Tartaruga
nome comum de certos répteis (quelônios) que se caracterizam por uma carapaça rígida, que recobre seus órgãos internos. São formas de vidas muito antigas. Os fósseis mais velhos identificados como tartarugas remontam ao Triássico, há uns 200 milhões de anos. Hoje, existem cerca de 360 espécies, terrestres e aquáticas, em todo o mundo. No Brasil, há aproximadamente 40 espécies.

A ordem a que pertencem as tartarugas se divide em duas subordens: a primeira compreende espécies capazes de retrair a cabeça para dentro da concha com um
movimento telescópico (de esticar e encolher) o pescoço; e a segunda inclui as espécies de água doce, que escondem a cabeça dobrando o pescoço para um lado. Na maioria, estão adaptadas a hábitats de água doce ou terrestres e um pequeno grupo, à vida no mar.
A parte superior da carapaça recebe também o nome de espaldar; a parte inferior, plana, é chamada peito. A estrutura e o tamanho da carapaça e do peito variam de uma espécie para outra. Tipicamente, a carapaça das tartarugas é formada por duas capas: uma interior, óssea, cujas seções são denominadas placas, e uma superior, córnea, formada pelos chamados escudos. Embora seja rígida, a carapaça das tartarugas é uma estrutura muito sensível, devido ao grande número de terminações nervosas que contém.
Das oito espécies e subespécies de tartarugas-marinhas, cinco costumam freqüentar as costas brasileiras. São elas: tartaruga-verde; cabeçuda; tartaruga-de-couro; tartaruga-de-pente; e tartaruga-bastarda.

Todas estão na lista oficial de animais em risco de extinção, apesar do trabalho desenvolvido no Projeto Tamar (Projeto Tartaruga-Marinha), que, operando no litoral da Bahia desde 1979, já devolveu ao mar 2 milhões de filhotes. Entre os quelônios de água doce, faz parte da lista o cágado-de-hogei, endêmico do estado do Rio.
Na Amazônia, embora não haja nenhuma tartaruga considerada em situação de risco, é grande a pressão sobre as espécies Podocnemis expansa, Podocnemis unifilis, Geochelone denticulata e Teltocefalus tumerilianus, devido à caça e à coleta de ovos.

A tartaruga alaúde é a maior das sete espécies de tartarugas marinhas. Chega a pesar 540 kg. Diferencia-se das outras tartarugas aquáticas e terrestres por sua incapacidade de retrair a cabeça para dentro do casco e pela modificação das patas em nadadeiras. Alimenta-se somente de medusas.

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