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Yorkshire teve sua origem no Condado de York, na Inglaterra, no século XIX,
através dos cruzamentos das raças: Skye Terrier, Clydesdale Terrier, Paisley
Terrier e pesavam em torno de 5 a 7 quilos. Há ainda os que dizem que também
participam da raça o Dandie Dinmont, Maltês, Manchester Terrier e o Halifax
Fawn, mas não há estudos que comprovem.
Foi criado inicialmente com intuito de caçar roedores nas minas de
carvão, pois a coloração ajudava no trabalho das minas, sua cor azul-aço não
manchava com o carvão como em raças de cor clara; e sua cabeça, peito e
pernas douradas ajudavam os mineradores a enxergar os Yorkies dentro das
tubulações. Treinados para tal função, passou a se destacar em campeonatos
de "caça aos ratos", realizados em bares da região, cujo objetivo de seus
criadores era de obter lucro, com este propósito foram obtendo, através de
cruzamentos dos menores exemplares, uma progressiva redução no seu tamanho e
peso de 3 a 4 quilos.
Depois deste aperfeiçoamento da raça às preferências humanas, o
pequeno caçador de tocas acabou mesmo se destacando por sua pelagem longa de
cores contrastantes e acetinada, que o tornou em um cão cobiçado e querido
pelos ingleses, tanto por seu temperamento como por sua aparência, não
demorou muito para que os novos pequenos cães conquistassem inúmeros prêmios
em exposições e chamassem atenção de sua beleza por todo o mundo.
Não houve pessoa que conhecesse mais a respeito da origem e
desenvolvimento da raça do que a falecida Sra. A. Foster of Bradford, e foi
o seu progenitor por excelência: Hunddersfield Ben, que aperfeiçoou a raça.
E em 1885, lembrando o "pedigree" do cão Bradford Hero, a Sra. Foster disse
que todos os melhores cães dos últimos 35 anos descendiam dele e tinham
sido, todos eles, originários de Scottsh Terriers e exibidos como tais até
poucos anos atrás.
O Yorkshire foi apresentado pela primeira vez na Inglaterra em
1861. Sua primeira aparição numa exposição canina ocorreu em 1861, em
Birminghan, quando ainda era conhecido por Terrier Escocês Anão de Pêlo
Longo. O Yorkshire Terrier foi reconhecido como raça pelo American Kennel
Club somente em 1885, e em 1898 no Kennel Club da Inglaterra. No fim da Era
Vitoriana ele começou sua ascensão social, tornando-se o companheiro
inseparável das senhoras da aristocracia e da alta burguesia, sendo o seu
sucesso tal que rápida e progressivamente se tornou um cão de luxo e
companhia.
No Estados Unidos a introdução do Yorkshire Terrier se deu por
volta de 1880. No Brasil, acredita-se que a raça chegou em 1966 e sua
aceitação foi imediata, tanto que, no ano de 2002, o Yorkshire Terrier foi
classificado como o mais vendido no país.
Curiosidades da Raça
O Yorkie tem um temperamento muito agradável. É um cão muito vivo,
impulsivo, curioso, de personalidade forte e dominante. Sendo uma raça
dominante, enfrenta cães de proporções maiores, sem ter noção de seu
tamanho. Brincalhão, carinhoso, meigo, muito inteligente e apegado aos
donos, acaba em pouco tempo de convívio encantando a todos, e sendo tratado
como "bebe". Tratando-se de um cão de luxo e companhia, convive muito bem
dentro de casa. Sendo o preferido por quem mora em apartamentos. Como é
pequeno, as pessoas não colocam limites em seus atos, deixando-o tomar conta
da casa. Não solta pêlos e late muito pouco, se mantém atento a qualquer
tipo de barulho, dando o alerta assim que percebe algo fora do normal.
O filhote nasce praticamente preto e canela, como o Rottweiler e o
Dobermann, e só atingirá a sua cor por volta dos 12 aos 18 meses de idade. É
permitido uma pequena mancha branca no antepeito e na ponta dos pés. Isso é
herança de cães de pelagem branca que entraram na formação da raça.
Com todas essas qualidades, e de porte pequeno, com espírito
independente vem se popularizando a cada dia, e diante disto, precisamos
tomar muitos cuidados nos acasalamentos para obter exemplares dentro do
padrão.
Embora pequeno e com estrutura frágil, o Yorkie, desde que não seja
miniaturizado, não tem predisposição particular a doenças sérias. Os males
próprios da raça até existem, mas em geral têm tratamento simples e uma vez
tratados, não trazem grande sofrimento ao cão, nem trazem maiores
conseqüências. Os mais comuns são os odontológicos, precisamente o tártaro e
a dentição dupla, a qual se caracteriza pelo nascimento dos dentes
permanentes sem que caiam parte dos de leite. Ambos os problemas,
inicialmente, só geram mau hálito e são de fácil solução. No caso do
tártaro, bastam limpezas dentárias periódicas. Quanto à dentição dupla, é só
extrair os dentes que não caíram.
Outra patologia comum à raça é a luxação da paleta. Trata-se de um
deslocamento do joelho, em geral de origem hereditária, que se manifesta em
qualquer idade, causando dor e fazendo o cão mancar. Muitas vezes, o
problema se resolve sozinho: o joelho simplesmente volta para o lugar, se o
mal perdurar, exige tratamento, que varia conforme o caso e o médico. Há
quem opte pela prática de exercícios apropriados, como natação, que
fortalece a musculatura. Analgésicos, antiinflamatórios e gelatinas também
são utilizados. A cirurgia, por sua vez, é adotada como último recurso, em
casos crônicos.
A miniaturização dos Yorkshires, procedimento que existe a
contragosto da boa criação mundial e que produz exemplares com menos de 2kg,
os torna propensos a uma série de outros problemas que seus parceiros
maiores costumam desconhecer. Não é à toa que especialistas sérios
desaconselham firmemente a busca por Yorkies miniaturizados.
Toda a beleza de um exemplar da raça Yorkshire Terrier é
proveniente dos cuidados que seu proprietário possui com sua higiene. A
longa e abundante pelagem pede cuidados especiais, que devem ser seguidos
até mesmo para oferecer ao animal uma boa qualidade de vida.
PADRÃO OFICIAL
CBKC nº 86, de 10/5/1994. FCI nº 86f, de 28/9/198.
CLASSIFICAÇÃO Grupo 3, Terriers de Companhia, seção IV.
PAÍS DE ORIGEM
Inglaterra Grã Bretanha, Yorkshire.
UTILIZAÇÃO
companhia.
PROVA DE TRABALHO
para campeonato independente.
APARÊNCIA GERAL
De pelagem longa; o pêlo cai perfeitamente reto,repartido por uma linha que
se estende da trufa á extremidade da cauda,de maneira igual para cada lado.
Muito e de contorno definido, mantendo-se incólume, o que lhe confere um ar
de importante. O conjunto de suas formas revelam vigor e boas proporções.
CARACTERÍSTICAS
Terrier de companhia, ativo e inteligente.
TEMPERAMENTO repleto
de vivacidade, e índole igual.
CABEÇA E CRÂNIO
Cabeça mais para pequena e plana, sem apresentar o crânio muito proeminente
ou abobado e o focinho não muito longo. A trufa é preta.
OLHOS
De tamanho médio escuros e cintilantes;expressão esperta e inteligente;de
inserção frontal. Não sendo proeminentes,têm a rima palpebral escura.
ORELHAS
Pequenas, em forma de V, portadas e eretas, sem serem muito afastadas,
revestidas de pelagem curta, de cor fulvo-saturado e intenso.
MAXILARES
Articulados em tesoura perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos
superiores encobrem os inferiores em contato estreito e são engastados
ortogonalmente aos maxilares. Os dentes são bem alinhados e os maxilares de
igual comprimento.
PESCOÇO de bom comprimento e elegante.
ANTERIORES
Ombros bem oblíquos, antebraço retos, bem revestidos de pelagem
fulvo-dourado intenso, que é muito pouco mais claro nas pontas que nas
raízes, não ultrapassando acima do nível dos cotovelos.
TRONCO compacto. As costelas são moderadamente arqueadas.O lombo é bem
firme.O dorso é reto.
POSTERIORES
Vistos por trás, membros perfeitamente retos.O joelho é moderadamente
angulado. Bem revestidos de pelagem fulvo-dourado intensos cujas pontas são
alguns tons mais claros que raízes, não ultrapassando acima do nível dos
joelhos.
PATAS redondas. As unhas são pretas.
CAUDA
Usa-se encurtá-la a um comprimento médio; revestida abundantemente com uma
pelagem azul mais escuro que o restante do corpo, principalmente na
extremidade. A cauda é portada um pouco mais alta que a linha superior, na
angulação de 45°. Obs.: A cauda inteira é mais reta possível, com o
comprimento que possibilite uma aparência geral balanceada (o padrão quer
dizer que o tamanho da cauda deve ser proporcional ao do corpo; quanto ao
porte da cauda e quanto a cor e pelagem,valem as mesmas observações
referentes a cauda amputada.
MOVIMENTAÇÃO
Passadas fluentes com boa propulsão. Anteriores e posteriores trabalham
corretamente direcionados para a frente. Durante a movimentação a linha
superior parece bem firme.
PELAGEM
No tronco, o pêlo é de comprimento moderado, perfeitamente reto (sem
ondulações), brilhantes, de textura fina e sedosa, nunca lanosa. Na cabeça a
pelagem é longa, de cor fulvo-dourado intenso, e cor mais saturada nas
faces,na base das orelhas e no focinho onde o pêlo é bem longo. A cor fulvo
da cabeça, não deve alcançar o pescoço. Na pelagem,não poderá haver,
absolutamente, qualquer mescla de pêlos ou encarvoados na cor fulvo.
COR
Azul-aço escuro, nunca prata nem preto, estendendo-se do occipital á raiz da
cauda, jamais mesclados de fulvos,bronze ou escuros. No antepeito e na
cabeça a pelagem é fulvo intenso e brilhante.
PESO até 3,150 quilos.
FALTAS
Qualquer desvio dos termos deste padrão,deve ser considerado como falta e
penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA
Os machos devem apresentar dois testículos, de aparência normal, bem
desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
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