BIOGRAFIA
Paulo Meyer & Pete Woolley

"i gotta felling...
the blues gonna be my only way...
"
(Peter Grenn)


Uma longa estrada leva a uma sala vazia...

O blues é a expressão máxima do sentimento humano atráves da música. É o intimo do ser humano emergindo através de acordes chorosos e vozes milenáres. Blues é alma, é corpo, é essência. Só quem tem um oco dentro da alma, pode cantar e tocar o verdadeiro blues.

Paulo Meyer tem esses ingredientes de sobra para criar o ambiente e a estrada para suas canções sentidas, cantadas com esperança e dedicação. A alegria esconde a dor, mas a dor pulsa forte nas letras e na gaita chorosa.

A história de Paulo Meyer é cheia de trincheiras e incruzilhadas que levaram-no até o mundo da música e das estradas. Um pé no blues e outro na estrada é o lema.

O primeiro parceiro de Meyer nessa estrada foi José Serra, irmão de Cândido Serra, um dos maiores guitarristas surgidos nesse país, que fundou o grupo D`alma e foi professor de guitarra na escola CLAM, em São Paulo. Os irmãos Serra havia morado em Chicago no início dos anos 70 e lá absorveram tudo que há de bom no blues, afinal, Chicago é a terra do blues urbano. Em 1976 Meyer e Cândido iniciaram uma amizade que deu espaço a diversas Jam Sessions na Rua Pamaris, a uma quadro do hoje conhecido Bourbon Street. Entre os alunos de Cândido na escola CLAM estavam Nuno Mindelis e André Christovam.

Segundo o depoimento de Nuno, alguém apresentou Meyer a ele no extinto Jazz & Blues bar, na Rua Frei Caneca em SP, e Meyer lhe disse que tocava gaita. Nuno então convidou Meyer para uma "canja" .

Paulo Meyer morou por algum tempo em uma cobertura na Rua Frei Caneca, dividindo o apartamento  com o jornalista Luiz Fernando Vitral. Nesse local, Meyer recebia frequentemente vários amigos de seu círculo de amizade, entre eles J. J. Jackson, bluesman americano, radicado em São Paulo.


A partir do encontro de Meyer e Nuno na rua Frei Caneca, os dois fizeram algumas apresentações como dupla, com um repertório voltado mais para o blues do Delta do Mississipi. Apresentaram-se na região de São Paulo e em Monte Verde-MG. Nuno logo em seguida formou os Cream Cracker, sua banda de apoio que ganhou esse nome porque os músicos adoravam roubar os ditos biscoitos do filho de Nuno. Meyer tocou gaita na formação inicial dos Cream Crackers. Numa dessas apresentações, Meyer conheceu o baterista Paulo Resende, que o convidou a tomar parte de uma banda recém formada, que ganharia o nome de "Expresso 2222" em 1990. Essa banda tornou-se lendária no cenário paulista e ainda hoje é citada como referência por muitos músicos. Meyer trabalhou nos maiores eventos do blues brasileiro. Em São Paulo em 1980, no primeiro festival de blues de grande porte no Brasil, como intérprete e acompanhante dos músicos, o que lhe proporcionou a aoportunidade de conhecer feras como Champion jack Dupree e B. B. King. Em 1981 trabalhou no Monterey Jazz Festival, no Rio de janeiro. Em 1982 no Festival do Guarujá-SP. Em 1984, 1985 e 1986 trabalhou no Nescafé & Blues Festival.

Após o fim da banda Expresso 2222, Paulo Meyer formou a banda "Paulo Meyer & The Burning Bush" que integra até hoje e acaba de lançar seu novo cd "Cleansed in Muddy Water". Não se trata de uma coletânea de músicas do bluesman do Mississipi, mas sim uma citação a capa do cd, onde Paulo e banda aparecem totalmente cobertos de lama das praias de Paraty-RJ.

A banda vem conquistando rapidamente seu espaço na mídia e no circuito de show de São Paulo e interior, além de cidades do Rio de janeiro e Minas gerais.

Com repertório mais variado, a banda é formada pelos músicos : Marcelo Watanabe, Pete Woolley, Paulo Resende, e Paulo Meyer.

Antonio C. Cabrera



Paulo Meyer & Burning Bush é :
Paulo Meyer : gaita e vocal
Marcelo Watanabe : Guitarra
Pete Woolley : Baixo
Paulo Resende : Bateria

Biografia Banda Agenda E-mail
Hosted by www.Geocities.ws

1