
Em Nome da Rosa+Cruz
O Ano 2000
Frater Vicente Velado, OSB
CHEGAMOS
ao Ano 2000 e as pessoas acreditam que ocorrer�
uma marcante transforma��o no Universo com o advento desta nova
era.
Embora no tempo e no espa�o, cosmicamente falando, a transi��o
de um mil�nio para outro pouco signifique, para a humanidade este �
um marco digno de nota.
ESSA contagem de tempo crist�-ocidental parece transcender o �mbito
da chamada cristandade e a passagem do mil�nio tamb�m se faz sentir
no Oriente budista, na multimilenar China do Tao,e entre os judeus e maometanos.
VEMOS a� povos mais antigos que a Cristandade reconhecendo a contagem
de uma era iniciada por Jesus Cristo. � tempo de meditarmos sobre o significado
oculto do Cristo revelado por Jesus. E mesmo que a hist�ria real n�o
tenha sido, na verdade, exatamente como � contada na vers�o oficial,
o que importa � a mensagem m�stica nela contida e o fato inconteste
de que Jesus teve exist�ncia f�sica real.
DESDE que Jesus trouxe a Boa Nova ("Amaivos uns aos outros..."),
ningu�m conseguiu acrescentar-lhe uma s� palavra adicional necess�ria - porque ela -a
Boa Nova- sempre foi completa em si mesma, resumindo todo o necess�rio
para o bem viver do corpo e a evolu��o do esp�rito.
ESTAMOS diante de uma hist�ria de dois mil anos que se fecha agora
sobre si mesma, em um c�rculo do qual cada um de n�s �,
momentaneamente, o centro. A Boa Nova tornou o mundo melhor, mas o mundo passa
pelo fen�meno da entropia, com a subvers�o da �tica e a
deteriora��o das institui��es, como etapa da reciclagem
peri�dica que faz parte da evolu��o universal. A Boa Nova,
por�m, permanece intacta, viva, entre n�s.
COM o advento do Ano 2000 � poss�vel que tanta coisa mude
que at� as religi�es, tais como s�o conhecidas hoje, deixem
de existir para dar lugar a novas formas de contato com as for�as superiores
que regem a Cria��o.
�
TEMPO, portanto, de pensarmos nos significados absoluto
e relativo (intemporal e temporal) dessa transi��o de eras e de
nos questionarmos, cada um de n�s, sobre se estamos realmente nos desincumbindo
a contento, conscientemente, da miss�o que nos foi atribu�da ou
que decidimos assumir nesta vida, pois � precisamente nisto que se constitui
o dom�nio da vida.
Nota: O Frater Vicente Velado, eremita da Ordem Beneditina, integra a Hierarquia Esot�rica da AMORC, da qual � membro�cio. Este artigo representa opini�o pessoal sua e n�o opini�o oficial da AMORC
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