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PAULO PORCELLA Paulo Magali de Mello Porcella Paulo Porcella nasceu na cidade de Passo Fundo no Rio Grande do Sul, no dia 04 de fevereiro de 1936 assim que soaram os clarins no quartel de destacamento da brigada militar, anunciando o horário de silêncio, em pleno carnaval. |
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Ainda adolescente sua prática passa a ser uma opção, quando então, passava horas de seu dia mergulhado em seus cadernos de desenho, com seus lápis coloridos, desenhando paisagens e cenas com animais domésticos que faziam parte da vida em Encantado, cidade do interior do estado do Rio Grande do Sul. Porcella transfere-se com a família para outra cidade do estado, Montenegro, e continua a desenhar. Como aluno do colégio Marista, destacou-se nas aulas de desenho, decidindo, então, seguir seus estudo no campo da arquitetura. Passa a residir em Porto Alegre aos 18 anos para concluir o científico no Colégio Júlio de Castilhos e o curso de contabilidade na escola Protásio Alves. Trabalhou em diferentes frentes, para manter-se financeiramente, vendeu bilhetes de “Tômbola” da casa Amigo Germano na rua da Praia, foi auxiliar de escritório no Diário de Notícias, e bibliotecário no Cultural Norte Americano. Ao prestar vestibular a arquitetura fica de lado e Porcella segue o caminho das artes embora tivesse recebido algumas críticas pois artista, na época, era coisa de boêmio. Ingressa no Instituto de Artes da Ufrgs em 1957 e ainda está em exercício militar onde segue uma breve carreira para poder sustentar sua nova família, concluir a Universidade e dedicar-se à produção plástica. Posteriormente passa a trabalhar como bancário quando ao perceber que distanciava-se da produção artística decide largar tudo e seguir exclusivamente a carreira de artista plástico. Em 1961 aos 25 anos Porcella faz a sua primeira exposição na Aliance Francese em Porto Alegre. Em 1963 conclui a faculdade depois de ter sido reprovado na cadeira de pintura com Ado Malagoli. Porcella sai da universidade e decide passar seis meses só pintando. Segue então sua jornada de exposições, como nome que já figura nas agendas de diversas galerias em Porto Alegre. Nessa ocasião também é convidado para lecionar no Instituto Técnico o de Desenho o ITD onde desempenhou a função de professor de 1964 a 1966. Inicia-se então, também na de carreira de arte educador. Porcella também lecionou no SENAC no período de 1965 a 1973 desenvolvendo projetos de implantação de sistemas audio-visuais para o ensino, o que lhe permitiu viajar pelo país, divulgando este trabalho juntamente com a sua produção de artista plástico. Em 1968 é professor contratado pela Escola de belas Artes em Novo Hamburgo e em 1973 também passa a lecionar na Escola Superior de Artes Santa Cecília em Cachoeira do Sul até 1975. Ingressa na prefeitura de Porto Alegre como instrutor de artes plásticas no Atelier Livre quando o mesmo deixa o Altos do Mercado Público, transferido para a rua Lobo da Costa nº291. Porcella na “cadeira” de pintura integra a equipe já composta com Danúbio Goçalves em técnicas gráficas, Paulo Peres no desenho, Anestor Tavares nos entalhes e Wilbur Olmedo na cerâmica. Mesmo desempenhando a função de instrutor de arte e diretor do atelier livre da prefeitura em 1980-81, Porcella continua a sua produção como artista plástico. A dupla função de artista plástico e facilitador no ensino das artes tem sido uma constante na vida de Porcella . Do econtro com o escritor Luis Antônio de Assis Brasil, colega do Atelier Livre surge a proposta do Atelier estúdio de Artes Visuais, uma escola de arte que funcionou na rua Tobias da Silva 120 em 1981-82 e contava com uma equipe de grandes mestres: Alice Brueggemann, Nataniel Guimarães, Plínio Benhardt, Paulo Porcella e Vera Wildner, o atelier também oferecia palestras sobre arte e literatura com artista convidados no cenário nacional e mantinha também uma pequena galeria de arte. Durante sua trajetória nas artes visuais Porcella, além de desenvolver uma carreira individual nos seus antigos ateliers na rua Dr. Flores na Galeria Nação e posteriormente na Esquina com a Siqueira Campos, onde também tinham ateliers os artistas plásticos Jader Siqueira, João Motini e Fernando Baril, participou de grupos de experimentação e pesquisa nas artes visuais. Destacam-se entre eles o Atelier 6, que desenvolveu suas atividades no atelier da artista Isabel Marroni em 1990 que tinha com integrantes além de Paulo Porcella e Isabel Marroni, Rosi Moreno, Elizabeth Costa, Miguel Ból e Celina Ten Caten, posteriormente contaram também com a participação de Angelo Braguirolli, Rosana Almendares, Marilia Fay e Marisa Veeck. O Atelier 6 fez várias exposições no estado do RS e no país até 1998. Em 1996 o grupo passa a fazer parte e a expor juntamente com a ENARTES. A Enartes - Encontro das Artes -, grupo organizado por Adair Ferreira de Souza e Jossenei da Silva Souza e tendo com “madrinha” e insentivadora Alice Brueggemann, tem por objetivo promover exposições, work shops e intervenções artísticas itinerantes pelo estado do RS, Brasil e Europa teve início em 1995. Em 2002 no Atelier Barro Arte, Porcella busca a parceria do ceramista e amigo desde o Belas Artes, Ubirajara Lacava, o “Bira”,(salve mestre), quando desenvolve cerâmicas da série A Tragédia Ritualizada, exposta no espaço Juan Miró em Porto Alegre. De 2005 a 2007, Porcella compõe a equipe de instrutores de arte no MARGS, juntamente com Plinio Benhardt e Enio Lipmann, onde criou o curso Desenhe Pintando. Em 2008 participa, convidado por Franz, para compor a equipe da Koralle com um grupo de aquarela. Ao longo destes cinquenta anos de arte e ensino de arte, Porcella tem mantido diálogo com outros artistas e aprendizes, pois acredita no enriquecimento que estas trocas promovem à reflexão sempre realimentando o processo criativo.
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