08-02-2004    
     
História da Dança    
     

  CLUBE DE DANÇAS DA ESCOLA SECUNDÁRIA JOÃO DE DEUS

Faro

 

Merengue Merengue



Em 1850, a dança nacional da República Dominicana era a tumba, dança de origem europeia na qual as mulheres ficavam de um lado e os homens de outro. Rapidamente, os casais das ilhas introduziram alguns movimentos eróticos que escandalizaram os europeus. No final do século XIX, a tumba foi substituída por outra dança derivada do paseo, durante a qual os dançarinos escolhiam as dançarinas. Era o merengue, que naquela época era formado pelo paseo, pelo merengue propriamente dito e o jaleo, giros e coreografias muito expressivas.
Entretanto, o merengue foi qualificado como "detestável" e "paixão cruel" e sofreu censura oficial. Por volta de 1910, em Cibao (norte do pais), hoje considerado o quartel general do merengue, foi desenvolvida uma dança chamada pirico ripiao (louro depenado) em homenagem a uma taberna de Santiago de los Caballeros, capital de Cibao, famosa pela liberdade em questões morais e sexuais. Essa dança era tocada no acordeão, interpretada por músicos como Fefita la Grande, Francisco Ulloa e Cieguito de Nague. Em outras partes, formaram-se conjuntos compostos por acordeão, balsié (pequeno tambor) e balsielito longo (maior que um guaio, transformado em raspador).
Durante a ocupação americana (1916-1924) surge o pambiche, provavelmente derivado da palma beach (tecido estampado), uma versão mais lenta do merengue que imitava o modo dos soldados americanos dançarem merengue. Baseado nesta dança, o director de orquestra Rafael Solano criou um novo gênero de merengue bastante lento: o merengue ampabichao.
Porém, o sucesso do merengue chegou pelas mão do ditador Rafael Trujillo (1891-1961), que elevou o merengue à categoria de dança nacional. Após seu assassinato os combos de merengue foram um grande sucesso, os instrumentos eléctricos substituíram as grandes formações do passado. Sob a influência do rock, o tempo da dança foi acelerado e a sessão de paseo desapareceu. O merengue actual mantém dois géneros coexistentes: a variação popular e a versão orquestrada ou comercial. Esta última compete com a salsa de Cuba e a de Porto Rico, como a dança de salão mais popular da América latina e dos Estados Unidos. Por outro lado, o merengue popular manteve sua vigência graças ao ritmo e ao acordeão que se converteram no símbolo da identidade nacional dominicana.



 

 

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