As telecomunicações via satélite
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As telecomunicações via satélite
Os níveis quanta de energia

O Dr. Vianor avaliava todas as possibilidades, para implantar novos Centros de Pesquisa e Avaliação de Decisões Empresariais em sete países, ocupando dois canais de comunicações via satélite, e encontrava algumas dificuldades de ordem técnica, para interligar os computadores de cada centro com o computador central da empresa, porque a velocidade de transmissão via satélite era inferior a necessária, para manter todo o sistema em “hot standby”, que possibilitaria a transmissão instantânea e o processamento imediato em todos os centros, a velocidade de 0,85Ghz, oferecida pela empresa de telecomunicações , ficava aquém da velocidade de processamento, e isto teria como conseqüência um intervalo de tempo, em que a avaliação e o estudo dos dados teria que ser suspenso, para o recebimento das informações, e integração delas no corpo de dados do programa, já que os computadores iriam trabalhar com uma freqüência de 2Ghz, e teria que se dispor de um programa que realizasse o trabalho de interligação do processo, toda vez que ele fosse suspenso para a transmissão e recepção de dados, e para que não acontecesse de cada centro ter sua própria velocidade, e a central necessitar de um complexo programa para integrar todos os dados, discutia-se a condição mais fácil que era o compartilhamento no tempo, dando intervalos de 5 em 5 minutos para compactar todos os dados e transmiti-los todos ao mesmo tempo, e neste período de transmissão o computador então se adaptava, para trabalhar na freqüência de transmissão e recepção de dados, e então, voltava a se integrar na velocidade de processamento, e isto causava um contratempo no trabalho de coleta de dados das máquinas e robôs, porque estes teriam que ser armazenados e transmitidos, todos a um só tempo, de cinco em cinco minutos, e a coleta de dados durante a transmissão e recepção ficaria suspensa, a menos que se colocassem dois computadores em cada local, um com a tarefa da transferência das informações, e o outro com o trabalho de processamento com um retardo de tempo, que variaria conforme o tipo de trabalho, mas este segundo processo encareceria demais o sistema, por isto todos os computadores suspenderiam o processamento, durante o período de transmissão e recepção, em que a velocidade deles teria que estar em 0,85Ghz, e a seguir recomeçariam o processamento de toda a informação na freqüência de 2 Ghz, quando então todos os dados seriam separados por programa de trabalho, para serem reencaminhados os novos dados em sucessivas cargas, que iriam formando os diversos relatórios por máquina, mas, o encaminhamento desta solução exigia a reprogramação de todas as máquinas, e como cada mecanismo, em cada empresa, tinha uma avaliação inicial independente, o processo de instalação dos novos centros estavam já atrasados, conforme o cronograma inicial de implantação do sistema projetado, outro problema que preocupava, era que alguns modem, que tinham o encargo de transmitir e receber informações codificadas, estavam introduzindo algum ruído, distorcendo a qualidade da transmissão, e causando seguidas rejeições de dados pelos computadores, e a empresa de telecomunicações atribuía os ruídos a excessiva carga do sistema, que funcionava um pouco acima da sua capacidade projetada, e por isto estava instalando um modulo adicional em cada base de operação, para o funcionamento no modo “um mais um”, até que se conseguisse aperfeiçoar o modem para aquele modo específico de emprego, o fato é que a EMIPE estava exigindo o funcionamento dos modem, no limite de velocidade deles, e qualquer variação nesta velocidade introduzia ruído, cada máquina automática tinha o seu programa de trabalho, e era avaliada permanentemente, estabelecendo o desgaste de cada um de seus componentes, e os relatórios encaminhavam às escolas os problemas de desgaste prematuro, e enfim a vida de cada componente era estudada para solucionar, reestudando cada falha, e estabelecendo novos procedimentos, e o computador central funcionava como um gigantesco departamento de engenharia, onde cada produto era avaliado, modificado, recolocado em teste, até atingir um padrão de qualidade que atendesse as necessidades da concorrência, e todas estas mudanças eram armazenadas, de modo que a qualquer tempo se poderia verificar as mudanças realizadas, e introduzi-las na linha de produção, mas esta cadeia de informações era bastante complexa, e de tal  forma exigia o esforço da engenharia de telecomunicações, que foi criado um setor dentro da empresa, para acompanhar a instalação dos centros de pesquisa e avaliação, e ajudar a superar as deficiências, porque todos os que se envolviam naquele processo, começavam a perceber que ali estava um dos motores, que faria o desenvolvimento tecnológico andar mais depressa, e isto exigiria em breve, superações constantes do próprio satélite, que teria que trabalhar mais depressa do que vinha fazendo.

As sucessivas adaptações por que vinha passando a EMIPE, a estava colocando em muita evidência, porque todas as multinacionais concorrentes, já estavam querendo participar do programa da empresa, e muitas negociações eram realizadas pelo grupo que tinha participação acionária com ela, mas, para isso era necessário um computador com maior velocidade de processamento, de preferência em torno de 5Ghz, e comunicações via satélite com modulação por níveis quanta de energia, usando a luz como portadora, para que a velocidade de transmissão do satélite pudesse acompanhar o processamento das máquinas, e este desenvolvimento tecnológico ainda estava em fase inicial de pesquisa, por isto, já se cogitava transformar a EMIPE numa multinacional, com filiais nos países sede das grandes empresas, que seriam assessoradas pela EMIPE até que a evolução tecnológica dos satélites, atingisse o nível necessário, para o processamento simultâneo em todos os computadores, a idéia era criar filiais separadas umas das outras, com a capacidade atual de trabalho, e depois então integrar todas as atividades, num regime aberto de concorrência, onde cada empresa teria o sigilo necessário estabelecido por ela, e os motores e componentes fabricados por ela teriam o mesmo tratamento, assim, um segundo projeto da EMIPE estava ganhando corpo, e ela, que era detentora da patente do processo, agora começava a planejar a patente de um processo de programação cibernética, totalmente automatizada, e que iria transformar o processo industrial, conduzindo a reciclagem da mão de obra em níveis mais elevados, e revolucionando toda a atividade industrial, e, quando já se pensava no caos do capitalismo, ela surgia como elo que restabelecia a autoridade mental do homem, que deixava de ter medo da máquina, e até a ia aperfeiçoando, traduzindo a nova era operacional, que começava a se fazer presente, ganhando aos poucos o acesso a mídia escrita e televisiva, que começava a dar notoriedade aos dois filhos do general Olívio, que tinha orgulho dos filhos, por serem dois expoentes do progresso, em suas áreas de trabalho, e com a notoriedade cresciam as consultas feitas a empresa, sobre as suas atividades, e oportunidade de atuação em outras atividades industriais, e mesmo na área de serviços, como hospitais, que com os modernos equipamentos, começavam a ter grande dificuldade, principalmente com a manutenção preventiva, que acabava se tornando muito cara, encarecendo o tratamento, e os horizontes se ampliavam a cada momento, e o Dr. Vianor aos poucos ia alcançando o seu objetivo inicial, que era ocupar o seu tempo em uma atividade produtiva, que trouxesse benefícios à sociedade, alcançando a utilidade mais nobre de todos os empregos, que é o de reformar a atividade do homem, para que ele possa voltar a sorrir.

 

 
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