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DURANTE A TOXICODEPEND�NCIA
Como as doses eram cada vez mais reduzidas e menos frequentes, comecei a injectar-me, para fazer mais efeito e assim tirar a ressaca mais facilmente. Entretanto j� eu tinha deixado de estudar e a minha vida girava � volta da droga criando um ambiente p�ssimo em casa. Ocasionalmente juntava-me aos antigos colegas do futebol para participar em torneios e fazer jogos pelas aldeias dos arredores.
A certa altura, come�o a deslocar-me com alguma assiduidade a Lisboa para comprar hero�na, arranjando um contacto onde passei a dirigir-me sempre, at� essa pessoa ser presa. Ao ser presa foi encontrada em sua casa uma lista de nomes onde constava o meu. Passado algum tempo fui abordado por uma pessoa que tinha vindo do Brasil que me perguntou se queria vender coca�na, claro que aceitei pois assim poderia fazer dinheiro para consumir a minha droga de escolha que era a hero�na. Comecei a vender coca e ao mesmo tempo trabalhava numa firma de seguran�a. No in�cio consegui ir pagando a coca, mas depois comecei a consumir praticamente tudo, sendo assim, n�o podia pagar e por isso comecei a roubar cheques e a falsificar as assinaturas na firma onde prestava servi�o. Levantei um primeiro cheque de cento e dez contos e assim paguei a d�vida, pouco depois fazia anos e como n�o tinha dinheiro levantei outro cheque, desta vez de vinte contos. Poucos dias depois, tomando consci�ncia do que me poderia acontecer, tentei levantar um  cheque de novecentos contos para sair do pa�s. Dirigi-me ao banco e a� foi-me dito que havia um engano e que deveria dirigir-me � empresa que me passariam outro cheque. Tive a perfeita no��o de que tinha sido descoberto, ent�o dirigi-me ao local de trabalho, confessei tudo e disse para chamarem a pol�cia.
Fui detido preventivamente, era o final do ano de 88. No Natal, a minha fam�lia foi almo�ar comigo  e essa lembran�a � a que mais me "d�i" . Estive tr�s meses detido, passando tamb�m Carnaval e P�scoa na cadeia, durante esse per�odo fumei um charro e tomei "drunfs" diversas vezes, recusei hero�na porque entretanto era-me imposs�vel fum�-la, e na cadeia tinha que me injectar com uma esferogr�fica, da� o ter recusado.
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