Medidas gerais de pronto-socorro:

    O socorrista deve evitar contato direto com roupas e v�mitos contaminados. Usar luvas de borracha para fazer lavagem do pesticida da pele e dos cabelos.

    Se houver fortes indica��es de envenenamento agudo por organofosforados, o paciente deve ser imediatamente tratado. N�o se espera a confirma��o laboratorial.

    Nos casos de envenenamentos agudos por pesticidas h� uma s�rie de medidas de urg�ncia que devem ser tomadas, qualquer que seja o t�xico, a fim de facilitar a recupera��o do indiv�duo. Entre essas medidas de descontamina��o, destacam-se:

     

Remo��o do agente t�xico:
  • Retirar o paciente do local de trabalho.
  • Banho com �gua fria e sab�o, troca das roupas se a contamina��o foi por contato. Tamb�m lavar bem os olhos, com muita �gua, no caso de contamina��o ocular.
  • Provocar o v�mito ou fazer lavagem g�strica se o t�xico foi ingerido. O v�mito pode ser provocado com a ingest�o de detergente (tipo ODD) ou xarope de Ipeca. Nunca provocar v�mito em pessoas inconscientes.
  • Remeter amostra de v�mito e/ou lavado g�strico inicial para an�lises cl�nicas.
  • Administra��o de carv�o ativado para adsorver esses compostos. Em alguns casos, pode ser ben�fica a administra��o repetida de carv�o mineral ativado. O carv�o tem pouco risco em rela��o aos cat�rticos. Cat�rticos n�o devem ser administrados ap�s o carv�o aparecer nas fezes.
  • Dose de carv�o ativado:
  • Adultos e crian�as acima de 12 anos: 50-110 g em 300-800 ml de �gua.
  • Crian�as abaixo de 12 anos: 15-30 g em 100-300 ml de �gua.
  • Dose do sorbitol, em solu��o aquosa a 35%, (agente cat�rtico preferido) adicionado ao carv�o:
  • Adultos e crian�as acima de 12 anos: 1,0 a 2,0 g/kg de peso at� o m�ximo de 150 g por dose.
  • Crian�as abaixo de 12 anos: 1,0 a 1,5 g/kg de peso at� o m�ximo de 50 g por dose.
  • Cat�rticos alternativos: sulfato de Na e Mg; citrato de Mg.
  • Dose do SO4 de Na e Mg:
  • Adultos e crian�as acima de 12 anos: 20 a 30 g.
  • Crian�as menores que 12 anos: 250 mg/kg de peso.
  • Dose de citrato de Mg:
  • Adultos e crian�as: 4 ml/kg de peso at� o m�ximo de 300 ml.
  • Administrar laxativos ou enema para evacuar os intestinos. N�o administrar laxativos oleosos vegetais, porque os pesticidas podem se dissolver no �leo e ser absorvidos mais facilmente.
  • Cuidados: n�o instilar fluidos rapidamente no est�mago para evitar v�mitos e regurgita��o por sobrecarga de l�quidos. S�rios dist�rbios eletrol�ticos podem ocorrer como conseq��ncia, principalmente em crian�as. Deve-se monitorar eletr�litos, incluindo Mg.
  •  

    Cuidados com as vias a�reas e a respira��o:

    • Verificar se a boca cont�m muco ou v�mito e remov�-lo.
    • Eliminar obstru��es mec�nicas, corrigindo a posi��o da l�ngua, por exemplo.
    • Observar se a respira��o espont�nea � adequada.
    • Caso contr�rio, aplicar respira��o artificial, com entuba��o endotraqueal e oxigenoterapia. Durante a entuba��o, a cabe�a deve ser mantida em n�vel inferior ao do est�mago.

     

    Cuidados com a circula��o:

    • Alguns pacientes, nas fases agudas da intoxica��o, demandam tratamento em unidades de tratamento intensivo. Nos casos em que se desenvolvem arritmias card�acas, faz-se necess�rio o uso de drogas antiarr�tmicas como quinidina, procainamida e bloqueadores de canais de c�lcio.
    • Se o paciente estiver em choque (p�lido, com a pele �mida e pulso r�pido e fraco), afrouxar toda a roupa que estiver apertada, colocar as pernas mais altas que o corpo e cobri-lo para aquecer.
    • Quando o pulso n�o for percept�vel e o cora��o houver parado, aplicar massagem card�aca externa.
    • Estimulantes circulat�rios como adrenalina (= epinefrina) n�o devem ser usados antes do exame cuidadoso do caso. Eles s�o absolutamente contra-indicados nas intoxica��es por inseticidas clorados.

     

    Cuidados m�dicos de ordem geral:
    Antes de iniciar o tratamento, procurar determinar quais os t�xicos respons�veis pelo quadro e indagar sobre a exist�ncia de outras enfermidades n�o relacionadas com os pesticidas.
    Se o caso for grave, iniciar imediatamente a administra��o de soro gota a gota na veia, conforme as necessidades, enquanto � continuado o exame m�dico.
    Em geral, os t�xicos s�o eliminados em grande parte por via renal; por esse motivo � necess�rio assegurar um fluxo urin�rio abundante, de cerca de oito litros por dia. Isto pode ser conseguido pela administra��o de manitol a 20% por via intravenosa lenta, utilizando-se cerca de 500 ml em 24 horas. Este diur�tico osm�tico � de grande utilidade nas intoxica��es agudas por inseticidas fosforados. O manitol a 20% pode ser adicionado a soluto glicosado para administra��o gota a gota na veia, a fim de manter o fluxo no n�vel desejado.
    Respira��o artificial e oxigenoterapia devem ser logo estabelecidas sempre que houver dificuldade respirat�ria. A oxigenoterapia � contra-indicada nas intoxica��es por paraquat, por favorecer o desenvolvimento de processos t�xicos que resultam na prolifera��o r�pida de fibroblastos na luz dos alv�olos pulmonares.

     

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    Cynthia Guimar�es Tostes Malta
    �ltima revis�o: Dezembro 11, 2000

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