O Mate no Rio Grande do Sul

Quando iniciara a conquista do Rio Grande, o uso do mate já era popular entre os nativos rio-grandenses, mesmo aqueles que não se tinham reduzido à catequese jesuítica. Haja visto o caso dos charruas - índios cavaleiros cujo nomadismo foi sempre um obstáculo à obra dos jesuítas - os quais, embora vivendo longe das Missões, receberam delas o hábito do mate por intermédio dos desertores missioneiros, a quem recebiam com a mais terna acolhida.
Dos índios, o uso do mate logo passou aos colonizadores. Entrou vitoriosamente nos quartéis dos dragões e penetrou com idêntico sucesso nas povoações dos ilhéus. E já em 1755 o mate rio-grandense era enviado à Europa, juntamente com os utensílios que os índios e os “gaúchos-do-campo”, utilizavam para tomá-lo. Vemos isto por uma carta que o general Gomes Freire de Andrade enviava ao ministro Diogo Mendonça Corte-Real, aconselhando-o a que se dedicasse ao uso da erva mate, já que suas qualidades medicinais eram preciosas, o que verificara ao se curar de uma renitente dor nas pernas, proveniente de cálculos renais.

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