A PADROEIRA
Desde os primeiros séculos, os cristãos têm dedicado especial reverência
à Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.
As primeiras representações iconográficas da Virgem Maria
são as encontradas nas catacumbas romanas representando a Virgem Orante,
ou seja , sozinha, em pé e de braços abertos.
Também há representações suas em cenas retiradas da Bíblia ou dos Evangelhos Apócrifos.
Com as resoluções do Concílio de Éfeso, condenando o nestorianismo,
houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria,
destacando-se o seu papel de Mãe de Deus.
Desde então, as representações da Virgem com o Menino Jesus,
foram se tornando cada vez mais comuns.
A devoção dos povos foi criando uma série de invocações,
pelas quais estes mesmos povos devotavam sua devoção à Mãe de Deus.
A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres teve início em Portugal
por volta do ano de 1590.
Conta-se que uma imagem da Virgem apareceu
sobre uma fonte em Alcântara, na quinta dos condes da Ilha.
Pessoas que iam à fonte para beber água conseguiram curas milagrosas,
que logo passaram a ser conhecidas na região.
Os condes proprietários da fonte decidiram, então, levar a imagem para dentro
de casa, mas logo depois a imagem desapareceu até que foi encontrada
sobre um poço. Uma menina que foi ao poço beber água aproximou-se da
imagem e, então, Nossa Senhora se manifestou e pediu que os habitantes
do local construíssem ali uma igreja e que ela devia ser invocada
como Nossa Senhora dos Prazeres.
A menina relatou o fato com tamanha seriedade que o povo não duvidou
de seu depoimento. Então, foi construída a igreja que logo tornou-se
um local de peregrinação e onde há o relato de muitas graças alcançadas.
Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias.
A disseminação de sua devoção é de origem franciscana,
isto porque os prazeres, ou alegrias, de Nossa Senhora foram escritos
por um franciscano.
AS SETE ALEGRIAS DE MARIA ou OS SETE PRAZERES
1 - O Anuncio do Anjo - Lucas 1, 26 – 38 - O anjo Gabriel recebeu de Deus
a missão de anunciar a Maria que ela seria a Mãe do Salvador.
Maria aceita a missão e se declara a serva do Senhor
2 - A visita de Maria a Izabel – Lucas 1, 39 – 56 – Assim que soube da gravidez
de sua prima Isabel, Maria coloca-se a caminho para ajudar e servir.
Maria é reconhecida por Isabel como a bendita entre todas as mulheres e a Mãe do Senhor.
3 - O nascimento de Jesus - Lucas 2, 1 – 20 – Por um edito de César Augusto,
José e Maria precisaram ir a Belém para se registrar. Ali nasceu o menino, e foi
colocado na manjedoura pois não havia lugar para eles na hospedaria.
Maria dá a luz o Salvador, e o acolhe com carinho maternal.
4 - A visita dos Magos – Mateus 2, 1 – 12 – Magos vindos do Oriente, guiados
por uma estrela, procuram ao Rei dos Judeus que acabara de nascer.
Jesus é o Messias prometido a todas as pessoas simbolizados pelos sábios
que vieram do Oriente em busca da verdade.
Maria é a Mãe do pequenino e o apresenta a toda a humanidade.
5 - O Encontro de Jesus no Templo - Mateus 2, 41 – 52 – A família religiosa de José
vivia as peregrinações da época. Numa delas, Jesus fica em Jerusalém em meio
aos doutores da lei, ouvindo e fazendo perguntas.
Maria recupera o seu filho que sabe que deve se ocupar das coisas do seu Pai.
6 - A ressurreição de Jesus – Mateus 28, 1 – 8 – Depois de sua morte e sepultamento,
Jesus ressuscita e se manifesta à comunidade dos discípulos.
Embora não se tenha um testemunho evangélico, é de se supor que Ele se
manifeste ressuscitado àquela que foi associada na terra à sua vida e seu ministério.
Maria vibra de grande alegria pela ressurreição de Jesus.
7 - Maria coroada Rainha do Céu e da terra – Apocalipse 12, 1 – 6 – A mulher
vestida de sol, com a lua debaixo dos pés é figura da Escolhida desde
toda a eternidade para ser a vencedora do mal e pisar a cabeça da serpente.
Maria recebe de Deus o premio de sua fidelidade, generosidade e total
entrega nas mãos do Pai.
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