Caso 1
M., com 25 anos, e casada e com formacao superior. M. tem uma irma e
dois irmãos. A queixa manifestada por M. se refere a problemas com a auto estima,
acompanhado de muito sentimento de culpa.
M. parecia muito ansiosa ao iniciar o tratamento, dizendo que gostaria de
se conhecer melhor para recuperar os sentimentos de alegria e espontaneidade que se
perderam na infancia. Segundo sua avo materna, ate os 3 anos de idade ela era uma
crianca engracadinha, gostava de dancar, sempre alegre. Com o nascimento da irma estes sentimentos foram substituidos por magoa, raiva, ciume, tornando-se uma pessoa
"chata", cansativa.
M. sentia que seu espaco em casa ia se estreitando, a atencao e carinho
dos pais eram todos para a irma. Ela acredita ser hoje uma pessoa que abafou seu lado
meigo, humano com uma couraca de autoritarismo, rigidez consigo mesma e com os outros. Se
preocupa demais com a opiniao dos outros, e com isso cobra de si mesmo uma perfeicao em
tudo que faz para nao dar margem a criticas. Nao aceita de forma alguma ser criticada.
Quando crianca procurava ser "boazinha, certinha " para agradar os pais.
M. mora em uma cidade do interior paulista ha 2 anos desde seu casamento,
constantemente vai visitar os pais em Minas. Tem grandes conflitos com a mae, sempre que
a encontra entra em processo de depressao, nao consegue dormir tranquilamente, sono
agitado e interrompido durante a noite, sua alimentacao tambem fica comprometida.
Iniciou entao o tratamento com Larch, Holly e Rescue, de manha, tarde e
noite respectivamente. As impressoes que ela transmitia para a terapeuta e de alguém que reprimiu muito sua agressividade, o ciume da irma a raiva que sentia ao ser deixada
de lado em funcao desta. Guarda muita magoa da mae e parece nao reconhecer esses
sentimentos como parte sua.
Outro fato, e a inseguranca que tem com relacao a sua capacidade, a sua maneira de ser tentando fazer uma imagem diferente daquilo que e realmente. M.
mencionou que no trabalho acha que os colegas sao melhores que ela e com isso canaliza
muita energia preocupada em supera-los e fazer tudo perfeito. Parece estar sempre
competindo e com isso se arma muito para se defender das pessoas.
A escolha das essencias Larch, Holly e Rescue foram indicadas para
trabalhar melhor essas emocoes, tomando consciencia dos sentimentos mais intimos que
foram reprimidos de modo que esses fragmentos inconscientes surgissem com maior facilidade
devido a alguma mudanca na sua estrutura defensiva, elevando seu auto conceito e
possibilitando sentir as pessoas como menos perseguidoras por se permitir ser amada.
Nas sessoes seguintes M. parecia mais tranquila conseguindo elaborar
melhor o que estava se passando com ela e procurando entender as outras pessoas.
Falou de sua adolescencia, foi uma passagem ate tranquila por estar mais
voltada para o relacionamento com amigos, colegas e se distanciou mais dos conflitos
familiares. Contou que nessa epoca saia muito com sua irma pois tinham amigos em comum.
Essa a agredia diante deles, a chamava de feia, burra e M. nao respondia, apenas ficava
remoendo aquela raiva.
Atualmente seu relacionamento com ela tem melhorado e M. ate se emociona
ao reconhecer que podem ser amigas. Os conflitos com a mae continuam, mas M. ja a
enfrenta, diferente do que sempre ocorreu. Ate meses atras sua mae a agredia e ela nao conversava a respeito. Tinha muito medo de enfrenta-la. Acha que sua mae a inveja por
ter seguido uma profissao(Psicologia) que ela sempre quis ingressar e nao teve
condicoes financeiras para realizar seu desejo. Existe uma competicao a ponto da mae criar condicoes para provoca-la, dizendo que ela consegue tudo com facilidade sendo
criada dentro de um padrao de vida que ela nao teve.
Hoje, com a ajuda dos Florais de Bach, M. consegue enfrenta-la e nao se
culpar por isso. Ja admite os sentimentos negativos com relacao a ela, toda essa raiva
que foi reprimida, ja consegue expressar suas emocoes sem se preocupar com a imagem de
"boazinha " que sempre necessitou mostrar.
A terapia apos o uso das essencias tem progredido muito no sentido de
maior aceitacao de si mesmo, M. tem se surpreendido com momentos de felicidade com tudo
que esta vivendo e empenhada a ir fundo nesta busca de viver melhor. Esta´ conseguindo
entender melhor os motivos, a historia de vida de sua mae para lidar com a raiva que
sente e construir um vinculo mais positivo com ela onde possam demonstrar mais carinho e
amor uma com a outra.
Seu relacionamento com o marido e bom, sem grandes conflitos embora
reclame que ele parece nao acompanha-la nessa busca de auto conhecimento e ela se sente
desprotegida. Ele acha apenas que ela tem que esquecer o passado e viver o presente. M. se
frustra por ele nao perceber o quanto esses problemas antigos estao interferindo em sua
vida hoje.

Caso 2
Foi reportado um
problema de uma crianca (9 anos) com cacoetes, os quais se manifestavam com tal
intensidade que passou a interferir em seus relacionamentos escolares e sociais. Seu
sentimento de inadequacao era evidente por se expor frequentemente as criticas
familiares e dos colegas.
O cacoete e um comportamento compulsivo, no qual a pessoa e mobilizada
por pensamentos inconscientes a executar gestos sem ter controle dos mesmos. Estes
pensamentos e gestos sao ativados por situacoes que envolvem alto grau de ansiedade.
Durante a analise foram surgindo os motivos pelos quais este comportamento
se manifestava com maior frequencia. Constatou-se evidente necessidade em chamar
atencao principalmente dos pais, juntamente com um sentimento de baixa auto estima por
se sentir preterida em comparacao ao irmao cacula.
Comecou um acompanhamento com os Florais de Bach, onde foi indicado White
Chestnut mais o Rescue para controle da ansiedade e o Larch para trabalhar a auto estima.
A partir houve regressao significativa do quadro com maior controle de suas reacoes. Em
poucas semanas os cacoetes desapareceram.

Caso 3
Uma jovem senhora
de 40 anos sentindo-se realizada tanto no aspecto familiar quanto social e profissional,
feliz com a harmonia que fazia parte de seu ambiente familiar e de trabalho, apresentou
periodos de insonia, pesadelos e depressao sem nenhuma causa aparente.
Sempre temia que alguma coisa ruim pudesse acontecer a ela. Tinha esses
sentimentos principalmente enquanto dirigia. Frequentemente sobressaltada por sensacoes
de que iria passar mal a ponto de fazer varios exames medicos cujos resultados eram normais.
Mas seu panico continuava se tornando cada vez mais generalizado, deixando de frequentar
lugares de movimento, lugares amplos se limitando a ir ao trabalho. Nem o resultado de
seus exames sendo negativos a deixava confiante. Esta preocupacao excessiva se estendeu
tambem para os familiares. Tinha necessidade de lhes telefonar varias vezes ao dia para
se certificar de que nãao havia nada de errado com a familia.
Seu comportamento comecou a mudar a medida que foi introduzido o
tratamento com os florais Mimulus, Red Chestnut para equilibrar suas emocoes. O
sentimento de panico diminuiu e ela passou a lidar com os problemas que surgiam em sua
dimensao real.