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MEIO AMBIENTE


Nesta página temos: Rio Piqui  e dados da Bacia do Curimatau


MICRO-BACIA DO RIO PIQUIRI :  UM  ECOSSISTEMA AMEAÇADO

Texto de Tásia Hortêncio de Lima Medeiros
Mestranda em Geologia - UFRN

 

A ameaça que vem ocorrendo na micro-bacia do Piquiri, tem despertado expectativas sobre o desequilíbrio desse ecossistema. O rio Piquiri é do tipo perene, que tem sua nascente no município de Pedro Velho, Estado do Rio Grande do Norte sendo afluente do rio Curimataú, em seu baixo curso. O presente trabalho tem por objetivo analisar o uso irracional desse ecossistema fluvial. Tendo como objeto de reflexão as construções do balneário do Agreste Potiguar e de três reservatórios, pertencentes a usina Estivas e destilaria Baía Formosa - RN, de onde a água é retirada para irrigação da cana-de-açúcar nos tabuleiros costeiros. Tais reservatórios estão construídos a montante da capitação da CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte). Pretendemos mostrar através de posters, as ações do poder público e privado sobre a micro-bacia do Piquiri. Hoje sua lâmina d’água não mais satisfaz as demandas locais que deveriam ser estabelecidas, com as cidades de Nova Cruz, Montanhas e Pedro Velho- RN, servidas pela CAERN. Assim, a água utilizada na irrigação da cana-de-açúcar está sendo usada/gerida de forma irracional. Por outro lado, existe uma enorme devastação da mata galeria, conhecida como "mata de tabuleiro," que vem sendo substituída pelo plantio do eucalipto. Apesar do aumento da área plantada ( 1 500 ha– 1997) com a cultura da cana-de-açúcar, no município de Pedro Velho, no tabuleiro costeiro, não obstante a isso, houve uma considerada diminuição nas culturas de feijão, milho, fava, mandioca, inhame e gerimum. O represamento da água na micro-bacia do Piquiri, quanto aos efeitos diretos, podem ser destacados: a) diminuição da lâmina d’água no leito do rio; b) modificação da qualidade da água, quanto a cor e sabor, afetando o consumo humano e a pesca; c) degradação dos habitats naturais; d) uso intensivo de fertilizantes agroquímicos e de pesticidas para elevar o rendimento agrícola da cana-de-açúcar cultivada no tabuleiro costeiro; Para que isso torne-se sustentável necessário se faz uma política Pública com controle rígido da devastação dos ecossistemas locais e represamento do leito do referido rio. a) conservação do meio ambiente e dos recursos naturais envolvidos; b) desenvolvimento de uma ação produtiva que atenda primordialmente às necessidades das comunidades do seu entorno; c) gestão holística dos recursos naturais por todos os seguimentos sociais das comunidades locais, tais como: Setor Público, Sociedade Civil e Setor Privado (representado pelos usineiros e plantadores de cana-de-açúcar). Assim, espera-se que haja uma forte vontade política de todos os agentes produtores do território em estudo.


Dados sobre a Bacia do Curimatau


			

 

 

 

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