A escola filosófica fundada por Platão, a Academia, sobreviveu-lhe por quase um milênio, até o VI século d.C. Costuma-se dividi-la - cronologicamente e logicamente - em antiga, média e nova. A antiga academia dura até o ano de 260 a.C., mais ou menos, isto é, quase um século. É governada por discípulos, reitores, sucessores de Platão. A ela pertencem homens insignes e de grande doutrina. Vai-se acentuando a importância da experiência, segundo os interesses do último Platão, como também uma tendência para uma sempre maior sistematização do pensamento platônico, provavelmente também pela influência de Aristóteles .
Segue-se na média academia, que toma uma orientação cética, sobretudo graças a Carnéades (213-128 a.C.). Finalmente, a nova academia volta ao antigo dogmatismo e, depois, orienta-se para o ecletismo, prevalecendo simpatias pitagóricas . Chegamos assim ao princípio da era vulgar. No entanto, a academia platônica sobreviverá ainda e tomará uma última forma e feição com o neoplatonismo. É este o último esforço grandioso do pensamento grego para resolver o problema filosófico, desenvolvendo o dualismo no panteísmo emanatista, e valorizando o elemento religioso positivo, que Platão já tinha valorizado no mito.
Bruno Gomes de Souza T1B2 Mat: 04004382