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DURANTE A TOXICODEPEND�NCIA
Ao fim de tr�s meses sa� para aguardar julgamento em liberdade, estava desintoxicado, ou seja n�o ressacava da hero�na. Pouco tempo depois comecei a trabalhar ao balc�o de um bar, e a� voltei a consumir �lcool em grandes quantidades. De vez em quando, fumava uns charros. Estive nesse bar seis meses. Voltei ao grupo de antes e � hero�na. Entretanto � marcado o julgamento, onde juntaram tudo e sou acusado de consumo e tr�fico de droga, furto, falsifica��o e burla - como declarei ir tratar-me fui condenado a tr�s anos de pena suspensa. Passados alguns meses entro finalmente no Patriarche em Fran�a e cerca de oito meses depois conheci uma rapariga francesa com quem me juntei. Decidimos abandonar o centro para casarmos, e fugimos os dois. Como ela era de Marselha arranj�mos maneira de chegar l�. Estive em Marselha cerca de quinze dias, depois regressei a Portugal para tratar das coisas para casarmos. Mesmo antes da minha namorada; vir para Portugal, j� eu estava a consumir hero�na regularmente, quando ela chegou estava agarrado, � �bvio que pouco tempo depois tamb�m ela se drogava.
Estando a viver em casa dos meus pais os problemas foram aparecendo e a situa��o foi-se deteriorando. Cas�mos a 22 de Junho, alian�as num bolso e droga no outro, assim partimos para o que pens�vamos ser o in�cio de uma nova vida. Caus�mos tantos problemas que resolvemos sa�r de casa dos meus pais e alugar um quarto. Como n�o tinhamos dinheiro foi o meu pai que pagou o aluguer. Viviamos de algum dinheiro que faziamos a vender droga e ao segundo m�s tivemos que voltar para casa dos meus pais - n�o conseguiamos suportar as despesas e consumir. Consegui arranjar trabalho para a minha mulher, que n�o falava portugu�s, numa empresa de um ex-emigrante e pouco tempo depois ela despediu-se alegando ass�dio sexual por parte do patr�o, da� foi para um cabeleireiro onde tamb�m esteve pouco tempo. Eu raramente trabalhava na oficina do meu pai. Fiz tantas ou t�o poucas que fui obrigado a ir para um centro, a minha mulher ficou em casa dos meus pais. Desta vez fui para a Remar, (perto de Penafiel), entrei com mil e quinhentos escudos no bolso e vinte horas depois vim-me embora exigindo o meu dinheiro. Cheguei a Lisboa sem gastar dinheiro. Em Santa Apol�nia, vendo que n�o chegava ao Rossio a tempo de apanhar o �ltimo comb�io para as Caldas, meti-me num t�xi. Apresentei-me em casa dos meus pais com mil e quinhentos escudos no bolso e catorze contos de t�xi para pagar, (pagou o meu pai), com a desculpa de ir comprar tabaco fui a correr buscar hero�na. A minha mulher que nunca tinha parado de consumir, apercebeu-se de tudo e consumimos juntos. Pass�mos meses assim at� que decidimos ir para Fran�a, para a zona onde eu tinha estado de f�rias com os meus pais quando eles eram emigrantes. Encontrei um velho conhecido que vendia hero�na e todo o dinheiro que tinhamos, ou nos era dado por um casal amigo dos meus pais que geria as nossa despesas por imposi��o dos meus pais, passou a ser gasto em droga. Como se adivinha, em pouco tempo fomos descobertos sendo expulsos do quarto onde est�vamos.
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