Mas ele não era só técnica, tanto que recomendava aos alunos que tocassem com expressividade os corais e soubessem o conteúdo das palavras do canto para poderem melhor se exprimir. Quanto à registração, deu poucas indicações. Aqui e ali o nome de um registro, sinais de f, p, organo pleno, usando sempre sua grande experiência e bom gosto.
O gênio ficou esquecido por quase 60 anos. Mais contemporaneamente, Albert Schweitzer, organista, filósofo, médico e teólogo, detentor de Prêmio Nobel, foi seu grande estudioso e o chamou de músico poeta. Realmente ele foi tudo isso, podendo-se ainda citar a frase de Gevaert: "A música de Bach é como o Evangelho; o público pode conhecê-lo por Mateus, por Marcos, Lucas ou segundo João, todos diferentes mas sempre Evangelho". Bach foi o 5o. Evangelista.
Obrigada por teres vivido. Nós ainda estamos te sentindo aqui (e que responsabilidade para nós, luteranos...).
Anne Schneider no seu programa na Rádio da UFRGS. Texto posteriormente publicado no Jornal do Comércio.© 2006-2009 Anne Schneider | Atualizado em 05/2009 | Jéssica Beus