| INVESTIGA��O EM TOXICODEPEND�NCIAS E REDU��O DE RISCOS EM PORTUGAL (excerto do capitulo) | |||||
| Nuno Felix da Costa | |||||
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| As pol�ticas de redu��o de riscos ganharam relevo desde a pandemia do SIDA e provocaram uma substancial mudan�a de atitudes dentro do quadro das pol�ticas mais ou menos abertamente proibicionistas vigentes, ao colocarem o Estado numa posi��o (discordante) de ter que conviver com os sectores ilegalizados. Estas medidas, inquestionavelmente ben�ficas no plano da sa�de p�blica em que se inscrevem, introduzem alguma forma de legitimidade no comportamento de consumo de drogas, tornando inconsistente o objectivo pol�tico de exterminar as drogas da vida nacional (Guerra das Drogas nos EUA de Reagan). Pode ser argumentado cinicamente que as pol�ticas n�o t�m que ser consistentes ou justas, mas apenas que cumprir eficazmente os seus desideratos, contudo, parece que se ultrapassou o n�vel de inconsist�ncia toler�vel pelo sistema. | |||||
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| ����������� � frequentemente afirmado que, sendo Portugal um pa�s de escassos recursos, a investiga��o n�o � uma prioridade. Propomo-nos defender a investiga��o como especialmente priorit�ria nos pa�ses menos abastados; s�o estes que devem avaliar muito bem os resultados dos disp�ndios com as suas pol�ticas. Percorreremos sucessivamente diversas �reas de car�ncia de informa��o seleccionando alguns resultados da investiga��o, com destaque para a nacional. | |||||
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| A proximidade dos casos dentro do seu quotidiano, os custos impostos, mas tamb�m uma indefin�vel atrac��o/repulsa por uma situa��o vincadamente estigmatizada elege-a tema medi�tico tratado de� formas sempre pouco s�rias, apenas aproveitando a sua espectacularidade. Esta visibilidade torna a �rea apetec�vel para interven��es orientadas para dividendos pol�ticos em termos de popularidade, mas n�o visando efeitos ben�ficos na redu��o dos custos e riscos da toxicodepend�ncia, situa��o que tamb�m explica o desinteresse pela investiga��o, no sentido de criar uma atitude de urg�ncia de interven��o numa �rea em que a ignor�ncia grassa, logo qualquer interven��o � melhor que nada, o que n�o � verdade. | |||||
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