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Deu no jornal: experiência genética produzia minúsculos jacarés
que
foram vendidos aos milhares em Nova York, como brinquedos. Mas, eram
ferozes como seus ancestrais
e os pais, receosos de que os filhos fossem mordidos,
despejaram os jacarezinhos nos vasos sanitários e puxaram a descarga.

Foi um erro fatal: centenas de jacarés sobreviveram e fizeram
dos esgotos da cidade seu habitat. E lá, durante anos, se reproduziram. E
a cada
geração - sabe-se lá os insondáveis mistérios da genética -
aumentavam de tamanho, acabando por produzir espécies muito maiores que
os crocodilos do Nilo.
Quando as autoridades deram pela coisa,
era tarde. Pelas saídas do metrô, pelas
galerias de esgotos, pelo rio
Hudson, milhões de jacarés gigantescos
ganharam as ruas num ataque de surpresa e comeram a maior parte da população.
Mais espantoso ainda: os jacarés assimilavam a personalidade daqueles que
devoraram. Desse modo, a estrutura da cidade não se alterou muito; só
que em vez de seres humano eram os jacarés que dominavam a cidade: serviços
públicos, transporte, comunicação, tudo. A estátua da liberdade foi substituída por jacaré com archote.
Nem todos os habitantes foram comidos.
Os jacarés que haviam comido os
cientistas especializados em
genética começaram a fazer experiências com suas cobaias humanas. Até
que conseguiram produzir nos laboratórios homenzinhos com 20 centímetros
de altura, que foram vendidos como brinquedos para os filhotes dos jacarés.
Mas, os minúsculos seres não haviam perdido a ferocidade de seus
ancestrais e começaram a hostilizar seus donos com lanças improvisadas.
Os jacarés, com receio de que seus filhos se machucassem, pegaram os
homenzinhos e os despejaram nos vasos sanitários e puxaram a descarga.
Foi um erro fatal para os jacarés.      |