Perguntas e
Respostas.
Se todos viemos ao mundo para aprender e evoluir porque é que há pessoas que morrem em criança ou não chegam mesmo a nascer? Tudo se explica à luz da perda e do desapego. Esses seres estão já de tal maneira evoluidos que não precisam mais de viver vidas como as nossas, então aceitam vir ao mundo apenas para servirem de objecto de aprendizagem a outras pessoas, num acto de extrema generosidade. Estas últimas viveram em vidas passadas relações obsessivas, de afeição extrema ou até mesmo doentias que, de algum modo, não as deixaram abrir o espírito a outras experiências noutros campos, travando assim a sua evolução. Ora a melhor maneira de evitar que tais pessoas repitam o mesmo comportamento na vida actual é provocando-lhe uma perda importante, neste caso de um filho ou outro ente querido. Digo mais, quanto mais cedo isso acontecer melhor será para ela, pois terá mais tempo para ultrapassar essa perda e concentrar a sua aprendizagem noutras áreas da vida. Jesus dissera: Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. (Mateus: 10:37). Com estas palavras duras Jesus não quer dizer que abandonemos os nossos pais ou filhos, no entanto, é nosso dever não deixarmos que as nossas ligações sentimentais nos privem da evolução pessoal e espiritual para a qual voltámos ao mundo, no sentido de nos aproximarmos Dele. Porque é que há pessoas tão ricas, que muitas vezes nem sequer o merecem ser e pessoas que são tão pobres, apesar de já sofrerem tanto? Em primeiro lugar, a nossa noção de merecimento está incorrecta. Tal como as leis da física se alteram em realidades diferentes também as nossas noções não são necessariamente iguais às noções divinas. Não é por ser um bom Homem que não mereço ser pobre, pois se calhar é por ser pobre que sou um bom Homem. Também não é por ser mau e egoísta que não mereço o dinheiro que tenho, pois se calhar a minha riqueza é um teste ao meu ser, para se determinar se o meu estádio de evolução me leva a ser mais materialista e egoísta ou me leva a colocar essa riqueza ao dispor de quem precisa. Deus dá-nos não aquilo que aos nossos olhos nos parece justo mas antes aquilo de que precisamos para evoluir. Ele dá-nos as riquezas de acordo com as nossas necessidades e possibilidades espirituais e não materiais. Quanto mais um Homem tiver, maior é o seu fardo e mais terá que oferecer e desenvolver. Quanto menos um Homem tiver maior será a sua facilidade em desenvolver uma personalidade humilde e de entre-ajuda. Portanto Deus não é injusto, é nosso amigo. Mas não nos inquietemos se o Homem rico só se preocupa em fazer mais riqueza desprezando os outros, pois a Lei do Retorno existe, e o Karma acumulado acaba por se manifestar na sua vida actual (se tiver sorte) ou numa vida posterior. Jesus já dizia: Repito-vos: è mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu (Mateus: 19:24).Por isso dêmos graças por aquilo que temos e aceitemos isso de forma serena. Não seria mais fácil evoluirmos se tivéssemos acesso a todas as nossas memórias passadas? Não, pois seria uma evolução falsa. A base da evolução deixaria de ser a aprendizagem interior e passava a ser a obrigação exterior. Ora todos sabemos que quando um aluno decora a matéria para um teste acaba por esquecê-la posteriormente, enquanto que o aluno que aprende a matéria, compreendendo-a e interiorizando-a ao seu ritmo, jamais se esquece e dela fará uso mais tarde. O objectivo é aperfeiçoarmo-nos de uma forma verdadeira e duradoura, de uma forma que garanta ao nosso Deus que não vamos regredir novamente para a matéria. Além disso haveriam outras implicações extremas no nosso quotidiano, enquanto que algumas pessoas talvez fossem capazes de aproveitar correctamente essa informação outras haveria que, conhecendo a verdade, a utilizariam de forma distorcida. Pois se já agora há quem dedique o seu tempo à luxúria e ao prazer do mundano, como seria se soubessem que as esperam inúmeras vidas depois desta? Na verdade, penso que o intelecto humano nem sequer seria capaz de assimilar essa verdade e se tal acontecesse provavelmente enlouqueceria. Algo que pode muito bem ter já acontecido. Há doentes de psiquiatria que afirmam falar com Deus, ou com anjos. Quem nos garante que não é verdade e que tal revelação os leve a adquirir comportamentos considerados anormais, precisamente por não serem capazes de lidar com a verdade? A causa para muitas patologias mentais como depressões, obsessões ou fobias pode muito bem residir em algum tipo de contacto entre a pessoa e a realidade espiritual que a rodeia ou preenche. Outros há que apresentam capacidades extraordinárias como o cálculo de contas astronómicas ou a memorização instantânea de longos textos. Esse e outros comportamentos considerados psiquiátricos podem muito bem ter origem em auto-descobertas de informação guardada no cérebro, à qual não é suposto termos acesso. Não nos esqueçamos que o Homem utiliza, ao longo de toda a sua vida, apenas uma pequena parte do seu cérebro e não tem acessibilidade à maior parte deste. Pessoalmente vejo os doentes psiquiátricos como pessoas que, de algum modo, sentem, viram ou vêem algo mais que o Homem comum. Nesse caso porque é que morremos, não seria melhor vivermos uma única vida onde atingíssemos logo a plenitude? Em primeiro lugar a morte é um bem necessário, não só para acabar com o sofrimento físico mas também para nos impulsionar a não ficar parados. Se ela não existisse corríamos o grave risco de nos entregarmos indefinidamente aos luxos e prazeres mundanos, ou aos problemas e "mesquinhices" do dia-a-dia. Se já é isso que acontece em 80 anos, como é que não seria se vivessemos 500...? Por outro lado ela serve também para que possamos fazer o ponto de situação nos dar a possibilidade de escolher renascer em condições totalmente diferentes para evoluir noutros sentidos, os quais dificilmente encontraríamos se vivessemos constantemente no mesmo sítio e com as mesmas pessoas. É que as possibilidades de crescimento são sempre relativas ao que nos rodeia e também se esgotam. Os anjos... existem? Acredito que sim. Os anjos são muito provavelmente entidades que, tal como nós, já passaram pela terra e pelas mesmas provações, só que já atingiram a sua perfeição. Agora vêm ao nosso mundo como seres de luz com o propósito de nos ajudar, proteger e encaminhar em direcção à evolução. São ao mesmo tempo ajudantes e vigilantes. Podem comunicar-se connosco através de sonhos ou através de sinais exteriores que podem passar facilmente despercebidos se não estivermos despertos para eles. Eles são verdadeiramente amigos e mostram a sua perfeição vindo ao mundo unicamente em prol de nós, seres ainda imperfeitos. Se estes seres de luz demonstram tamanha compaixão por seres tão imperfeitos como nós, constatemos e reflictamos sobre a nossa tendência para, tantas vezes, não tolerarmos outrém, pelo simples facto de ser diferente. Porque é que se assiste a um número cada vez maior de guerras e desastres naturais que matam tantas pessoas em tão pouco tempo? São avisos divinos. Servem para fazer ver às pessoas a crescente instabilidade e precariedade das suas vidas, pois é urgente que larguem as suas existências materialistas e se voltem mais para o espírito. É urgente que evoluam enquanto cá estão, sob pena de perderem essa possibilidade e desaparecerem deste mundo. Hoje em dia nós só nos surpreendemos com acontecimentos chocantes e já não chega sabermos que eles aconteceram algures, já é necessário que as tragédias aconteçam no meio de nós. Assim cada vez se assistirá a mais e maiores infortúnios e a uma maior instabilidade mundial, até chegar o fim. Quando ouvirdes falar de guerras e de rumores de guerras, não vos alarmeis, é preciso que isso aconteça mas ainda não será o fim. Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino; haverá terramotos em vários lugares, haverá fome. Isto será apenas o princípio das dores (Marcos: 13:7-8) E o inferno, existirá mesmo? É uma pergunta difícil de responder. Reflictamos: haverá maior inferno para seres de luz do que verem-se obrigados a encarnar em corpos terrenos e a viver numa realidade física por tempo indeterminado? Transpondo para a nossa actual existência, seria como vermo-nos forçados a ser macacos de novo, seria uma regressão na evolução, tornar-nos-íamos ainda mais limitados e frágeis do que somos agora. Por este ponto de vista podemos pensar que o inferno é a terra. É o mundo em que nos vemos obrigados a viver. Por outro lado, será que temos algum prazo para evoluirmos? Teremos um número limitado de vidas para nos aproximarmos Dele? Na verdade a possibilidade de que um dia possamos ser descartados é real, sendo considerados verdadeiros casos perdidos O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos (Mateus: 21:43). Mas então depois, para onde iremos? Talvez nessa altura se possa falar de um inferno... Na verdade há passagens nos evangelhos onde literalmente se faz a distinção entre aqueles que se aproximaram de Deus e aqueles que Dele se afastaram. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes (Mateus: 13:49). Também nos livros de Alexandra Solnado se pode encontrar fundamento para tal teoria, pois neles é dito que o tempo está a ser refeito. Isto é, como a passagem de seres totalmente carnais para seres totalmente espirituais não pode ser feita de uma vez só, segundo ela (ou Jesus), aqueles que conseguem o desprendimento mundano farão parte de um novo tempo, uma nova realidade menos física, menos densa. Estes recomeçarão assim a sua evolução num patamar mais elevado. Então e os outros que não conseguiram o desprendimento ao mesmo tempo, voltarão à terra ou a outro lugar? A questão permanece. |