
Em Nome da Rosa+Cruz
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O Anticristo na China
(ou Jesus Cristo Urso)
Frater Vicente Velado, OSB
Fratres e sorores da Rosa+Cruz: Sauda��es em todas as pontas do Sagrado Tri�ngulo.
Em pleno Ano 2000, alvorecer de uma era dispondo de alta tecnologia, que acena para um novo homem, mais capaz em todos os sentidos e mais apto a auferir paz mental, vem a China Comunista a estarrecer o mundo com a continua��o da inacredit�vel tortura de ursos para a obten��o da b�lis "curativa". Essa monstruosidade que clama aos C�us e ante a qual os Rosacruzes n�o podem se omitir, pode ser constatada na Internet no site CRUELDADE (http://www.geocities.com/Baja/2324/index.html)
Se voc�, meu irm�o ou minha irm�, j� acessou aquele site, talvez tenha chorado. Se vai acess�-lo pela primeira vez, prepare-se, pois o que ali se acha documentado � realmente terr�vel. Trata-se da obra do Anticristo em andamento na face da Terra, o que nos d� a certeza de que o dem�nio realmente existe. Diante daquele site n�o basta chorar, � preciso agir -o que especialmente se espera de um membro da Ordem Rosacruz. Seria mesmo de se esperar que os dirigentes das diversas organiza��es que representam a Ordem Rosacruz neste plano convocassem um experimento espec�fico para por fim a t�o espantosa monstruosidade.
Sob o ponto-de-vista c�smico a Cria��o � apenas uma sucess�o de eventos que se desenrolam em segmentos da Eternidade denominados eras. No Plano Supremo, onde o Criador existe continuamente, n�o h� bem nem mal, nem justi�a ou injusti�a, tampouco inferno ou c�u, pois estas s�o concep��es meramente humanas, que s� fazem sentido no Plano da Dualidade. Assim, para tratar desse caso com a firmeza requerida pela urg�ncia de que o assunto se reveste, de nada adianta promover algum experimento abstrato, em cima de um simbolismo geral ou herm�tico, deixando-se os detalhes por conta do C�smico; � preciso que se enfoque o problema especificamente, e o s�mbolo que se adequaria a um experimento eficaz seria o de um urso pregado na cruz: Jesus Cristo em forma de urso, capaz de salvar os comunistas do ate�smo que os conduz � dana��o eterna no seio do Mal perpetuado ritualisticamente, com a imola��o de nossos irm�os animais no altar da tortura.
Quando a Uni�o Sovi�tica desmoronou ficou evidente que a aboli��o da propriedade privada dissociada da id�ia de Deus n�o pode dar certo, como n�o deu e nunca daria. Na verdade, Lenin copiou descaradamente certas concep��es da Regra do Mestre, reescrita por S�o Bento, que manda extirpar o vicio da propriedade privada como raiz de todos os males nesse vale de l�grimas, e tentou aplic�-las na sua utopia de um para�so comunista. Lenin dizia que "a religi�o � o �pio do povo", esquecendo-se de que sem Deus o �pio do povo sovi�tico seria a vodca (quando n�o o �pio mesmo, propriamente dito, o que acontece na China).
Passado mais de meio s�culo de sua tentativa de implanta��o o comunismo se reduziu ao cad�ver insepulto de Lenin, comprado em leil�o por um colecionador japon�s e � sobreviv�ncia de uma forma adaptada da dura realidade comunista na China de hoje, onde as pessoas foram reduzidas a n�meros manipulados por uma ditadura fria, cruel e implac�vel. A id�ia de Deus � abolida nessas situa��es justamente para que melhor se possa manipular as massas, transformadas em gado humano. Nesse imenso pa�s em que a mordomia de um general de quatro estrelas � um chuveiro quente e o objeto de desejo do povo uma bicicleta, um dirigente de n�vel ministerial pode ser subornado com um Rolex e a pena para todos os crimes � a morte. Essa mesma ditadura que transformou popula��es inteiras em hordas destitu�das de sentimentos n�o tem o menor pejo em promover a continuidade da b�rbara tortura dos ursos, que antecede em muito a praga do comunismo, remontando ao Mandarim desp�tico e mau, a ant�tese do Samurai japon�s. Dessa mistura abjeta - o legado do Mandarim com o legado de Lenin - pode resultar o pr�prio Armagedon, estejam avisados! (1)
A Ordem Rosacruz A.M.O.R.C. em seu Plano 4, por volta da Monografia 15, apresenta aos estudantes a concep��o Gn�stica da Cria��o, calcada em Basilides e Valentinus. Nesses estudos � exposta a id�ia de que o Bem n�o pode ser conhecido sem a percep��o do Mal, para efeito de compara��o, e ressalta-se a necessidade de lutar contra o diabo, cujo reino � a mat�ria. Veja-se que se trata de tema t�o delicado e envolvendo tantos conceitos subjetivos que a Ordem teve o cuidado de apresent�-lo somente aos estudantes que conseguiram chegar aos Planos, depois de um D�cimo-Segundo Grau de 325 Monografias, precedido de um D�cimo-Primeiro de 167 Monografias. O Dr. Spencer Lewis considerou, na �poca, que essa era a base m�nima requerida para a correta compreens�o de tais estudos. Se levarmos em conta que a constru��o do alicerce filos�fico para a forma��o de um padre jesu�ta, embasado em dogmas, demanda 15 anos de estudos, logo entenderemos porque o Dr. Lewis programou 25 anos de estudos para a forma��o de um Rosacruz: realmente n�o � f�cil lidar com o questionamento de dogmas, principalmente quando envolvem a id�ia do que seria Deus. O diabo referido linhas acima n�o � um diabo com chifres, rabo e tridente, mas uma conjun��o somat�ria de for�as perversas e pervertidas, voltadas para o Mal em si pr�prio, constituindo-se em uma entidade que acaba funcionando como Lei C�smica do Plano da Dualidade. N�o uma personalidade dotada de mente, mas uma Lei Adversa. Os Rosacruzes devem lutar contra essa coisa ruim para todos os que buscam a paz e a evolu��o. Vemos agora exatamente essa figura hedionda agindo na China: ali ela � a Lei em a��o, pela Vontade, em nome do Mal (vade retro Satana, numquam suade mihi vana + sunt mala qae libas, ipse venena bibas).
O povo chin�s, como qualquer outro povo, de qualquer ra�a, n�o � intrinsecamente mau ou bom, mas � moldado atrav�s das gera��es por conceitos que podem vir de um avatar ou de um simples l�der pol�tico com carisma tal que os plasme no inconsciente coletivo daquele povo, moldando a egregora daquela ra�a. Assim foi com o povo judeu, que teve em Mois�s seu avatar. Para os gn�sticos, diga-se de passagem, o Jeov� da B�blia n�o seria o Deus Supremo (a Suprema Personalidade de Deus, segundo o Ghita), mas um e�o emanado, tal e qual o Brahma dos Vedas, e que seria o Criador do Universo do qual os homens t�m conhecimento f�sico. Igualmente para os Gn�sticos Jesus Cristo seria um e�o emanado pelo Pleroma.
O Ocidente constitui-se de uma civiliza��o calcada na Cristandade e nenhum m�stico ocidental consegue falar ou escrever algo, dentro do Misticismo, sem abordar, de uma forma ou de outra, a figura de Jesus. Examinemos porque essa figura se perpetua, intacta, sagrada, ap�s dois mil anos: Jesus Cristo n�o � lembrado apenas por ter sido bom ou por ter feito milagres, mas porque, inocente, foi imolado para a salva��o da Humanidade. Muitos perguntam: "Mas, salva��o de que?". Salva��o do Mal, que reside justamente na falta de sentimentos, no ego�smo monstruoso, na total aus�ncia de caridade, na aboli��o do amor ao pr�ximo, na transforma��o do homem em m�quina, em mero n�mero, tal como projetado por Engels e Marx com base nos pensamentos de Hegel - e sempre com uma admira��o secreta por esse lixo humano que � Nietzsche. Assim, comovida pelo sacrif�cio de Jesus, o inocente preso, escarnecido, torturado e morto, a Humanidade procura a Salva��o -e se salva.
Na China Comunista, Jesus Cristo nada signfica, ou significa muito pouco. Queira Deus que o povo chin�s acorde e possa enxergar a face do Cristo crucificado em cada um daqueles inocentes ursos. Seria o urso na cruz simb�lica da tortura chinesa o novo Cristo, adequado para aqueles homens criados no ate�smo? Esperemos que sim, para que esse t�o prolongado e terr�vel calv�rio dos ursos n�o tenha sido in�til. Na verdade, para cada ser tocado por esse novo drama Cr�stico, representado pelos ursos torturados, houve a Salva��o. Naquele momento em que um ser humano se comoveu com o urso "crucificado", aquele ser humano foi salvo e o dem�nio o perdeu.
Mas esse drama inici�tico promovido no palco dos eventos c�smicos tem de ser extinto, para que o Bem, mais uma vez, triunfe sobre o Mal no Plano da Dualidade, atrav�s da purga��o das eras, ocorrendo a evolu��o. Cada membro da Ordem Rosacruz que tomar conhecimento do que est� acontecendo com esses ursos na China tem por obriga��o, no m�nimo, rezar por eles. O que se espera, na verdade, � que o Rosacruz n�o me�a esfor�os para lutar contra essa ignom�nia, contra a qual deve se posicionar, com unhas e dentes, qualquer um que tenha um m�nimo de �tica, quanto mais um membro da nossa amada Ordem.
Em certa altura dos estudos superiores da Ordem Rosacruz A.M.O.R.C. a ideologia do regime comunista � abordada, para que os estudantes tirem suas pr�pria conclus�es. N�o se trata de formar uma posi��o anticomunista mas de jogar luz sobre os acontecimentos. Muitas vezes um fil�sofo quer o bem da Humanidade mas acha que pode fazer isto usando o ate�smo, como Marx o fez -e esse � o grande equ�voco. Na pr�tica, a teoria acaba sendo outra coisa. Foi o que se viu com Adolf Hitler: ele caiu, na cela em que estava preso, bateu com a cabe�a no ch�o, e ao acordar partiu para escrever "Mein Kampf". Naquela �poca um livro podia mobilizar as massas e mudar o curso da Hist�ria e foi isto que aconteceu. S� que Hitler escreveu uma coisa em "Mein Kampf" e na pr�tica fez outra totalmente diferente, assumindo a posi��o de Anticristo, cercado por canalhas.
Marx, como sabem os que tiveram f�lego (e est�mago) para ler todos os volumes de "O Capital", considerava a extra��o da mais-valia a fonte de todas as desgra�as. Agora, com a Uni�o Sovi�tica morta, seus seguidores extraem na China a b�lis de ursos engaiolados, durante toda uma vida, sob tortura permanente, com a finalidade espec�fica de obter dinheiro com a venda de uma suposta panac�ia para todos os males! Ra�a de v�boras!, como dizia Nosso Senhor Jesus Cristo referindo-se a esse tipo de gente a servi�o do Mal.
Vejam a fal�cia marxista pregando que o capitalismo � o monstro, por dar "a cada um segundo as suas posses", enquanto o socialismo, que seria o alicerce para a constru��o do comunismo, oferece "a cada um segundo a sua produ��o". Para finalmente acenar com o para�so terrestre, onde "a cada um segundo as suas necessidades". Ou seja, aquele engenheiro que � pai de dez filhos receberia dez vezes mais que o seu colega que exerce a mesma fun��o mas n�o tem filhos. Na pr�tica, o que se viu at� agora dentro desse esquema social � a vit�ria da mentira, dos v�cios mais abjetos, da corrup��o, da mais gritante injusti�a e da total falta de caridade. Esse regime � t�o fraco que os Estados Unidos n�o tiveram dificuldades para implantar as sementes do capitalismo na China. E n�o seria de espantar se Gorbachov tivesse sido subornado pela CIA para entregar ao Tio Sam, em uma bandeja, a derrocada da Uni�o Sovi�tica.
Esta � a face do Mal, contra o qual todo homem de bem deve se posicionar. E no final, tenham certeza, os ursos ter�o triunfado, pela for�a do Esp�rito Santo de Deus. Quando se fala em China o urso que logo vem � mente das pessoas � o Panda comendo brotos de bambu e n�o o urso metido em um colete de metal para n�o consumar o suic�dio, tentado continuamente, com as unhas contra o corpo, ante a incessante tortura do cateter permanentemente enfiado em sua barriga, ao longo dos anos. Sim, no final o Bem prevalecer�, e a imagem que ficar� ser� mesmo a do Panda. Mas para isso, � preciso que todos os que tomem conhecimento dessa atualidade colaborem, com pensamentos, palavras e a��es. De alguma forma, voc� pode ajudar. E ao lutar por esses ursos, estar� lutando pela sua pr�pria liberta��o. Se voc� at� agora desconhecia esses fatos, agora os conhece. Acesse o site sobre os ursos e comece a lutar por eles agora mesmo. Eles n�o podem esperar mais.
Nota do Autor: (1) O Samurai seguia o Bushido, um c�digo de �tica; o Mandarim exercia a sua vontade, para a satisfa��o do seus desejos ego�sticos. Lenin fez do �dio - e nao do amor - o instrumento de sua a��o revolucion�ria, movido pela obsess�o da afirma��o pessoal.
Nota: O Frater Vicente Velado, eremita da Ordem Beneditina, integra a Hierarquia Esot�rica da AMORC, da qual � membro vital�cio. Este artigo representa opini�o pessoal sua e n�o opini�o oficial da AMORC.
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