da indústria estelionatária de consultores (ou seriam cãosultores) de empresas de recolocação, que desejam seduzi-lo e enganá-lo com falsas promessas de emprego fácil. Se tais números fossem verdadeiros, não haveria desemprego no país.
Sua batalha para conquistar um novo emprego só está começando. Esperançoso, envia seu curriculum a amigos, agências de emprego e headhunters. Cadastra-se em alguns sites, alguns confiáveis, outros, verdadeiras arapucas, que funcionam como máquinas caça-níqueis, programadas, apenas, para locupletar proprietários inescrupulosos, que se beneficiam da ingenuidade de pessoas fragilizadas pela dor do desemprego.
É nesse instante de total vulnerabilidade, que milhares de profissionais são assediados e seduzidos por tais cãosultores de recolocação; eles agem como hábeis aplicadores de golpes baixos, lesando pessoas incautas e necessitadas e praticando ações típicas de estelionatários incorrigíveis. Eles têm um perfil característico: são falantes, envolventes e convincentes, principalmente, ante pessoas ingênuas, que acreditam, facilmente em promessas.
E como operam essas arapucas?
Primeiro, anunciam nos principais jornais do país posições, as mais variadas,
que não existem. Elas funcionam como iscas para um exército de desempregados; milhares de pessoas, de formação precária, desconhecem os métodos utilizados por essas arapucas.
Segundo, pesquisam a divulgação de currículos em diferentes sites, convencidas de que atrairão vítimas em potencial para os pseudo-serviços que oferecem. Há no mercado pseudoconsultorias, conhecidas por sua esperteza em criar softwares específicos para roubar currículos de suas concorrentes - "rouba.phtml" - conforme denúncia feita pela revista, Isto é Dinheiro, nº 275, de 04 de dezembro de 2002.
Terceiro, seus cãosultores ligam para esses mesmos profissionais, geralmente à noite, sob o argumento de que receberam seu curriculum, e que têm uma posição compatível com seu perfil. Não identificam, em princípio, a empresa. Deixam apenas o número do telefone do cãosultor.
Quarto, utilizando-se de pressão psicológica, atacam de surpresa e tentam convencer suas vítimas em potencial a agendarem uma entrevista, o mais breve possível. De preferência, já na
primeira hora do dia seguinte.
Quinto, o cãosultor diante de seu computador, começa a descrever à vítima em potencial as vagas em aberto. As "oportunidades são tantas" que deixam qualquer profissional interessado em conquistá-las.
É bom frisar, ainda, que inúmeras outras estratégias são arquitetadas e utilizadas por essas arapucas: "Garantimos sua recolocação ou seu dinheiro de volta"; "elaboramos uma mala direta que vende"; "geramos" "X" entrevistas, em média, por candidato; "temos parceria com milhares de empresas"; "temos acesso às posições em aberto, antes mesmo que sejam divulgadas no mercado"; "com seu perfil, você se recolocará em menos de 30 dias"; "emprego de qualidade"; "empresa que recoloca com ética" e outras.
Muito cuidado com aquelas empresas que em suas propagandas alardeiam sobre sua conduta ética na condução dos negócios. O próprio discurso é a maior prova de que nada sabem sobre o assunto. Quando uma empresa é ética, suas ações dispensam discursos éticos. Visite o Procon e logo descobrirá que essas empresas têm inúmeros processos contra elas. Portanto, não dê atenção as suas palavras, faladas ou escritas, mas ao movimento dos pés de seus cãosultores - como agem.
É essa realidade que milhares de profissionais, à semelhança de Anthony Klein, encontrarão a partir de segunda-feira ou logo após o envio de seu Curriculum Vitae.
O diálogo, abaixo reproduzido, entre uma vítima em potencial e uma dessas arapucas dirigidas por cãosultores mafiosos e sem escrúpulos, é ilustrativo:
Cãosultor: "Eu sou o Gerente Corporativo da empresa tal. Você tem uma cópia atualizada de seu curriculum vitae?" Ou ainda: "Recebemos a indicação de seu nome." (Tudo não passa de armação desavergonhada).
Cliente: "Se vocês não têm uma cópia de meu curriculum vitae, como sua secretária conseguiu me achar entre tantos profissionais no mercado de trabalho?"
Cãosultor: "Recebemos uma indicação de seu nome, através de um de nossos clientes." (Indagado sobre o nome de quem o indicou, não sabia dizer, alegando serem muitas as suas fontes de informações). Leia-se: blefe ou mentira pura.
Cliente: "Mas, por que vocês me chamaram até aqui?"
Cãosultor: "Nossa empresa tem duas posições em aberto de nível de diretoria industrial: uma na área farmacêutica e outra na automotiva. Você está interessado em conversar sobre essas posições?"
Cliente: "Tenho interesse na posição de diretor industrial da área farmacêutica."
Cãosultor: "Que outras áreas seriam de seu interesse?"
Cliente: "Tenho interesse, também, em trabalhar em uma das seguintes áreas: alimentícia, cosmética, química ou veterinária."
Cãosultor: "Bem, trabalhamos em todas as áreas e segmentos mercadológicos. Temos 120 (cento e vinte) headhunters somente no Brasil e outros tantos no exterior - Argentina, México, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Inglaterra. Além disso, nossos contatos são feitos diretamente nas matrizes no exterior. Nossa empresa foi formada por consultores de várias partes do mundo principalmente canadenses."
Cliente: "Você me chamou para falar sobre a posição de diretor industrial - farmacêutico. Vamos, então, falar um pouco mais sobre essa oportunidade?"
Cãosultor: "Estamos falando de uma empresa multinacional norte-americana, que tinha um site na zona Sul de São Paulo. No entanto, vendeu esse site e transferiu suas operações para o Rio de Janeiro. As coisas não deram certo lá e ela recomprou 50% do site que vendera em São Paulo e está retornando. A empresa atua na área de nutrição animal e produtos hospitalares. Agora, a empresa quer entrar no segmento farmacêutico. Mas qual é o seu salário mensal hoje?"
Cliente: "Eu tenho um salário de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por mês, além dos benefícios."
Cãosultor: "Essa posição que estamos lhe oferecendo tem uma remuneração entre R$ 14 e R$ 16 mil reais, além de todos os benefícios comumente oferecidos a um diretor: bônus, carro, corporate card, assistência médica e hospitalar, entre tantos outros."
Cliente: Com a mente hipnotizada e os olhos excitados pela esperança, diz: "O que eu preciso fazer para participar do processo seletivo dessa posição?"
O golpe começa a tomar forma. É a hora fatal do ataque ao bolso do incauto.
Cãosultor: "Nosso processo compreende duas etapas: primeira, o candidato precisa nos enviar seu curriculum vitae atualizado imediatamente. Segunda, com base em seu curriculum, vamos traçar seu perfil profissional e psicológico, a fim de submetê-lo a nosso cliente. Posso afirmar-lhe que seu perfil é o desejado pelo meu cliente. Não poderia haver um candidato melhor do que você. A posição é perfeita para você. Você concorda comigo?"
Nada mal, se tudo isso fosse verdadeiro. Mas, como sabemos, é pura malandragem do "cãosultor".
Cliente: "Qual é o custo desse serviço para mim?"
Cãosultor: "Em nível mundial, nossa empresa cobra os seguintes valores:
- Quatro parcelas iguais de R$377,00 (trezentos e setenta e sete reais).
- E mais 40% sobre seu primeiro salário pós-contratação, em duas parcelas de 20% cada uma."
Esses valores variam de arapuca para arapuca. Ainda bem que não foi criada a tabela nacional dos estelionatários.
Cliente: "Que garantias você me dá de que serei entrevistado pela empresa?"
Cãosultor: "Eu vou preparar seu perfil para a empresa solicitante. Se ela recusar seu curriculum é um risco que vamos correr juntos. Mas, você não deve esquecer que nós temos mais de 120 headhunters que estarão trabalhando incansavelmente seu curriculum no mercado. E, eu mesmo vou fazer esse hunting para você durante doze (12) meses." (Não se esqueçam de que no início do diálogo o cãosultor havia afirmado, que tinha uma posição de diretor industrial que se adequava ao perfil do candidato cliente).
Cliente: "Vamos renegociar a forma de pagamento? Eu lhe pago 50% do meu primeiro salário numa única parcela, tão logo seja admitido nessa empresa!"
Cãosultor: "Esse R$1.500,00 (um mil e quinhentos reais) serve para custear apenas os 120 headhunters que mantemos no mercado. É uma política mundial da empresa. Não dá para alterar essa política."
Cliente: "Você tem algum contrato por escrito que eu possa levar para lê-lo com mais cuidado quando chegar a casa?"
Cãosultor: "Não. Posso escrever no verso do cartão de visita."
Candidato: "Não há necessidade. Já fiz minhas anotações." (Esse conseguiu sair ileso).
Nesse instante, o diálogo é desfeito. A vítima consegue sair ilesa. Resta agora, apenas a raiva pelo tempo perdido e a desilusão. O emprego alardeado é meramente um artifício maquinado pelo cãosultor de recolocação que, à semelhança do estelionatário, procura vender "o bilhete premiado" da loteria em uma de nossas praças e avenidas públicas.
Todos os dias, centenas de profissionais são contatados e abordados por esses cãosultores da indústria do desespero, da desesperança e da falta de escrúpulo. E eles poderiam ser classificados em quatro tipos:
· O superpreparado, que percebe a estratégia ardilosa e com sintomas de um aviltante estelionato, e denuncia o fato, imediatamente, às autoridades constituídas. Ele não tem medo de ameaças ou de represálias. Portanto, não se intimida diante de falsos profissionais, cujos méritos pessoais são: o engano, a mentira e o dolo.
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O preparado que, abordado, agradece pelo contato e não perde o tempo com cãosultores aventureiros e desonestos. Portanto, não vive, mesmo que temporariamente, em conflito.
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O menos tolo, que aceita o convite para ouvir a história, ardilosamente, montada por esses cãosultores, volta para casa para pensar em voz alta com a família, porém, persiste no conflito: devo ou não assinar o contrato com essa empresa que me prometeu o emprego dos sonhos?
Em seu íntimo, ele indaga: "O que são quatro parcelas de R$377,00 (trezentos e setenta e sete reais) cada, se por tão pouco custo, posso conquistar meu novo emprego. Ele se esqueceu do sábio conselho: "Cuide de seus centavos e os milhões cuidarão deles próprios".
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O tolo faz os quatro cheques (ou o pagamento via cartão de crédito) e logo morre desiludido. O emprego tão prometido virou pó ou, como na história do bilhete premiado da loteria, evaporou-se. Resta-lhe, portanto, mais dor, mais sofrimento e mais pobreza.
As organizações sérias deste país sejam elas consultorias ou não, não podem ficar indiferentes. O silêncio e a complacência diante de tal realidade as tornarão coniventes com tais arapucas.
É preciso denunciar esses cãosultores da indústria do desespero e que infelicitam ainda mais a vida de milhares de profissionais desempregados e seus familiares.
As autoridades federais e estaduais - Secretarias do Trabalho, Ministério do Trabalho, Promotoria Pública e Procon, entre outras, precisam fiscalizar e punir, com rigor, essas empresas que se autodenominam "Consultorias", mas que não passam de arapucas, comandados pelos mafiosos da vulnerabilidade econômica do país. Os verdadeiros urubus do downsizing.
É minha posição que se os profissionais, principalmente os de recursos humanos, e as empresas sérias, éticas e comprometidas com o desenvolvimento de seus colaboradores se calarem, as próprias pedras clamarão. Portanto, brademos com todas as nossas forças contra essas arapucas, antes mesmo que elas causem maiores danos a milhões de desempregados deste país.
A prática da recolocação de profissionais no mercado de trabalho não pode ser vista, simplesmente, como um processo de natureza, puramente, mercantilista. Digo isso, com a autoridade de um profissional que a desenvolve há vinte e três anos, para algumas das maiores e melhores empresas nacionais e multinacionais do país.
É possível empreender trabalhos éticos e de excelente qualidade sem a necessidade de se valer dos expedientes utilizados pela máfia e pelos cãosultores do desemprego, num instante em que as empresas discursam sobre o valor do capital humano.
Há um antigo provérbio muito citado nos Estados Unidos que diz: "You should never buy anything you can't see from someone you don't know" - (Você nunca deveria comprar algo que você não vê de alguém que você não conhece).
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