|
O CONCÍLIO DE NICÉIA
325
D.C – É realizado o Concílio de Nicéia, província de Anatólia,
na Turquia. Primeiro Concílio Ecumênico da Igreja, convocado pelo
Imperador Constantino. Trezentos Bispos se reúnem para condenar o
Arianismo – heresia que nega a Divindade de Jesus Cristo.
O
momento decisivo sobre a doutrina da Trindade ocorreu neste Concílio,
quando a igreja rejeitou a idéia ariana de que Jesus era a primeira e
mais nobre criatura de Deus, e afirmou que Ele era da mesma "substância"
ou "essência" (isto é, a mesma entidade existente) do Pai.
Assim, há somente um Deus, não dois; a distância entre Pai e Filho
está dentro da unidade divina, e o Filho é Deus no mesmo sentido em
que o Pai o é. Dizendo que o Filho e o Pai são "de uma substância",
e que o Filho é "gerado" ("único gerado, ou unigênito",
João 1. 14,18; 3. 16,18, e notas ao texto da NVI), mas "não
feito", o Credo Niceno, reconhece a deidade do homem da Galiléia,
embora essa conclusão não tenha sido unânime. Os Bispos que
discordaram, foram simplesmente perseguidos pelo Imperador Constantino.
OBS
: Em 313 D.C., com o grande avanço da "Religião do
Carpinteiro", o Imperador Constantino Magno enfrentava problemas
com o povo romano e necessitava de uma nova Religião para controlar as
massas. Aproveitando-se da grande difusão do Cristianismo, apoderou-se
dessa Religião e modificou-a, conforme seus interesses. Alguns anos
depois, em 325 D.C, no Concílio de Nicéia, é fundada, oficialmente, a
Igreja Católica...
Há que se ressaltar que, "Igreja" na época de Jesus não era
a "Igreja" que entendemos hoje, pois se lermos os Evangelhos
duma ponta à outra veremos que a palavra «Igreja», no sentido que
hoje lhe damos, nem sequer neles é mencionada exceto por aproximação
e apenas três vezes em dois versículos no Evangelho de Mateus (Mt 16,
18 e Mt 18, 17), pois a palavra grega original, usada por Mateus, ekklêsia,
significa simplesmente «assembléia de convocados», neste caso a
comunidade dos seguidores da doutrina de Jesus, ou a sua reunião num
local, geralmente em casas particulares onde se liam as cartas e as
mensagens dos apóstolos. Sabemo-lo pelo testemunho de outros textos do
Novo Testamento, já que os Evangelhos a esse respeito são omissos.
Veja-se, por exemplo, a epístola aos Romanos (16, 5) onde Paulo cita o
agrupamento (ekklêsia) que se reunia na residência dum casal de tecelões,
Aquila e Priscila, ou a epístola a Filémon (1, 2) onde o mesmo Paulo
saúda a ekklêsia que se reunia em casa do dito Filémon; num dos
casos, como lemos na epístola de Tiago (2, 2), essa congregação cristã
é designada por «sinagoga». Nada disto tem a ver, portanto, com a
imponente Igreja católica em quanto instituição formal estruturada e
oficializada, sobretudo a partir do Concílio de Nícéia, presidido
pelo Imperador Constantino, 300 anos após a morte de Cristo.
Onde termina a IGREJA PRIMITIVA dos Atos dos Apóstolos e começa o
Catolicismo Romano ?
Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu
sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que
dominava. Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países,
o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não
era outra senão o culto babilônico. No decorrer dos anos, os Líderes
da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de "senhores
do povo" de Deus, no lugar da Mensagem deixada por Cristo. Na época
da Igreja Primitiva, os verdadeiros Cristãos eram jogados aos leões.
Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a
galope. O paganismo babilônico imperava a custa de vidas humanas.
No ano 323 D.C, o Imperador Constantino professou conversão ao
Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império :
As perseguições deveriam cessar ! Nesta época, a Igreja começou a
receber grandes honrarias e poderes mundanos. Ao invés de ser separada
do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que
governava. Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo
foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo
Romano. O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor ( 325 D.C. - História
Universal, H.G.Wells ), presidido por Constantino era composto pelos
Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados
por Líderes Religiosos das diversas comunidades. Tal Concílio
consagrou oficialmente a designação "Católica" aplicada à
Igreja organizada por Constantino : "Creio na igreja una, santa,
católica e apostólica". Poderíamos até mesmo dizer que
Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica
não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos
Apóstolos ...
Em resumo : Por influência dos imperadores Constantino e Teodósio, o
Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano e entrou
no desvio. Institucionalizou-se; surgiu o profissionalismo religioso; práticas
exteriores do paganismo foram assimiladas; criaram-se ritos e rezas, ofícios
e oficiantes. Toda uma estrutura teológica foi montada para atender às
pretensões absolutistas da casta sacerdotal dominante, que se impunha
aos fiéis com a draconiana afirmação : "Fora da Igreja não há
salvação".
Além disso, Constantino queria um Império unido e forte, sem dissenções.
Para manter o seu domínio sobre os homens e estabelecer a ditadura
religiosa, as autoridades eclesiásticas romanas deviam manter a ignorância
sobre as filosofias e Escrituras. A mesma Bíblia devia ser diferente.
Devia exaltar Deus e os Patriarcas mas, também, um Deus forte, para se
opor ao próprio Jeová dos Hebreus, ao Buda, aos poderosos deuses do
Olimpo. Era necessário trazer a Divindade Arcaica Oriental, misturada
às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías, etc,
onde colocaram Jesus, não mais como Messias ou Cristo, mas, maliciosamente,
colocaram Jesus parafraseado de divindade no lugar de
Jezeu Cristna, a segunda pessoa da trindade arcaica do Hinduísmo.
Nesse quadro de ambições e privilégios, não havia lugar para uma
doutrina que exalta a responsabilidade individual e ensina que o nosso
futuro está condicionado ao empenho da renovação interior e não à
simples adesão e submissão incondicional aos Dogmas de uma Igreja, os
quais, para uma perfeita assimilação, era necessário admitir a
quintessência da teologia : "Credo quia absurdum", ou seja,
"Acredito mesmo que seja absurdo", criada por Tertuliano (
155-220 ), apologista Cristão.
Disso tudo deveria nascer uma religião forte como servia ao império
romano. Vieram ainda a ser criados os simbolismos da Sagrada Família
e de todos os Santos, mas as verdades do real cânone do Novo Testamento
e parte das Sagradas Escrituras deviam ser suprimidas ou ocultadas,
inclusive as obras de Sócrates e outras Filosofias contrárias aos
interesses da Igreja que nascia.
Esta lógica foi adotada pelas forças clericais mancomunadas com a
política romana, que precisava desta religião, forte o bastante, para
impor-se aos povos conquistados e reprimidos por Roma, para assegurar-se
nas regiões invadidas, onde dominava as terras, mas não o espírito
dos povos ocupados. Em troca, o Cristianismo ganhava a Universalidade,
pois queria se tornar "A Religião Imperial Católica Apostólica
Romana", a Toda Poderosa, que vinha a ser sustentada pela força,
ao mesmo tempo que simulava a graça divina, recomendando o
arrependimento e perdão, mas que na prática, derrotava seus
inimigos a golpes de espada.
Então não era da tolerância pregada pelo Cristianismo que Constantino
precisava, mas de uma religião autoritária, rígida, sem
evasivas, de longo alcance, com raízes profundas no passado e uma
promessa inflexível no futuro, estabelecida mediante poderes, leis e
costumes terrenos.
Para isso, Constantino devia adaptar a Religião do Carpiteiro,
dando-lhes origens divinas e assim impressionaria mais o povo o qual
sabendo que Jesus era reconhecido como o próprio Deus na nova religião
que nascia, haveria facilidade de impor a sua estrutura hierárquica,
seu regime monárquico imperial, e assim os seus poderes ganhariam
amplos limites, quase inatingíveis.
Quando Constantino morreu, em 337, foi batizado e enterrado na consideração
de que ele se tornara um décimo terceiro Apóstolo, e na iconografia
eclesiástica veio a ser representado recebendo a coroa das mão de
Deus.
OS LIVROS RETIRADOS DAS SANTAS ESCRITURAS
Os
quatro evangelhos canônicos, que se acredita terem sido inspirados
pelo Espírito Santo, não eram aceitos como tais no início da
Igreja. O bispo de Lyon, Irineu, explica os pitorescos critérios
utilizados na escolha dos quatro evangelhos : "O evangelho é a
coluna da Igreja, a Igreja está espalhada por todo o mundo, o mundo tem
quatro regiões, e convém, portanto, que haja também quatro
evangelhos. O evangelho é o sopro do vento divino da vida para os
homens, e pois, como há quatro ventos caldeais, daí a necessidade de
quatro evangelhos. (...) O Verbo criador do Universo reina e brilha
sobre os querubins, os querubins têm quatro formas, eis porque o Verbo
nos obsequiou com quatro evangelhos”.
As
versões sobre como se deu a separação entre os evangelhos canônicos
e apócrifos, durante o Concílio de Nicéia no ano 325 D.C, são também
singulares. Uma das versões diz que estando os bispos em oração, os
evangelhos inspirados foram depositar-se no altar por si só !!! ...
Uma outra versão informa que todos os evangelhos foram colocados por
sobre o altar, e os apócrifos caíram no chão... Uma terceira versão
afirma que o Espírito Santo entrou no recinto do Concílio em forma de
pomba, através de uma vidraça (sem quebrá-la), e foi pousando no
ombro direito de cada bispo, cochichando nos ouvidos deles os
evangelhos inspirados...
A
Bíblia como um todo, aliás, não apresentou sempre a forma como é
hoje conhecida. Vários textos, chamados hoje de "apócrifos",
figuravam anteriormente na Bíblia, em contraposição aos canônicos
reconhecidos pela Igreja.
Segundo
o Dicionário Aurélio, o termo Apócrifos significa :
" Entre os Católicos, Apócrifos eram os Escritos de assuntos
sagrados que não foram incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras
autênticas e divinamente inspiradas ".
Obs - Note que o próprio Dicionário Aurélio registra a expressão
: " divinamente inspiradas ". Por que será ?
Maria
Helena de Oliveira Tricca, compiladora da obra Apócrifos, Os Proscritos
da Bíblia, diz: "Muitos dos chamados textos apócrifos já
fizeram parte da Bíblia, mas ao longo dos sucessivos concílios
acabaram sendo eliminados. Houve os que depois viriam a ser
beneficiados por uma reconsideração e tornariam a partilhar a Bíblia.
Exemplos : O Livro da Sabedoria, atribuído a Salomão, o Eclesiástico
ou Sirac, as Odes de Salomão, o Tobit ou Livro de Tobias, o Livro dos
Macabeus e outros mais. A maioria ficou definitivamente fora, como o
famoso Livro de Enoch, o Livro da Ascensão de Isaías e os Livros III e
IV dos Macabeus."
Perguntamos
: Quais foram os motivos para excluir esses Livros das Santas Escrituras
definitivamente ? Será que os "santos padres" daquela época
se achavam superiores aos Apóstolos e mártires que vivenciaram de
perto os acontecimentos relacionados a Cristo e ao judaísmo ? De que
poder esses mesmos "santos padres" se revestiam a ponto de
afirmarem que alguns Textos Evangélicos não representavam os
ensinamentos e a Palavra de Deus ?
Existem
mais de 60 evangelhos apócrifos, como os de Tomé, de Pedro, de Felipe,
de Tiago, dos Hebreus, dos Nazarenos, dos Doze, dos Setenta, etc. Foi um
bispo quem escolheu, no século IV, os 27 textos do atual Novo
Testamento. Em relação ao Antigo Testamento, o problema só foi
definitivamente resolvido no ano de 1546, durante o Concílio de Trento.
Depois de muita controvérsia, acalorados debates e até luta física
entre os participantes, o Concílio decretou que os livros 1 e 2 de
Esdras e a Oração de Manassés sairiam da Bíblia. Em compensação,
alguns textos apócrifos foram incorporados aos livros canônicos, como
o livro de Judite (acrescido em Ester), os livros do Dragão e do Cântico
dos Três Santos Filhos (acrescidos em Daniel) e o livro de Baruque
(contendo a Epístola de Jeremias).
Os
católicos não foram unânimes quanto à inspiração divina nesses
livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto
foi tratado. Lorraine Boetner ( in Catolicismo Romano ) cita o seguinte
: " O papa Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um
livro apócrifo, não é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia
poliglota, exatamente antes do Concílio de Trento, exclui os apócrifos
e sua obra foi aprovada pelo papa Leão X. Será que estes papas se
enganaram ? Se eles estavam certos, a decisão do Concílio de Trento
estava errada. Se eles estavam errados, onde fica a infalibilidade do
papa como mestre da doutrina ? "
No
inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo
posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número,
indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças
religiosas da orla mediterrânea, acerca da idéia messiânica lançada
pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a
escrever o seguinte: " Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem
menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os
insolentes é que andam falseando a verdade ". Disse isso, mesmo
diante dos acontecimentos acima relatados e que eram de conhecimento
geral.
Havia
então, os Evangelhos dos Nazarenos, dos Judeus, dos Egípcios, dos
Ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, 03 dos quais
foram queimados, restando apenas os 4 “sorteados” e
oficializados no Concílio de Nicéia.
Celso,
erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180 D.C,
disse: "Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos
Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtraí-los às
refutações".
Foi
necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as
divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de
Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia.
Mesmo assim, só na de Luciano existem 3.500 passagens redigidas
diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os
Evangelhos não são fonte segura e original.
Os
Evangelhos que trazem a palavra "segundo", que em grego é
"cata", não vieram diretamente dos pretensos evangelistas.
A
discutível origem dos Evangelhos, explica porque os documentos mais
antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus.
Não
é razoável supor que uma "palavra divina" possa ser alterada
assim tão fácil e impunemente por mãos humanas. Que fique na dependência
de ser julgada boa ou má por juízes e dignitários eclesiásticos.
Só
me foi possível escrever este livro através dos conceitos que pude
assimilar da obra Na Luz da Verdade, a Mensagem do Graal de
Abdruschin. ( Segundo o Dic. Aurélio: Graal – Vaso Santo de esmeralda
que segundo a tradição corrente nos romances de cavalaria, teria
servido a Cristo na última Ceia, e no qual José de Arimateia haveria
recolhido o Sangue que de Cristo jorrou quando o centurião lhe desferiu
a lança ).
|