

Desfile Militar dos Oficiais da EFOMM . ( Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante ) Tudo pela nossa Pátria.
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Secretário: Elias Martins de Santana
1° - Tesoureiro: José Prates
2° - Tesoureiro: Edmar Ferreira Lago
QUADRO DE FUNCIONÁRIOS
Sônia Maria Gomes da Silva: Secretária .
Francisco Isidório da Silva: Auxiliar de Serviços Gerais.
PRINCIPAIS ATIVIDADES DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE:
Uma das principais atividades dos Oficiais de Radiocomunicações da Marinha Mercante em âmbito internacional, é manter a segurança da navegação e, nesta atividade, os Oficiais de Radiocomunicações são os responsáveis pelo recebimento dos boletins meteorológicos , avisos aos navegantes e, todas as mensagens que são utilizadas à bordo, tanto de âmbito Oficial , administrativo, como também de caráter privado da tripulação. Além dessas atividades importantes em ambito Internacional, os Oficiais de Radiocomunicações, são os responsáveis pela operação dos equipamentos de radiocomunicações de bordo, tais como: INMARSAT, FAX-SIMILE , GMDSS , RADIOGONIÔMETRO, EPIRBS E O RADAR.
Atualmente com a implantação da nova tecnologia das radiocomunicações via satélite, infelizmente, houve mundialmente um crescente aumento dos falsos alarmes, tanto pela má utilização dos equipamentos, bem como problemas dos próprios satélites que muitos deles operam em zonas onde o sinal não é propagado corretamente, chamado de zonas mortas de propagação; em contra partida, o sistema convencional de CW - Radiotelegrafia , nunca causou esses problemas durante todo o tempo de operação nos Navios Mercantes, desde a segunda guerra mundial. A UIT, União Internacional de Telecomunicações, tem chamado a atenção de diversos países, a fim de que treinem melhor as suas tripulações, já nos países de primeiro mundo, os Oficiais de Radiocomunicações, foram adapatados a nova tecnologia, sendo adaptados a formação de Oficiais Radioeletrônicos. É importânte enfatizar a necessidade de se manter o equipamento de CW a bordo, uma vez que é o único equipamento que não precisa de ser manipulado por terceiros, como é o caso do sistema de satélite INMARSAT, que na verdade é comandado pelos ingleses e americanos. Se necessitamos resguardar a nossa segurança à bordo, jamais deveríamos retirar os equipamentos de CW á bordo, isto porque, se houver alguma pane nos equipamentos modernos de satélites, os equipamentos convencionais poderiam suprir toda a demanda das radiocomunicações sem nenhum problema. Assim sendo, o Sindicato Nacional dos Oficiais de Radiocomunicações, reitera a necessidade de se manter as Estações Radiotelegráficas à bordo dos Navios Mercantes, bem como a permanencia dos Oficiais de Radiocomunicações, adapatados a nova tecnologia, como Oficiais Radioeletrônicos, como é mantido nos países de primeiro mundo, E.U.A etc...
Além da atividades das Radiocomunicações de bordo, o Oficial de Radiocomunicações em ambito Internacional , é o responsável pela manutenção dos equipamentos eletrônicos de radionavegação e radiocomunicação de bordo, conforme preceitua a Convenção da União Internacional de Telecomunicações (U.I.T.). Essa função é de suma importância , uma vez que garante o funcionamento de todos os meios de radiocomunicações a bordo, inclusive os equipamentos mais sofisticados tais como: Fax-símile, Epirb, Radiogoniômetro, Radar, Inmarsat, Navtex e equipamentos de HF instalado nas baleeiras como o próprio CW.
Atualmente a maioria dos países desenvolvidos, em conformidade com as Convenções Internacionais do STCW, SOLAS e UIT, determinam que os Oficiais de Radiocomunicações (Radio Officers) sejam adaptados a nova tecnologia das radiocomunicações, a fim de exercerem as funções de Oficiais Radioeletrônicos, ou Oficiais Gerais, recebendo o treinamento adequado em equipamentos mais sofisticados, tais como: O GMDSS, INMARSAT, EPIRBS, FAX SÍMILE e o NAVTEX, a fim de preservar as radiocomunicações á bordo. Mesmo com toda a tecnologia implantada através desses equipamentos modernos, é impossível deixar de lado as radiocomunicações do sistema convencional CW ( Radiotelegrafia), utilizado com grande sucesso na segunda guerra mundial e, atualmente utilizado em vários países do primeiro mundo. Esse sistema demonstra alta confiabilidade, devido o baixo custo operacional e a sua autonomia; uma das características mais predominantes desse sistema, é o Navio poder operar cada estação radiotelegrafia independente de qualquer meio de comunicão via satélite. O Brasil por exemplo não detém o controle das radiocomunicações via satélite, que atualmente está sendo controlado através da Inglaterra e Estados Unidos da América, que atualmente comandam a central do sistema INMARSAT. Além desse grave problema, os satélites a qualquer instânte podem ser danificados através de uma intensa chuva de meteoritos, ou mesmo uma grande evolução das manchas solares, provocando um colápso total nas radiocomunicações de bordo, devido ao intenso campo magnético irradiado pela evolução das manchas solares. Além desses fatores perigosos, destacamos que uma simples portadora de rádio-frequência , na frequência piloto de qualquer satélite, é o suficiente para bloquear qualquer sistema de radiocomunicações desses equipamentos e, para que aconteça esse colápso nas radiocomunicações, basta um portadora de radiofrequência com pouca potência em Watts. Essa tática de interferência foi muito utilizada nas radiocomunicações da segunda-guerra mundial, onde os alemães se valiam desse artifício para bloquear as radiocomunicações de seus inimigos. Já no sistema convencional de Radiotelegrafia - CW , esta ação torna-se impossível, uma vez que cada Navio possue a sua própria estação de radiocomunicações, com uma grande faixa de operação de frequências diferentes, não dependendo de outros países para manipular ou gerenciar o sistema, gerando assim, uma grande autonomia e confiabilidade a bordo nas Radiocomunicações de bordo. É interessante enfatizar que a enorme faixa de frequências diferentes de múltiplo alcance mundial, impede qualquer tipo de manipulação por parte de qualquer um que tente sabotar as radiocomunicações de bordo,caso seja preservado o sistema convencional de CW. Além do mais,as estações de radiocomunicações que utilizam o sistema convencional de Radiotelegrafia CW, não dependem de conexão via satélite, oferecendo assim uma total autonomia e segurança no sistema de radiocomunicações de cada Navio . Assim sendo, essas estações de radiocomunicações não acopladas ao sistema de satélites deveriam continuar sendo mantidas e operadas a bordo através dos Oficiais de Radiocomunicações, independentemente do avanço tecnológico dos sistemas via satélite, como forma de preservar e garantir a segurança da navegação em nosso país, principalmente em caso de beligerância. Um grande exemplo é o caso do sextante e da bússula magnética que não foram substituídos até os dias atuais, e nunca serão, isto porque são equipamentos de alta confiabilidade mesmo sendo convencionais. É por esta razão que o Sindicato Nacional dos Oficiais de Radiocomunicações da Marinha Mercante, prima pela permanência desses equipamentos e dos Oficiais de Radiocomunicações à bordo, a fim de garantir a segurança da vida humana no mar. Na verdade é uma questão de segurança operacional e estratégia, tanto na paz como na guerra, cujos conceitos não podem ser abandonados a bel prazer por questões ideológicas, ou de interesses financeiros da Armação Nacional. Quanto a questão econômica, a manutenção a bordo do sistema convencional , é favorável pois o sistema convencional é de baixo custo e de grande durabilidade e confiabilidade, sendo operados por um único Oficial que se encarrega da própria manutenção desses equipamentos. Em contra partida, no sistema via satélite, não temos como prestar uma manutenção preventiva ou corretiva, uma vez que não temos em nosso poder o domínio sobre esses equipamentos, o que na verdade são controlados pelos Ingleses e Americanos. Outro fator de suma importância que devemos levar em consideração, é a questão apontada pelo Comitê de Segurança de Radiocomunicações da Organização Marítima Internacional, que diz respeito ao enorme índice de falsos alarmes de socorro marítimo, provocado pela má operação e funcionamento desses equipamentos via satélite, que muitas vezes ficam fora da área de repetição e propagação das ondas eletromagnéticas. Assim sendo, a moderna teconologia de socorro marítimo via satélite, está hoje um pouco desacreditada, devido os fatores primordiais que foram mencionados, apesar de funcionar adequadamente em certas latitudes. É por esta razão que o Sindicato dos Oficiais de Radiocomunicações, concita as autoridades marítimas da importância de manter a bordo o sistema convencional das Estações de Radiotelegrafia , sob o encargo exclusivo do Oficial de Radiocomunicações, a fim de garantir e resguardar as radiocomunicações de bordo. Infelizmente o Brasil não adotou essa estratégia, a fim de garantir a segurança da navegação em caso de beligerância, ou mesmo um problema de ordem técnica conforme já citamos, em contra partida , inúmeros países estrangeiros adotaram e permanecem com o sistema de radiocomunicações convencional a bordo, e alguns deles mesmo como equipamentos de reserva. O Sindicato Nacional dos Oficiais de Radiocomunicações da Marinha Mercante, alerta as autoridades competentes, no sentido de avaliar essas ponderações, acêrca de manter as Radiocomunicações convencionais de radiotelegrafia a bordo , mesmo que seja como equipamentos de Reserva, sendo operados pelos Oficiais de Radiocomunicações como determina o Art. 55 da UIT . Fatalmente se não houver essa iniciativa, os países que deteem o controle do Sistema INMARSAT, no caso a Inglaterra e o E.U.A , poderão boicotar nossas radiocomunicações a bordo caso haja um caso de beligerância futuramente, e se de fato vier acontecer esses problems, com certeza ficaremos sem as radiocomunicações de bordo de nossos Navios Mercantes provocando um colápso total nas radiocomunicações de bordo. A única saída para nos resgardar de possíveis boicotes futuros , ou mesmo de terrorismo , ou mesmo problemas técnicos já citados, é mantermos as nossas unidades autônomas a bordo, preservando e não retirando de bordo as Estações Radiotelegráficas. Se as autoridades competentes não avaliarem nossas ponderações , infelizmente teremos problemas graves futuramente com nossas radiocomunicações de bordo. Esperamos que o nosso alerta, não seja mais um caso no esquecimento, como muitos casos que já aconteceram em nosso país.
Diretoria do Sindradio.
FORMAÇÃO DOS OFICIAIS DE RADIOCOMUNICAÇÕES DA MARINHA MERCANTE.
A formação dos Oficiais de Radiocomunicações da Marinha Mercante , é exercida através das ESCOLAS DE FORMAÇÃO DE OFICIAIS DA MARINHA MERCANTE, EFOMM´s, que ficam localizadas nos Centros de Instruções: Almirante Graça Aranha - Rio de Janeiro, e Almirante Braz de Aguiar - Belém do Pará. Em 13 de junho de 1980, através da Portaria Ministerial 0892 , os Oficiais da Marinha Mercante, passaram a integrar a Reserva Naval da Marinha de Guerra como Segundos Tenentes da RnR , e declarados Bachareis em Ciências Náuticas, graduados em Ciências Náuticas, Curso de Nível Superior, parecer 170 do Conselho Federal de Educação, hoje Conselho Nacional de Educação, de conformidade com os Decretos 94.536/87 , 96.650/88 e 112/91.
ESTÁGIO A BORDO - PRATICAGEM.
O estágio a bordo chamado de praticagem, tem duração de 6 meses, ao final desse estágio o aluno é declarado Oficial da Marinha Mercante, e recebe o Diploma de Bacharel em Ciências Náuticas, Curso Superior, e passa a integrar a Reserva não Remunerada da Marinha de Guerra, no posto de Segundo-Tenente.

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A Diretoria do Sindradio.