Saber, Querer, Ousar e Calar.
Julho de 1899 e.v.
Número 01.
No país
dos Lótus Imortais, - terra de Hermes, sagradíssima!!! -
ao luar místico
da merencória Deusa, da Boa Deusa, de Ísis!!!
No limiar do
deserto, avultava a Esphynge, quadrivium mágicko e magno,
encerrando nos
vigorosos flancos o Segredo das Iniciações, a primeira chave
de argentun dos Grandes Mistérios.
Vinha de muito longe, dos limbos pré-históricos, afirmando
toda uma civilização remotíssima,
transmitida às
gerações futuras nos sacrários de esmeralda do Esoterismo.
Ao fulgor das Constelações
gloriosas, o Nilo à refletir o Nilo Celeste,
a Bari da Boa Deusa
sulcava o Azul Inefável, traçando nos obeliscos a epopéia
de Ammon e a tragédia de Osiris. Sacerdotes recolhiam a revelação
simbólica, em papiros;
e os Lótus Imortais
abriam a corola azul nas albufeiras de prata do Nilo.
No limiar do deserto,
a Esphynge cismava e...
Sorria!!!
Sobre os flancos de
louro, as patas se rolongando em garras, no dorso, espalmadas, duas asas
enormes,
a senil cabeça
resplandecia, quando o Disco de Ouro, de Ammon - Rá fulgurava no
Oriente,
Ammon: fonte de Luz
Astral, Luz magnética, Essência de Vida!!!
A Esphynge é o símbolo da força vitoriosa da Vontade
Humana,
dirigida discretamente
pela Inteligência Suprema.
Inteligência,Vontade,
Ousadia e Sigilo, eis o quadrivium da Esphynge.
Com essa Primeira Chave,
o Neófito abria a Primeira Porta do Glorioso Templo...
Ciência, Arte,
Mistério: eis os três lados do Triângulo, os três
elementos da realização, a Tríade Sagrada,
a Tri-Unidade que surge
no solo magnificente da Sabedoria.
Longe de se destruírem,
completavam-se.
Se, neste século,
aparecem divorciadas, é que a Religião perdeu as Tradições,
e tentou invadir os
domínios da Ciência; é que a Arte, olvidada sua Missão
Superna, quis se fazer científica;
é que a Ciência,
ultrapassando os limites de sua esfera de ação, tentou avassalar
o absoluto,o Inconcebível.
Daí os conflitos
entre a religião, a Ciência e a Arte.
Envolta cada qual em
seus domínios, prossiga Nobre,
Digna e Superiormente
em sua Grandiosa Missão pelo Bem; e, como na Antiguidade, longe
de se destruírem,
se completarão,
- na obra coletiva humana - o Grande Prooblema, a Grande Obra de realização
da nossa espécie, no Planeta.
Esse, o magnânimo
Ideal dos ocultistas contemporâneos.
Autor Anônimo.
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