ObjetivismoBR
Subjetivismo: afirmar uma proposição como verdadeira simplesmente porque a pessoa deseja que isto seja verdade.
Apelo à autoridade (argumentum ad verecundiam ): citar uma autoridade que é incompetente ou não-objetiva, em uma tentativa para ganhar apoio um argumento, ou citar uma autoridade quando o assunto não é técnico.
Citação fora de contexto: manipular uma citação de uma autoridade ou do interlocutor da pessoa de tal um modo que o significado original da declaração é alterado.
Ad personam : apelar para o egoísmo falseado das pessoas a quem se está tentando convencer.
Apelo às pessoas: (argumentum ad populum ) confiar na paixão emocional da multidão ao fazer uma argumentação.
Apelo a números (argumentum ad numerum ): afirmar (implícita ou explicitamente) que a aceitação de uma idéia por um número grande das pessoas é razão para acreditar nela.
Falácia cultural: tomar cultura da pessoa como o padrão de bem pelo qual todas as culturas deveriam ser julgadas.
Apelo à força: (argumentum ad baculum ) usar qualquer tipo de ameaça, física ou não-físico, implícita ou explicitamente como argumento.
Apelo à tradição: (argumentum ad antiquitatem ) afirmar que algo é verdade ou bom porque é antigo (ou mais antigo), ou apelar aos mesmos princípios que estão sendo questionados.
Apelo à modernidade: (argumentum ad novitatem ) afirmar que algo é verdade ou bom porque é moderno (ou mais moderno).
Apelo ao dinheiro: (argumentum ad crumenam ) dizer que quanto maior a riqueza indica maior bem ou verdade, ou afirmar que o dinheiro é o padrão pelo qual se deve julgar o verdadeiro ou o bem.
Apelo à pobreza: (argumentum ad lazarum ) afirmar que quanto maior a pobreza, maior o bem, a virtude, ou a verdade.
Apelo à ignorância (argumentum ad ignorantiam ): afirmar que uma proposição é verdadeira somente porque não foi provado que é falsa.
Deslocando o fardo da prova: exigir que a pessoa que nega uma afirmação prove seu caso, sendo que o fardo da prova deve recair sempre sobrea pessoa que argumenta o positivo.
Apelo à repetição (argumentum ad nauseam ): acreditar que quanto mais um argumento é ouvido, tanto mais é provável de ser verdadeiro, ou simplesmente repetir uma afirmação ao invés de discuti-la ou prová-la.
Apelo à lógica (argumentum ad logicam ): rejeitar uma proposição como sendo inegavelmente falsa porque o argumento apresentado para ela era falacioso.
Ad lapidem : rejeitar uma declaração como absurda sem provar que ela é falsa.
Sancionando o diabo: afirmar, como um método de evitar debate, que discutir com certos indivíduos seria uma sanção ou conferiria benefício impróprio a eles ou às suas idéias.

Ad hominem : rejeitar ou negar a declaração de outra pessoa atacando a pessoa ao invés de contestar a declaração.
Criar desconfiança: levantar suspeitas sobre uma acusação há muito esquecida (e possivelmente completamente insubstanciada) contra o interlocutor de alguém.
Tu quoque : tentar rejeitar ou minimizar uma acusação demonstrando que o acusador é culpado de comportamento irregular.
Envenenar o poço (condenando a origem): discutir contra uma idéia mostrando que o interlocutor tem um motivo não-racional para defender a idéia.
Evitar discordância: tentar fazer um oponente ou audiência se indispor ao debate de um assunto.
Argumento de intimidação: afirmar que acreditando ou discutindo uma certa idéia indica imoralidade, numa tentativa de intimidar uma pessoa, tentando fazê-la renunciar à idéia sem discussão.
Autoconfiança: confundir boas intenções com o bem real ou a verdade.
Pleito especial: recusar a aplicação para a si dos princípios que aplica a outros.
Apresentar a "razão boa": selecionar, como explicação para as ações ou as idéias de alguém, um fato verossímil, quando poderia haver outras explicações.
Apelo à emoção: tentar ganhar apoio para uma idéia por uma resposta emocional provocada na audiência
Apelo ao compadecimento (argumentum ad misericordiam ): apelar a uma sensação de piedade, atraindo atenção para condições comoventes, numa tentativa de conseguir que uma audiência aceite uma idéia.
Linguagem emotiva (palavras coloridas): abusar do poder de palavras para evocar uma resposta desejada da audiência.
Generalidade reluzente: usar termos genéricos que lembrem sentimentos aprazíveis, de tal modo que todo o significado fica perdido.
Simplificação exagerada: reduzir uma situação complexa a uma declaração simples, inexata.
Muitas perguntas (plurium interrogation ): propor uma pergunta complexa e exigir uma resposta simples.
Analogia defeituosa: assumir que propriedades compartilhadas entre duas situações ou existentes continuarão sendo achadas indefinidamente ou que propriedades compartilhadas serão achadas em situações ou existentes muito discrepantes .
Semelhanças vagas: afirmar que duas situações ou existentes são semelhantes sem especificar as propriedades que eles compartilham.
Digressão: tentativa de apoiar uma proposição discutindo outra completamente diferente.
Substituto: tentativa de refutar a proposição de um oponente atacando uma representação incorreta de sua posição.
Alternativa maligna: tentativa de apoiar uma proposição denunciando outra, quando a segunda não é o oposto da primeira.
Falso dilema: representar uma situação como tendo apenas alternativas indesejáveis, quando os fatos não apóiam tal julgamento.
Erro do tudo-ou-nada: apresentar uma dicotomia quando tal avaliação não está comprovada.
Rampa escorregadia: argumentar que se um evento fosse acontecer, outros eventos prejudiciais resultariam sem mostrar como esses eventos estão interligados.
Condições impossíveis: defender que o gênero humano deveria ser mudado ou aperfeiçoado antes de se considerar qualquer remédio para um problema.
Nada mais que objeções: objetar continuamente qualquer plano proposto, para assegurar que nada será feito.
Pensamento tendencioso: construir falsas expectativas ignorando fatos desagradáveis.
Papo furado: acordo verbal sem suporte na ação ou em verdadeira convicção.
Falácias de preconceito: apresentar uma posição qualquer que coincida com qualquer preconceito percebido na audiência.
Melancia no pescoço: desviar a atenção da audiência da discussão dos assuntos importantes para coisas irrelevantes.
Pompa e circunstância: colocar as coisas de tal forma que a maneira como foi argumentado chama mais atenção que o próprio argumento.
Humor e ridículo: humor impróprio usado para desviar a atenção para longe da discussão.

Relativismo: afirmar que entidades não têm nenhum atributo real e tratar conceitos como se fossem fundamentados unicamente no preconceito subjetivo do indivíduo.
Generalização radical: (dicto simpliciter) aplicar um princípio para uma situação específica ignorando o contexto no qual o princípio foi formado.
Reificação: tratar um conceito como se fosse um concreto.
Palavras mágicas: usar palavras que implicam na existência de entidades cuja existência é inverificável.
Personificação: atribuir características humanas a outras criaturas ou propósitos a configurações inanimadas.
Apriorismo: tentar deduzir fatos de abstrações e princípios ao invés de fazer o contrário.
Equívoco: usar dois ou mais significados de uma palavra chave no mesmo argumento.
Linguagem idiossincrática: carregar palavras com significado pessoal que altere seu significado.
Imprecisão desnecessária: usar uma palavra de tal modo que não haja referências ao termo ou de forma que a definição fique incompreensível.
Termos ambíguos: equívoco entre significados diferentes de uma palavra ou frase.
"Amphibole ": uso de sintaxe ambígua.
Troca de ênfase: alterar o significado, mas não a verdade literal, de uma declaração, enfatizando certas palavras falsamente.
Quantificação suprimida: omitir a quantificações que fariam um argumento parecer duvidoso, caso incluídas.
Abuso da etimologia: afirmar que as palavras devem permanecer próximas das suas raizes etimológicas, e usar isto para chegar a uma certa conclusão.
Precisão exagerada: rejeitar um conceito como inútil porque tem casos limites ou porque a definição não está perfeita.
Conceito roubado: usar um conceito para negar outro conceito logicamente dependente do primeiro.
Argumento circular: tentar apoiar uma proposição com um argumento que pressupõe a proposição.
Pergunta complexa: tentar conseguir a aceitação de uma proposição, propondo ao interlocutor uma pergunta que pressupõe esta aceitação.
Audiatur et altera pars : argumentar a partir de premissas não declaradas.

Non sequitur : oferecer uma proposição que não segue logicamente das premissas.
Afirmar a conseqüência: afirmar que se A implica em B, então B implica em A.
Negar o antecedente: afirmando que se A implica em B, então não-A implica em não-B.
Generalização precipitada: generalizar a partir de muito poucas particularidades, que provavelmente não são representantivas de um grupo inteiro.
Generalização defeituosa: afirmar uma declaração universal sem amparo na evidência.
Generalização causal defeituosa (non causa pro causa ): assumir um evento como causa de outro quando não há evidência suficiente, ou quando não há nenhuma relação causal.
Assumir a causa (post hoc ergo propter hoc ): assumir que o fato de que um evento segue-se a outro indica que os dois tem relação causal.
Cum hoc ergo propter hoc : afirmar que o fato de dois eventos acontecerem simultaneamente significa que eles têm relação causal.
Falácia de composição: afirmar que o que é verdadeiro para cada parte de uma classe mantém-se verdadeiro para a classe como um todo .
Falácia de decomposição: afirmar que o que é verdadeiro para uma classe como um todo mantém-se verdadeiro para cada parte da classe.
Falácia de estatísticas (o engano de jogador): desviar as estatísticas de um grupo para uma única situação.

Fontes
W. Ward Fearnside e William B. Holther. Fallacy: the Counterfeit of Argument. 1959.
Nicholas Capaldi. The Art of Deception. 1971.
Douglas N. Walton. Informal Logic. 1989.
David Kelley. The Art of Reasoning. 1990.

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