Em Nome da Rosa+Cruz

Magnificat Fraternitatis

Aos poetas � que devemos a nossa compreens�o do fato de que toda interpreta��o fiel da realidade seja humana ou divina, tem de ser baseada na apreens�o da imagem essencial que fornece a luz em que as coisas devem ser estudadas e a forma em rela��o � qual elas podem ser entendidas.

por Jo�o II Pitag�rico (*)

 

 

 

Muitos escreveram a respeito da Cria��o do Universo de forma deliberadamente religiosa, ou seja, com conota��o filos�fica e dogma teol�gico / religioso espec�fico.

Para o homem de mente aberta � necess�rio muito mais do que uma explica��o de car�ter religioso, o que acaba denotando explica��es muitas vezes com uma vestimenta cheia de mist�rio indevass�vel, �milagreirista� e imposs�vel de ser entendida pelo dito leigo. A explica��o que vamos tentar deixar nessas linhas podem ser entendidas de forma literal, sem susto, portanto, sem o receio de ser surpreendido pelo oculto, pelo mist�rio ou pelo simb�lico.

 

Antes, por�m, vamos mencionar algumas frases ou atitudes filos�ficas citadas por um dos maiores comediantes e g�nio em sua arte:

 

�O homem que trabalha um dia � importante, e isto � muito bom.

 

 O homem que trabalha uma semana com afinco e dedica��o, � melhor ainda.

 

  O homem que trabalha um ano inteiro com esmerado esfor�o e amor � mais extraordin�rio ainda.

 

  Mas o homem que trabalha uma vida toda com disciplina, obedi�ncia e determina��o � o magn�fico e imprescind�vel.

 

N�o se conhece o homem pela sua apar�ncia ou vestimenta, mas pela sua sincera simplicidade, suas  obras, sua moralidade, seu car�ter e seus ideais.

 

O homem descobriu a velocidade, mas n�o aprendeu como domin�-la ".

 

Charles Chaplin

 

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�A verdadeira felicidade almejada � t�o f�cil de ser conquistada e est� t�o pr�xima do homem que na maioria das vezes julga ser imposs�vel existir ou encontr�-la. Assim, uma vez a felicidade encontrada, que n�s mesmos atra�mos, n�o mais pode ser detida."                                                                                                                  O autor.

 

A Cria��o do Universo

A Cria��o do Universo � um magn�fico imp�rio de proezas, onde a poesia e a fantasia se confundem com a realidade.

 

Fazemos parte dessa profunda forma (a intelig�ncia) da Cria��o em que todas as coisas t�m sua raz�o de ser.

 

Talvez tenhamos vontade muitas vezes de tentar entender tudo; entretanto, nossa capacidade limitada nos impede de realiza��es maiores, porque muitos fen�menos n�o s�o poss�veis de serem explicados pela nossa capacidade tecnol�gica.

 

Somente nos esfor�ando atrav�s do conhecimento adquirido � que podemos chegar a uma conclus�o: que tudo � um mist�rio, sem deixar de ser um esplendor, a nos ofuscar em nossa trajet�ria enquanto vivemos e nos apoderamos das vicissitudes das grandes realiza��es que somos capazes de engendrar.

 

Todas as alegrias e decep��es n�o passam da mesma coisa tomada �s avessas.

 

Cabe a n�s saber elucidar por livre conclus�o o que queremos enxergar, para n�o ficarmos cegos � obra gigantesca da natureza, de forma sensata e com calma.

 

Essa � a �nica realidade permitida ao homem comum.

 

As demais constata��es n�o passam de coadjuvantes na sinfonia que toca nossos sentidos comuns.

 

Esse �, portanto o mundo da For�a da Cria��o e n�o h� como neg�-lo.

 

A Natureza � a m�e de tudo. Ela d� origem ou o meio para que se realize o dito milagre do aparecimento de uma ou de outra coisa. Por isso, devemos amar, respeitar e preservar a nossa M�e Natureza. Qualquer ato contr�rio a isso, sem d�vida seria um  �matric�dio� . Pois quem destr�i  ou ajuda a destruir a natureza estar� destruindo a pr�pria vida e a natureza humana, al�m de outras vidas ou manifesta��es maravilhosas.

 

A For�a da Cria��o n�o � burra como muitos pensam; ao contr�rio. � infinitamente inteligente e infinitamente diversificada, tanto assim que � at� mesmo capaz de dar demonstra��es de um vigor sem limites advertindo-nos de maneira clara quando afetamos o equil�brio do ecossistema com nosso ego�smo ou gan�ncia desenfreados.

 

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Por essas e muitas outras raz�es, fundou-se h� mil�nios um col�gio para homens que s�o diferentes. Digo Homens (homens e mulheres) que s�o incomuns, esvaziados de qualquer sentido ideol�gico, mas cheios de boa vontade de vencer e que sabem (por exemplo) como, quando e porqu� um simples som fon�tico forma pensamentos na linguagem comum. Ainda hoje temos provas mais do que convincentes sobre tal, bastando analisar o som da l�ngua chinesa. O agrupamento de ideogramas exprimindo id�ias n�o poderia sen�o dar mostra de alocu��es de pot�ncia ideol�gica grandemente multiplicada, a ponto de conferir for�as extraordin�rias extremas. E a esse mundo os incautos chamam do mundo dos magos. Se verdadeiros ou n�o, n�o � o caso.  O fato � que a partir desse mundo � que est� nascendo o mundo dos cientistas magos ou magos cientistas.

 

Outro exemplo, por outro lado se analisarmos a palavra �alquimia�, herdada do �rabe, veremos que o sentido da palavra significa �al = pot�ncia do divino, e quimia = oculto. Por dedu��o termos: a pot�ncia oculta do divino nas coisas. N�o teria sido da� que hoje temos a a designa��o qu�mica ?

 

A t�tulo de outro exemplo, gostaria de citar o que sucedeu com o Ap�stolo Jo�o (o do Apocalipse) quando chegou � ilha Sagrada de Patmos para ent�o dar prosseguimento � sua grande obra apocal�ptica:

 

�Eu Jo�o, vosso irm�o e companheiro nas tribula��es... estava na ilha de Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de JESHOUHA. Num domingo fui arrebatado, em �xtase, e ouvi por tr�s de mim voz forte como de trombeta, que dizia: o que v�s, escreve-o num livro �s sete igrejas...� Era o ano de 95 depois do nascimento de Cristo, e o evangelista  Jo�o assim come�ou o Apocalipse, o livro de revela��o, o mais provocante e terr�vel da B�blia !.

 

O Ap�stolo predileto tinha chegado �quela pequena ilha (s� 53 quil�metros quadrados jogados no azul intenso do mediterr�neo, no arquip�lago do Dodecaneso), deportado de �feso, durante as persegui��es do imperador Domiziano. Uma chegada que mudou totalmente a vida de Patmos. Desde aquele domingo, a ilha ficou amarrada � hist�ria como �A Ilha Sagrada�. At� hoje citam de boca em boca as lendas sobre Jo�o, que era de um car�ter muito forte, e citam que teria havido um conflito entre ele e um tal de Cinopo, um feiticeiro que fazia sumir as coisas e que, derrotado por Jo�o, foi transformado em um rochedo, isso porque o tal de Cinopo n�o queria concorr�ncia. N�o restou a Jo�o outra alternativa!

 

Doutra feita teria Jo�o demolido todos os templos e monumentos pag�os, tendo usado apenas a for�a do pensamento (Raja Yoga ?! sic) com o objetivo de converter o povo grego aos novos princ�pios crist�os ( n�o havia catolicismo, portanto).

 

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Quando Cristo nasceu, tenha sido numa gruta, num celeiro ou numa manjedoura, n�o soma muito o fato, mesmo porque nenhum ess�nio o foi receber, nem um judeu, nem mesmo um parente, mas foram tr�s Mestres Magos !!!!!!!?  Vindos de lugares muito distantes... Por que tr�s Mestres Magos deveriam saber do nascimento e receber com honrarias de incenso, ouro e mirra ao Rei dos Magos, um representante supremo do Unimago? E porque somente eles sabiam ao certo?

 

Isso porque os verdadeiramente magos t�m por obriga��o saber da mais pura escol-ci�ncia (f�sica, qu�mica, biologia, matem�tica, astronomia, m�sica, e tantas outras mat�rias) e, com absoluta seguran�a, n�o � a que se encontra escrita nos livros, pois n�o � por estar escrita em livros que inspiram suspeita e disc�rdia que seja verdade, antes a que se encontra no �mago da verdadeira Tradi��o dos Magos. (2* Tess. 3:6).

 

A verdadeira Tradi��o tamb�m ensina pelo livro, mas principalmente pela via oral para que n�o se percam as verdades pelos pensamentos e canetas difamat�rias.

 

E ent�o muitos perguntar�o: onde se encontra tal escola, a Escola dos Magos Cientistas? A resposta...

 

� somente uma. Encontra-se em todo lugar e em lugar nenhum. A Escola dos Magos Cientistas � a finesse da Verdadeira Tradi��o.  � constitu�da t�o somente de homens puramente altru�stas. E como s�o escolhidos ou chamados?

 

�� t�o somente no meio do mais puro fogo ardente � que se molda o ferro em brasa - j� dizia o Mestre Kut-HuMi�.

 

Assim, quando o disc�pulo est� pronto, o Mestre aparece... (h� aqui um duplo ou um triplo sentido).

 

E por fim, a base do conhecimento metaf�sico dos Magos Verdadeiros � a Kabbalah, a tradi��o do ocidente. Mas antes seria preciso descobrir o porque de ...Tradi��o do ocidente?!

 

As regras para o apostolado, ou discipulado, ou Adepto Velado, s�o por ess�ncia, dur�ssimas, exigindo do Kuthump�, no caso, um esfor�o e sacrif�cios quase sobre-humano.

 

Devido as carater�sticas do mesmo, d�-se que nem todo templ�rio � um mago, mas todo mago � um templ�rio!

 

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Voltemos no tempo, e vemos, por exemplo, que, sendo Mois�s um templ�rio, precisou ser preparado por Jethar, seu sogro, um Mago Verdadeiro, para poder enfrentar os Magos do Fara� e venc�-los numa terr�vel batalha de magia. E Mois�s venceu. Por�m...

 

Mois�s teve de passar por dur�ssimas provas antes de se aventurar neste mister.

 

� tamb�m de se notar, que a Kabbalah Verdadeira n�o �, nunca foi e nem ser� um patrim�nio judaico. Ela hoje se encontra mais apropriada � l�ngua judia, entretanto, tamb�m se encontra enraizada na filosofia v�dica / brahmanica, que � sua mais recente origem (na l�ngua S�nscrito). Mas sua nascente deu-se na l�ngua Devanagari ou Watan, ainda na Atl�ntida. Eis a raiz da �rvore da Vida, da Ci�ncia do Bem e do Mal,  e da aut�ntica Tradi��o Ocidental.

 

Estas duas (watan e devanagari) l�nguas eram chamadas  l�nguas  dos Deuses. Tal conota��o passou tamb�m para o S�nscrito, para o Zen Avesta  e o hebraico herdou o S�nscrito. Disso se pode deduzir um sem fim de �mist�rios�, assim chamados pelos leigos.

 

Mas ainda assim, uma pista a mais � fornecida. Tomam-se a palavra Guanabara, vemos que ela � formada por duas palavras (sons):

 

guana = significa em tupi-guarani lago de patos, lagoa de patos, hoje no Rio, a lagoa Rodrigo de Freitas.

 

bara = siginifica tribo dos baras, descendentes dos bor�s, origin�rios dos aruaques que eram imigrantes dos chacos de Thiuaunaco. Da�, originalmente a terra dos bor�s era na lagoa dos patos = Guanabor�, passando para o portugu�s como Guanabara!!!

 

A Hist�ria Verdadeira da ra�a humana na Terra guarda doces e sublimes mist�rios, o homem sendo seu principal personagem, � claro.

 

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Certa feita, estando Hermes Trimegistus proferindo mais uma de suas confer�ncias, perguntou-lhe um de seus diletos alunos, Asclepius:

 

�Mestre, o que � milagre�, ao que Hermes respondeu:

 

�Miraculum, est homo oh Asclepius�.

 

Como se nota pelas s�bias palavras de Hermes, a grande parte da sabedoria da Tradi��o sempre foi e sempre ser� dada de forma oral, n�o restando outro meio sen�o esse, porque muitas sempre ser�o as d�vidas. E no livro sempre estar� apenas e t�o somente a forma literal, exigindo-se do s�bio as chaves que depuram certos enunciados.

 

Na pr�pria B�blia, ainda que sagrada, mas clara e propositadamente depauperada, j� no G�nesis ter-se-iam demonstrado grandes verdades e esclarecimentos. Entretanto, hoje para os Magos Verdadeiros, � como se tivessem efetuado um massacre liter�rio, escravizando o homem a um inferno de meias-verdades ou quase-verdades que nunca existiram.

 

Eis a�, meu caro leitor, algumas sinceras e humildes recorda��es de um ser humano que luta para estar nesse mundo sem ser desse mundo, mas que acima de tudo o ama.

 

N�o haver� tempo suficiente para beber da notoriedade de um livro a respeito. Darei n�o mais e somente do que se segue � frente (tente entender isso):

 

O Proto-Homem

�Todo ser humano tem necessidade de respirar o suficiente ar puro que lhe garanta o m�ximo de energia vital�.

 

Todo ser humano tem necessidade de alimentar-se conforme as exig�ncias da Ci�ncia da Nutri��o.

 

Todo ser humano tem necessidade de uma habita��o que o proteja dos rigores da natureza e lhe d� todo conforto proveniente dos avan�os da tecnologia.

 

Todo se humano tem necessidade de dispor das mais modernas t�cnicas m�dicas para garantir sua sa�de.

 

Todo ser humano tem necessidade de vestir-se adequadamente, conforme o clima.

 

Todo ser humano tem necessidade de pertencer a um grupo social o qual lhe � de sua exist�ncia.

 

Todo ser humano tem direito de satisfazer suas constitucionais necessidades a de ser humano, poss�vel atrav�s da Autentica Lei de Direito.

 

O Direito do n�mero � superior ao Direito da for�a bruta escravisadora.

 

O Direito da sabedoria � superior ao Direito do n�mero.

 

O Direito dos mais s�bios deve emanar democraticamente do Direito do n�mero. A Escolha e o voto pertencem � raz�o humana. O voto simples o direito da escolha, at� mesmo o de n�o votar.

 

O Direito de usufruir Direitos cont�m tamb�m a obriga��o de cumprir obriga��es democr�ticas genu�nas e morais.

 

O Direito de criar as leis sociais pertence aos democraticamente escolhidos como melhores.

 

Os melhores s�o aqueles que melhor demonstrem viver em harmonia com a natureza, com a sociedade, com sua pr�pria mente e tenham consci�ncia de sua superior ess�ncia transcendental.

 

O conceito humano de vida her�ica e as atitudes coerentes com esse conceito s�o o �nico meio de reconhecer esse tipo de ser humano superior a quem, na atualidade, convenhamos chamar Proto-homem.

 

Todo ser humano tem o direito de ampliar sem quaisquer restri��es seu grupo social, incluindo nele sua fam�lia, seus amigos, seus semelhantes, sua p�tria, sua ra�a, seu continente, a humanidade e o universo.

 

Todo  ser humano, sem qualquer condi��o ou restri��o, tem direito � liberdade.

 

Todos os seres humanos s�o iguais perante a lei. Todo ser humano acusado de qualquer ato anti-social deve ser presumido inocente at� ser comprovada a culpa.

 

Ningu�m ser� preso at� ser julgado por um tribunal. No caso de crime pol�tico, por um tribunal internacional com direito a asilo; isso � justo quando n�o existe no pa�s onde o ser humano reside, garantias de julgamento justo.

 

Todo ser humano tem direito e obriga��o de adquirir uma educa��o b�sica que lhe permita ter consci�ncia de sua natureza, do mundo em que vive e lhe d� condi��es para adquirir cultura superior especializada. Esta educa��o b�sica inclui, na atualidade, os seguintes conhecimentos: falar, ler e escrever a l�ngua nacional e uma l�ngua internacional, instru��o transcendente e c�vica, conhecimentos gerais de ci�ncias sociais, matem�tica, f�sica, qu�mica, artes, biologia, geologia, geografia, astronomia, meteorologia, higiene, hist�ria da civiliza��o, hist�ria regional, tecnologia e economia. A posse dessa cultura b�sica d� direito a ocupar cargo no governo, se votado para tanto.

 

As criaturas e os jovens t�m o direito priorit�rio de satisfazer suas necessidades b�sicas e sua educa��o integral.

 

Todo ser humano tem o direito de adquirir cultura superior pelos meios que lhe forem convenientes. A freq��ncia a um determinado tipo de escola n�o � obrigat�ria para adquirir um t�tulo que o capacite para a vida profissional. Serve para esse fim a realiza��o de tarefas e exames com acesso �s fontes de conhecimentos necess�rios � resolu��o de um determinado problema.

 

Todo ser humano basicamente capacitado, que deseje adquirir cultura superior especializada, tem o direito de acesso aos equipamentos tecnol�gicos mais avan�ados da especialidade.

 

Todo ser humano tem o direito de satisfazer suas necessidades sexuais, de forma leal, livre e amorosamente, (casado) .

 

Todo ser humano saud�vel tem o direito de gerar quantos filhos o interesse social permita, desde que assuma, s�, casado ou atrav�s de terceiros adotantes, todas as obriga��es psicol�gicas e materiais de tutela e educa��o, em conjunto com as institui��es sociais regionais.

 

Todo ser humano tem o direito de divorciar-se a qualquer momento, desde que garanta a continuidade de tutela dos filhos perante a lei e perante os homens.

 

Todo ser humano que constitui fam�lia tem prioridade de direitos de prote��o social em rela��o �queles que vivem s�s.

 

Todo ser humano, de ambos os sexos, tem id�nticos diretos e obriga��es; contudo, a distribui��o das atividades profissionais deve ser realizada respeitando-se as diferen�as naturais dos sexos.

 

Todo ser humano tem o direito e a obriga��o de exercer uma atividade profissional que contribua para o bem-estar material, mental e transcendental da humanidade.

 

Todo ser humano, fora de sua atividade profissional, tem o direito de vestir-se ou n�o, conforme seu gosto pessoal.

 

Todo ser humano tem o direito e a obriga��o de manter seu corpo em perfeito estado de higiene, incluindo a higiene f�sica, a higiene mental e a higiene ps�quica, al�m da alimenta��o saud�vel, natural e livre de elementos intoxicantes.

 

Todo ser humano, conforme suas qualidades f�sicas, pessoais, tem o direito e a necessidade de praticar um ou  mais esporte.

 

Todo ser humano tem o direito � cidadania mundial e a uma nacionalidade. O direito � cidadania mundial deve incluir a garantia da satisfa��o de suas necessidades prim�rias. A cidadania numa determinada na��o � um direito que pode ser adquirido por qualquer cidad�o mundial.

 

Independente do pa�s de nascimento, a cidadania nacional implica id�ntico direitos e obriga��es para todos os cidad�os, incluindo o direito a quaisquer cargos no governo. Ningu�m pode ser privado da cidadania mundial e nacional.

 

Todo ser humano pode mudar de nacionalidade, desde que j� resida em car�ter definitivo no pa�s onde deseja nacionalizar-se por mais de 10 anos e conhe�a sua l�ngua e seus costumes.

 

Todo ser humano, com idade igual ou superior a 16 anos, com cidadania nacional ou mundial, pode adquirir o t�tulo de Proto-homem, mediante comprovada a��o como homem reconhecedor de sua transcendente fun��o c�smica. O t�tulo de Proto-homem n�o implica a obriga��o de perfei��o ou santidade, mas a realiza��o de uma a��o ou pr�tica de atitude ou postura que colabore destacadamente na constru��o de um mundo cada  vez melhor.

 

Todo ser humano, cidad�o mundial ou nacional, possuidor de uma cultura b�sica, ser� considerado compulsoriamente Proto-homem a partir dos 50 anos, desde que n�o cumpra pena ou a��o anti-social.

 

Todo ser humano tem o direito de criar, participar, mudar, ou abandonar qualquer tipo de associa��o, seita, culto, partido pol�tico ou sindicato. Este direito inclui a liberdade de propagar suas opini�es independentemente de quaisquer limites. Todos estes direitos decorrem da obriga��o priorit�ria de ser humano em qualquer situa��o, e n�o violar, f�sica ou mentalmente, os direitos de seus semelhantes.

 

Todo homem tem o direito de n�o participar em nenhuma guerra de estados ou na��es. Nenhuma san��o pesar� sobre ele, ao contr�rio, poder� vir a ser reconhecido como her�i e titulado de Proto-homem por esse fato.

 

Todo ser humano tem o direito � liberdade de reuni�o e manifesta��o pac�fica.

 

Todo ser humano tem o direito � propriedade at� o limite de seu usufruto pessoal. Nenhum direito ou bem � heredit�rio.

 

Todo ser humano, Proto-homem ou n�o, tem os mesmos direitos de usufruir dos benef�cios do trabalho social.

 

A autoridade dos Proto-Homens deve ser o resultado da evolu��o natural do povo e em seu nome ser� exercida. A vontade dos Proto-Homens, manifesta pela atividade profissional, pela sabedoria e pelo n�mero, � a base em que se estrutura o governo. Essa vontade ser� expressa em elei��es peri�dicas com liberdade absoluta de voto. A estrutura do poder ser� democr�tica e socialista por seus integrantes. Isto �, ter� a forma helioc�ntrica.

 

Todo ser humano tem o direito e a obriga��o de repouso e lazer, o que inclui a limita��o do trabalho semanal ou 45 horas e no m�nimo 30 dias corridos de f�rias remuneradas, por ano. Estes direitos e obriga��es devem ser considerados, � medida que o desenvolvimento tecnol�gico e econ�mico da humanidade permita melhor�-los.

 

Todo ser humano tem direito � plena assist�ncia em caso de desemprego, doen�a, invalidez, viuvez, velhice e outros casos em que circunst�ncias alheias � sua vontade lhe impe�am de obter os meios necess�rios � sua sobreviv�ncia e � dos seus dependentes. Esta assist�ncia, em caso de incapacidade total, deve corresponder � retirada integral m�dia dos �ltimos cinco anos, com valor est�vel.

 

Todo ser humano, ap�s 25 anos de trabalho de produ��o de bens, tem direito a diminuir em at� 50% suas horas de trabalho semanal, recebendo retiradas integrais e proporcionais.

 

Todo ser humano tem direito de usufruir moral e materialmente de todo tipo de produ��o cient�fica, liter�ria ou art�stica de que seja autor.

 

Todo ser humano tem direito a uma ordem social, nacional e mundial, em que os direitos, liberdades e obriga��es sociais aqui estabelecidos possam ser plenamente realizados.

 

Todo ser humano tem direito de usufruir todas as t�cnicas que supram qualquer defici�ncia ou aprimorem a vis�o, a audi��o, o gosto, o olfato, o tato e capacidade de locomo��o.

 

Todo ser humano tem obriga��o e o direito de aprender a controlar, orientar e dirigir sua mente para fins criadores e construtivos.

 

Todo ser humano tem o direito de desenvolver, para todos os fins construtivos, seus ultra-sentidos e seus poderes mentais.

 

Todo ser humano deve ser instru�do a respeito do poder da mente sobre todas as mol�culas e c�lulas do corpo e a respeito da intensa influ�ncia da auto sugest�o sobre as atitudes e as realiza��es mentais e f�sicas.

 

Todo ser humano tem o direito de conceber id�ias �teis e propor sua execu��o pr�tica. A capacidade de criar enobrece o ser humano e nisso se baseia a evolu��o da humanidade.

 

Todo ser humano tem necessidade de orientar-se ou ser orientado, de forma a viver ajustado � realidade, desenvolvendo a capacidade de discernimento entre suas fantasias v�lidas ou n�o e sua necessidade de pensar com exatid�o, o que inclui evitar id�ias preconceituosas, opini�es degeneradas e julgamentos precipitados sem uma s� justa raz�o.

 

Todo ser humano tem as seguintes necessidades (mentais inclusive) fundamentais: amor, seguran�a, reconhecimento, express�o criadora, experi�ncias novas e amor-pr�prio. A sa�de mental e f�sica depende diretamente da satisfa��o dessas necessidades intimas.

 

Todo ser humano tem obriga��o de desenvolver seu senso de responsabilidade e independ�ncia, a capacidade de dar mais do que a de receber, o esp�rito de coopera��o, a maturidade sexual que obriga a considerar o sexo sempre associado � gentileza, � simpatia e � coopera��o m�tua; o controle do medo, da raiva e do �dio, da crueldade e da beliger�ncia, a flexibilidade e a adaptabilidade.

 

Todo ser humano tem o direito de receber a mais atualizada instru��o b�sica a respeito das liga��es da mente com sua pr�pria energia transcendente e com seu corpo f�sico.

 

Todo ser humano deve ser instru�do acerca da amea�a para a pr�pria sa�de mental e f�sica proveniente do ressentimento, do rancor, do medo doentio, do �dio, da ira, da vaidade, da inveja e da conten��o sexual n�o sublimada.

 

Todo ser humano tem o direito de ser instru�do de forma a evitar a inveja destrutiva, a credulidade excessiva, a falta de individualidade, o fanatismo, a sugestionabilidade, o terror coletivo, a exacerba��o das paix�es, a ambi��o violenta, o orgulho, os �dios familiares, partid�rios  ou religiosos, o desejo de vingan�a ou de repres�lia, a vaidade , o desejo de vingan�a ou de repres�lia, assim como evitar que seja facilmente sujeito � mistifica��o, como indiv�duo ou como integrante de uma massa de  indiv�duos.

 

Todo ser humano tem a necessidade e o direito de dormir, em sil�ncio, o n�mero de horas necess�rias � recupera��o de suas energias.

 

Todo ser humano tem o direito de escolher livremente aquilo que deseja possuir. A propaganda de qualquer produto e de produtos que satisfa�am necessidades iguais deve ser padronizada em intensidade.

 

A propaganda em cartazes fixos � uma viol�ncia �tica e uma ofensa � est�tica; quando colocados nas estradas, constitui um atentado � natureza e � seguran�a do tr�fego. A propaganda na televis�o e no r�dio deve ser em intervalos pr�-determinados e n�o dever�o ser escorchantes.

 

Todo ser humano tem obriga��o de manter sua mente clara e receptiva �s realidades tang�veis e �s realidades invis�veis; isso  implica em n�o tomar nenhum  tipo de droga que atrofie o livre arb�trio.

 

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Todo ser humano, para transcender, tem necessidade de:

 

Saber e sentir o que de fato � o amor, amar e ser amado.

 

Conhecer a si mesmo de fato, encontrar a sua liberdade interior, compreender a realidade universal de acordo com sua capacidade intelectiva, criar e sentir as vicissitudes das artes, da m�sica e das posturas sociais.

 

Criar ou compreender uma obra cient�fica, construir o que foi criado, ver al�m da capacidade dos olhos f�sicos, viver al�m da vida que seu corpo manifesta, sentir al�m das sensa��es do seu corpo, poder ir al�m dos poderes da mente, admirar a beleza da vida e sua plenitude, reconhecer em seus semelhantes igualdade no passado, presente e futuro, viver com nobreza individual, aprender a n�o pr�-julgar.

 

Compreender, enfim, que a natureza evolui at� o despertar da mente, a mente at� o despertar da raz�o e a raz�o evolui at� o despertar do espirito. E, quando o esp�rito acorda, a raz�o, a mente e o corpo integram-se e ressuscitam para uma nova vida integral que, em consci�ncia, transcende uma �nica exist�ncia.

 

Todo ser humano tem a necessidade e o direito de apoiar-se num pensamento filos�fico ou religioso at� que seu conhecimento possa abranger as verdades comuns a todas as religi�es e filosofias e as integre, com ci�ncia, numa �nica filosofia, s�bia e transcendente.

 

A declara��o de necessidades, direitos e obriga��es que neste manifesto registramos marcar� definitivamente o in�cio da �poca mais importante do movimento do Proto-homem. Leva a todas as consci�ncias as bases em que repousar� uma sociedade superior (proto-hominal), porque visa cima de tudo manter na �ntegra a principal fortuna humana - a c�lula da sociedade, que � a fam�lia.

 

Sem muito esfor�o podemos, desde j�, visualizar, caso n�o seja constitu�do um poder mundial Proto-homen�stico, a possibilidade de conhecermos governos dirigidos por burocratas e militares, apoiados em classes bizarras de cientistas, militares, t�cnicos em computadores, controladores de rob�s, pacifistas marginalizados, racistas de todas �as cores�, pseudopsic�logos e parapsic�logos, human�ides e andr�ides, e outras esp�cies que, sem recorrer � fic��o cient�fica e sem muito esfor�o, j� temos condi��es de imaginar, e mesmo de v�-los, antevendo...

 

 

ESTA REALIDADE � PR�XIMA. MUITO PR�XIMA  MESMO!!! E QUEM SABE, MUITO MAIS PR�XIMA DO QUE SE IMAGINA OU ENT�O A  INESPERADA INTERVEN��O DE SERES DO ESPA�O EXTERIOR OCORRER�  !!! 

 

 

O Caminho e a Jornada

�Muitos s�o os caminhos e seguramente muitas s�o as jornadas, porque muitos s�o os homens, muitas s�o as cabe�as, consequentemente muitas s�o as senten�as...�.

Para cada um sempre existir� o caminho e a jornada. Na estrada o caminho e o caminhante. Em cada caminho existe o lado esquerdo e o lado direito do caminho e o caminhante. Ningu�m viaja pela estrada sem um motivo, sem uma raz�o.

 

Assim demonstrado, a vida � o caminho e a jornada o trabalho pleno. Do lado esquerdo est� aquilo que seja perverso � moral humana e do lado direito o que seja boa moral (por analogismo e metaforismo).

 

Pelo centro do caminho segue o viajante. Quando se distrai pelo lado esquerdo, complica-se. Dever� andar quantas vezes for necess�rio at� aprender a andar correto. Quando se distrai pelo lado direito, pode at� levar alguma vantagem, mas acaba por esquecer que tem que continuar andando, para frente e para o alto. O progresso deve e precisa ser a meta. O viajante deve seguir pelo meio do caminho, verificando, analisando os dois lados, sempre. Aprendendo, vai progredindo e trabalhando em frente e para o alto do conhecimento, at� encontrar a ponte que une os espa�os, o do in�cio da jornada e o da meta a ser alcan�ada. Eis a� um ponto fundamental de progresso... Muitos outros vir�o ent�o.  

 

A maior conquista social interior n�o � a aboli��o materialista: somos n�s mesmos que realizamos as transmuta��es necess�rias e saud�veis para conseguir o progresso. E o progresso � a Realidade.

 

Os que vivem a Realidade se exaltam com a Realidade dizendo: n�s nos transformamos no mais fino ouro e nos libertamos da pr�tica e da teoria da qu�mica ou da alquimia; somos os filhos libertos do e pelo Criador, o Logos, a Fonte�.                                                                                                                                                                                                         Djal�l Ad-in R�m�

 

 

Um Conto Interessante

Pelos excertos acima, diria ainda de como se proceder para te aproximares ou das Cataratas, ou do Caminho:

 

�Havia uma cidade pacata no interior de um certo pa�s sendo visitada por um homem que se intitulava de Grande S�bio. Arrogante e extremamente altivo, presun�oso, dirigiu-se ao centro comercial e l� encontrou pobreza, mis�ria, fome, doen�a, escassez�.

 

Arrogante, arrastava para todo lado seus v�rios vassalos (escravos) e subalternos, querendo mostrar seus �dotes� e especulando tudo arrogantemente. Certo dia resolveu sair �s compras na feira local. A quase prociss�o sorrateira do S�bio desfilava pela feira afora...Em certo momento, um dos seus subalternos chamou-lhe a aten��o dizendo: �Mestre, olhe acol�; h� um garoto parado naquela esquina segurando uma vela acesa. N�o achas curioso aquilo...?�

 

O �Mestre� mais que depressa se acercou do garoto com seu tropel e perguntou ao garoto: �� alguma magia, crendice ou bruxaria, �h garotinho�?.

 

O garoto nada disse; continuou impass�vel segurando a vela acesa.

 

�Ora filhinho queres te fazer de rogado para merecer uma moeda com alguma impress�o sobre mim? Olhe que sou muito poderoso e poderei abrir tua irrever�ncia; diga-me fedelho, porque est� com a vela acesa? Disse o Mestre�.

 

Ao que justo naquele instante  (subitamente) a vela se apagou.

 

Ent�o dois olhinhos azuis, sa�dos de um semblante calmo e juvenil, fitou-o com do�ura e da sua boca humilde sugiram as seguintes palavras:

 

�Respeit�vel senhor: diga-me de onde vem a chama e ent�o te direi para onde foi�.

 

E como ningu�m soube responder, o garotinho retirou-se, deixando atr�s uma por��o de n�scios junto ao �at�nito Mestre�.

 

oOo

Assim, deixo-o agora amigo leitor, com o seguinte corol�rio:

 

�Toda a Lei se h� de seguir ( o Caminho),

 

Toda a virtude adv�m da perfeita aplica��o ( a Jornada),

 

Logo, toda virtude se h� de seguir� (a Realidade).                                                                                                                                                                                    O autor.

 

A Verdadeira Palavra Perdida

Todos os conhecimentos e instru��es que haver�o de decorrer doravante se destinam �queles que j� entenderam a For�a e a amam e n�o mais desejam se apartar dela. Por que, feito est�.

 

Agora...

 

Abra tua m�os, �h peregrino. Olhe para elas.

 

O que v�s nelas...Nada?!

 

Ent�o � melhor que nas�as de novo e encerre aqui a leitura desses manuscritos.

 

N�o te aventures ao que n�o te conv�m ou n�o � do teu conhecimento. Mas se ao olhares as m�os, consegues ver os dedos apenas, ent�o procures reconhecer em cada um o seu real valor. Mas ainda assim, n�o te ser� permitido prosseguir. Ainda �s cego, no m�nimo.

 

Entretanto, se ao olhares as tuas m�os e vires nelas a caridade, o dar e o receber, o pegar e o soltar, o socorro e o alento, o sinal do adeus e o das boas vindas, em fim que tuas m�os s�o t�o somente o produto final da mais fina engenharia arquet�ptica, que tuas m�os s�o a extens�o do poder de Deus..., Ent�o amigo, inicias aqui e agora a tua verdadeira Jornada.

 

Isto implica em tamb�m dizer, que n�o � o �nico meio ou jornada, mas seguramente � um dos meios proto-homen�sticos.

 

oOo

Cruzai tuas m�os por sobre o peito, no cora��o e sinta o pulsar das batidas e saiba que a cada momento da batida morres e a cada outra batida nasces para a vida e ainda assim, indiferente do estado psicol�gico, Tu �s; o Sol haver� de te brilhar, ainda que cego, surdo e mudo. Livra-te do peso que tuas m�os carregaram at� aqui, ame-as.

 

Fixai-as de novo...

 

Por sinal haveria em todo mundo algum engenho t�o maravilhoso quanto elas?! N�o s�o extraordinariamente belas e perfeitas?!

 

E ent�o responda a ti mesmo, sem receio.

 

S�o elas que te possuem ou �s tu quem as possui?

 

Se elas te possuem, ent�o as cortai e lan�ai-as ao fogo. De nada te valeriam.

 

Se fores tu quem as possui, ent�o saibas administr�-las com carinho. Antes, por�m, elevai-as ao C�smico e agradecei por obrares...  Mas que estas m�os sempre mais ofere�am que, recebam-nas boas obras.

 

Sim, s�o essas tuas as m�os arquet�pticas. Foram-te dadas com extremada perfei��o e capazes de exaltar a �nica Uni�o que te levar� � liberdade verdadeira (tuas obras).

 

Una-as ao teu Criador e o Criador se unir� a ti; e ent�o poder�s dizer e saber com exatid�o que

 

EU e MEU PAI SOMOS UM !!!

 

Agora...  Mais uma vez....

 

Com as m�os, acendei a chama da vela do teu cora��o.

 

E ent�o, que v�s dentro de teu cora��o?

 

Estaria cheio de rancores, de �dios, de vaidades, de ego�smos, de inveja, ambi��es, ang�stias, ira, medo e tantos outros v�us, selos e duras pedras?!

 

Pobre cora��o...A Chama da vela se apaga... A escurid�o de teu cora��o n�o pode reconhecer a Luz... Est� infestado de teias negras tecidas em todos os rec�nditos impedindo a propaga��o da Luz.

 

Ousai ent�o te perguntar, de onde veio tanta imundice e conspurcou teu pobre cora��o?

 

Ousai tamb�m escutar sobre isso a Voz Sutil do teu Ser em que muitas vezes te pareceu prolixa!

 

Ousai mais uma vez ainda e no sil�ncio de Ti mesmo, onde repousa tua mente e reflita no seguinte:

 

Sou eu isso que est� em mim (no cora��o) ou � isso que est� em mim (no cora��o) � que sou eu?

 

Parta de onde partir, a solu��o para teu pobre cora��o, ser� o de levantares todos os v�us, retirar todos os selos e pulverizar todas as negras teias para fora. Queira isso...

 

Limpo o cora��o, o sol do teu EU brilhar� e te mostrar� o Templo Sagrado. Assim o amor semente se tornar� (�rvore) forte poder em ti. Assim, poder�s perguntar: Sou eu o amor que est� em mim, ou � o amor que est� em � que sou eu?

 

Quanto aos v�us que encontrastes dentro de teu cora��o e criaram ra�zes, s�o provenientes do modo ou forma de veres a Natureza C�smica (ao tudo e todos que te cercam, e a ti mesmo).

 

Andaste cego, junto a outros cegos e guiados por cegos. Livra-te da cegueira de teus olhos.

 

Para eliminares os selos que encontrastes incrustados no teu �ntimo, lembra-te e volta-te para tua l�ngua e l�bios pe�onhentos, para que n�o mais promulguem falsos testemunhos, mentiras, cal�nias, inverdades, obscenidades  e tantas outras v�s palavras;  pois sendo tu um prolixo aut�ntico, dialogastes com falsos oradores, junto a outros rob�s oradores, guiados por esdr�xulos alto-falantes humanos.

 

Livra-te do veneno da tua l�ngua e de teus l�bios, pois.

 

Resta ainda eliminar as negras teias do teu pobre cora��o.

 

As teias negras - indecifr�veis formas-pensamentos ou pensamentos-formas, s�o origin�rios da mente sem cora��o, que apenas acha que pensa e tu ousas falar sem pensar e ver sem consultar-te na raz�o. Erro.

 

Assim transformas tuas raz�es de pensar em teias negras!

 

As teias negras s� ocupam lugar e se ramificam em teu cora��o, impedindo a passagem dos Raios de Luz. O arco-�ris.

 

� hora de dar um basta nisso tudo.

 

oOo

Nada mais sois do que: exatamente aquilo que v�s ou queres ver, do que aquilo que falas ou queres falar e do aquilo que pensais, com ou sem raz�o.

 

A considera��o final para obrares � que � �tico e moralmente correto, utilizar teus olhos, l�ngua e boca, e pensamentos, apenas como ve�culos do teu EU.

 

EU esse que ser� ou j� �, o reflexo da simplicidade pura que far� da vossa alma o espelho onde se possa refletir o Santo, Sagrado, Iluminado e Infinito Espirito (filho da Ess�ncia divina).

 

Mas n�o me esqueci das pedras. Sobraram as pedras?!...

 

As pedras, estas que carregas feito um pesado fardo �s costas? Que s�o elas? Como te livrar delas? Nem sabes de onde vieram?! A resposta �...

 

Seguir adiante, leve como uma pluma e pisando sobre plumas � o que deseja o teu Eu.

 

Estas pedras geralmente s�o denominadas de �pedras k�rmicas�, as faltas cometidas conscientes, as de ontem e as de hoje. At� mesmo na B�blia l� est�o as pedras: �Olho por olho, dente por dente� � � o verdadeiro significado dessa alocu��o. Tu colhes o que plantas, cedo ou tarde, mas l�quido e certo.

 

Pergunta: como haver�s de te livrar delas? Resposta...

 

Deixe teu eu entrar no teu EU e l� em sil�ncio buscai a Luz Maior do conhecimento.

 

A resposta te ser� dada mais cedo do que pensas. Ent�o trabalhes para reverter esse(s) d�bito(s) em cr�dito(s), o Dharma.

 

Algumas pedras s�o na verdade pedrinhas; outras s�o pedras e outras s�o verdadeiros menires.

 

Comece pelas pedrinhas, uma a uma e coloque-as para fora do Caminho. Depois coloque fora as pedras e por fim num esfor�o herc�leo, haver�s por colocar os menires ao longo (lado) do Caminho.

 

E nunca mais olhes para tr�s.

 

Por fim, siga altivo e firme a tua Jornada. O pr�mio � a Realidade Verdadeira.

 

 

(Re) Encontro com a Palavra Perdida

 

Para conota��o correta com os enunciados acima, se h� de precisar entender com exatid�o os n�veis, ou de como se faz para atingir a palavra perdida - O EU -: entrar no EU e o eu unir-se ao EU, eis o xis da quest�o .

 

 

Objetivo Um: O N�vel Ps�quico

N�o existe nenhum ser vivo n�o ps�quico.

 

O que existe de fato s�o n�veis ps�quicos.

 

Por�m, estejas em qual n�vel for, ser realista e ser probo idealista, ter ambas as qualidades ao mesmo tempo, � fundamental.

 

Se um indiv�duo possui essas qualidades, consciente ou n�o, � de um Dom ps�quico avan�ado por natureza (dom).

 

O que faz a diferen�a do n�vel, vem justamente atrav�s da natural tomada de consci�ncia (tamb�m com ci�ncia).

 

A tomada de consci�ncia se inicia pela mais simples imagina��o, como a de se introjetar no EU; ativamente pensando assim: primeiro arrume a tua morada (teu corpo - O Verdadeiro Templo).

 

Depois o arrume com uma vestimenta apropriada, luminosa, dos p�s � cabe�a e vista-o da cor preferida; acenda a luz do teu cora��o com a mesma luz.

 

Una tuas m�os ao n�vel do cora��o e pe�a...

 

EU TENHO A LUZ  -  EU TENHO A FOR�A  -  EU TENHO O AMOR...

 

Ent�o �fulano de tal� (dizer o nome) pede para entrar e finalmente entra (no mais absoluto sil�ncio) dentro de si mesmo.

 

OBS: tudo o que est� sendo ensinado � verdadeiro e jamais dever� se constituir numa brincadeira ou simples curiosidade.

 

oOo

O EU � infinitamente poderoso e s�bio, podendo at� mesmo admoestar o eu com fort�ssimas corre��es ou admoesta��es, caso n�o sinta SINCERIDADE PLENA.

 

Nunca insistas em desejar �ver milagres�, ou sentir poderes ou ainda achar que ap�s isto, ser�s um Mago, Vidente ou Mestre.

 

Nada disso. Mantenha-se sempre dentro dos limites da tua compreens�o.

 

O EU sabe antes que se d� conta. O objetivo sincero � o de �contato auditivo�. Portanto, na Voz do Sil�ncio do teu EU, o Verbo haver� de te falar, mais cedo ou mais tarde. Ent�o, apenas ou�a (disciplina), obede�a (obedi�ncia) e determine a si mesmo seguir o que foi escutado (determina��o) com amor.

 

O som, o incenso, a vela, uma certa ritual�stica, em fim, uma verdadeira ritual�stica ser� sempre muito importante nessa fase inicial, mas de qualquer forma � sempre bom preparar o sagrado templo.

 

Lembro-te que dever�s ao comando de teu EU �subir de n�vel pacientemente�, pois, �a tartaruga conhece melhor o caminho do que a veloc�ssima lebre�.

 

Por tr�s desse objetivo ps�quico est� o verdadeiro objetivo: o desenvolvimento interior (do eu com o EU) e a evolu��o espiritual junto a uma nova vibra��o f�sica, inclusive.

 

Esta � a forma ativa  -  o eu indo em dire��o ao EU.

 

A forma passiva - o EU indo a dire��o ao eu, corresponde muitas vezes quando tu escutas uma voz a dizer n�o fa�as assim, n�o digas aquilo, n�o provoques, n�o mintas, n�o julgues, perdoe, seja calmo e...Etc. � chamada forma passiva porque �a voz � fruto da Paz interior do EU manifesta�. E isto � amor.

 

Esse � de fato o casamento alqu�mico, filosofal ou c�smico, d�-se o nome que quiser. O fato � que o eu se juntar� ao EU. o EU se juntar� ao UM e ao TODO e ent�o todos ser�o apenas EUM  =  AUM = UM.

 

O n�vel ps�quico acumula sete n�veis b�sicos e em todos eles h� o AUM...Este � o limiar para a perfeita ilumina��o ou lucifica��o do estado de SER EU, a sabedoria e a (re) constru��o do Ad�o Ps�quico (ou c�smico).

 

A magnific�ncia divina incomensuravelmente s�bia CRIOU isso que se sente, o Poder de SER EU, de tu te sentires SER EU!!

 

Deus, portanto, est� indelevelmente nessa palavra = EU, como a infinita palavra (o Verbo) de SI mesma, por�m, em estado de manifesta��o. Por l�gica dedu��o, sem o EU o pr�prio Universo seria um absoluto oceano do vazio, sem som, sem luz, sem medidas (cifras), sem vida, sem amor, sem paz, sem.......

 

Atrav�s o EU, o Criador � tamb�m a criatura (autocriado). Eis a do�ura mericordiosa da solu��o. S� o EU � o pr�prio Pai-M�e, o Filho e o Vener�vel Esp�rito.

 

Assim a cita��o EU � eternamente e infinitamente Divina, Sagrada.

 

Conseguidos todos os n�veis da consci�ncia ps�quica (consci�ncia original), torna-se a Palavra EU, o Deus introjetado e surge o Esp�rito da Compreens�o, a Luz Maior.

 

Se nessas circunst�ncias, caro amigo leitor, puderes entender, o Caminho e a Jornada, estas com certeza te levar�o � primeira Realidade do que TU �S (um Proto-Homem).

 

 

Objetivo Dois: O N�vel M�stico

 

N�o existe nenhum ser vivo n�o m�stico.

 

O que existe de fato s�o n�veis m�sticos.

 

Tudo o que foi dito para o n�vel ou n�veis ps�quicos � v�lido, bem como agora multiplicado no n�vel ou n�veis m�sticos.

 

J� no n�vel m�stico o eu se juntou ao EU; formaram ent�o o EUM = AUM = UM.

 

Agora o Ad�o Ps�quico dever� se tornar o Ad�o M�stico, o ADOM dos eons. Consciente e perfeitamente honesto, � o mundo dos Magos, dos Mestres e Mestres C�smicos, os Cientistas Magos.

 

Enquanto os �pretensiosos Mestres� falam sem saber, o Mago Verdadeiro sabe o que falar, o que pensar e o que desejar.

 

Primeiro aspecto dessa Magia � a delinea��o de que o Mago Verdadeiro sabe ser um Proto-Homem .

 

�� o instrumento modelador nas m�os do �ferreiro divino�.

 

Apesar do plano m�stico instigar mist�rio, na verdade o n�vel m�stico � bastante misterioso sim, pois se abrem ao ent�o Iniciado, nova inicia��o, nos altos mist�rios, nos altos arcanos c�smicos.

 

A ci�ncia Divina ou a Ordem Divina infunde em todo o SER; o casamento perfeito se realizou.

 

O M�stico se locomove com facilidade por entre as fo�as c�smicas e o microcosmo reconhece o macrocosmo e vice-versa.

 

Entretanto, tamb�m s�o sete os n�veis m�sticos, repito.

 

De qualquer forma o M�stico Honesto, se encontra em perfeito equil�brio.

 

Sabe que, filho de Deus, deuzinho �.

 

Que est� na Terra, sem ser dessa Terra. � c�smico. Um cosmopolita universal.

 

E que o Para�so Perdido � t�o somente o esquecimento e que o homem preferiu acatar o desligamento da Fonte, em vez de manter-se ligado � Fonte. Doutra forma em vez de se manter conscientemente uno ao C�smico, � Natureza e aos C�us e aos Espa�os, preferiu se dar ao desrespeito �s Leis inerentes.

 

A consci�ncia ser� a maior servidora do m�stico...

 

O EU � o eu superado, j� obsoleto.

 

Doravante s� existe o EU.

 

A raz�o maior do estado m�stico � o aprimoramento singular desse EU-DEUS-HOMEM; o refinamento maior; a prepara��o maior e tamb�m o trabalho maior.

 

Para encerrar sobre como � o n�vel m�stico:

 

�A Uni�o com o C�smico, � o �nico Caminho, a Jornada e a  Realidade; � a �nica Lei do Ser . Mas se preferes outro nome, poder�s lhe dar o nome de AMOR �.

 

Objetivo Tr�s: O N�vel Divino

N�o existe nenhum ser que n�o seja divino.

 

O que de fato �, � o �xtase, por muitos assim denominado.

 

�Nesse Departamento, se encontram os Cristos, os Avatares, os Grandes Mestres C�smicos, numa escala tamb�m de sete n�veis�.

 

Viver em estado de �xtase (verdadeiramente em comunh�o c�smica) � VIVER O AMOR E A LEI DE DEUS TRANSCENDENTAL, em sua plena intensidade e extens�o.

 

SE AMARES, VIVE.  SE VIVERES, APRENDE.  SE APRENDERES, COMPREENDE. Essa � uma das Leis dos Avatares. Da� Cristo ter assinalado sua passagem conosco dizendo: �Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem conhece a Mim, conhece ao Pai, portanto quem chega a Mim, chega ao Pai�.

 

Em estado de �xtase o SER � a compreens�o e o compreendido.

 

� o olhar e o olhado.

 

� o escolher e o escolhido.

 

� a �rvore, os ramos, as folhas, os frutos e a semente.

 

� o s�o e o doente; o justo e o injusti�ado; � a tinta e o pincel; a an�o e o gigante; o santo e o pecador; est� aqui e ali; � a liberdade e a pris�o; � a fra��o e o todo e o seu dar-se e tomar, e etc....

 

Tudo se encontra vivo na comunh�o c�smica.

 

Se existem os �,prod�gios, os milagres�, s�o meras interfer�ncias ou manipula��es concebidas pela for�a do Amor e pela destreza da Paz.

 

O Amor �, por conseguinte a Paz cheia dos sons melodiosos da Vida; e Vida � Deus.

 

Cheguei a este ponto tentando e me esfor�ando ao m�ximo dentro dos meus mais sinceros limites e conhecimentos, para criar um panorama que pudesse espalhar uma �nfima luz do estado divino. Mas como crian�a, s� sei balbuciar algumas letras a respeito.

 

Nesse caso, o Caminho, a Jornada e a Realidade Verdadeira � uma express�o infinita da compreens�o do Amor e da� para frente por mais que me esfor�asse e tentasse descrever, seria um pequeno gr�o de areia na imensid�o da praia, onde se encontra o infinito oceano.

 

A T�cnica

Existem muitos meios e t�cnicas, as mais diferentes, entre as quais muitas s�o perigosas, com a finalidade de se unir o eu com o EU.

 

Vou, portanto, descrever t�o somente uma, simples e absolutamente segura e de extraordin�ria efici�ncia.

 

Antes, aconselho que estejais seguro de que � isto que deseja, muito convicto do desejo em querer ir al�m das fronteiras...

 

Se convicto, una teu eu ao absoluto sil�ncio conforme descrito anteriormente.

 

Coloque-se diante de um espelho emergido em uma tina de madeira com �gua. Olhe-se por completo.

 

Mas n�o fixes o olhar em detalhe algum. Apenas fite-se rapidamente.

 

Antes, veja-te como �um fantasma�, um esbo�o corporal diante do espelho.

 

Pergunte a ti mesmo internamente:

 

Sou eu aquele que est� no espelho, ou � aquele que est� no espelho que sou eu !

 

N�o pisque. N�o fale. Nada pense. Feche ent�o os olhos. Abandone-se para dentro da vis�o, olhando fixamente em teus �olhos e no espelho interior�, com firmeza e diga suavemente (com voz suave e firme):

 

oOo

��h paisagem muda que conversa comigo com tua infinita Sabedoria e no teu sil�ncio est� a harmonia eletrizante dos meus sentimentos. Deixarei pairar sobre mim o Poder de estar vivo. No entanto, quanto sou fr�gil!�.

Fala-me com uma raz�o que me parece prolixa, no entanto de forma simples e direta.

Gritarei ao Infinito que, responder� a eternidade a qual tocar-me-� em meu consciente e dar-me-ei conta de que, meu espa�o e o meu tempo s�o t�o pequeno quanto a dist�ncia que separa o meu corpo de minh�alma.

Sim, gritarei ao Infinito com palavras  sussurradas de que, n�o somos o que pensamos que somos.

Pois esconder a sabedoria � como se colocar diante do espelho com os olhos tapados;

 EU SOU.

                                                                                                                                                                                                   Que assim seja!�

oOo

Ent�o ap�s tal pronunciamento, dilua-te com a imagem do espelho da tua mente e recolha-te no mais absoluto sil�ncio do al�m do teu interior. Permane�a l� quanto tempo desejares.

 

Ent�o escute... A Voz Suave do Amor.

 

 

NOTA: Essa t�cnica correta e verdadeira, n�o implica que ser� na primeira tentativa que o sucesso advir�, pois o tempo de Deus � o senhor da raz�o.

 

oOo

Amigo Peregrino:

 

Os conhecimentos citados s�o claros e edificados pela Luz, postados sobre ombros de Gigantes.

 

Abri para vos a Grande Porta como um Guardi�o, pois o momento assim exige.

 

Por que h� muitos que chegaram at� a Porta, mas, ou esqueceram a chave ou a perderam. Outros ainda t�m medo de bater e pedir para entrar ou n�o souberam pedir.

 

Outros bateram e abriram a Porta e simplesmente n�o entraram...!

 

Outros abriram e entraram apressados; nada viram. Voltaram decepcionados.

 

Por�m, revelo que � preciso �entrar e buscar o al�m da Grande Porta, a Grande Janela. Atrav�s a Grande Janela est� o Infinito, o EU�.

 

O EU te mostrar� o Infinito e o Infinito ser� o EU, unos, uma s� unidade ( melhor dizendo, triunicidade ).

 

oOo

�Nesse estado o rio aportou ao oceano e o oceano confortou o rio�.

 

Eis a� o grande momento. Lembro-te que, j� a Grande Porta n�o mais existe e a Grande Janela desapareceu.

 

Um Cavalo Alado (�a for�a c�smica�) chamado de Sagrada Compreens�o ser� teu ve�culo e al�ar�s o v�o entre todos os tempos, todos os espa�os, entre todas as fronteiras - A PAZ �.

 

 oOo

�Nada h� que se produza no escuro�.

 

Um Caminho escuro � t�o somente escuro; escura tamb�m ser� a Jornada. Por fim, a Realidade n�o se encontrar� tamb�m escura?

 

Quando obrares, fazei-o �s claras, na Luz.

 

Pois o mundo dos homens n�o � um mundo para topeiras, se o fosse, obviamente seria escuro; mas � um mundo para os homens que querem enxergar, ainda que �s vezes nuvens existam que encubram a Luz do Sol; entretanto � preciso saber que ap�s a passagem das nuvens, o Sol haver� de brilhar�.

 

Encerramento

Felizmente, muitos preconceitos que anteriormente se levantaram contra a considera��o favor�vel � Ci�ncia e Ordem Divina est�o sendo eliminados gradualmente pelas mudan�as que, investidas da irresist�vel for�a da evolu��o, est�o sendo produzidas no mundo. Esta �poca moderna, assim denominada, de laicismo, originada com a Reforma, prosperou apoiando-se na doutrina da individualidade, da qual se derivam os sistemas democr�ticos e capitalistas e as revolu��es cient�ficas e tecnol�gica.  Mas a verdadeira individualidade n�o consiste em um ego isolado que, amedrontado, luta pela sobreviv�ncia contra todos os outros, e que se encontra privado do alimento e da moralidade que brota da compreens�o intuitiva da sutil interrela��o de todas as coisas da vida.

Independentemente da medida em que o laicismo cient�fico tenha podido contribuir � melhoria das condi��es materiais de vida, um dos pre�os que haver� de pagar por esta tend�ncia mecanicista t�o simplesmente � que o potencial humano ficou depreciado em contrario a tudo aquilo que resulta em �bvio, vis�vel ou quantific�vel. O maior recurso sem explorar da humanidade, a sua pr�pria consci�ncia, foi ignorado durante muito tempo, e assim, se ignorou tamb�m a possibilidade de uns n�veis de realidade diferente dos estritamente relacionados com o campo objetivo acess�vel � experi�ncia sensorial mais rude. N�o � poss�vel continuar considerando a simples manipula��o e reestrutura��o da ordem externa � pol�tica, social, econ�mica � como �nica solu��o poss�vel.

 

Os devotos de um cruel cientificismo, f� irracional no cont�nuo progresso conseguido por meio da aplica��o do materialismo cient�fico, cada vez est�o se enfrentando mais � evid�ncia de que a sua teoria funciona, mas isenta do valor moral e subjetivo, assim de forma alguma pode funcionar. N�o � casualidade que as sociedades com um cientificismo mais afincado sejam aquelas que, apesar da sua opul�ncia material, manifestam de maneira mais evidente os sintomas de um profundo mal-estar espiritual. Ansiedade, cobi�a e viol�ncia n�o s�o menos evidentes nas culturas tecnologicamente mais sofisticadas, precisamente porque a vida � algo mais que conseguir uma grande efic�cia. N�o � preciso  ter muito boa vista para notar que a �rvore da Vida est� morrendo e que a M�e Terra tem c�ncer de �tero.

 

At� nossos dias, a cultura humana esteve determinada, na sua maior parte, por umas perspectivas pertencentes s� �s duas primeiras etapas da vida: a inf�ncia, que se caracteriza pela depend�ncia, e a adolesc�ncia, que se caracteriza pela rea��o ao extremo oposto, a �independ�ncia�. O que nos espera � a etapa mais dif�cil: a adulta. A verdadeira maturidade se caracteriza pela transcend�ncia de si mesmo. E esse � o caminho do Proto-Homem.

 

 

�O MUNDO PROTO-HOMINAL AVAN�A, CAVALEIROS C�SMICOS. UNI-VOS A AUTENTICA PAZ�.                                                                                                                                   �VERITAS VINCIT�

 

As Provas Definitivas

 

�Da harmonia, da celestial harmonia�.

Foi a origem desta universal estrutura;

De harmonia em harmonia,

Atrav�s da inteira gama sonora,

At� a nota culminante � humana criatura!

 

Do poder das leis celestiais

Come�aram a mover-se as esferas dos c�us,

A todos que, em cima, s�o benditos,

O louvor proclamando do Eterno Criador.

 

Assim, quando a hora final soar terr�vel,

E destru�do for este cortejo celerado,

Altissonantes as trombetas clamar�o:

Os mortos viver�o e os viventes morrer�o

E da m�sica ser� plena dos c�us a amplitude�.

 

A ordem ou harmonia celestial ou c�smica � a base elementar de tudo. Algu�m muito importante disse demasiadamente sobre tal assunto para os tempos que haveriam de vir. Nada mais nada menos que Paulo � o ap�stolo do Cristo � deixou um trabalho bastante claro para todos, justamente pensando de como e quando o homem haveria de estar pronto para receber a verdade. Seu Mestre, O Cristo lhe ensinou e nos ensinou. Assim, pois h� toda evid�ncia na vida e nos escritos de Paulo, de que ele estava interessado na filosofia e que estava familiarizado com a especula��o filos�fica do tempo. Mas a sua descri��o da Ordem C�smica n�o � o quadro composto ou baseado nos primeiros princ�pios e verdades elementares que tenha descoberto em estudo da natureza, do homem ou da hist�ria e depois arranjados em sistema l�gico, sob a inspira��o de uma id�ia luminosa central. Foi assim que Plat�o organizou a sua t�o famosa �Rep�blica�. Paulo, entretanto, torna perfeitamente claro que a estrutura sublime, que ele est� expondo n�o era produto da especula��o humana no que h� de melhor, nem em qualquer sentido, cria��o da sabedoria do homem. Atribu�a sua penetra��o no chamado �mist�rio� do prop�sito do Esp�rito Universal em contribuir esta suprema realidade espiritual, � a��o do pr�prio Deus, que se aprazia em revelar o assunto.

Nem era o ponto de vista que Paulo tinha deste plano divino, o que vulgarmente se descreve como vis�o po�tica. O poeta sempre foi mais criador e penetrante do que os fil�sofos na compreens�o das realidades espirituais.

 

Aos poetas � que devemos a nossa compreens�o do fato de que toda interpreta��o fiel da realidade seja humana ou divina, tem de ser baseada na apreens�o da imagem essencial que fornece a luz em que as coisas devem ser estudadas e a forma em rela��o � qual elas podem ser entendidas. Esta imagem � o que comumente se chama de �mito�, quando se emprega �mito� no sentido po�tico ou filos�fico, para significar a imagem de uma verdade fundamental e n�o no infeliz sentido popular de fic��o inescrupulosa. O mais importante de tudo � ter vis�o (interior) da imagem essencial e interpret�-la. Esta imagem essencial, ou �mito�, n�o pode ser apresentada em forma de hist�ria. Quanto a Plat�o, o apresentou a necessidade de mostrar verdades que, por causa do seu car�ter transcendental, n�o se podiam enunciar em termos conceituais, passou ent�o a contar hist�rias, f�bulas e �mitologias�.

 

Essas hist�rias constituem os mitos plat�nicos. Quando os profetas de Israel e o vidente do Apocalipse desejaram descrever coisas que o �olho humano n�o viu e nem o ouvido ouviu�, coisas que n�o tinham entrado na experi�ncia humana escreveram em linguagem altamente simb�lica e pictoral.

 

Mas, Paulo transcendeu a tudo e a todos. Ao apresentar a Ordem C�smica, vai al�m da poesia e do apocal�ptico, do mesmo modo que tamb�m ultrapassa a filosofia. Ele possu�a toda �a constante consci�ncia de for�as transcendentais espreitando atrav�s das fendas do universo vis�vel�, que, para alguns, � a pr�pria ess�ncia do mito. Ele estava plenamente c�nscio do problema da comunica��o que tem levado � defini��o contempor�nea de mito como �ampla imagem controladora, que d� sentido filos�fico aos fatos da vida ordin�ria�.

 

Na sua proclama��o Paulo vai fundo ao erigir os fundamentos da Ordem C�smica e coloca-se assim, sozinho em um lugar � parte, acima do fil�sofo e do poeta, acima do profeta e do vidente. O que chega at� n�s atrav�s dele n�o � nem conclus�o raciocinada nem interpreta��o mitol�gica; n�o � simples introspe��o prof�tica dos fundamentos da ordem moral, nem tranquilizadora afirma��o da vit�ria da Ordem C�smica na hist�ria. Aqui, temos antes a descri��o completa e suprema, concreta, pois do que est� inclu�do no credo da �poca apost�lica � que � o credo b�sico para todas as �pocas � de que Cristo � o Senhor e Mestre.

 

Foi com esta estupenda capacidade que Paulo nos legou um imenso tesouro, � A Ep�stola aos Ef�sios.  � o come�o para quem busca. . .

Nota dos Editores: Jo�o II Pitag�rico (Jo�o II PTHA.'.) � dirigente de uma sociedade secreta estabelecida no Brasil desde 1909.

 

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