Fragmentos de pensadores |
fonte: Ateus.net
“... [a religião é] um sistema de doutrinas e promessas que, por um
lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e
que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará
por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer
frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode
imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente
engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades
dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com
os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil, tão
estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma
atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande
maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida.
Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de
hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável
e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de
lamentáveis atos retrógrados.”
“Tudo que a humanidade sofreu com as guerras, com a pobreza, com a
pestilência, com a fome, com o fogo e com o dilúvio, todo o pavor e
toda a dor de todas as doenças e de todas as mortes – tudo isso se
reduz a nada quando posto lado a lado com as agonias que se destinam às
almas perdidas. Este é o consolo da religião cristã. Esta é a justiça
de Deus – a misericórdia de Cristo. Este dogma aterrorizante, esta
mentira infinita: foi isto que me tornou um implacável inimigo do
cristianismo. A verdade é que a crença na danação eterna tem sido o
verdadeiro perseguidor. Fundou a Inquisição, forjou as correntes e
construiu instrumentos de tortura. Obscureceu a vida de muitos milhões.
Tornou o berço tão terrível quanto o caixão. Escravizou nações e
derramou o sangue de incontáveis milhares. Sacrificou os melhores, os
mais sábios, os mais bravos. Subverteu a noção de justiça, derriscou a
compaixão dos corações, transformou homens em demônios e baniu a razão
dos cérebros. Como uma serpente peçonhenta, rasteja, sussurra e se
insinua em toda crença ortodoxa. Transforma o homem numa eterna vítima
e Deus num eterno demônio. É o horror infinito. Cada igreja em que se
ensina esta idéia é uma maldição pública. Todo pregador que a difunde é
um inimigo da humanidade. Em vão se procuraria uma selvageria mais
ignóbil que este dogma cristão. Representa a maldade, o ódio e a
vingança sem fim. Nada poderia tornar o inferno pior, exceto a presença
de seu criador, Deus. Enquanto estiver vivo, enquanto estiver
respirando, negarei esta mentira infinita com toda minha força, a
odiarei com cada gota de meu sangue.” Sigmund Freud
Robert G. Ingersoll
“Por que haverá alguém de envergonhar-se de seu corpo quando este é perfeitamente sadio e capaz de desempenhar as suas funções? Não seria verdade, porventura, que uns poucos neuróticos tivessem primeiro concebido a doutrina do pecado original para justificar as próprias neuroses e que todas as gerações subseqüentes de homens normais tivessem seguido pensadores anormais como estúpidos carneiros? Não era a nossa moralidade uma fraude? Não era a felicidade o desígnio da vida? A religião, longe de ser uma aceitação é uma negação da vida.”
Nietzsche
“O problema mais gritante de sistemas absolutistas, como os Dez Mandamentos, é que, quando há mais de uma regra absoluta, torna-se possível o surgimento de conflitos entre elas. Assim, poder-se-ia perguntar se é algo apropriado assassinar para prevenir um roubo. É permitido roubar para prevenir um assassinato? Deveríamos mentir se tivéssemos uma boa razão para acreditar que a verdade faria com que o indivíduo morresse de ataque cardíaco? É apropriado mentir para evitar ser assassinado? É lícito quebrar o sábado santo para salvar a vida de alguém? Seria correto roubarmos um carro se soubéssemos que isso evitaria que seu dono trabalhasse no sábado santo ou matasse alguém? Deveríamos honrar a vontade de nossos pais se eles nos pedissem para quebrar algum dos outros mandamentos? Deveríamos roubar nossos pais se, ao fazê-lo, talvez estivéssemos prevenindo um assassinato? Todos tipos de dilema como esses são possíveis. (...) Isso demonstra que não podemos viver baseados em princípios absolutos e abstratos. Precisamos relacioná-los à vida e às necessidades humanas.”
Frederick Edword
“Os que não padecem desta neurose (religiosidade) talvez não precisem
de intoxicante para amortecê-la. Encontrar-se-ão, é verdade, numa
situação difícil. Terão de admitir para si mesmos toda a extensão de
seu desamparo e insignificância na maquinaria do universo; não podem
mais ser o centro da criação, o objeto de eterno cuidado de uma
Providência beneficente. Estarão na mesma posição de uma criança que
abandonou a casa paterna, onde se achava tão bem instalada e tão
confortável. Mas não há dúvidas que o infantilismo está destinado a ser
superado. Os homens não podem permanecer crianças para sempre; têm de,
por fim, sair para a vida ‘hostil’.”
Freud
“Foste vós que, primeiramente, afirmastes a existência de Deus; deveis,
pois, ser os primeiros a pôr de parte vossas afirmações. Sonharia eu,
alguma vez, com negar a existência de Deus, se vós não tivésseis
começado a afirmá-la? E se, quando eu era criança, não me tivessem
imposto a necessidade de acreditar nele? E se, quando adulto, não
tivesse ouvido afirmações nesse sentido? E se, quando homem, os meus
olhos não tivessem constantemente contemplado os templos elevados a
esse Deus? Foram as vossas afirmações que provocaram as minhas
negações. Cessai de afirmar que eu cessarei de negar.”
Sebastièn Faure
“Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos
refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de
prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia
sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em
torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar
minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o
pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos
telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha
asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da
razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma
tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada
em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e
instalada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua
existência seria sinal de excentricidade.”
Bertrand Russell
“Para ter certeza que minha blasfêmia está minuciosamente clara, por
meio desta declaro minha opinião que a noção de um deus é uma
superstição básica, que não há evidência para a existência de nenhum
deus (es), que diabos, demônios, anjos e santos são mitos, que não há
vida após a morte, paraíso nem inferno, que o Papa é um dinossauro
medieval perigoso e intolerante, e que o Espírito Santo é um personagem
de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o deus
Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto (...)
condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito
racial e comandar a degradação da mulher”
James Randi
Para pensar...
Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo estúpida.
Anatole France