
O centro de Porto Alegre foi dominado pelo caos, violência e depredações sem controle na noite desa segunda-feira após duas horas de manifestação pacífica iniciada, com chuva, às 18h, em frente à Prefeitura de Porto Alegre. Pela força de seus atos, uma minoria de vândalos, em grupos esparsos, como nas manifestações anteriores, mais uma vez se impôs e desgostou a maioria, cujos gritos “vandalismo não” foram desconsiderados. Mais de 80 pessoas foram presas e pelo menos dois policiais se feriram.
Um confronto se iniciou entre os próprios manifestantes na Esquina Democrática, o que gerou dispersão, correria e atropelos por diversas vezes. O saque de uma loja na Borges de Medeiros fez a Brigada Militar (BM) agir. Foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo, por um lado, e pedras pelo outro. O confronto cresceu, virou embate. Antes, um grupo isolado saiu por ruas da Cidade Baixa promovendo quebra-quebra.
A onda de protestos que tomou conta das ruas de cidades brasileiras espalhadas por todas as regiões do país registrou um novo capítulo na noite de terça-feira, quando novas manifestações foram realizadas em pelo menos 12 Estados.
Apesar da atmosfera de paz durante a maior parte do tempo, novas cenas de depredação e confrontos acirraram a tensão em São Paulo.
Pelo menos 50 mil pessoas participaram do novo protesto, que teve início na Praça da Sé e depois se dividiu em diferentes grupos. Um dos maiores seguiu em direção à Prefeitura e outro partiu para a Avenida Paulista.
A ocupação de uma das avenidas mais famosas e simbólicas da cidade começou pacífica e nas primeiras horas repetiu imagens da noite anterior, quando o protesto na região também ocorreu de forma tranquila.