Sinopse: A SYLT I acabou tudo muito bem obrigada. Mas será que isso continuou? Nos separamos e depois de uma semana tivemos que passar um mês vivendo na mesma casa. Uma amiga aparceu e outros garotos namorei. Mas consegui esquecê-lo? O que aconteceu para tud isso acontecer?
Classificação: PG-13 ~> Beijos de língua e toques corporais prolongados.
Recomendações: Essa fic é a continuação de Show your Love Today, então se vc não leu é aconselhavel ler senão vc não vai entender bulufas.
Acho que nessa vai ter mais de mim que a outra, e se vcs quiserem fazer sugestões, façam sem medo, leio todos os comentários.
Como essa é a continuação eu não achei necessario fazer outro Cbox, então os comentários da I e da II estão juntos.

- Estamos juntos até hj e esse fds nós vamos fazer 3 meses de namoro. E foi isso que aconteceu na minhas férias. - eu sai da frente da sala e sentou em meu lugar, todos me aplaudiram, e alguns nem acreditavam ke em tao pouco tempo tanta coisa tinha acontecido
- , que máximo! – falou emocionada porque nunca tinha escutado a história toda junta como acabara de escutar
- Ai! Que bom que hoje é sexta-feira. 3 meses de namoro morando em paises diferentes e ele sendo cantor famoso não é para qualquer um. – eu dizia toda sorridente
Nós ficamos o restante da aula de português escutando as histórias dos outros alunos. O sinal tocou e nós fomos para a casa. No caminho...
- Você já sabe o que vai dar de presente pra ele? – me perguntou
- Aham! Liguei para o começo do mês e ele me falou que o estava super afim de um novo jogo de vídeo-game que acabou de lançar – eu dizia com os olhinhos brilhando
- E você já comprou esse jogo?
- Claro! Consegui até o demo do II.
Bob, o meu motorista, levou nós duas para a minha casa. Chegamos e subimos direto para o meu quarto.
- ! Tô me lembrando de uma coisa aqui. – falou com uma cara de pensativa, que eu quase morri de rir.
- O quê? – Falei controlando o riso
- Você não ia passar um tempo na casa do seu pai?
- Aham. Eu vou! Só que eles preferiram deixar para me mudar meado do ano por causa da escola. – expliquei tirando o sapato e escolhendo uma roupa – Tô indo tomar banho, você trouxe roupa?
- Iiiiiii... Esqueci! – disse ela colocando a mão na testa
- Pega uma minha então – entrei no banheiro. Depois tomou banho e descemos para almoçar. Já na mesa...
- Amo sua casa! – falou
- Porque? – perguntei sem entender
- Porque ela sempre está vazia. Sua mãe trabalhando. – eu ri. Mas me lembrei
- Já são mais ou menos cinco horas da tarde nos Estados Unidos e o ainda não me ligou – eu disse com uma carinha triste
- As vezes ele quer fazer uma surpresa – tentou me consolar
- Mas ele sempre liga pra saber se eu tô em casa.
- Ou ele deve ligar um pouco mais tarde, porque ele deve tá dando tempinho pra você chegar da escola – tentava me consolar de novo
Em algum lugar do Mundo...
- , você já ligou pra ? – conversava com
- Tô sem coragem – dizia abaixando a cabeça
- Você sabe como a é, né? –
- Sei. Mas...
- Ela não liga porque ela entende o seu trabalho, mas você deveria ter avisado ela há uma semana.
- Da ultima vez que eu falei com ela, ela estava tão empolgada com a redação contando a nossa história que eu nem me lembrei de falar.
- Ela não vai te morder – pegou um celular e estendeu para – Vai! Liga pra ela.
discou o numero da casa de que ele já sabia de có.
Na casa da ...
Eu e estávamos vendo TV, rindo das pessoas que apareciam quando o telefone começou a tocar. Eu levantei e fui atender
- Alô?
- Alô. ?
- , meu amor. Tudo bem? – eu disse dando um super sorriso
- Tudo e com você minha princesinha?
- Tudo ótimo. Já estava até preocupada que ainda não tinha ligado. – eu disse toda sorridente
- Mas eu tenho uma péssima notícia. – ele disse triste
- O que foi? – falei um pouco preocupada.
- Eu não vou poder ir passar esse final de semana com você.
- Por quê?
- Porque a gravadora marcou uns shows em cima da hora.
- Ah! – falei desanimada – Eu entendo que é o seu trabalho. – mas eu tive uma idéia! – Onde você esta?
- Em um país. – eu escutei ele perguntando para alguém em que país estava e logo repetindo a resposta – Espanha!
- Se você quiser, eu posso ir para aí.
- Amor, é melhor não. Porque tem uns 3 repórteres que estão conosco todos os dias. Cobrindo a nossa estadia aqui.
- Ah! – falei desanimada de novo – Então tudo bem.
- Tchau, te amo muito.
- Tchau, eu também. Beijinho sabor morango (n.a.: quem me conhece sabe que meus beijos via net sempre tem sabor morango :) )
Eu desliguei o telefone e virei para a . Sentei do lado dela no sofá e encostei minha cabeça no ombro dela.
- Ele não vai poder vim né? – perguntou bem baixinho
- Sim. – eu falei já quase chorando
- Não fica assim. Você desde o começo sempre soube que seria assim.
- Poxa. No Valantine ele não pode passar comigo, nem deixou eu ir com ele e agora 3 meses. – eu já tinha me rendido as lágrimas e ao choro.
- Não fica assim. Já que vc não pode comemorara com ele, eu comemoro com vc! – disse ela como se tivesse tido a melhor idéia do mundo. Eu não agüentei e comecei a rir.
- Vc não é o meu namorado!
- Mas sou sua amiga. E tive uma idéia.
- Qual? Me emprestar o seu namorado para se passar pelo meu? – eu disse rindo
- Não! Mas ate que seria uma boa idéia – e fez cara de pensativa que eu cai na gargalhada
- Fora de cogitação!
- Mas a minha idéia a seguinte. – ela levantou e me puxou para o meu quarto, pegou a minha mochila e colocou um monte de roupa, biquíni e um monte de coisa. Depois desceu comigo e pediu para o Bob pra nos levar lá na casa dela. Quando chegamos lá ela arrumou a mochila dela também e depois cochichou no ouvido do Tio Bob, era assim que a gente chamava ele. E ele foi levando a gente para um lugar onde eu aos poucos já estava começando a conhecer: Angra dos Reis.
Depois de mais ou menos 2 horas de viagem, chegamos a casa da , que o pai dela tinha lá em Angra.
Entramos e jogamos as mochilas no chão e sentamos no sofá da sala.
- Quer coisa melhor pra esquecer que um garoto existe do que vim pra Angra? – ela disse virando pra mim e eu apenas ri, porque sabia que era verdade. Principalmente final de semana.
Subimos, descansamos um pouquinho, depois tomamos um banho e fomos para alguma balada lá em Angra. E com certeza, se você quer esquecer que está namorando, é só ir para Angra final de Semana, que o que você encontra de adolescente querendo ficar apenas por uma noite é brincadeira.
não perdeu tempo, porque o namoro dela é aberto e ela tem total liberdade de ficar com quem ela quer e rapidinho ficou com alguém. Mesmo eu estando muito revoltada com o , eu não tive coragem de trair ele, apareceram muitos garotos super gatinhos, mas o máximo que eu fiz foi dançar, terminei a noite sem ficar com ninguém.
Tínhamos marcado com o Tio Bob pra ele nos buscar as três horas e em ponto ele chegou, entrei no carro e a chegou uns 15 minutos atrasada.
- E aí , o que você fez, hein? – me perguntou com uma cara de safada.
- Só dancei. – disse um pouquinho triste
- Por que? – perguntou ela assustada
- Porque por mais que eu esteja chateada com o , eu ainda o amo e não consigo trair ele.
- Ai, ai! Eu falei pra vcs fazerem um namoro aberto e vcs riram da minha cara.
- E o que ia adiantar?
- Vc iria ficar com um garoto sem culpa, sem pensar que estava traindo.
- Mas vcs que são loucos por namorarem assim. Se vc esta namorando é porque vc gosta e se vc gosta não sente necessidade de ficar com outro. – eu tinha tocado no ponto fraco dela e ela não tinha gostado
- Mas pelo menos nos nossos aniversários de namoro nós passamos juntos. Ele não esquece as datas comemorativas e não inventa desculpas para eu não passar com ele. Agora eu te pergunto, de que adianta namorar com um ídolo se vcs não conseguem ficar juntos como namorados normais? – Nós já tínhamos chegados em casa e já estávamos conversando na sala
- PORQUE NÓS NÃO SOMOS PESSOAS NORMAIS! – eu gritei
- ELE NÃO! Mas vc sim. Vc precisa de alguém que fique ao seu lado, alguém que vc ligue sem motivo e peça pra vim na sua casa e logo aparece lá, alguém que vc possa ver final de semana, alguém que vc de roupas de presente, alguém que vc possa ouvir um “eu te amo” pessoalmente seguido de um beijo. E não alguém que só se fala por web cam ou por telefone. – meu rosto já estava inchado de tanto chorar, eu não precisava ouvir mais aquilo e subi para o quarto onde eu ia ficar dormindo. No dia seguinte de manhã, assim que eu acordasse, eu iria ir embora.
No dia seguinte eu acordei, arrumei minhas coisas e fui lanchar. Quando cheguei lá em baixo a tinha ido no mercado que tem lá perto e comprado algumas coisas pra nós duas tomarmos café da manhã.
- Bom dia. – falou de cabeça baixa, eu não resisti e me sentei a mesa
- Bom dia. – acho que ela ficou um pouco surpresa por eu responde-la, porque afinal de contas, eu guardo muito rancor de uma pessoa, que levantou a cabeça e me olhou nos olhos e parece que tivemos o mesmo pensamento
- Desculpa. – falamos juntas
- Desculpa, eu não devia ter pegado tão pesado – ela falou
- Desculpa, eu não devia ter começado. E você estava certa! Eu tenho que terminar tudo e encontrar um namorando igual a mim
- Não! Eu estava errada! Vc ama o , vc não pode terminar com ele!
- Mas vc estava certa. De que adianta eu namorar um ídolo se eu não consigo escutar um “eu te amo” pessoalmente seguido de um beijo. – minha cabeça estava baixa tentando esconder a lágrima que insistia em cair, mas parecia que sabia, colocou a mão no meu queixo e o levantou
- Porém, eu esqueci de falar uma coisa. – ela disse olhando nos meus olhos – De que adianta vc ouvir um “eu te amo” pessoalmente seguido de um beijo se tudo for falso?
Terminamos de lanchar em silêncio e depois trocamos de roupa para irmos a praia. Como eu não gosto muito de praia cheia, fomos para a Praia da Bica em Vila Velha que depois de uns 10 minutinhos de trilha por uma mata super linda, e quando estávamos quase chegando fomos barradas quase na entrada da praia
- Vcs não podem passar. – um segurança estendeu a mão e não deixou a gente passar
- E por que? Que eu saiba essa praia é pública e todos têm direito. – Falei, poxa! Eu amo essa praia (n.a: e é verdade, se vcs forem em Angra vão a Praia da Bica, ok? (Y))
- Temos permissão para fechar essa praia temporariamente.
- E quem freqüenta essa praia? Moro aqui a 3 anos e sempre venho a essa praia. – falou, e é uma mentira que ela morava ali né. Pq primeiro o pai dela só comprou a casa a uns 6 meses e quase nunca vamos pra lá.
- Desculpe, mas vcs terão que encontrar outra praia.
- É que está no meu roteiro para ela – apontou pra mim, que não tinha a mínima idéia do que ela iria fazer, só concordei com a cabeça – Ela veio de São Paulo passar esse final de semana aqui, e ela já vai embora amanhã.
- Por favor, só um pouquinho. – eu olhei no relógio – Olha, são 10 horas da manhã. Deixa a gente ficar aqui pelo menos até uma ou duas horas – juntei as mãos como se fosse rezar e pedi um “por favor” com a carinha do gatinho do Shrek que o segurança não resistiu
- Ok, então só até uma hora, combinado?
- Combinado. – falamos concordando com a cabeça e entramos logo na praia. Nos molhamos e deitamos na areia. Ficamos admirando a beleza da praia (n.a.: Eu sei que eu to falando muito da praia, mas se vcs quiserem ver uma foto dela e comprovar que ela é exatamente tudo isso que eu to falando é só me pedir que eu mando, ok?) Até que de repente aparecem uns 2 garotos saindo da água e quando nos viu deitado lá na areia levou um susto e veio falar com a gente.
- Oi – falou com um sotaque
- Oi. – respondi. Sempre fui muito mais cara de pau
- Cómo vócês conseguirram chegar aqui? – um loirinho super lindo perguntou
- Ah! Bom, é que ela mora aqui e eu to aqui visitando, então o segurança deixou a gente entrar, mas já estamos de saída. – estávamos pegando nossas coisas
- Não! Por favor – eles tinham um sotaque muito lindo, um francês/inglês com português. – podem ficar. Nós também estamos aqui visitando. Você é de onde? – esse tinha o cabelo castanho claro e olhos verdes
- Sou de São Paulo. – respondi
- Que legal! Daqui nós vamos pra São Paulo também – eu e a nos entreolhamos, “Tamo ferradas!” pensamos juntas – Mas vc é de que parte de São Paulo?
- Uberlândia. – respondeu por mim, mas pera ai! Uberlândia não é São Paulo, é Minas Gerais. Eu olhei para a cara da que estava com uma cara tipo “Eu te salvei” que me deu vontade de rir.
- E vcs são de onde? – perguntei
- França. Estamos fazendo um intercâmbio aqui.
- Que legal! Franceses. –
- Na verdade ingleses, só moramos na França durante uns 6 meses. – fez uma cara tipo “como eu ia saber merda!"
Ficamos ali conversando com eles um bom tempo, que eram super legais e eu esqueci por inteiro o . Quando deu umas 2 horas o segurança nos chamou para irmos embora, mas os franceses imploraram para nos ficarmos.
Na casa de ...
Ding Dong
A campainha tocou e a Rô foi atender. E viu alguém escondido atrás de um buquê de flores.
- A está? – Perguntou em inglês a pessoa que estava atrás do buquê (n.a.: gente, vcs vão saber definir quando estão falando português e inglês, né? Levando em conta que nenhum dos Jonas falam português)
- ? – ele tirou o buquê da frente do rosto – A viajou com a
- Como assim viajou? Estamos fazendo 3 meses hoje.
- Pelo o que ela me falou pelo telefone, vc tinha ligado para ela e tinha falado que não ia poder ficar com ela esse final de semana então a levou ela para viajar para ela não ficar deprimida.
- Ela acreditou mesmo! – ele não acreditava que ela tinha acreditado nele (?)
- Aham.
- Mas vc sabe para onde elas foram?
- Angra dos Reis. O pai da tem uma casa lá. – a Rô ensinou o motorista dele onde era a tal casa e o foi desesperadamente
Em Angra...
- Bom, e aqui é onde eu moro. – amostrava a casa para os franceses
- Tem mais alguém aqui? – O loirinho perguntou, ainda nem sabíamos o nome deles
- Não, só a gente, por que? – já estava com medo.
- Ai! Então eu já posso me soltar. – respirou fundo e deu um selinho no outro
- Vcs são gays? – perguntou assustada
- Vc não gosta de gays. – o de olhos verdes abaixou a cabeça
- Não! Que isso. Não temos preconceito não. – eu fui e abracei os dois.
Fizemos alguma coisa para a gente comer. Foi uma misturada de comida brasileira, francesa e inglesa que tinha ficado uma delícia.
- Então vcs dois são namorados? – perguntou depois que já estávamos na sala descansando para a noite
- Somos.
- Não sente nada por mulheres? – ela perguntou ele de novo
- Não.
- Nem se forem assim, bonitas como nós? – ela perguntou jogando o cabelo
Ding Dong
A foi atender a porta.
- Posso ver? – eu falei levantando e dei um selinho no de olhos verdes que era o mais bonitinho que eu não sou boba. Foi fração de segundos, eu dei um selinho e ouvi alguém me chamando. Mas não qualquer pessoa, era uma pessoa que conhecia muito bem, de voz suave, uma voz que eu com certeza reconheci como...
- ? – olhei assustada e tinha acertado. Lá estava ele com um lindo buquê que assim que eu virei para ele, ele deu as costas e foi embora. Eu saí correndo atrás dele e consegui encontrar ele no quintal. – , não é nada disso que vc esta pensando.
- Vc não sabe o que eu to pensando. – ele olhou para mim e eu vi nos olhos dele lágrimas, mas não lágrimas de tristeza, mas de raiva.
- Sei sim. Porque se fosse comigo eu iria pensar a mesma coisa.
Houve um breve silêncio.
- Eu sabia que eu não devia ter vindo aqui.
- Mas veio porque quis. – eu não gosto quando colocam a culpa em mim sem ao menos eu saber de nada – Porque pelo o que eu me lembre, ALGUEM me avisou que não iria vim. Só não me lembro quem foi hein Senhor .
- Vc sabia que eu iria vim. Eu nunca deixei de passar nenhuma data importante com vc.
- Só o Valentine né? Ah! Agora Valentine não é importante, é?
- Vc ainda lembra disso! – falou como se não acreditasse que eu lembrava de uma coisa banal
- Será porque foi mês passado?
- Mas não deu pra mim vim.
- Mas pelo menos eu podia ter ido até vc, né?
- Não dava.
- Vc nem ao menos atendeu o telefone, não entrou na internet, não deixou nem se quer um comentário no MySpace. – eu disse já chorando.
- Eu já sabia que isso não ia dar certo desde o início.
- Já sabia? Já sabia! – dei uma risadinha debochada – Não me faça rir ! Vc que ficou um mês no hospital comigo. Vc que parou a sua vida para viver a minha. E vc ainda se atreve a dizer que já sabia que isso não ia dar certo desde o inicio?
- Aquilo era porque vc era uma fã. Se eu deixasse de lado a mídia iria colocar a minha carreira por água abaixo – ele falou como se não tivesse coração
- Ah! Ok. Então vc escreve uma musica para qualquer fã, chora para qualquer fã, para a turnê e a sua vida por um mês por qualquer fã, pede em namoro qualquer fã? Que tipo de ídolo vc é?
- Que tipo de fã que vc é?! Que diz que ama e que faz e acontece pelo seu ídolo e quando consegue conquistar ele e namorara trai.
- Será porque agora vc não é só o meu ídolo como o meu namorado. – ele ia abrir a boca para falar alguma coisa mas eu fui mais rápida – E para a sua informação ele é gay.
- E eu sou o Peter Pan – ele jogou o buquê no chão, deu as costas e foi embora. Eu entrei chorando de tristeza e raiva ao mesmo tempo. Quando eu cheguei la dentro eu vi a sentada no sofá sozinha.
- Cadê os franceses?
- Receberam uma ligação e falaram que estavam chamando eles lá na França urgentemente e foram embora. – me explicou.
- Acho que nem preciso falar o que aconteceu, né? – falei abaixando a cabeça, a levantou e me abraçou, ela sabe que quando eu to triste a única coisa que eu quero é um ombro amigo. Ela não falou nada, e nem precisava, porque tudo que eu queria era uma companhia, um ombro que me acolhesse, uma pessoa que me entendesse no silêncio.
Eu fiquei sem ânimo para sair mais tarde então decidi dormir, a Jacky é muito amiga, mas também tem seus limites. Ela saiu sozinha à noite.
Eu deitei na cama mas não consegui dormir. Fiquei pensando em tudo que eu tinha falado para ele, em tudo que eu tinha escutado.
“Vc precisa de alguém que fique ao seu lado, alguém que vc ligue sem motivo e peça pra vim na sua casa e logo aparece lá, alguém que vc possa ver final de semana, alguém que vc de roupas de presente, alguém que vc possa ouvir um “eu te amo” pessoalmente seguido de um beijo. E não alguém que só se fala por web cam ou por telefone.”
“Então vc escreve uma musica para qualquer fã, chora para qualquer fã, para a turnê e a sua vida por um mês por qualquer fã, pede em namoro qualquer fã?”
E acabei me lembrando de coisas que já estavam em oculto na minha mente. Como quando ele cantou a música pra mim no hospital, foi ele a primeira pessoa que eu vi depois que eu acordei do coma, quando ele me levou para o parque em meio da neve e brincamos de guerra de bolinha, e foi la o nosso primeiro beijo. No natal que trocamos presentes que nenhum dos dois gostaram dos presentes, no meu aniversário que ele dançou valsa comigo cantando “Please be Mine” no meu ouvido. E tudo perdido por uma coisa idiota. Ele nem ao menos quis me escutar.
Enquanto eu me torturava mentalmente eu chorava mais ainda.
No dia seguinte eu acordei ainda com o olho inchado de tanto chorar. Encontrei a preparando a mesa ainda.
- Quer ajuda? – perguntei
- Ah! Não, já acabei. – e sentamos na mesa. – Ainda ta muito triste né?
- Pior foi que eu lembrei tudo que aconteceu final do ano passado. Eu não posso terminar com ele, eu tenho que correr atrás e tentar colocar tudo como era.
- , vc também não pode ficar se rastejando por um menino.
- Bem ou mal foi ele que salvou a minha vida e ficou todo o tempo comigo lá no hospital.
- Vc não pode ficar com isso durante a sua vida toda. Se ele ficou com vc foi porque quis, porque te amava. Mas amor não é um sentimento fixo, ele se modifica. Conforme o tempo ele muda, pode aumentar ou diminuir, começar e terminar. E o amor de vocês acabou. – ficamos um bom tempo pensando – O que você acha da gente voltar pro Rio?
- Uma ótima idéia. Só não sei o que vou dizer a todos.
- Você não precisa dizer nada, porque ninguém tem nada a ver com a sua vida.
Levantamos, fomos para os nossos quartos, arrumamos a mochila e ligamos para o Tio Bob. Ele chegou rapidinho.
- , acho melhor estar preparada para os repórteres que te esperam la na frente. – Tio Bob
- Todo mundo já sabe? – Perguntei
- Já.
- E o que ele anda falando? – tinha que saber para falar a mesma coisa, claro!
- Que não deu mais certo e ponto final.
- Agora é a sua chance de acabar com a vida dele, com a carreira dele – falou de um modo tão assustador que eu nem a reconheci.
- Não ! Chega! Qualquer coisa eu falo.
Saímos de casa e aproveitei o sol e coloquei um óculos bem grande e escuro pra esconder o olho inchado de tanto chorar a noite. Quando atravessamos o portão estava cheio de paparazzis como o Tio Bob tinha falado, todos fazendo a mesma pergunta...
- Porque o final do seu namoro com o cantor Jonas? O que aconteceu?
E eu respondi uma única coisa
- Não estava dando mais certo, mas ainda somos muito amigos e não guardo nenhum rancor dele – e dei um sorriso bem forçado que pareceu ser bem sincero.
Durante a viagem de volta para o Rio, o me ligou...
- , o já me contou o que houve, só que eu não quis te ligar ontem por que seria muito inconveniente. Como vc esta?
- Desse mesmo jeito que vc imagina. – por mais que o seja irmão do ele ainda era o meu melhor amigo, quem eu confiava e sabia que eu podia contar meus segredos.
- Acabou de passar a reportagem de vcs dois. Parabéns, vc se saiu muito bem.
- Vc está zuando a minha cara?
- Não! To falando sério. Vc não falou muita coisa, mas o pouco que falou foi o suficiente. E o riso no final foi bem convincente.
- Obrigada. Mas o que houve realmente. Quero saber a sua versão da história. Não posso tirar minhas conclusões de um lado só.
- Ele tinha me falado que não ia vim, aí... – eu contei a história toda pra ele.
- Hum. Eu ainda acho que vcs se amam.
- Como me falaram, amor não é uma palavra fixa que pode começar e acabar e o nosso acabou. Pelo menos como casal, acabou.
- Vcs poderiam conversar depois com a cabeça fria. Tentar pelo menos se entender.
- Não . Acho que nem a amizade vai voltar a ser igual.
- Qual amizade? Vcs nem se deram tempo para poder se conhecer. Talvez tenha sido o maior erro de vocês.
- Concordo. Deveríamos ter nos conhecidos mais tempo, fomos muito precipitados e acabamos que nos decepcionamos com a verdade.
- Aham. Agora eu tenho que desligar porque tenho uma entrevista daqui a uma hora e tenho que me arrumar ainda. Se der eu te ligo mais tarde.
- Beijinhos sabor morango.
- Kisses.
Desligamos o telefone e continuei a minha viagem para o Rio. Eu e começamos a conversar e como com ela não dá pra ficar séria, me diverti muito. Chegamos em casa e parecia que ninguém lá sabia da novidade.
- Ah, ! O veio aqui ontem te procurar... – A Rô
- Eu já sei Rô, ele foi lá.
- Foi? – ela falou sorrindo
- E não foi nada legal. É só ligar a TV pra saber o que aconteceu.
- O quê?
- Terminamos e não to afim de dar detalhes. – Tio Bob tinha levado a pra casa dela, então eu subi sozinha para o meu quarto. Onde eu estava cansada e fui dormir. Não fiquei nem com ânimo de ligar Tv ou o meu MP5 porque com certeza ele estaria lá. Que ódio! Tudo que eu olho eu vejo ele, tenho lembranças dele. Por mais que não tínhamos passado muito tempo juntos, nossos poucos momentos valeram por todos. Sei que vou sentir falta, mas não vamos dar certo juntos de novo. A solução é seguir em frente.
Não saí do quarto o resto do dia. Pensei em faltar aula no dia seguinte, mas seria pior. Pelo menos eu me distraia lá com os meus amigos.
Fui para a escola, o que foi uma péssima idéia, porque o comentário foi o fim do meu namoro com o . Eu não agüentava mais esse assunto. Os meus amigos me deram muito apoio, agradeço muito aos meus amigos que tenho, pois são eles que me ajudam nos piores momentos. Na final da segunda aula eu liguei para o Tio Bob e pedi para ele vim me buscar, inventar alguma desculpa para me tirar daquele lugar que estava insuportável.
Eu desci para esperar ele lá em baixo no pátio e encontrei a lá também.
- Foi expulsa de sala também? – ela me perguntou
- Não! To esperando o Tio Bob vim me buscar.
- Por quê? Ta passando mal?
- Quem dera. Não consigo ficar nem mais um minuto aqui.
- Eu sabia que não era uma boa idéia vim para a escola. Vc sabe como o povo daqui é fofoqueiro.
- Mas eu acho que eu vou passar um tempo na casa do meu pai. Vou antecipar a minha ida.
- Pra quê? Pra vc ficar mais tempo perto dele? Porque pelo o que eu saiba a casa do seu pai é no mesmo condomínio dos Jonas.
- Eles estão em turnê. E eles estavam marcando que quando acabar essa turnê eles iriam visitar a família deles em NJ. Então vão ficar um bom tempo sem aparecer por lá.
- Vc quem sabe. Mas fica ciente de que lá vc não ter essa beleza aqui para alegrar os seus dias. – ela disse jogando os cabelos, eu não resisti e comecei a rir e nesse momento o Tio Bob tinha chegado eu a abracei
- Tchau, não sei se vai ser o ultimo antes da minha mudança.
- , vc sabe que fugindo do problema vc não vai resolvê-lo.
- Se eu ficar eu também não vou ter forças para continuar. – eu um beijo na bochecha dela e fui embora.
(6º post) Eu cheguei em casa ainda a tempo de encontrar minha mãe lá.
- Mãe, eu tenho uma noticia! – falei assim que vi ela
- Calma, calma. Primeiro pode me dizer o que houve entre vc e o , por favor? – eu contei para ela o que aconteceu
- ... e por isso eu quero morar com o meu pai.
- Se vc morar lá vc vai ter mais tempo com ele, vc sabe né?
- Eu sei. Só que ele não vai aparecer em casa nem tão cedo.
- Já que é isso que vc quer. Tudo bem. Liga para o seu pai.
E foi exatamente o que eu fiz. Liguei para o meu pai e ele concordou. Depois fiquei no meu quarto pensando em tudo. Como 4 meses podem mudar a vida de uma pessoa completamente. Lembrei do dia em que cheguei no curso e não encontrei a minha professora, quando fui para os Estados Unidos com a Ana, será que tinha sido uma boa idéia? Será que se eu pudesse voltar no tempo eu iria fazer a mesma coisa? Não sei, porque sei que muitas coisas ruins aconteceram, mas também muitas coisas boas. é uma pessoa que por mais que tenha me magoado, eu não quero esquecer o que tivemos.
Resolvi ligar pra pra falar que eu ia na quarta-feira, eu tinha dois dias para arrumar tudo para a minha mudança, seria um pouco impossível, mas seria o melhor.
- Tem certeza que vc não quer que eu vá pelo menos passar uma semana com vc? – a se oferecia
- Não, obrigada. Eu quero mesmo um tempo pra mim pensar.
- Já que é para pensar, porque vc não vai pra Angra?
- Desculpe , mas Angra é um lugar que eu não quero aparecer nem tão cedo.
- Poxa, tem Sorocaba, Cabo frio. – ela dizia (n.a.: Lih, Luh me inspirei em vcs no nome dos lugares... Amo vcs meninas (L))
- Não, eu quero ir para bem longe.
- Bem longe de quem? Da gente, né? Porque vc indo para lá está indo para mais perto deles.
- Vcs insistem em falar isso. Vou acabar fazendo um cruzeiro assim.
- Pra que? Lembrar de SOS?
- Ai, que merda garota! Vc que está me fazendo lembrar deles.
- Mas vc vai continuar sendo fã deles, amiga e essas coisas?
- De preferência sim, mas vamos dar tempo ao tempo pra saber como tudo vai acontecer.
- Ok. Vc quer ajuda com as malas?
- Não, obrigada. Quanto mais tempo eu levar para arrumar, melhor.
Eu desliguei o telefone e fui começar a arrumar as coisas. Abri meu armário e comecei a tirar as roupas primeiro. Separei apenas algumas para eu usar enquanto eu não ia embora. Depois que eu tirei todas as roupas, fui guardando nas malas. Eu não sabia que eu tinha tanta roupa, para não levar muita coisa, eu tirei as que eu não usava para dar para a caridade. O armário ficou bem mais vazio. Mas ainda tinha umas poucas coisas, peguei uma caixa que eu tinha feito quando eu tinha uns 5 aninhos de idade e quando abri era toda as minhas recordações. Fotos das pessoas mais importantes da minha vida, amigos que nunca mais vi, alguns que já ate partiu para um lugar onde eu também quase fui. Entre as fotos encontrei uma que eu não me lembrava de ter colocado lá no meio, uma foto minha com o . Como eu coloquei aquela foto ali se fazia anos que eu não mexia naquela caixinha, que por mais que não seja importante para os outros, não tinha preço para mim. Deixei de lado, peguei a caixa e fui colocando dentro de uma caixa maior, onde também estava algumas outras coisas.
Chegou a parte dos ursinhos de pelúcia. Peguei eles e fui guardando dentro de caixas, cada ursinho uma história diferente, e encontrei um ursinho panda que o tinha me dado de presente de aniversário. Ele me deu no dia seguinte da minha festa, foi a coisa mais linda do mundo...
Flashback [ON]
Eu estava dormindo na minha cama quando alguém me chama bem suavemente.
- , – eu me virei para ver quem era e encontrei o meu príncipe, que realmente tinha sido meu príncipe na noite anterior e seria o meu príncipe para vida toda, o .
- Oi, bom dia. – Dei um sorriso ainda com a cabeça no travesseiro.
- Bom dia, tudo bem minha princesinha? – ele se abaixou e ficou acariciando o meu cabelo.
- Tudo, e com vc? – eu fui levantando e sentando na cama.
- Ótimo. Gostou da festa ontem?
- Amei. – e deu um lindo sorriso, percebi que o meu sorriso tinha mexido com ele, como o dele também mexe comigo. Eu levantei e fui tomar banho enquanto ele me esperou na sala. Quando acabei de me arrumar eu desci e lá estava ele, mais lindo do que nunca.
- Já? Nem demorou. – e me deu um selinho.
- Eu estava morrendo de saudades, mas tenho que me acostumar a ficar longe.
- Não, vc tem que se acostumar a me ter pertinho. Nada melhor que encontrar alguém quando esta com saudades. – e me deu um outro selinho. – Ontem eu não pude te dar, mas espero que não aconteça a mesma coisa do que no Natal. – eu ri e abri um lindo e enorme embrulho com laçinho vermelho e tudo. Eu abri e vi um ursinho panda grande segurando um coração onde lia-se “I love you, !”. Eu abri um largo sorriso e pulei em abraço nele. Ele também ficou feliz em me fazer feliz. Foi o melhor presente que ele podia me dar. Passamos o dia todo juntinhos, conversando, brincando e à noite ele teve que voltar para LA.
Flashback [OFF]
(7º post) Como o dia passou rápido, fiquei o dia todo arrumando as coisas e nem vi o dia passar. Minha mãe subiu e me chamou para jantar. Eu desci junto a ela e fomos comer. O jantar foi um pouco silencioso, falamos pouco e o assunto sempre era a minha mudança. Todo mundo falando que não era uma boa idéia eu ir, mas caramba! Eu quero.
O dia seguinte não foi diferente, o dia voando. Arrumando minhas coisas, achei coisas que eu nem lembrava eu tinha, como a minha primeira Barbie, e coisas que me fizeram lembrar o que eu queria esquecer, os presentes que o me deu.
FlashBack [ON]
Nesse dia eu não estava dormindo, eu estava o esperando na minha casa.
Fazia quinze dias que eu não o via, o maior tempo que fiquei sem ver ele e a saudade aumentando a cada dia que passava.
Ele me falou que ia vim hoje, eu fiquei o dia inteiro me esperando. Um motivo pelo qual eu odeio esperar é porque é intediante. O dia passou como se cada segundo fosse uma hora e ele não veio. O terror por causa do trabalho tinha começado antes do que eu tinha esperado, confesso que quando deitei algumas lágrimas caíram, mas nada demais.
No dia seguinte fui para a escola como se nada tivesse acontecido. Todos perguntaram o porque da minha ida na escola, e eu tive que falar a verdade, ele não aparecera. Foi um pouco deprimente, mas meus amigos me fizeram logo esquecer da existência dele me distraindo.
Na hora da saída eu e os meus amigos estávamos indo embora quando eu vejo o Tio Bob em frente ao meu carro. Ele vendo correu para sussurrar no meu ouvido
- Hoje é melhor vc não levar ninguém com vc. – tratou logo de me avisar
- Por quê? – ele não me respondeu, mas se ele falou isso é porque algum motivo tem. Eu me despedi dos meninos e entrei no carro. Quando eu me deparo com uma pessoa lá dentro.
- ?
FlashBack [OFF]
- Filha, vc tem certeza que vc quer se mudar? – minha mãe acabara de entrar no quarto
- Mãe, eu já não ia me mudar mesmo? Só estou antecipando a minha partida. – disse ainda empacotando algumas coisas.
- Eu sei filha, mas... – minha mãe não tinha argumentos, ela só não queria me ver longe dela.
- Por que vc não vai comigo? – dei uma idéia sentando na cama.
- Não dá, eu tenho minha vida, meu trabalho aqui. – ela foi sentando na cadeira do computador e se virando para mim.
- Por que não dá? Vc namora com ele, e lá vc pode encontrar outro trabalho até melhor que esse. Vc realmente vai se prender aqui sozinha por causa de um trabalho?
- Acho que vc tem razão. – ela disse abaixando a cabeça.
- Então, o que falta pra vc começar a empacotar as coisas, hein? – eu disse sorrindo. Levantamos e fomos para o quarto dela, começamos a empacotar as coisas do quarto dela. Foi até mais divertido arrumar as coisas dela do que as minhas. As delas não tinha coisas que me lembrava alguém, mas tinha coisa que eu também não queria lembrar. Alguns micos que crianças pagam e os pais gravam.
- Ah, não! – eu disse com um DVD na mão – Isso não vai com a gente. Isso vai ficar aqui!
- Por que minha filha? Vc estava tão bonita com aquela fantasia de cachorro. – disse ela rindo orgulhosa.
- Já falei, não era um cachorro! Era um urso polar marrom! – eu disse ainda com o DVD na mão.
- Tudo bem, então era um urso polar marrom. – tentando pegar o DVD da minha mão.
- Não! Ta louca? – eu disse escapando dela e rindo – Vc é um perigo com isso nas suas mãos.
- Mas é uma lembrança sua. Não pode ficar aqui.
- Qual o problema de guardar uma lembrança só na cabeça? – eu continuei a ver os DVDs que tinham ali. Achei uma coisa que realmente tinha valido a pena e eu dei uma risada maliciosa.
- O que vc achou aí? – minha mãe me perguntava desconfiava.
- Na na na naaaaa – cantei pra ela balançando um DVD no ar.
- O que é isso?
- Se eu não estou enganada, esse é aquele DVD em que vc leva um tombo dançando dança do ventre igual uma minhoca desgovernada. – e comecei a me mexer toda estranha, igual aquela dançinha do pânico na TV, não a dança do siri, aquela que parece uma minhoca. Ela começou a rir.
- Isso não tem graça. – disse ela como se tivesse perdido a graça
- Ah! Comigo tem e com vc não, é? – e comecei a rir
- Eu sou sua mãe. – ela falou tentando ter autoridade.
- Vc não pensou assim com a minha fantasia de urso polar marrom.
- Então vamos fazer um acordo, eu não amostro pra ninguém vc de cachorro polar e vc não amostra eu dançando. O que acha?
- Mas vc estava realmente dançando? – perguntei desconfiada e em troca recebi um olhar de reprovação – ta, ta ta. Parei.
Continuamos a empacotar as coisas e quando fomos ver as horas já eram 2:30 da manhã, contando que o meu vôo ia sair 10:00 estava muito tarde. Mas graças a Deus estava tudo pronto, já.
- . , acorda! – minha mãe tentava inutilmente me acorda com delicadeza. – VC VAI PERDER O VÔO! – ela gritou agora, eu levantei correndo, tomei banho, me arrumei tão rápido. Bati o meu próprio recorde. Desci correndo para a mesa onde estava o café da manhã, encontrei minha mãe comendo.
(8º post) - To atrasada? – sentei correndo
- Calma! Não, são 7:30 ainda – disse ela super calma
- Então por que me acordou desesperada?
- Justamente para vc não se atrasar.
- Tem que falar isso pra vc, não pra mim. Por que isso é genética.
- Ah! – ela falou como se não fosse importante o que tinha falado, porque realmente não era.
Terminamos de tomar café da manhã e em seguida pegamos as nossas coisas e fomos para o aeroporto. Pegamos o nosso vôo e a viagem foi tranqüila, com um pouquinho de turbulência, mas nada demais, coisa normal de viagem.
A Rô foi conosco, porque é ela que fica comigo, não uma babá exatamente, mas se eu quero sair e não tem ninguém ela é a convocada, se eu quero alguma coisa sempre é a Rô que me ajuda. Ela é o meu braço direito, ela é aquela que sei que sempre vai estar do meu lado, pelo menos até meu pai continuar pagando ela, brincadeirinha, ela é sim uma amiga para todas as horas. Ela não é muito nova não, tem mais ou menos a idade da minha mãe mas é super “atualizada” se é que me entende. Quando chegamos lá, e ela encontrou os amigos dela, porque ela é americana, tanto ela como o Tio Bob, que também foi com a gente.
Fomos super bem recebidos lá na casa do meu pai, o que não foi surpresa ele não está em casa. Ele vive para o trabalho, eu acho que ele é um bom pai, porque passei um mês com ele e não deu para saber porque a maior parte do tempo ele estava trabalhando.
Subi para o meu quarto. Aaaaaaah! Saudade do meu quarto, minhas coisas. Meus ursinhos, minhas bonecas, minhas roupas, minhas lembranças. Eeeer! Por que eu sempre tenho que lembrar dele? Que ódio!
Tomei um banho e desci para comer alguma coisa. Estava com saudade daquilo tudo. Eu sempre gostei de lá. Sempre não! Mas depois que eu conheci melhor acabei gostando.
Saí para dar um passeio pelo jardim da casa, que não era pequeno, e veio uma coisa que não me agradava. O clima! Por mais que estivesse verão, ou primavera, sei lá, estava frio. Pra quem está acostumado com o calor infernal do Rio de Janeiro o ano todo, e saí sente uma grande diferença. Todo mundo andando de sainha, blusinha e lá estava eu de short jeans e casaco.
- Oi. – alguém chegou em mim quando eu estava sentando sozinha na calçada em frente a minha casa.
- Oi. – respondi levantando a cabeça, quem sabe era alguém famoso, já que naquele condomínio só morava gente famosa.
- Vc mora aqui a muito tempo? – a menina perguntou, e não! Ela não era famosa, mas tinha mais ou menos a minha idade.
- Mais ou menos. Vc é nova aqui?
- Cheguei essa semana. Meu pai se mudou para cá a trabalho, antes nós morávamos em NY.
- Hum... Eu morei aqui um tempinho, depois fui para o Brasil e voltei para cá.
- Então vc é uma nova-velha moradora. – disse rindo e eu continuei.
- . – disse estendendo a mão
- . – ela disse apertando a minha mão e se sentando ao meu lado. – se meu pai me ver sentada no chão vai dar um estilique, mas eu gosto de ficar assim.
- Assim como? – perguntei sem entender
- Assim, sentar no chão, conversar com quem eu não conheço e essas coisas.
- Ele é muito super-protetor? – ela balançou cabeça positivamente – Entendo. O Meu é a mesma coisa.
- E o pior é que ele nem fica em casa direito, quando ta em casa fica querendo me vigiar. Que saco!
- Acho que somos irmãs então. – eu ri.
- Vc está com frio? – ela olhou assim que reparou que eu estava de casaco.
- É. Eu sou brasileira e na minha cidade faz muito calor, então aqui por mais que esteja quente ainda está frio para mim.
- Hum, mas o que vc acha da gente ir ao shopping? Vc conhece algum legal por aqui?
- Conheço. – levantamos e fomos no Shopping. E não é que a menina é legal? É! Vimos as vitrines, comentamos as roupas que estavam na moda, as pessoas e eu contava algumas coisas sobre o Brasil que ela me perguntava. Quando estávamos lanchando veio o assunto...
- Vc não me é estranha? – ela ficou me analisando – Parece que eu já te vi em algum lugar.
(9º post) - Ah! Deve ser impressão sua. Eu nunca fui para NY.
- Hum... Deveria ir. É bem bonito lá. – eu retribui o sorriso, quando chegaram duas meninas.
- ? – disse uma sorrindo
- Sim. – eu respondi com um sorriso – Por que?
- Vc não é a ex-namorada do Jonas?
- Ah! – disse desanimada – Sim, sou eu.
- Desculpe te lembrar do ocorrido, só que podemos tirar uma foto com vc? – disse pela primeira vez a segunda menina.
- Aham, tudo bem. – tirei fotos com as meninas e a só me observava. As meninas foram embora.
- Vc namorou com o Jonas? – dizia ela com os olhinhos brilhando como se não acreditando.
- É. Vc não sabia?
- Então é por isso que eu te conhecia de algum lugar. Eu sou super fã dos Jonas Brothers.
- Eu também. – disse com os olhinhos brilhando, como se o assunto sobre o meu namoro tivesse acabado ou nem tivesse ocorrido – Amo as musicas dele, principalmente a “Burning up” (n.a.: Foi a primeira musica que veio a minha cabeça, pra não ficar muita pergunta eu não perguntei, ok?)
- Ah?! – ela não entendeu – ah! Vc não quer falar sobre esse assunto, né?
Eu fiquei calada o que ela entendeu como um sim, com toda razão. O dia passou sem mais coisas sobre o assunto. E enfim eu tinha feito uma amiga que poderia sai comigo sem ser a Rô ou qualquer um dos Jonas porque com eles causam muito tumulto.
Cheguei em casa já a noite.
- Onde vc estava, hein mocinha? – Rô me perguntou me puxando para um canto e falou baixo para ninguém escutar.
- Eu fui no Shopping com a .
- E por que não avisou?
- Ai! Eu não tenho segurança comigo 24 horas por dia? Então por que a preocupação?
- E quem é essa ?
- É uma menina nova aqui do condomínio, ela se mudou a pouco tempo.
- Que bom que vc já fez amizade. E olha, se alguém perguntar, vc foi ao parque comigo, entendeu?
- Brigadinha – agradeci com um beijinho carinhoso na bochecha dela.
Subi e fui para o meu quarto. Fiquei um pouquinho na internet e depois fui dormir. No dia seguinte eu vi meu pai pela primeira vez na mesa do café da manhã.
- Filha, depois eu quero falar em particular com vc.
- Ta. – não dei muita importância e continuei a comer o meu bolo de coco que a Rô tinha feito especialmente para mim, é! Ela me ama e eu sei disso. E não sou nem um pouquinho convencida, né? Rs rs rs
Quando acabamos de lanchar, minha mãe foi ver emprego e meu pai me levou para o escritório dele. E me mandou sentar na cadeira em frente a dele, eu nunca tinha entrado ali. É bem legal, tipo daqueles filmes.
- Fala! – comecei
- Eu só quero falar pra vc tomar cuidado porque agora que souberam que eu estou morando aqui, tem muita gente se mudando para cá.
- E o que tem a ver isso com eu me cuidar?
- Muitas dessas pessoas não querem o meu bem, e vão querer te ferir para chegar a mim.
- Pai, vc está viajando. Isso só existe em filme.
- Uma pessoa morrer e voltar a vida também so existe em filme e aconteceu com vc. Então não se esqueça, cuidado. – houve um momento de silencio – A Rô me contou que vc está com uma amiga nova.
Eu fiquei em silêncio, esperando ele brigar comigo por eu ter saído sem avisar no dia anterior, mas parece que ele ouviu meu pensamento.
- Eu não vou brigar com vc, só quero saber quem é essa sua amiga.
- Ela se chama de , se mudou essa semana de NY.
- Qual o sobrenome dela?
- Não sei, isso é tudo que eu sei.
- Vcs não saíram? Do que vcs falaram?
- Roupas, cabelos, garotos e nada demais.
- Ok, então vamos fazer uma coisa? Vc vai tentar saber o sobrenome dela, idade e de que o pai dela trabalha.
- Ta, mas por que? – perguntei sem entender o porque eu tinha que fazer aquilo.
- Depois eu te falo.
(10º post) Eu levantei e fui embora. Não entendi uma palavra de tudo aquilo, mas tudo bem.
(11º post) - E aí mãe, conseguiu algum trabalho sentada com a bunda no sofá?
Pq o pai dela não quer mais deixar nos duas fiarem juntas? E eu uma não ser uma boa companhia? Onde? (12º post) Eu cheguei em casa e liguei para o meu pai e contei para ele sobre a .
(13º post) - Vc deve estar muito feliz agora, né? – falou para o
\FlashBack
- ... E o saiu de cabeça baixa do quarto. – Frankie acabara de contar para mim que não sabia o que falar
(14º post) – , preciso falar com vc.
Quem será que está me chamando? Não conheço ninguém aqui. (15º post) Eu apareci em cima das escadas procurando alguém.
(16º post) Não tínhamos nada para falar um com o outro.
(17º post) – , me passa o purê? – Frankie pediu, estávamos todos sentados em volta a mesa, eu, meus pais, sr. E sra. Jonas e os 4 filhos. A mesa estava bem cheia. Passei o purê
: Oie Amour, tudo bem?
Agora o único meio de comunicação que restou foi a Internet já que estamos proibidas de nos falar.
(18º post) Eu estava bem acomodada dormindo quando sinto alguém me cutucar e me chamar
(19ºpost) Eu e nos entreolhamos. Eu queria falar alguma coisa mas não saia nada. Saímos da salinha e sentamos na escada (estávamos no primeiro andar).
: ISSO SÃO HORAS DE SE ENTRAR?
Ficamos conversando até 4:30pm quando eu sai pra começar a me arrumar.
(20º post) Terminei de me arrumar e bati na posta de um quarto.
(21º post) – Ahm... –ele começou meio sem graça – Senta. – ele falou e eu me sentei na cama.
(22º post) – , acorda. – Frankie tentava me acordar.
(23º post) – ! – disse com felicidade correndo indo em direção abraçá-la assim que a aula acabou.
BUM!
Quando voltamos a vê-lo ele estava todo verde, parecendo o Huck. (n.a: estava vendo As Visões da Raven)
(24º post) Cheguei em casa morta de fome. Não tinha comido na escola porque a comida de lá era horrível e eu tinha passado o recreio na enfermaria com o Diego. Subi pro meu quarto. Tomei banho e desci pra almoçar.
(25º post) Quem não estava gostando de nada, nada da minha amizade com o era o . Não sei o que acontecia que ele nos olhava com uma cara estranha.
: , nem te conto!
E nisso ela ficou offline. O que farei agora? Gente, por onde anda a ? Acho que vou fazer aqueles programas de TV de famosos que não são mais famosos pra . Por onde anda a ?
(26º post) Na janta, consegui encontrar com o meu pai e com o Sr. e Sra. Jonas. Desde do dia anterior que eu não os via. Foi bem normal o jantar, tirando a parte do estar odiando eu e o sentados juntos e o brincando comigo. Mas já estou me acostumando com esse jeito dele.
E ai? O que vai fazer no fds?
- O que as meninas tanto escrevem aqui? – o professor perguntou – Será que é a resposta do trabalho?
(28° post) Ai, sábado. To com uma sensação estranha na barriga, to nervosa. Vou sair com o Diego e é hoje. Ai meu Deus, me ajuda! Fiquei o dia inteiro nervosa, até os meninos perceberam, mas só o sabia o motivo. Estávamos sentados na escada como de costume para conversar.
Eu estava cantando, pra não dizer berrando. Música lenta, mas tudo bem! Lá estava eu. Quando eu vejo que o Diego não parava de me olhar. Eu parei de cantar e fiquei olhando para ele.
Nós fomos chegando mais perto um do outro, sem ao menos desviar o olhar um do outro. Ele me chamava, eu chamava ele.
Estávamos tão perto que eu já ouvia a respiração dele. O cheiro dele, nossa! Que delicia. Ele era lindo, ele era perfeito.
Eu senti seus lábios macios aos meus, começamos a nos beijar. Estava sendo uma coisa tão magica. Aquela sensação de estar os dois juntos, ali ao som de “My Heart” o nosso primeiro beijo. Fui passando a mão pela nuca dele, ele estava com a mão na minha cintura. Ele ia me puxando para mais perto dele.
Fomos diminuindo o ritmo do nosso beijo. Fomos parando de nos beijar. Aquele momento tinha sido único. E que nunca esquecerei. E para completar, o Diego cantou junto com a Hay
(29º post) Estávamos jantando, vi a entrando no restaurante com um garoto. UAU! Era o maior gatinho, ela acenou de longe com um sorriso e eu fiz um sinal positivo co a mão. Ate que ela sabia escolher bons namorados, olhei para o Diego, e eu também.
(30º post) – O que houve, ? – Rô perguntou se sentando ao meu lado num sofá que tinha no meu quarto.
(31º post) Que lindas, voes comentaram. Ok, deixando o lado “eu sou autista” de lado, eu terminei de jantar e fui para o meu quarto. Não estava com a mínima vontade de dormir. Mesmo assim tomei banho e coloquei o meu pijama. Fiquei observando a lua cheia sentada no sofazinho debaixo da janela.
(32º post) Eu o olhei, o que eu iria dizer? Eu não sei se eu gostava dele. Eu tinha certeza que não gostava dele como ele gostava de mim. Eu to com o Diego agora.
I learned from you that I do not crumble (Eu aprendi de você que eu não sou migalhas)
Todos da sala pararam para nos olhar. Parei de cantar, entreguei as flores paa o meu pai e em seguida lhe dei um abraço.
(33º post) Eu passei o restante da manhã e o início da tarde no trabalho do meu pai. Não vou falar que foi a pior coisa do mundo, porque não foi. Mas também não foi a melhor. Todos ficaram puxando o meu saco por eu ser a filha do presente da empresa, isso é estranho.
: Ta ai?
Voltei a fazer o que eu estava fazendo. Respondendo os meus trilhões de scraps, pelo meu tempo de ausência, mandando alguns para amigos que estavam no Brasil até que abriu outra janela. voltou?
Di: ?
(34º post) Desliguei o computador e me joguei na cama. Cara! O Diego estava sentindo minha falta! Eu estava tão feliz até algum individuo bater na porta.
(35º post) Meia hora depois eu sai fazendo o mínimo de barulho possível. Desci as escadas e passei pelo portão sem que os guardas noturnos notassem em mim.
(36º post) – Onde a senhoria estava, hein? – ela me perguntou tentando, apenas tentando e não conseguindo, controlar a raiva que ela sentia.
(37º post) Decidi que já era hora de voltar para casa. Já se passava de meio-dia e eu já estava com fome.
(38º post) Eu não havia esquecido da festa na casa do John hoje a noite.
(39º post) – Vamos? – ele perguntou me tirando do transe.
(40º post) Diego começou a me beijar e foi me levando para a parede onde mais cedo eu havia visto alguns casais se pegando.
(41º post) Entrei em casa do mesmo jeito que saí: pela janela.
(42º post) - Tenho uma surpresa para você. - Diego me surpreendeu assim que eu cheguei na escola na terça. (n.a: Sim, eu pulei uma parte para não ficar mais coisa que já está)
(43º post) Cheguei em casa com raiva batendo forte o pé. Subi correndo, entrei no meu quarto e bati a porta com força, para que ela fizesse um enorme barulho.
Flashback [ON]
- – falava enquanto escrevia – Você é uma menina especial que eu nunca vou esquecer, espero que essa menina feia e fedida que está na minha frente pare de ficar fuxicando o que eu to escrevendo e vá fazer o trabalho dela.
Flashback [OFF]
- Então o foi, é e sempre será o homem mais inesquecível na sua vida?! – falou em ironia
(44º post) (n/a: Antes de começar esse post, quero que vcs o leiam com um carinho especial, pois eu o escrevi antes do Diego entrar na fic, como algumas já sabem, e para mim ele é muito importante. Primeiramente a história dessa fic seria de uma outra fic, mas quando eu soube que eu poderia colocar nessa, fiquei empolgada e continuei. Acho que depois disso a Fic já entra na reta final. Confesso que tinha preparado a fic toda para esse post que vai acontecer e não tenho a mínima idéia do que vá acontecer. Espero que vcs não me matem se depois daqui a fic ficar horrível. Pois os Jonas já não estará na sua casa e vc já não terá tanto contato assim com ele. Bem, vou parar de falar e postar o post :D)
- Mãe, to saindo. – disse saindo. Atravessei o jardim para encontrar o Diego. Como minha mãe proibiu a entrada dele aqui em casa, eu sai e ele estava me esperando do outro lado da rua.
(45º post) Levantei no dia seguinte horrível, havia profunda olheiras abaixo de meus olhos, eu estava com uma expressão cansada. Não estava nada bem.
(46º post) Acabei aceitando que o era realmente o meu amigo, para quê eu iria querer algo mais com ele?
Epílogo
- , sabe o por que quê eu te chamei aqui? – me perguntou.
I'm sorry (Me desculpa.)
Filled with sorrow, filled with pain (Preenchido com tristeza. cheio de dor)
Yeah!
I'm sorry (Me desculpa.)
Can't make it alive on my own (Não é possível torná-la viva em mim mesmo)
I'm sorry (Me desculpa.)
But you're already on your way. (Mas você já está em seu caminho) Flashback [ON]
- E qual é a nossa musica que você mais gosta? – perguntava
(...)
- Mas e se você já estiver encontrado o seu príncipe encantado sem nada trágico? – disse olhando para o
(...)
- ? – Ana perguntou
- Ahm... Ele não sai daqui desde que teve alta. – a enfermeira explicava.
(...)
- , sei que você já se foi, pra um lugar melhor que esse, mas eu queria que você pudesse escutar a musica que eu fiz pra você...
(...)
Don’t need to be affraid (Não precisa ter medo)
(...)
- Você não acha que nós viemos aqui só para eu te dar um buquê, né? – ele disse com cara de safado. Como eu me derreto com essa cara dele.
(...)
- O que é isso? – Ele disse com um sorrisinho falso. Ai meu Deus! Ele não gostou do meu presente. Escolhi com tanto carinho e amor pra ele.
(...)
- My girl turns sweet fifteen today, she’s beautiful, so beautiful. It might get rough sometimes, but I hope she keeps her faith. I wish I grabbed the chance to say to her, life is too short so take the time and appreciate. Any but a loving way, get hurt along the way, don’t be afraid to open up, and use the time you have before it fades, show your love today - meus olhos estavam cheios de lágrimas – Parabéns, nesse dia tão especial te desejo todo amor do mundo, toda felicidade e toda paz. Que papai do céu esteja sempre com você para abençoar o seu caminho. Sempre o agradeço por ter colocado na minha vida. Te amo.
(...)
- Bom dia, tudo bem minha princesinha? – ele se abaixou e ficou acariciando o meu cabelo.
(...)
- Vc sabia que eu iria vim. Eu nunca deixei de passar nenhuma data importante com vc.
Flashback [OFF]
Eu o olhei ali, parado com o violão na mão, cantando as ultimas notas da música que ele tinha feito para mim. Eu não sabia o que fazer, eu estava apenas sorrindo abobalhada, como uma pateta. Como uma princesa que encontra o seu príncipe encantado.
n.a: Epílogo: Na verdade, eu ainda nãoa credito que a saga Show Your Love Today está acabando, já que não pretendo fazer a terceira.
ate agora com Fiz um link pra colocar as minhas fics
e como eu sempre falo... comentem
Encontrei minha mãe na sala falando no telefone. Ela não estava procurando emprego? Eu hein...
Subi para o meu quarto e fiquei na internet durante mais ou menos uns 45 minutos e a Rô foi lá em cima me avisar que a estava me chamando. Eu desci e encontrei ela lá em baixo.
- Vc tem patins? – ela me perguntou
- Tenho.
- Sabe andar?
- Sei.
- Vamos andar de patins?
- Vamos! – eu amo andar de patins, entrei peguei o meu rosa cheio de florzinhas, coloquei e fui até ela.
Começamos a nadar de patins.
- Onde vc mora? – eu perguntei a ela.
- Ih! É mesmo, nem te falei onde eu morava. Vem comigo. – ela foi me levando e apontou a casa da Vanessa Hudges – É essa. – e apontou para a casa da Vanessa e eu comecei a rir – por que vc ta rindo?
- Vc mora ai? – disse caindo na gargalhada
- Moro por que?
- Mentira, quem mora aí é a Vanessa Hudges.
- Não, sou eu.
- Claro que não! – era impossível ela morar ali, todo mundo sabia que a Vanessa morava ali, e não ela. Ela me levou até um tapetinho onde estava escrito “Puckthinph” (n.a.: Mais uma palavrinha inventada por mim. Vcs já sabem da minha mente fértil que nem sei como se pronuncia :S ) – Que tem?
- É o meu sobrenome.
- Hã! – eu não podia acreditar que alguém tinha aquele sobrenome – Puck o que?
- Puckthinph, é em alemão. (n.a: viu que legal? Sei até falar alemã... haushaushuashu)
- Hum, que legal.
- E o seu?
- – falei o sobrenome por parte de mãe porque lá só se tem um sobrenome e já que meu pai falou que era pra mim tomar cuidado, então vamos dar uma de “As três espiãs demais” sendo só uma espiã (?)
- Hum, diferente também.
- É. Quantos anos vc têm mesmo?
- 17 e vc?
- 15 (n.a.: lembram-se que em janeiro teve o seu aniversario de 15 anos? Que o
- Novinha.
- Sim.
Continuamos a andar de patins e eu fui mostrando a casa de todos os famosos que moravam ali, mas quando passei em frente a casa dos Jonas vi uma coisa diferente. Tinha um movimento lá dentro e o carro deles estava estacionado na frente da casa, como se tivesse sido usado a pouco tempo. Não dei muita importância e continuei a andar de patins. Quando cansamos fomos para a minha casa. A Rô fez um lanche pra gente, nós comemos depois fomos ver um filme.
O filme acabou já era tarde e ela foi embora.
- Eu nem procurei, não quero mais trabalhar.
- Por que?
- Porque eu tenho que ajudar uma amiga agora, e o emprego pode esperar.
- Hum... Falando em amiga sua, hoje eu vi uma movimentação na casa da Denise, o que houve?
- São exatamente eles.
- O que houve?
- É um pouco difícil de explicar. Pelo o que a Denise estava me falando, ela veio aqui em LA para assinar a renovação de contrato. Só que o condomínio não está renovando contrato.
- Como assim?
- É isso que eu não sei explicar. Eles não querem renovar o contrato.
- E se não renovarem o que vai acontecer?
- Eles vão ter que procurar uma casa.
- E se mudarem? – eu falei triste, nesse momento nem me veio a cabeça que o era meu ex, veio apenas a minha amizade com eles. Que eu ficaria longe.
- Sim.
- Ah! A Vanessa Hudges se mudou já, né?
- Quem é ela?
- A que faz HSM. A morena.
- Ah! Aquela que tirou foto pelada. (n.a: me desculpq se vc gosta da Vanessa, não tenho nada contra. Foi só uma coisa que chamou a atenção... :S)
- É.
- E ela morava aqui? Mas como vc ficou sabendo?
- Não tem a ? A minha amiga nova? Então ela ta morando lá.
- Na casa dessa Vanessa não sei la das contas?
- Aham.
- Tomara que a Denise não tenha a mesma sorte.
Mais tarde eu encontrei com o meu pai, e ele me chamou para o escritório dele de novo.
- Conseguiu o que eu te pedi?
- Aham. Ela tem 17 anos, o pai dela é empresário e o sobrenome dela é Puck alguma coisa.
- Puckthinph?
- Aham, vc conhece?
- Infelizmente.
- Ela perguntou o meu sobrenome.
- O que vc respondeu? – ele perguntou nervoso
- A verdade... falei .
- Certa, certíssima. Mas uma coisa, não fala pra ela que eu sou eu pai e nada muito pessoal, ok?
- Ok.
Eu subi para o meu quarto. Os próximos 9 dias foram normais, eu passava a tarde com a e depois eu tinha que fazer um relatório para o meu pai sobre a nossa conversa, que chato! E sobre a Tia Dê? Bom, minha mãe passava o dia inteiro lá, só voltava pra casa a noite, acho que ela ta tendo um caso com o Paul, há há há brincadeirinha, ele nem estava em casa. Mas não fiquei sabendo de mais nada, nem via ela pra poder perguntar alguma coisa.
Eu fui chamar a como todo dia eu fazia.
- Eu não posso sai. – ela me falava na porta.
- Por que? Ta de castigo?
- Não, meu pai falou que vc não é uma boa companhia pra mim e não quer nos ver juntas novamente.
- Hã?! – eu fiquei de queixo caído, acho que o pai dela já sabia quem eu era, mas eu gostava tanto da amizade dela, poxa ela era a única amizade feminina que eu tinha aqui.
- Desculpe, tenho que entrar antes que eles me vejam aqui com vc. – ela entrou e fechou a porta na minha cara.
- Eu sei disso. O pai dela já veio falar comigo.
- E o que eu faço? Ela era a minha única amiga menina aqui.
- Tenta fazer mais amizades.
- Como? Se todo mundo está se mudando?
- Filha, eu mais o que fazer do que resolver seus problemas com seus amiguinhos. Daqui a pouco as aulas começam e vc faz um monte de amigos novos. Agora o papai tem que trabalhar. – ele desligou o telefone
- Ele pensa que é quem? Eu hein. Meus problemas são muito mais importantes que o trabalhinho dele. E daí que o pai dela é não sei o que do meu pai? Por que não podemos ser amigas? Que coisa mais sem graça. Agora voltei ao zero, sozinha novamente.
Eu fui falando sozinha descendo as escadas com o telefone nas mãos. Terminei de descer as escadas e coloquei o telefone numa mesinha que tinha ali mesmo.
- Quem é que vai ficar sozinha comigo aqui, hein? – Frankie correu e agarrou a minha cintura.
- E aí Pequeno, ta fazendo o que aqui? – eu falei surpresa dando um beijo no cabelo dele. Ele me soltou e eu abaixei pra ficar do tamanho dele
- Eu vou passar um tempo aqui com vc.
- Aaaaah! então eu já não vou ficar mais sozinha. – disse rindo, achando que aquilo fosse só uma brincadeira. Até que vi minha mãe e Denise entrando.
- Ah! Oi querida. – disse Denise me abraçando
- Oi Tia Dê, tudo bem? (n.a: a intimidade já deixava eu chamar ela de tia Dê, ok?)
- Tudo, e com vc?
- Tudo ótimo. O Frankie ta mais lindo que nunca, acho que é porque já faz muito tempo que não vejo ele.
- Agora também tem um mês inteirinho com ele aqui pra ter perturbar. – disse ela rindo.
- Então é verdade que ele vai ficar aqui em casa?
- Aham. Algum problema?
- Claro que não. Amo muito esse moleque aqui – disse esfregando a mão no cabelo dele que estava abraçado comigo.
Eu não estava acreditando que aquele pimpolhinho que gostava tanto ia passar um mês inteirinho comigo, com certeza eu não ia ficar sozinha, eu ai ficar acompanhada, e muito bem acompanhada.
Estava eu e o Frankie deitado na minha cama vendo Bob Esponja e minha mãe me chamou em um canto e começamos a conversar baixinho para ele não escutar.
- , como vc já viu que o próprio Frankie te falou, eles vão ficar um mês aqui.
- Como assim eles? Não é só o Frankie não?
- Não, toda a família. – eu perdi a força nas pernas e quase caí, a notícia sei lá acho que mexeu comigo, não sei porque.
- Como assim toda a família? Eles não iam passar as férias em NJ?
- Iam. Não vão mais.
- Por que? O que houve?
- Eles não conseguiram renovar o contrato e então eles tiveram que fazer alguns cortes para poder conseguir uma casa nova. Eles deixaram as férias de lado para tentar encontrar uma casa aqui por perto por causa do trabalho.
- E por que eles tem que ficar exatamente aqui na minha casa, existe hotel, alguém já apresentou a eles?
- Eu sei do seu caso mal resolvido com o , mas por favor, quem tem mais culpa aqui somos nós.
- Não entendi o final. Por que quem tem mais culpa somos nós. – ouvimos o Frankie cair na gargalhada vendo desenho, olhamos para ele e logo em seguida voltamos a nossa conversa.
- Porque depois que o seu pai se mudou pra cá porque aqui moram uma boa parte dos seus ídolos. Vários empresários quiseram se mudar para cá também e como os empresários ofereceram uma proposta maior que os riquinhos famosos, os donos do condomínio querendo lucro não estão mais renovando contratos para os empresários se mudarem para cá.
Eu fiquei sem palavras, porque bem ou mal quem começou tudo fui eu. Mas também esses macacos de imitação, que ódio deles, além de morar em um condomínio sem graça agora, também vou ter que olhar para a cara do todo dia de novo. Nós terminamos a pouco tempo, ainda não deu tempo de fechar as feridas.
- Agora vai lá ver tv com o Frankie pra relaxar um pouquinho.
Eu a obedeci e fui deitar na cama com o Frankie.
- , vc perdeu a parte de o Bob Esponja puxa o nariz do Lula Molusco. – ele dizia muito feliz rindo e eu sem um pingo de ânimo pra rir. – Vc ta bem?
- To sim, to sim – disse rindo tentando convence-lo, mas eu tinha que me convencer antes que eu tenho que passar um mês olhando para a cara do
- Vc está assim por que vai ficar junto com o ,não é? – eu fiquei assustada com o que o Frankie tinha me falado (n.a.: gente, eu to imaginando o Frankie minha priminha de 7 anos, com ela de vez em quando eu tenho algumas conversas assim e ela pelo menos finge que entende, então acho que o Frankie não vai ser tão bobinho não, ok? )
- Como vc sabe hein moleque? – disse fazendo cócegas nele.
- Vcs pensam que eu não sei, mas eu sei que vc e o terminaram. Eu ouvi uma conversa dele como .
- Hum... Vc anda ouvindo muita coisa que não devia ouvir.
- Vc nem quer saber o que eles falaram?
- Acho melhor não, amor.
- Mas eu falo de qualquer jeito. Estavam os dois no meu quarto e eu sem querer escutei...
FlashBack
- O que vc está falando? – não estava entendo o porque o estar daquele jeito, por isso que ele foi conversar com ele.
- Não se faça de desentendido. – estava nervoso, gritando
- Calma , eu só vim aqui saber o que houve? Por que vc está assim?
- Vc já deve saber, não? – ficava mais nervoso a cada palavra
- Se eu soubesse eu não estaria aqui perdendo o meu tempo te perguntando. – agora fora a vez de perder a calma
- Já que é perca de tempo, por que está aqui então?
- Porque eu me importo com vc, cara. Quero saber pq vc esta assim tão nervoso, o que houve? Vai me conta.
- Eu terminei com a . – disse de cabeça baixa
- Vc o que? – não acreditou no que escutou, como assim eles tinham acabado?
- É isso mesmo que vc escutou, eu e não temos mais nada.
- Pq ela estava me traindo.
- Te traindo? – realmente estava achando aquilo um absurdo
- Sim, e não quero comentar sobre o assunto.
- Tudo bem então. Mas saiba que se precisar de alguém eu estou aqui. – estava se levantando
- Pode deixar – o já estava quase na porta quando o o chamou e ele se voltou para o irmão de novo – Se eu te fizer uma pergunta vc me responde com sinceridade?
- Claro, cara!
- Vc gosta da , não gosta? – nem respondeu – Não to falando como amigo não. To falando como menina, mulher.
- Não , não gosto dela não...
- Mas o gosta de mim?
- Quer que eu fale a verdade? – abalançei a cabeça positivamente – Eu acho que sim, senão ele não ia sair como ele saiu do quarto.
- Hum... Mas que vc acha da gente jogar vídeo-game?
- Ah não!
- Ué! Pq não?
- Os seus jogas são muito sem graça. É tudo pra menininha.
- Meus jogos são pra menininhas é? – eu comecei a fazer cócegas nele de novo – Menininha é?
- Criançaaas... – A Rô colocou a cabeça para dentro do quarto – Vem lanchar.
Eu e o Frankie esfomeados do jeito que somos apostamos corrida pra ver quem chegava primeiro la em baixo.
- Eu cheguei primeiro! – eu disse sorrindo de orelha a orelha sentando quase caindo na cadeira e ele logo depois
- Mas não vale, pq vc já é grande. – ele disse cruzando os braços e fazendo biquinho
- Oooooooown, - eu disse apertando as bochechas dele – vc sabia que vc fica muito lindo assim? Com essa carinha?
- E eu? Fico lindo com essa carinha também? – acabara de entrar fazendo a mesma carinha de gatinho do Shrek
- ! – eu levantei correndo e pulei dando um abraço nele
- Prazer em te rever também minha linda. – disse ele sorrindo e se sentando do meu lado, eu ficando entre ele e o Frankie. – Como tem estado menina?
- Bem, eu tinha até feito uma amiga aqui, mas deixa pra lá.
- Por que deixa pra lá?
- Pq não quero lembrar de mais tragédia em minha vida. – o e o entraram sem dar nenhum pio eu fingi que não tinha visto e continuei – Esse condominio agora ta parado.
- Com vc aqui? – falou rindo e se servindo de uma fatia de bolo (n.a: deu pra perceber que eu amo bolo, né?)
- Vc sabe que sozinha eu não faço nada, né?
- E quem disse que vc ta sozinha, hein? –
- Mas vcs vão estar ocupados.
- E eu? Sou pequeno, mas não sou invisível não! (n.a: eu sempre falo essa frase (Y))
- Ah! Tem vc aqui, mas vc não vai ficar para sempre, so um mês.
- E vc acha que isso é pouco? – Frankie
- Acho! – disse bebendo um pouco de suco de goiaba
- Não e não! E eu já falei que quero uma casa aqui pertinho pra te perturbar todo dia.
- Eu te perturbo mais. – e comecei a fazer cócegas nele
- Crianças! Quietas! – minha mãe tinha acabado de entrar
- , vc trouxe aquele jogo de vídeo-game que eu ti pedi?
- Trouxe, ta la na minha bolsa – ele falou pela primeira vez
- Ai ! Eu vou te mostrar o que é um jogo decente, não aqueles joguinhos menininha que vc tem – ele disse dando língua, novo novo e já querendo beijo, coitadinho.
- Vamos jogar? – viu que eu e o Frankie já tínhamos terminados de comer, nos chamou. Nos subimos e enquanto eu ia pra uma salinha que estava o vídeo-game eles foram pegar o CD do jogo.
- Vc ainda estar triste com o ? – que tinha acabado de chegar me perguntou
- Vamos fazer um trato? Ninguém falando sobre o assunto. Já ta difícil olhar pra cara do infeliz, ainda ficam me lembrando toda hora poxa!
- Ta. Combinado então. – e o Frankie entraram trazendo um cd de luta. Tipo Street Fighter sabe?
- Isso sim é Jogo, – disse Frankie esfregando o Cd na minha cara
- Ai Frankie – disse colocando a mão dele de lado – Mas esse CD eu não sei jogar poxa.
- Então vem cá que eu te ensino. – nisso o chegou, eu olhei pra cara dele e olhei pro Cd
- Mas eu não gosto de jogo assim. – dei as costas e subi.
- Eu hein... essa garota é maluca – disse o Frankie balançando a cabeça
- Por isso e eu digo Frankie, nunca namore. – dava o conselho – Senão vc vai ter que ficar aturando isso. – todos na sala começaram a rir.
Eu estava no quarto. Fazendo o que? Nem eu sabia. Na verdade não tinha nada pra fazer. Vamos pensar então. Quando eu to com tédio, o que eu faço? Ligo pra . Não! Falar com ela eu não posso. Antes de conhecê-la que me dava tédio, o que eu fazia? Ia para Internet. Ae! Uma boa idéia.
Liguei o computador e fui incientemente para a comu dos Jonas e entrei no TPC “fanfiction” (n.a:Aeeeee! O tpc ficando famoso :) ). Comecei a falar com as meninas de lá e elas falaram que seriam uma bom eu ler um pouquinho de fics pra me destrair. Ok! Não seria uma má idéia. Será?
A fic abriu e começou as perguntinhas, chegou em uma que falava o seguinte “Agora me diga o gostoso/delicioso/lindo/gato/bonito/perfeito/hot/sem mais palavras, o seu principe encantado Jonas” adivinhem quem foi o primeiro na minha cabeça. Pois é! Esse mesmo. !
Fechei a janela e sai do tpc. Não tinha sido uma boa idéia não. Fiquei no MSN um pouco mais tbm estava chato. Até que veio uma alma divina que entrou no meu quarto.
- Ok, fale. – eu estava sentada em um sofazinho que tinha no meu quarto vendo tv
- Eu não quero te assustar – e fez uma pausa
- Já está assustando. – eu disse começando a ficar preocupada
- Mas é que o chocolate acabou – a Rô acabara de me dizer a pior noticia de todas
- O QUEEEEEEEEEEEEEE? – eu levantei e fiquei em pé – COMO ASSIM O CHOCOLATE ACABOU? COMPRA MAIS CHOCOLATE ORAS!
- Só que é domingo, ta tudo fechado – ela disse
- Eu quero chocolate. EU TENHO QUE COMER O MEU CHOCOLATE DIARIO!
- Arg, garota! Vou ver se consigo em algum lugar, só vc mesmo pra me tirar da paciência.
Eu corri, abracei ela e dei um beijinho na bochecha dela
- Brigada! – e voltei saltitando para o sofá e os meninos vieram no meu quarto, sem o claro!
- vc ta bem ? – perguntava
- Aham, to bem sim.
- Pq gritou então? Já esta pegando a doença do Frankie? – falou
- Ei! Eu não tenho doença!
- É! Ele não tem doença – coloquei a mãos nos ouvidos dele pra ele não escutar brincando e falei – não pode falar isso na frente dele, poxa!
Eles começaram a rir, e Frankie cruzou os braços e sentou no sofá
- Owwwwn, Frankie. Não fica assim poxa, era só brincadeira. – eu disse sentando do lado dele e dando um abraço
- Ou! Eu tbm quero um abraço! – disse com uma carinha de gatinho do Shrek.
- Já tenho o anti-carinha do gatinho do Shrek Jonas ligado! – disse dando língua
- Ui, ui gatinha. Quem dá língua pede beijo – disse ele vindo em minha direção
- Sai pra lá garoto! – disse empurrando ele “vem gatinho, vem. Pode vim que eu deixo!”
- Acho melhor deixar os dois sozinhos aqui Frankie – disse pegando na mão do irmão e saindo
- Ou, ou ou! Podem voltando os DOIS. Vcs não vão me deixar aqui sozinha com esse... com esse... com esse tarado de mocinhas! (n.a: foi a primeira coisa que veio na minha mente, na verdade não! A primeira foi tarado de calcinhas, mas coloquei mocinhas)
- Vc ta achando que eu sou o que, hein? – disse ele vindo me abraçando
- Tem certeza que eu diga? – eu deixei ele me abraçar por trás, não tem nada de mais.
- Fran... – entrou no meu quarto e olhou eu e o abraçados, o com a mão na minha cintura e eu com a mão em cima da dele. Ele perdeu um pouco a fala, mas continuou como se nada tivesse acontecido – Frankie, papai e mamãe estão te chamando lá no quarto. – falou o que tinha que falar e caiu fora.
Quando ele saiu e o nos entre olhamos e acho que pensamos a mesma coisa e nos soltamos
- Ah! Agora que vcs se soltam? – disse
- E como se tivesse alguma coisa demais em ficar abraçado com amigo assim. – ele me olhou co reprovação – Que foi! Eu sempre fico assim com os meus amigos no Brasil.
Depois de uma looooooooonga pausa eu decidi quebrar o silencio
- Agora sem mágoas e essas coisas, vamos chamar todo mundo pra ver um filme. - O sem mágoas foi pro , Claro! Ai a Rô falou que tinha alguém na porta querendo falar comigo.
- , vem aqui! – Rô me chamou lá em baixo
- Quem é que esta me procurando?
- Vc não sentiu fala de ninguém não? – eu pensei bem e...
- Não.
- Não? Tem certeza?
- Não.
- E do natal, se lembra? – disse ela amostrando um cachorrinho que logo reconheci como...
- ! – me abaixei e fiz carinho nele – Nossa! Como pude esquecer de vc menina?
- Au, au! – (n.a: é o latido do cachorro vlw?)
- Own... –
- Um cachorro – Frankie descia as escadas correndo para vim brincar com – É pra mim? – disse ele com os olhinhos brilhando
- Não Frankie, esse é meu.
Ficamos os dois lá em baixo sentados no chão brincando com a cadelinha uns 20 minutos quando o veio nos chamar
- Vcs não vão vim ver o filme não? – ele viu a – !
E veio ficar brincando com a cachorrinha. Depois que o cachorrinho deles morreu, eles acharam melhor não adotar outro pq quase não tinha tempo para ficar em casa, mas a vontade era muita que eu percebia. com certeza seria bem vinda com eles aqui.
- Vamos levar ela pra assistir o filme com a gente. – eu dei a idéia
- Vamos. – a pegou no colo e ficou acariciando os pelos
- Eu posso ver filme com vcs? – Frankie pedia com aquela carinha de gatinho do Shrek, sei que eu já tinha ligado o anti-carinha Jonas, mas o Frankie era um exceção
- Claro meu amor. – eu disse sorrindo
- Mas vc não vai ser vc quem vai escolher o filme não, ouviu? – disse já subindo as escadas comigo
- Ta. – disse Frankie correndo para nos alcançar.
Subimos e só encontramos o na salinha onde antes eles jogavam vídeo-game
- Cadê o ? – perguntou
- Saiu. – disse jogado no sofá – Parece que ele conheceu uma menina aqui no condomínio.
Percebi que e Frankie me olhavam e eu pouco me ligava. Sinal de que ele estava seguindo a vida dele assim como eu a minha.
- Já escolheram o filme? – perguntei
- Não, estava esperando vcs. Que por falar nisso, pq demoraram tanto?
- Olha só quem ta aqui. – disse amostrando pra
- Oi , tudo bem? – disse fazendo carinho na cachorra
- Ela vai te responder sim – disse rindo
Acabamos escolhendo Ela é o cara (n.a: sei la pq escolhi esse). Ficamos um bom tempo assistindo e quando acabamos percebemos que já estava a noite. Frankie saiu com Denise e Paul para jantar. Eu, e preferimos ficar em casa e comer qualquer coisa. Ficamos sentados no final da escada.
- Ninguém te merece ! –
- E a . Como ela ta? – perguntou. No meu aniversario eles se conheceram e sei lá, acho que rolou um clima entre os dois.
- Ta bem. Pelo menos eu espero, né?
- Ela não ficou chateada por vc ter vindo não?
- Ficou – eu fiquei triste quando me lembrei quando eu tinha conversado com ela pela ultima vez pessoalmente, ela estava brincando mais estava triste – Mas acho que já se recuperou.
- Duvido. Ela ainda deve estar morrendo de saudades. -
- Me de um motivo para eu acreditar que ela esta com saudades. – disse provocando
- Pq quando NÓS ficamos morrendo de saudades quando ficamos longe de vc. -
- Ah! Só vcs que sentiram a minha falta é? – disse brincando
- E quem mais vc esperava ficar com saudades? – disse e nesse momento escutamos a porta abrir. Todos nós olhamos para ela e vimos alguém chegar.
- Ah! Oi . – saldou . me olhou, virou o rosto e foi subir na escada. Só que nós (eu, e ) estávamos sentando nela impossibilitando a passagem. olhou para e pedindo no olhar para o deixassem passar, mas ao invés disso falou:
- Já chega. Vcs dois vão passar um mês juntos, convivendo na mesma casa. Vcs pelo menos tem que se entender. – todos olhavam para ele – Não peço para que perdoem, fiquem amigos ou voltem a namorar, só não quero que fique esse clima de vcs se evitando todo o tempo.
terminou de falar e fez sinal para o subir com ele. Ficou só eu e ele lá em baixo, eu sentada na escada e ele em pé antes de começa-la a subir. Agora, o que vamos fazer? Quem vai falar? Vamos falar?
Bom, na verdade até tinha. Mas eu que ia começar? Nunca!
- Er... Eu vou subir – eu disse me levantando
- Não! – eu me virei já em pé – Espera.
- Agora tem alguma coisa para falar? – eu disse meio com raiva
- Eu não quero brigar valeu! – ele disse elevando um pouco a sua voz
- Ok. Então diga o que você quer dizer então – eu ainda estava de cara fechada, não podia demonstrar a verdade, eu ainda gostava dele. E muito!
- Eu não deixei você se explicar aquele dia – ele disse abaixando a cabeça
- Eh! Não deixou mesmo – na falta de palavras é isso que acontece
- E eu realmente queria saber o pq você estava beijando aquele cara.
- E o que vai mudar com a verdade?
- Dependendo do que eu vou ouvir, posso te perdoar
- E o que eu faço com o seu perdão?
- Se você não quer, também não dou! – ele disse fazendo pirraça subindo as escadas
- Não! – eu falei, ele virou pra mim e desceu para ficar na minha frente – Bom, na verdade ele nem gosta de mulher. Isso mesmo. Ele é gay. E outra coisa, nada disso tivesse acontecido se pelo menos você tivesse me falado que era pra mim, sei lá, ficar em casa, pedir para a Rô não me deixar sair ou algo do gênero. Você queria que eu tivesse bola de cristal e adivinhar que você ia se despencar lá da Espanha pra cá?
- Eu não estava na Espanha, estava na argentina. Não custava nada você olhar a minha agenda de shows.
- E você realmente acha que eu iria pensar nisso?
- E você acha que eu não iria deixar a nosso aniversario de namoro com você.
- Acho!
- E eu la por acaso já te deixei sozinha em alguma data importante?
- Tem duas opções, sim ou não qual você escolhe?
- As duas.
- Sim, o Valentine e não se você não considerar Valentine importante.
- Você ainda lembra disso?
- Como lembro do nosso 3 meses.
- Você lembra de muita coisa que tinha que esquecer.
- Como você. – dei as costas e fui subir. Entrei no meu quarto e não sei se estou sensível ou se eu ainda gosto dele. Faz pouco tempo eu sei, mais ou menos 10 dias para ser certo e comecei a chorar. Chorar, chorar e o telefone tocou.
- Alô – eu disse ao atender
- Alô , tudo bem?
- Não – eu disse chorando
- Eu sabia que vc não ia estar bem
- Isso que é amiga – disse dando um sorriso
- Não, o me ligou falando que vc e o estavam conversando
- HUASHUAHSUASHU E eu ainda tive a ingenuidade de pensar que vc tinha advinhado
- E não podia?
- Não!
- Então desligo agora! Tu tu tu tu tu
- Vc não é nem maluca!
- Tu acha?
- Não! Pra quem já se jogou do 3º andar não duvido nada
- Eu não me joguei do 3º andar – disse ela fingindo um choro – Foi só do 5º
- Ah! Me desculpe senhorita Morte.
- Ai1 Cala a Boca garota! Como vc jah esta melhor posso voltar a namorar né?
- Não! Deixa eu falar com o William (n.a: William é o namorado da sua amiga, ok?)
- Que foi, hein?
- Olha só! Eu conheci a primeiro então vc mete o pé que eu quero falar com ela hein! – eu disse brincando
- Vc pode falar comigo
- Posso mesmo?
- Pode
- é coisa de menina
- Melhor ainda
- Aaaaaaaaaaah! Aquele vestido tomara que caia em baloê esta em liquidação no shopping aqui. Aaaaaaaaaaaaah!
- Tah! Tah, tah. Pode voltar a falar com ela.
Eu e ela ficamos conversando um pouquinho, depois eu fui jantar.
- E como foi o dia minha filha? – meu pai perguntou
- Foi bom, fiquei com os meninos o dia todo, vi filme, brinquei com a e falei com a . – disse sorrindo dando uma garfada na comida
- Nossa! Isso tudo num dia só? Viu como vc fez mais coisa hoje do que com aquela sua amiga
- Pai! Eu não quero discutir. Eu gosto muito dela ouviu?
- Mas ela ao é amizade pra vc
- Isso sou eu que resolvo – joguei o guardanapo de pano na mesa, levantei e fui para o meu quarto, sei que foi uma falta de educação e que meu pai daqui a pouco vai vim aqui me perturbar, me encher o saco. Fui para o Computador, e vi que a tava on no IM
: Tudo ótimo e com vc?
: Tudo bem tbm, mas qual o motivo de tanta felicidade?
: Ai! Nem te conto
: Então não conta ’
: Eu conheci um garoto m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o hoje
: Nossa que tudo \o/ E ai? O que aconteceu?
: Foi assim, ontem a noite quando eu tava voltando da sua casa eu esbarrei com esse garoto, conversamos um pouco e marcamos de sair
: Cara! Que sorte. Eu que não dou uma sorte dessas :(
: Ih! Fica assim não. Daqui a pouco vc esquece o e parte pra outra
: Pior, agora ele e o resto da família Jonas estão passando um tempo aqui em casa
: OQUE? 0.o Como assim? Me conta essa história
: Deu um problema lá e minha mãe como uma alma caridosa cedeu a nossa casa pra eles ’
: E vc ainda diz que não tem sorte
: Meu pai ta chegando, vou levar bronca. Depois eu te conto :D
- O que deu em vc hein mocinha? – meu pai já abriu a porta brigando, eu continuei olhando para o computador fechando as janelas – Não te deram educação, não? Pq vc saiu da mesa daquele jeito?
- Eu não queria discutir na mesa durante o jantar – eu falei calma ainda olhando para o computador. Meu pai rodou a cadeira.
- Quero vc olhando em meus olhos.
- Eu não queria discutir na mesa durante o jantar – falei calma olhando nos olhos dele, mas nos meus olhos estava estampada a raiva, o ódio. Não sei pq eu estava assim, mas vindo de mim não precisa ter explicação, não tem explicação.
- Pq vc defende tento aquela garota? Ela não vale nada.
- Isso se chama A-M-I-Z-A-D-A-D-E – se é uma coisa que eu faço de tudo para não acabar é a amizade, e me apego muito aos amigos, mesmo que eu tenha conhecido ele/a a pouco tempo ou apenas pela Internet – Não tô nem aí se vc e o PAI dela são inimigos ou sei lá o que. Nós somos amigas independentemente de nossos pais.
- Eu estou avisando que ela não é flor que se cheire
- Tá pai, tá.
Ele saiu do quarto, eu voltei pra Internet e ela já não estava mais online. Desliguei o computador e fui tomar banho. Saí do banho deitei na minha cama que era de casal.
- , Vc tá dormindo? – eu abri o olho ainda vendo tudo embaçado e reconheci o Frankie, sentei na cama quase caindo, afinal, ainda estava dormindo.
- Oi Frankie – e tentei dar um sorriso, olhei para o relógio no criado mudo que marcava 2:30am.
- Eu tive um pesadelo, posso deitar com vc? – eu consegui vê-lo melhor, ele estava abraçado com o Teddy, o ursinho de pelúcia dele e com um cobertor arrastando no chão.
- Claro que pode. Vem! – ele se deitou do meu lado abraçando o Teddy e eu o cobri com o meu edredom que era bem grande. Como ele já tinha me acordado, eu fiquei fazendo carinho no cabelo dele enquanto o via adormecer. Ficava pensando, em tudo e em nada o quarto escuro iluminado apenas pela lua da Lua cheia que entrava pela janela.
Aos poucos fui seguindo os passos de Frankie e fui adormecendo também.
No dia seguinte acordei com o som dos passarinhos cantando eu vi que o Frankie ainda dormia mas o coitado do Teddy estava no chão. Levantei e fui para o banheiro tomar banho. Sai com uma calça Jeans, com uma blusinha verde de manga com o desenho de morango na frente e cabelo solto.
Olhei no relógio e vi 8:00am. Estava na hora do café da manhã. Acordei o Frankie com muita pena. Ele levantou, tomou banho e desceu comigo. Todos já estavam me esperando para a oração. Eu e Frankie sentamos à mesa e o Sr. Jonas começou a fazer a oração. Depois começamos a comer.
- Alguém foi te perturbar essa noite? - a Sra. Jonas perguntou com um sorriso doce nos lábios e bagunçou o cabelo do irmão caçula.
- Que nada. – eu fui simpática – Não tem problema algum, aquele quarto é bastante grande pra uma pessoa só.
- Se vc quiser eu te ajudo a ocupá-lo – falou com cara de safado
- ! – todos da mesa falaram em coro, mesmo que apenas observava a cena.
- Que foi? – ele disse normalmente – Depois ainda ficam dizendo que não faço caridade.
- Não precisa . O Frankie faz isso por vc – falei
- O que? – ele falou assustado – Ele tem só sete anos, valeu?
- ! – todos da mesa falaram em coro novamente
- Meu nome agora é doce, é? – ele falou perdendo um pouco a paciência
“O seu nome eu não sei, mas vc é um doce. Que parece ser bem delicioso” pensei. “Espera ai! Ele é o !”
Sacudi a minha cabeça tentando tirar os pensamentos dela.
- Mãe, posso dormir com a hoje de novo? – Frankie perguntava enquanto comia o seu ovo mexido com bacon.
- Filho, não queremos incomodar – ela disse dando um sorriso envergonhado para mim
- Que nada Tia Dê. Ele pode dormir lá quando ele quiser.
- E ai, o que vamos fazer hoje ? – perguntou vendo que o assunto do Frankie dormir no meu quarto tinha acabado.
- Só depois que vc, e Frankie estudarem – Sra. Jonas cortou logo a alegria deles (n.a: caso o Kevin for estudar e algum outro que deveria estudar não for inventa uma desculpa ok?)
- O quê? Não estamos de férias? – se pronunciou pela primeira vez desde a minha chegada.
- De férias no trabalho, não nos estudos. 10:00am. o professor de vcs vai chegar.
Terminamos o café-da-manhã, eu fui para o meu quarto, os meninos foram para a sala de estudos e veio ao meu encontro.
- Posso entrar? – colocou a cabeça para dentro do quarto. Eu estava sentada no sofá lendo um livro, fechei o livro assim que senti a presença dele – Claro. Senta aqui – bati do meu lado no sofá e ele o fez – Fala.
- Nada. Eu só queria conversar com vc. Atrapalhei?
- Não, nada. Mas o que vc quer falar?
- É que eu queria saber o que vc realmente sente. – eu coloquei o livro na mesinha de centro que ficava na frente do sofá – Sobre o .
- Cedo ou tarde eu teria que conversar com vc sobre isso, já que somos amigos.
- Então me fala.
- Bom, tudo começou...
- Não! – ele me interrompeu – quero saber o que vc sente por ele hoje. Vc ainda gosta dele?
- Acho que eu nem preciso responder – disse abaixando a cabeça
- Vc não pensa em voltar pra ele?
- Não sei, acho que não.
- Mas vc ainda o ama.
- Muito.
- E o ?
- O que tem ele? – eu levantei a cabeça, o assunto de repente me interessou, não sei pq.
- Vc gosta do ?
- Como amigo, pq?
Ultimamente vcs tem ficado mais tempo juntos – eu não respondi nada – E não foi só eu. Frankie e tbm perceberam isso.
- Tanto faz. Eu não tenho nada com ele, mas se tivesse o problema seria meu.
- Não! Eu sei. Só estou falando que nós percebemos que vcs estão mais juntos.
- Isso pq ele sempre ficou mais comigo. Mais mesmo que o .
- O ruim de vcs dois, é que vcs não deram tempo de se conhecer melhor – dizia
- Foi amor a primeira vista. Desde o momento que nossos olhares se cruzaram, percebemos que fomos feito um para o outro.
- Que coisa mais de novela mexicana!
- Que tem? Eu vejo novela mexicana – eu disse colocando a mão na cintura
- Vê? – ele perguntou incrédulo
- Mentira. Mas nada contra.
- Pra quem gosta de Rolling Stones
- Ei! – eu levantei – eu não gosto de Rolling Stones.
- A é? – ele começou a correr depois que viu a minha cara e eu fui atrás.
Começamos a correr pela casa. Esbarramos em vários lugares, vasos de plantas caíram no chão. Ele desceu correndo pela escada, eu mais esperta desci pelo corrimão e cheguei la em baixo mais rápido
- Aha! Te peguei! – disse com cara de esperta
- Tem certeza? – ele saiu correndo e entrou na sala de estudos onde os meninos estavam estudando. Ficamos cada um de um lado da mesa ameaçando correr.
- Vai ! Vai ! – Frankie gritava
- Arrebenta com ele ! – gritou e eu e começamos a correr em círculos em volta da mesa.
- Ih! ta ganhando – entrou na brincadeira
- O que vcs dois estão fazendo aqui? – a Sra. Jonas entrou com a mão na cintura batendo os pés no chão. Eu e abaixamos a cabeça – Pra fora agora! E vcs 3 aí, voltem a estudar.
Fomos andando até a sala seguindo a Sra. Jonas. Ficamos os dois, um do lado do outro, de cabeça baixa em frente à Sra. Jonas.
- Que vergonha – ela começou – Os 2 correndo pela casa e atrapalhando a aula. – ela olhou para o – Vc que tinha que dar o exemplo ao Frankie sendo mais velho.
- Mãe... – a Sra. Jonas logo o cortou
- E vc, que eu pensei que fosse uma menina direita, educada, comportada, fazendo isso.
- Desculpa – disse abaixando a cabeça de novo envergonhada.
- Estão desculpados, mas não quero que isso volte a se repetir – ela disse e saiu da sala.
- Me conta da sua amiga – ele puxou um assunto.
- Falar o que? – falei sem importância olhando as minhas unhas (n.a: se vc quiser roer é opção sua :D) tinha mil coisas que eu podia dizer dela
- Nome, idade...
- Ah! Ela se chama , tem 17 anos.
- E pq seu pai não quer a amizade de vcs duas?
- Pq nossos pais são inimigos no trabalho.
- Só por isso? – ele fez pouco caso
- Aham. – E eu voltei a checar as unhas.
- E vcs pararam de se falar?
- Paramos – falei com ironia – Pra que vc acha que existe a Internet?
Ele apenas riu. Foi a ultima coisa que eu me lembro até sentir um peso pulando nas minhas pernas.
- ! – Frankie me abraçou como se não me visse a anos. Ele estava sentado nas minhas pernas.
- Oi bebe. Como foi a aula? – perguntei sorrindo pra aquele anjinho.
- Ih! O me ensinou a dar cantada. – Ele disse levantando
- Tem vergonha não ? – falei enquanto vinha ele e o . Acho que o anti-social ta voltando a se enturmar.
- Não fui eu quem levei bronca da Sra. Denise. – ele deu uma “indireta”
- Olha ! Olha ! – Frankie chamava a minha atenção. Ele saiu da escada – Olha é assim. Vc ver uma garota Hot, chega pra ela – ele ajeitou a gola da blusa – Vc vem sempre aqui, gatinha? – ele disse com voz de sedutir
- Eu cai na gargalhada lá na escada. Imagina aquela miniatura (n.a: Olha quem ta falando, o Frankie deve ser do meu tamanho. Tenho 1,45m) de pessoa tentando seduzir, com certeza é hilário.
- Sr. , o seu celular – disse a Rô entregando o celular ao
- Alô, Demi? Ele falou
- Ui! Já garantiu a de hj. – disse e fez um “shiii” pra ele
Todo mundo caiu na gargalhada. Olhei no relógio, vi 2pm e eu tinha marcado com a 1:30pm.
- Manda um beijo pra Demi – pois é, eu conhecia a Demi, e não tinha nada contra, ela era super legal. Levantei. Fui para o meu quarto, liguei o pc e ela já estava online.
: Sorry... A sra. Jonas tava brigando comigo
: 0.o Como assim?
: Eu e o ficamos brincando pela casa e atrapalhamos a aula os meninos.
: Vc ta mal, hein? Ontem foi seu pai, hoje foi a Denise.
: É :S
: Falando nisso, pq seu pai brigou com vc?
: Pq eu sai da mesa durante o jantar pq ele começou com o assunto de qu vc não presta e blá blá blá
: Aff ’ Meu pai ta a mesma coisa.
: Cara, são só 2 dias mas parece uma eternidade
: Sorte que depois de amanha começa as aulas.
: :O É mesmo. Tenho que comprar roupa
: Eu vou daqui a pouco
: Eu tive uma idéia :)
: Hum... Por isso ta fedendo
: ’ Sem graça. Mas é o seguinte: a gente se encontrar lá no shopping.
: Mas como vc vai?
: Eu já sei. Que horas vc vai?
: 5pm vou sair daqui.
: Ta, então eu te ligo quando chegar lá.
: Ta. E vc e o , como estão?
: Bom... Melhorando.
: Vcs voltaram? :O
: Não, nunca! Mas já estamos voltando a ficar pelo menos no mesmo cômodo juntos.
: Mas vc não pensa em voltar?
: Querida! Figurinha repetida não se cola no esmo álbum.
: Ai! Como vc dá uma de... Sei lá!
- Já vai! – gritou uma voz conhecida de dentro do quarto e abriu a porta vestindo uma calça jeans, uma regata branca com uma blusa branca de manga desabotoada.
“Não faz isso comigo ” implorei por pensamento.
- O Frankie ta ai? – perguntei como se aquela imagem dele não estivesse me perturbando.
- Ta sim, entra – ele abriu a porta pra eu entrar e saiu do quarto.
- Frankie, vc quer ir ao shopping comigo? – perguntei quando o vi sentado na escrivania mexendo no notebook.
- Eu quero! – ele disse desligando o aparelho com os olhinhos brilhando.
- Então vai se arrumando que eu vou falar com a sua mãe.
Sai do quarto e desci as escadas encontrando a Rô regando umas plantinhas.
- Rô, vc viu a Tia Dê?
- Ela saiu com o Sr. Jonas pra procurara casa.
- Ah... – tinha até esquecido que eles viraram sem teto – O ta ai?
- Ta na piscina.
Eu fui correndo pra piscina e o encontrei sentado numa mesa com um violão.
- Oi – eu disse me sentando na mesa em frente dele.
- Oi – ele respondei assim que sentiu a minha presença – sabia que aqui é bem inspirador? – ele disse viajando. Ficamos um tempo calados admirando a paisagem, quando eu despertei e fui ao que interessava.
- Posso levar o Frankie no shopping?
- Pede prs minha mãe
- Ela saiu com o seu pai.
- Hum... – disse sem dar importância
- Ou! Posso ou não?
- Ai, ta. Leva ele – ele disse meio que sem paciência – Só não chega tarde.
Eu sai correndo e entrei no quarto de Frankie
- Já ta pronto?
- Já – ele disse pulando da cama e me dando a mão.
- Rô, to levando o Frankie no shopping – avisei enquanto saímos. O tio Bob já estava nos esperando lá em baixo.
Chegamos no shopping eu liguei para a e a encontrei sentada sozinha num banco em frente a uma loja de roupa infantil.
- Ué. Cadê o seu namorado? – perguntei, queria saber quem era o gostoso que ela tava pegando.
- Teve que ir. – disse ela com uma cara de “ Me desculpe”
- Vc não é a... – Frankie começou a falar
- Garota mais linda do universo? – ela disse cortando-o – Brigada. Vc tbm é o garoto mais lindo do universo.
- E vc a mais convencida – Frankie foi grosso
- Ele tava so brincando – apertei a mão do Frankie e disse com vergonha.
Frankie ia falar mais alguma coisa mas achou melhor ficar calado. Melhor assim!
Como homens nunca têm paciência de comprar roupa com mulheres, colocamos Frankie num labirinto que tinha no shopping que apesar do Frankie ainda não ser um homem é do sexo masculino.
Entramos em lojas e mais lojas, compramos daqui, compramos dali. (na.: Já percebeu que não gosto e não sei descrever muito quando vamos ao shopping, pq apenas... Compramos)
Quando já era 8:30pm pegamos o Frankie no labirinto que saiu quase chorando e fomos para o McDonnald’s.
- O que vc vai querer? – perguntei ao Frankie
- Um Mclanche Feliz – disse ele
- Com qual brinde? – perguntou a atendente
- Aquele carrinho vermelho – ele respondeu apontando para o brinquedo
- E eu vou querer um nº8 com coca-cola média e bata média. – eu disse (n.a: nº8 é o McDuplo)
- Só? – atendente
- Aham – já tinha pedido o dela.
Pegamos o pedido e sentamos na mesa. Enquanto lanchava reparei em um menino que comprava roupa numa loja em frente de onde estávamos.
- , olha aquele menino ali. – e apontei pra ele.
- Nossa! Que lindo – disse espantada.
- Tudo. Babei por ele. – disse comendo batata
- Vai lá! – ela me encorajava
- Não! Eu disse com vergonha, era muito tímida, tímida ao cubo.
- Vc quem sabe. NUNCA mais vc vai ver ele
- É – eu concordava meio triste
- Então vai lá!
- Não! – é, eu sou realmente tímida, me matem, joguem tomate, pedra que eu deixo.
- , quero ir embora – dizia Frankie esfregando o olho com sono.
- 9:00H. Vamos senão o shopping fecha e a gente ainda ta aqui. – liguei pro tio Bob que deixou a quase perto da casa dela e depois levou eu e o Frankie em casa.
- Como foi no shopping? – Sra. Jonas perguntava
- ótimo – Frankie dizia elétrico
- Vamos jantar?
- Aaaaah, acabamos de lanchar, tia Dê – eu disse meio triste – Ta com fome Frankie?
- Ta louca? Comi aquele lanche todo sozinho. Eu to é com sono
- Ok, então vai dormir Frankie – Sra. Jonas disse dando um beijo na testa do filho.
- Posso dormir com a ?
- Pergunta a ela.
- Pode, claro. Vamos – eu disse subindo as escadas com ele
- Vc me espera tomar banho?
- Aham, vamos- disse entrando no quarto.
- , a vai entrar – Frankie avisou a minha chegada e mandou eu entrar – Entra!
Eu entrei. Frankie entrou no banheiro já que todos os quartos da casa são suítes deixando apenas eu e sozinhos.
estava escrevendo alguma coisa que não me interessei a saber pq ele estava com a mesma roupa que usava da ultima vez que eu o vira, só que agora ele tirara a blusa com manga e ficara só com a regata, deixando amostra todos os seus bípces e deixando ver as curvas do tanquinho da sua barriga.
- ! – o Frankie me gritou do banheiro
- Oi? – gritei de volta
- Você ainda tem o seu autorama?
- Tenho, porquê?
- Vamos jogar amanha? – ele saiu do banheiro já vestido esfregando a toalha no cabelo tentando enxugá-lo.
- Vem cá. – eu cheguei pra trás e abri as pernas pra ele sentar entre elas (n.a: PELO AMOR DE DEUS! Não pensem merda, o garoto só tem 7 anos.) Ele foi, se sentou e eu fui enxugando o cabelo dele.
- Vamos jogar, por favor. – ele dizia enquanto eu penteava o seu cabelo.
- Claro! – eu dei um tapinha de leve nas costas dele com o pente para ele se levantar.
- , to indo dormir no quarto da . – Frankie disse dando um beijo no rosto do irmão que retribuiu.
Saímos do quarto dos meninos e entramos no meu. Deitamos na minha cama e logo o Frankie dormiu. Eu tomei banho, coloquei o babydoll mesmo não estando com sono. Sentei num sofazinho que tem em baixo da janela. (n.a: Ok, o seu quarto e toda a casa é igual ao palácio do “O Diário da Princesa”. Reparem no quarto da Mia que nas janelas tem tipo um mini-sofá. Continuando...) e fiquei admirando a beleza da lua cheia, não sei porque eu gosto tanto dela. Juntei os joelhos no meu peito, os abracei e fiquei pensando.
- , ta acordada? – ouvi a voz de alguém me chamar na porta e vi a cabeça do do lado de dentro do quarto.
- Entra, to aqui. – respondi e ele me viu com a luz da lua já que o quarto estava escuro. Ele entrou e se sentou do meu lado.
- Tudo bem? – ele disse, eu só via alguns traços de seu rosto.
- Tudo e você?
- Bem também.
- O que houve que você veio aqui? – perguntei interessada
- Tava sem sono. E o que você ta fazendo acordada?
- Sem somo também – ficamos um pouco em silencio olhando para o nada – Ta com fome?
- To – levantamos num pulo e chegamos na cozinha.
- O que você quer comer? – perguntei
- Não sei, um sanduíche. – ele abriu a geladeira e pegou os ingredientes do nosso sanduba.
Como todo assalto a geladeira a noite, o nosso sanduíche continha: pão de forma, hambúrguer, catchup, maionese, mostarda, molho de alho, molho shoyo, tomate, chicória (não tinha alface), chocolate, danone, miojo cru e biscoito de sal esfarelado. (n.a: me inspirei num lanche do meu primo que tinha a maioria disso :x) e para acompanhar: vinho.
Sentamos na mesa para comer. Para não correr o risco de acordar alguém a aquela hora, preferimos não ligar a luz, então acendemos algumas velas na mesa.
- Nossa, que romântico! – falei com ironia.
- Tirando o sanduíche é sim. – ele disse e logo em seguida dando uma mordida.
- É – falei com a boca cheia
- Isso sim não é romântico – ele disse com cara de nojo – Eu não precisava conversar com a comida da sua boa.
- E quem disse que era pra ser romântico? – falei de cara fechada
- Foi você quem começou – ele disse mas eu continuei de cara fechada – Own, não fica assim.
Ele levantou e me abraçou por trás.
- Feio! – fiz charminho. Ele veio me dar um beijo no rosto, só que eu ia falar alguma coisa e virei pra ele. Acabou que demos um selinho.
Nós ficamos nos olhando sem graça.
- Acho melhor eu subir – disse me levantando, saindo da cozinha deixando-o sozinho e indo para o meu quarto.
- Hã? – disse ainda dormindo
- Acorda, sua mãe ta mandando você acordar pra almoçar – ele me sacudia.
- Almoçar? – levantei assustada derrubando-o no chão. Olhei no relógio 12:05pm.
Tomei banho e desci.
- Boa tarde – cumprimentai a todos a mesa com calma tentando não demonstrar que desci correndo.
- Até que enfim a Bela Adormecida acordou – brincou a minha mãe.
- Parece que a noite foi boa ontem, heim. Esse daqui também demorou a acordar hoje. – apontava para o .
Eu e nos olhamos sem graça.
- Cadê seus pais ? – perguntei sentindo a falta do Sr. e Sra. Jonas
- Vivem mais na rua que outra coisa.
- Eles já acharam alguma coisa? – perguntei
- Ta querendo expulsar a gente, é? –
- Não. Só quero saber – disse comendo algo
- Eles acham algumas casas, só que sempre falta alguma coisa. –
- Quartos. Pra ser específico – disse. É o ruim de ter muito filho.
Terminamos de almoçar e marcamos ir pra piscina. Subi, coloquei o biquíni e uma sainha solta bem curtinha. Desci as escadas e sai pela porta de trás que dava em frente a piscina.
- Cheguei! – gritei anunciando a minha chegada. Tirei a sainha e me joguei na piscina.
- Caraca ! Jogou toda a água da piscina fora! – brincou
- Quem é gordo aqui é VO-CÊ! – disse jogando água nele.
Começamos a brincar de guerra de água quando fomos interrompidos com o Frankie gritando se afogando. Fomos correndo socorrer o pequeno.
- Vc ta bem? – perguntei assim que o o colocou na beira. Frankie balançou a cabeça positivamente.
Voltamos a brincar na piscina, depois de um tempo eu sentei numa mesinha de piscina com o guarda-sol aberto e pedi um suco pra Rô.
Fiquei sentada rindo dos meninos brincando na piscina e não demorou muito pra Rô trazer o meu suco.
- Aqui. – Rô colocava a laranjada em cima da mesa.
- Obrigada. – sorri com um sorriso de agradecimento.
- Posso sentar? – pediu assim que a Rô foi embora.
- Claro! – respondi tomando um gole do meu suco.
- Errr... – ele estava meio sem graça – Queria pedir desculpa por ontem a noite.
- Não – eu disse simpática – Não tem nada a ver. Foi um acidente.
- Hammm... Obrigado – ele se levantou e acho que ele estava repetindo para ele mesmo “um acidente, um acidente”
Eu terminei de beber o meu suco e voltei pra piscina.
O dia correu normal: Ficamos na piscina até o sol ir embora, depois ficamos jogando no meu autorama, perdemos um bom tempo montando e ocupou o meu quarto todo. Mas tudo bem, foi legal!
Tive que ir dormir cedo porque no dia seguinte eu teria aula. Não aconteceu nada demais de madrugada e o Frankie também não dormiu comigo essa noite. Dormi sozinha no meu quarto iluminado pela ultima vez no mês pela lua cheia.
Acoooooorda! Wake up, wake up on Saturday night... ACORDA AGOOOOOOOOORA! (n.a: meu despertador sou eu gritando isso :x)
Era impossível ouvir essa voz logo de manha. Ninguém merece essa vozinha de taquara rachara irritante que eu tinha. Desliguei o despertador, levantei, fui pro banheiro, me arrumei e desci pra tomar café da manhã.
A Rô serviu um lanche pra mim mas era estranho sentar numa mesa tão grande sozinha. Estava acostumada com a mesa cheia, todo aquele falatório mas eu tinha que me acostumar a tomar café da manha sozinha. Todo dia seria assim agora!
Terminei de lanchar, peguei a minha mochila jeans toda rabiscada que ia comigo pra onde eu ia e entrei no carro. O tio Bob me levaria para a escola.
Ok, chegar na escola não é difícil já que a escola é até perto da minha casa. O difícil é se relacionar na escola, principalmente quando vc ainda não sabe os costumes e tem que se comportar como uma americana.
Primeira aula: inglês. ”UAU! Não poderia começar melhor a minha semana” pensei ironicamente.
Entrei na sala e o prof. Começou a falar e falar. Como se e tivesse prestando atenção em alguma coisa. Whatever, continuei olhando pela sala e encontrei uma pessoa conhecida.
- ?! – disse ela confusa, mas também feliz – O que você está fazendo na minha sala?
- Eu que te pergunto.
- Eu repeti 2 anos. – ela disse meio triste – Qual é o seu próximo tempo?
- Química e o seu? – olhamos os nossos calendários
- CA-RA-CA! Estamos juntas em todas as aulas.
- Nossa! Nunca consegui isso com nenhuma amiga.
- É porque sou especial. – brinquei e fomos para o laboratório de química.
- Ok crianças – a professora gorda pareça mais uma bola de queijo mal frita cheia de banha – se separem em trios por favor.
- Bom... eu, você e... – falava. Não conhecíamos mais ninguém.
- Posso ficar com vocês? – um garoto se ofereceu, a salvação!
- Claro. ! – ela estendeu a mão.
- – fiz o mesmo
- Oi, eu sou Diego. – ele disse dando um sorriso. Eu olhei melhor para ele e vi que era aquele garoto da loja. “Não A-C-R-E-D-I-T-O! É o gatinho que vi no Shopping”
Olhei para que entendeu e concordou.
- Vamos fazer o trabalho? – Diego falou
- Ah! Claro. – falei concordando – qual é o trabalho?
- Temos que fazer uma substância instável. (n.a: isso existe? 0.o)
- Ok! – – é só juntar as cores.
Ela pegou e colocou o ver e o roxo.
- Coloca o rosa também – eu disse colocando o líquido da cor.
- Amarelo! –
- Não é pra fazer um arco-íris ai dentro não! – Diego falou um pouco sem paciência.
- Azul! – eu
- Vermelho! –
- Laran... – comecei (n.a: meu estoque de cores já estava acabando :x)
- Vocês vão fazer uma bomba! – Diego me cortou e quando ele terminou de falar o frasco começou a borbulhar e borbulhar, e foi crescendo.
- Saiam todos da sala! Saiam todos da sala! – a professora gritava.
Foi um desespero 40 alunos querendo sair ao mesmo tempo por apenas uma porta.
- Olha o que vocês fizeram – Diego falou quando já estávamos todos do lado de fora.
- A Sophia! – como eu podia esquecer dela? Ela estava sozinha lá dentro.
- Quem é Sophia? – Diego perguntou entrando de novo na sala pra salvar ela.
Todos ficaram olhando-o supreso.
O diretor mandou todos irem para a sala de aula, já que o laboratório foi interditado. No intervalo eu e a fomos na enfermaria ver como o Diego estava.
- Tudo bem? – perguntei assim que o vi.
- Tudo – ele disse meio triste – Deixando de lado que pareço o Shrek.
- Eu gosto do Shrek – disse para animá-lo
- É! E também gosto. – disse com um sorriso.
- Afinal, quem era a Sophia? Não tinha ninguém la dentro – Diego perguntava curioso
- É mesmo. Quem é a Sophia? – perguntou também.
Eu coloquei a mão no bolso da calça e tirei uma coisa rosa
- Essa é a Sophia. – eu respondi rindo – O meu MP4.
- Boa tarde família – disse sentando com um sorriso no rosto.
- Nossa! Que felicidade minha filha – minha mãe realmente sabe quando eu estou feliz. Mãe sempre sabe!
- Como foi o primeiro dia de aula? – perguntou
- Nossa! Foi o máximo. – eu comecei a rir sozinha na mesa quando me lembrei do Diego – Eu e uma amiga – não falei senão seria capaz deles quererem me mudar de escola – tivemos aula de química. Explodimos uma bolha na cara de um menino que fazia trio com a gente e ele ficou todo verde.
Todo mundo da mesa começou a rir imaginando a cena de um garoto todo verde. Mas era engraçado mesmo!
- To com medo de você agora! – disse
- Ele ficou fofo parecendo o Shrek! – eu disse rindo
- Você é mais perigosa que o – Frankie disse.
- Que isso, amor. Não sou perigosa não – e mandei um beijo pra ele porque ele tava do outro lado da mesa.
Terminamos de almoçar, eu subi pro meu quarto e fui fazer o trabalho de casa.
- Trabalho de casa. Quem passa trabalho de casa no primeiro dia de aula? – eu dizia pra mim mesma pegando o meu material e jogando na cama – Quero voltar pro Brasil. Lá hoje eu estaria... Eu sei lá o que eu estaria fazendo lá. Mas...
- Posso entrar? – disse colocando a cabeça pra dentro
- Vai adiantar se eu falar que não? - ele entrou e se sentou do meu lado
- Nossa! Trabalho de casa no primeiro dia. – e começou a rir da minha cara
- Não está ajudando – eu o olhei com uma cara de reprovação.
- Ta, qual é o trabalho? – ele falou prendendo o riso
- Inglês. Pra que eu quero saber inglês?
- Será porque o seu inglês é péssimo e você mora nos EUA agora? – ele falou como se isso fosse uma coisa muito óbvia.
- Meu inglês não é tão ruim assim. Vocês entendem.
- É! – ele concordou – Mas sei lá! Tem que melhorar o sotaque.
- Ei! Eu não vou tirar o meu sotaque.
- Ta, então vamos que eu te ensino o trabalho. – ficamos um bom tempo assim, um rindo da cara do outro e o trabalho que é bom quase nada. Acabei terminando o trabalho brincando. Aprendi mesmo. Quem diria Jonas um bom professor de inglês.
- E ai. Quer fazer o que agora? – ele me perguntou fechando o meu fichário
- Não sei. Que tal me ajudar a arrumar essa bagunça que você fez na minha cama? – tinha folha, caneta, lápis, livro para todos os lados.
- Que tal a gente chamar a Rô pra arrumar isso e a gente ir na sorveteria?
- Eu acho melhor a gente arrumar isso aqui e ir pra sorveteria.
- Tudo bem então! – arrumamos tudo rapidinho, as folhas eu coloquei tudo junto em cima da mesinha do computador e saímos. Chegamos lá na sorveteria.
- O que vão querer? – o garçom perguntou
- Eu quero um sorvete de flocos com calda dupla de chocolate e pedaços de morango, por favor – pedi
- Eu vou querer um milkShake de creme – pediu – Você come, hein!
- Você quer trocar comigo?
- Não! Senão eu engordo e fico gordo igual a você.
Ficamos lá na sorveteria brincando e essas coisas esperando os nossos pedidos chegarem e eu vi numa mesa bem la no cantinho atrás do um casal que eu conhecia. e Diego. Nossa! Como essa menina é rápida. Já estavam lá os dois de agarrando. Eu fiquei olhando para os dois pensando, quando...
- O que você está olhando? – se virou pra ver
- Nada! – eu virei a cabeça dele pra frente.
- e a nova namorada dele? – perguntou olhando pra trás de novo.
- Então é verdade que o está namorando? – diferente da encalhada aqui que ainda gosta dele.
- É! Ele ta com uma menina aí que não me lembro o nome. – ele falou bebendo um gole do milkshake – Mas algo me diz de que ela não presta.
- Que isso ! Você nem lembra o nome da bichinha e já vai falando que ela não presta.
- Eu to falando que eu ACHO que ela não presta. – eu peguei um pouco da calda do meu sorvete com o dedo e passei na bochecha do . Sei lá! Me deu vontade sabe? – Ta louca garota? – ele falou com raiva
- Ops! – fiz com cara de sapeca – Acho que caiu.
Ele levantou nervoso, pagou a conta e fomos embora. Não entendi o porque de tanto nervosismo. Foi só uma calda e ainda tava gostosa, ta?
Nós chegamos em casa e quando ele ia subir as escadas eu o parei e perguntei
- Por que você ficou assim de repente?
- Porque você me sujou – ele apontou pra bochecha que ainda tava suja – Não ta vendo? – eu lambi a bochecha dele
- Não to vendo mais nada sujo – fiz cara de sapeca de novo. Ele não agüentou e começou a rir.
- Ah! Oi ! – eu falei com ele dando um sorriso enquanto ele suba as escadas.
- Oi! – ele foi seco e não parou de subir as escadas.
- Tem mais trabalho de casa pra fazer? – perguntou com cara de safado
- Você ta mais interessado no trabalho ou na recompensa? – eu disse dando um beijinho no rosto dele.
- Hum, - ele fez cara de pensativo – Na recompensa.
- Ai! Seu bobo! – dei um tapinha nele rindo. Subi as escadas e fui pro computador pra ver se a tava online.
: Conta! Conta! Conta! *-*
: Sabe quem eu vi hoje? :D
: Quem? To curiosa *-*
: VOCÊ E O DIEGO SE BEIJANDO NA SORVETERIA! :@
: Hã? Não , você ta enganada.
: eu não sou boba, vlw? Eu sei que era vocês dois. E você sabe muito bem que eu sou caidinha por ele
: Mas vcoê também não tomava iniciativa
: Então era ele o seu namorado ;) te peguei viu
: *engole a seco* não é não!
: Perae! Vc traiu o seu namorado com ele? (6)
: Ai , não conta pra ele não!
: Com uma condição!
: Qual?
: Que você pare de sair com Diego.
: Faço melhor (6)
: Como assim?
: Faço ele sair com você. O que você acha?
: Não! Você sabe que eu não gosto disso.
: Não gosta de homem? 0.o
: huashuahsuahs Claro que não! Disso eu AMO! Mas não gosto que façam isso.
Ah! Você acha que o garoto tem que chegar pra cima de você e te cantar se ele realmente se tocar
: Isso ae!
: Ta! Agora eu vou ter que sair. Amanha a gente se fala
: Ta. Bjinhos sabor morango :*
Ash: Bye!
- Rô – fui até a cozinha – Você viu a ?
- A ultima vez que a vi ela tava la na casinha dela – ela disse chorando cortando cebola.
- Brigadinha. – eu disse já saindo, mas parei na porta pra dar o ultimo recado – Não precisa chorar não! Eu te amo – e pisquei um olho pra ela. Ela começou a rir.
- Onde ta indo? – Frankie perguntou.
- To procurando a , você viu?
- Ta lá brincando com o .
- Onde ele está?
- Lá no quarto dele.
Eu subi as escadas de novo e fui lá no quarto dele e bati na porta.
- Entra! – ele mandou e eu fiz. (n.a: igual uma cadelinha. Parei!) – Ah! Oi .
- Oi! - Eu disse dando um sorriso – Oi . Você também ta aqui amor
Eu me debrucei na cama e fiquei fazendo carinho nela. Ele tava deitado também brincando com a .
- Como está você e a sua namorada? – perguntei.
- Bem. – ele respondeu normalmente – E você e o ?
- O que tem a ver? Você e a sua namorada e eu e o ?
- Nem vem com esse papo de que vocês são só amigos que não cola.
- , você ta ficando paranóico. Isso sim!
- Eu vi você lambendo a bochecha dele.
- Nossa! Foi só uma brincadeira. – imagina se ele tivesse visto o selinho. Mas acho melhor isso ficar só entre nós dois. (n.a: eu escrevi três :x quem seria o outro hein Nane? 0.o) – Acho melhor eu voltar pro meu quarto.
Levantei e segui em direção ao meu quarto. O resto do dia tinha se passado normalmente.
Quando a janta acabou eu subi para o meu quarto, arrumei o meu material, tomei banho, escovei os dentes e quando eu estava indo me deitar me deu sede. Desci que nem uma múmia morta, porque eu já estava morrendo de sono, entrei na cozinha bebi a minha água e quando eu estava subindo ouvi passos e me escondi atrás e um móvel porque se fosse meus pais eles iriam brigar que eu ainda estava acordada mas não era eles e escutei a seguinte conversa:
- Mãe, vou sair com ela. – Parecia ser a voz o .
- Mas de novo filho? Você e ela têm aula amanha e já esta tarde. – Sra. Jonas dizia ao filho. – Não quero que vocês se prejudiquem por causa desse namoro.
- Pode deixar mãe. – Ouvi um estalo de um beijo e o saindo correndo pulando. Nada gay, pulando mesmo. Esperei o barulho dos passos da Sra. Jonas sumirem e subi para o meu quarto. Quem será que é a nova namorada do ? Porque será tanto mistério. Mas com o sono que eu estava peguei no sono rapidinho nem deu tempo de pensar em muita coisa. Acordei no dia seguinte como sempre. Desci tomei café sozinha e depois o Tio Bob me levou até a escola.
- ! – correu e me abraçou assim que me viu saindo do carro.
- Oi , porque tanta felicidade? – perguntei saindo do abraço
- O meu namorado vai lá em casa hoje para falar com os meus pais. – ela dizia sorridente com os olhinhos brilhando – Ta ficando sério o negocio!
- E você traindo o bichinho, poxa!
- Ai! Vira essa boca pra lá. Ninguém pode saber que eu sai com o Diego, ouviu? – ela falou quase sussurrando
- Com uma condição. – falei séria
- Eu sei! Já falei com ele que não quero nada e que tenho namorado.
- E o que ele falou? – fiquei curiosa
- Ele falou “Legal, porque eu já sei quem eu quero e não e você”.
- Esses garotos não mudam. É tudo cafajeste mesmo!
- Nem me diga! – Entramos na sala de aula. Primeiro tempo: Filosofia. Com certeza estudamos. Eu e a estudamos a filosofia do sono. Ela tinha ficado até tarde acordada e não tinha dormido direito. Como sentávamos lá no canto, abaixamos s a cabeça e dormimos. Acordamos apenas com o sinal tocando. Saímos da sala e fomos para a sala de Anatomia. Outra aula que também estudamos: A Anatomia do sexo oposto. Começamos a falar das barriguinhas, braços, pernas, bundas e todo o corpo os garotos.
Recreio... Até que enfim. Fomos a cantina e compramos Hamburguês, bem saudável para de manha, não? Sentamos em uma mesa vazia e começamos a detonar a comida quando alguém inesperado sentou ao nosso lado.
- Oi Meninas. – Era Diego.
- Oi – dissemos juntas sem emoção. Mas como ele era lindo, gente. Muito lindo. Lindo ao cubo! Ficamos conversando e a levantou para comprar mais refrigerante e ficou apenas eu e ele sentados sozinhos a mesa. Eu já tinha acabado de comer.
- E ai . – ele tentou puxar assunto – O que você vai fazer hoje a tarde? – ele foi bem direto
- Até agora nada. Por quê? – menina inocente, como se eu não soubesse que ele queria me chamar para sair.
- Bom, quer ir em um show comigo?
- Ah! – eu sorri – Claro! De qual banda? – só falta ele dizer Jonas Brothers
- Paramore. Conhece?
- Aham, adoro essa banda! (n.a: Na verdade só ouvi falar, mas isso é uma fic vlw?)
- Então te pego sábado cinco e meia.
- Nossa! O show é tão cedo assim?
- Não! Mas eu quero te levar num lugar antes.
- Tudo bem! – Nisso a voltou com os refrigerantes e o sinal bateu. Entramos na sala comendo. (n.a: Vamos fingir que deixam comer na sala de aula :x) Nós assistimos os últimos tempos e enfim chegou a hora de ir embora. Na hora da saída eu e a não ficamos mais juntas. Quando eu estava saindo o Diego veio em minha direção.
- Oi. – disse ele acompanhando meus passos.
- Oi. – eu respondi normalmente
- Está indo pra casa?
- Aham! – Cara! Quando garoto quer puxar assunto fala até da formiguinha que ele matou me passado.
- Posso te levar num restaurante ante para a gente almoçar? – eu ao respondi nada – Eu prometo que te levo pra casa!
- Ok, mas tenho que avisar ao meu motorista que não vou agora.
- Tudo bem! – fomos andando até o estacionamento onde estava o caro dele porque sim! Ele já tem habilitação e pode dirigir. Enquanto estávamos indo eu liguei para o Tio Bob para avisar que eu ia sair com um amigo antes e depois ele ia me levar para a casa. Entrei no carro, muito lindo o carro. Ok, eu babei pelo carro, mas o Diego era mais bonito. Pensa no garoto mais lindo da face da sua imaginação. Pois é, o Diego é assim. Ele me levou em um restaurante que eu tinha ido uma vez. Sentamos na mesa, pedimos a comida.
- Ta gostando desse restaurante? – ele perguntou.
- Eu já vim aqui uma vez. É Bom! – e dei um sorriso simpático.
- Me falaram que você é do Brasil, né? – já não to gostando do assunto! Quando fala Brasil com uma cara de safado... Preciso nem terminar a frase, né?
- Sou sim. Do Rio de Janeiro. Por quê?
- Eu já fui uma vez no Rio de Janeiro no carnaval.
- Gostou? – eu perguntei feliz.
- Adorei, tenho vontade de voltar.
- Bom, carnaval agora só ano que vem! Mas é só me falar que eu te levo. Sei os melhores lugares.
- Ah! Então com certeza vou te falar. – Os pedidos chegaram e começamos a comer, conversar, brincar. Foi bem divertido o almoço. Logo depois ele me levou pra casa como havia me prometido.
- É aqui! – e apontei para onde eu morava. Ele saiu do carro e abriu a minha porta. – Obrigada. – e dei aquele sorriso doce de agradecimento.
- Então até amanha a escola.
- Até! – dei um beijinho no rosto dele e entrei.
- ta namorando! ta namorando! ta namorando! – Frankie que tinha visto tudo pela janela começou a cantarolar quando eu me viu.
- Quem é o novo namoradinho, hein ? – perguntou.
- Ah! Não amola? – não dei confiança e me infurnei no meu quarto.
(27º post) O restante da semana foi normal. Fui para a escola todos os dias, o Sr. e a Sra. Jonas ainda não estavam achando uma casa. Os meninos ficavam na boa vida estudando em casa e eu me divertindo pra caramba com o Diego e a . Porque sim! Nós formamos os três mosqueteiros. Na sexta, no ultimo tempo da semana que era matemática. Não tinha coisa pior pra fechar a semana não? Eu e a começamos a trocar bilhetinhos na sala de aula.
Sábado vou ao show do paramore com o Diego, e vc?
Ui! que chique, hein! Acho que o meu namorado vai trabalhar.
Mas ele não tava de férias que você me falou?
Mas o trabalho dele é assim, mesmo de férias trabalha. Que chato. :(
Você pode vim com a gente!
E ficar de castiçal entre vcs dois?
Kkkkkkkkkk Nada a ver
E você acha que ele só quer assistir o show com você?
Ta! Sei que é bem capaz eu nem saber quais musicas foram tocadas pq estarei mais ocupada (6)
Depois eu que sou a perva aqui!
- É que estamos fazendo em dupla porque é um pouco difícil professor. – Nisso a turma inteira estava olhando para a gente. O Diego estava um pouco lá atrás no fundão com alguns garotos.
- Já que é apenas uma conta de matemática não tem problema nenhum eu pegar o papel para corrigir a conta, não?
- Claro que não professor. – respondi super calma e normalmente enquanto ele pegava o papel em cima da mesa. me olhou com uma cara de medo que já estava até se preparando para a vergonha do professor ler a nossa conversa em voz alta. Estava até roendo as unhas, mas se intervisse seria pior.
- Hum... – ele disse olhando o papel, pegou a caneta vermelha atrás da orelha e escreveu algumas coisinhas. – Vocês erraram um sinal aqui, mas estão indo pelo caminho certo. – arregalou um olho enorme e eu dei uma piscadela com um olho para ela e o sinal tocou. Arrumamos os nossos materiais correndo para sair o mais rápido possível dali.
- O quê que você fez garota? – me perguntou enquanto estávamos andando no corredor.
- Simples! – falei com a cara mais esperta do mundo – enquanto passávamos o bilhetinho, eu fui tentando fazer a conta numa folha parecida com aquela. Quando ele chamou a nossa atenção eu guardei o bilhete e coloquei a folha com a conta em cima da mesa.
- Cara! Eu já falei que sou sua fã?
- Não, mas é bom saber disso. – e começamos a rir juntas. Saímos por portões diferentes e fui pra casa. Cheguei, comi e fui pro meu quarto.
- Toc toc! – ouvi alguém dizer, virei a cadeira do computador para ver quem era.
- Ai que ridículo ! Entra! – ele entrou, puxou uma cadeira e sentou do meu lado.
- Nossa! Os nossos papéis ainda estão aqui? – ele disse pegando os papéis que a gente tinha feito “declarações de amor” um pro outro no dia que ele tava me ensinando inglês. – Se alguém vê isso é comprometedor, hein!
- To sabendo! – peguei os papéis da mão dele e coloquei de novo na escrivania – Mas deixa tudo ai que eu ainda vou pensar o que vou fazer.
- Mas eu vim aqui pra uma outra coisa. – ele disse chegando mais perto.
- Ah é? – eu disse provocando também.
- Aham. – ele disse com os narizes quase encostando. – Me conta ai do seu novo namorado. – ele disse normal se afastando
- Até você já ta sabendo? – falei um pouco assustada.
- Noticias correm rápido nessa casa!
- É! Da pra perceber. – olhei para o nada e continuei – Mas não estou namorando. AINDA! Mas vamos sair esse final de semana, vamos ver o que vai acontecer.
- Mas não é nada sério não?
- Não! Que isso!
- O que acha da gente ir ao Shopping?
- Vam’bora! – falei levantando. Como ele já sabia dirigir nem precisei chamar o Tio Bob, fomos nós dois num shopping lá. Nem teve muita fã estérica por lá porque era tipo aqueles shoppings que quase ninguém vai, quando vai é só para comprar. Então não tem muita adolescente, não sei se você já foi num shopping assim. Começamos a andar, olhamos algumas lojas mas acabamos não comprando nada, enquanto andávamos pelo shopping fomos conversando.
- estava me falando de uma amiga sua que seu pai te proíbe de falar. – começou.
- É! Ridículo. Tipo, não tem nada demais eu ser amiga dela.
- Mas aconteceu alguma coisa ou ele simplesmente falou que não era pra você ver mais ela?
- Ele simplesmente falou que não era pra mim ver mais ela.
- Que louco!
- Mas acabou que estamos na mesma turma agora.
- Sério? – ele olhou assustado enquanto passávamos em frente a uma perfumaria – O destino de vocês é ser amiga então. – ficamos um pouco em silêncio quando o me perguntou com cara de safado – Ela é bonita?
- ! – eu fiz uma cara de incrédula para ele – E pro senhor ficar sabendo, ela está namorando.
- Poxa... – ele fez cara de triste – Por que toda menina bonita e legal ta namorando?
- Eu sou bonita e legal e não estou namorando. – rimos da minha piadinha de sexta.
- Falando entre você e namoro, me conta sobre o seu futuro namorado.
- Quer que eu fale o que? – falar dele sempre é um ótimo assunto.
- O que você acha dele, como o conheceu...
- Eu vi ele no shopping uma vez e depois acabou que temos algumas aulas juntos. Ele é super legal e me enche de cainhos e eu amo ser paparicada, né? – meus olhinhos brilhando.
- Mas eu to pra te perguntar isso e sempre esqueço, mas quero que você seja sincera, você promete? – ele perguntou.
- Ta, vou fazer o possível.
- Você ainda sente alguma coisa pelo ?
- Olha, sentir, sentir não. Mas de vez em quando a presença dele me abala. Mas nada significativo.
- Por isso que gosto de você, sua sinceridade é cômica - me abraçou, não entendi bulufas de titicas, como assim a minha sinceridade é cômica? – Vamos embora? – concordei com a cabeça. Voltamos para a casa.
- , você está muito nervosa garota. – falava.
- Ai, to com medo. – disse nervosa.
- Medo de quê? Ele não vai te morder não, eu hein!
- O que houve, ? – chegava para participar da conversa.
- Vou sair com um garoto hoje e estou nervosa, com medo.
- Ui! vai desencalhar. – dizia descendo as escadas para ficar com a gente.
- , e você cala a boca! – Eu e ele estamos nos comportando melhor juntos.
- Poxa , ajuda ela ai. – falava. O me puxou, ficamos sentados abraçados com a minha cabeça em seu peito. – Nem conta pra gente que ta ai afim de um garoto, né ?
- Ai gente, vocês tem outras coisas mais importantes pra fazer do que ficar prestando atenção nas fofocas de uma adolescente.
- Isso não vem ao caso, agora também vai contar tudinho. – falou. Passei o restante da tarde contando e comentando sobre eu e o Diego. Quando começou a escurecer a Maya, pois é, também sou amiga dela, ela foi lá em casa pra me ajudar a escolher a roupa.
- Coloca esse vestido aqui. – ela me mostrava um vestido preto, estávamos dentro do meu closet escolhendo a roupa.
- Maya! – Não sei quem é pior, ou ela. – Você acha que vou num show de vestido.
- Ah é! – e fez a famosa cara de tapada. – Uma calça cigarrete, o que acha?
- Boa, com esse escarpin perto.
- Essa blusa preta e esse coletinho rosa bem cheguei. – fomos colocando tipo num cabideiro pra ver como que ia ficando a produção.
- Ótimo! – falamos juntas. Fui tomar banho enquanto a Maya estava fazendo não sei o que lá. Sai do banho apenas de calcinha e sutiã com um roupão de banho. Maya me ajudou no cabelo, ela fez alguns cachinhos com o baby Liss, pra ficar mais definido, sacas?
Terminei de arrumar o cabelo, passei uma maquiagem leve, pra não ficar parecendo uma baranga,[N/a: pq ninguém merece maquiagem exagerada né? ] me vesti, e coloquei meu sapato, e comecei a conversar com a Maya enquanto o Diego não chegava. A campainha tocou. Ai meu deus ele chegou! E agora? Será que da tempo de eu trocar de roupa? E se eu tiver muito exagerada? Ai.. tô Surtando... Calma ... respira fundo, isso... Pronto. Agora que eu me acalmei posso descer.
- Ô .. Vai ficar aí sentada fazendo caretas? O Diego chegou, vem. – Maya Falou segurando a porta aberta.
- Tô indo chatice... - Respondi me levantando
Desci e ele me esperava na porta, estava jogando videogame, estava sentado com um caderno no colo, provavelmente compondo algo, e estava vindo da cozinha com um copo de Coca na mão. Assim que os meninos me viram todos pararam de fazer suas coisas e olharam pra mim.
- U.A.U ... você ta linda amorzinho – Falou
- Er... valeu
- Se não fosse minha amiga... eu pegava em!! – falou entrando na brincadeira
- AAi , deixa de ser bobo!! – Falei corando. Olhei pro , ele ainda tava com a cara de Brisa com o copo de coca na mão.
- Er... ? – Falei abanando as mãos em frente ao seu rosto
- Hã? Ah, er, desculpa ... eu tava viajando nos meus pensamentos aqui. Você ta linda mesmo – Ele falou e abaixou um pouco a cabeça
- Brigada – Droga... porque eu sempre tenho que corar e ficar assim perto dele?
- Então ...Vamos? – Diego se manifestou na porta
- Vamos sim – Fui andando até ele, cumprimentei-o com dois beijinhos no rosto e ele segurou minha mão. Inconscientemente eu olhei pro ... e ele parecia desconfortável com a situação toda.
- Bom meninos... já vou... até mais tarde
- Tchau ... divirta-se – Os meninos responderam
Fomos pro show, meldels... não acredito que eu tô indo pro show do PARAMORE e com um garoto muito lindo comigo... Milagres aconteceem. Chegamos lá, e fomos direto pro camarote que nós ficaríamos – MELDELS É MUITO PERTO DO PALCO!- eu pressinto que hoje eu surto...
- Quer alguma coisa ? Se vc quiser é só falar que eu compro ali pra você – Ele falou enquanto passávamos ela lanchonete
- Agora não... talvez mais tarde – respondi
- Oks - Ficamos um pouco conversando, até que eu comecei a escutar a bateria
- Ai meu deus é agora!! – eu falei me levantando. A bateria foi ficando mais alta.. .de repente começou a guitarra... e eu comecei a ficar ansiosa... -HAAAAAAAAAYLEEY!! – Eu simplesmente surtei quando a Hayley apareceu. Eu e mais as milhões de pessoas que estavam ali. Mais ou menos umas 45 mil pessoas. Foi de ensurdecer, mas por eles, vale tudo! Ela cumprimentou o público e começou a cantar Born For This.
Cantei, surtei, gritei, e me encantei. Era incrível estar ali. Eu via que o Diego também estava adorando e curtindo o show pra caramba. Quando ela começou a cantar “My Heart” meu coração foi a mil. Eu amo essa música, você não tem noção.
That I've fallen down and I can't do this alone
Stay with me, this is what I need, please?
Sing us a song and we'll sing it back to you
We could sing our own but what would it be without you?”
Since I've heard the sound, the sound of my only hope
This time I will be listening.
Sing us a song and we'll sing it back to you
We could sing our own but what would it be without you?”
- My heart is yours. – nem preciso dizer que eu quase chorei ali, né? Mas sou uma menina forte e orgulhosa, então não chorei, apenas dei mais um selinho nele.
A banda tocou a ultima música e depois o Diego me chamou para jantar.
- O que você acha da gente da uma passadinha na festa do Jason. – falou assim que esperávamos a cartão dele.
- Não dá, - olhei para o relógio e eu já tinha que estar em casa – Meus pais vão brigar, já esta tarde.
- Ah! É rapidinho. – ele fez aquela cara do gatinho do Shrek.
- Hum... – fingi pensar um pouquinho, mas esses olharem são irresistíveis – Se não demorar, tudo bem. – e lhe dei um sorriso. Entramos no carro dele de novo e fomos para a tal festinha, assim, não era um ambiente que eu freqüentava muito, fiquei um pouco assustada... Ta! Muuuuuuito assustada, todo mundo assim, er... transando em qualquer lugar, se entupindo de bebidas alcoólicas, cheiro de cigarro, machonha, e outras drogas, meninas dançando semi nuas em cima da mesa e essas coisas. Não me senti a vontade, mas né? Fazer o que. Era rapidinho.
- Aqui – Diego me ofereceu uma bebida – Bebe.
- Você sabe que eu não bebo álcool. – falei baixinho.
- Vai só um gole. – eu sei onde ele quer chegar e balancei a cabeça negativamente. Ele não ia me embebedar – Para de frescura , isso não mata a ninguém não menina, é só saber quando parar. Um só você não vai fazer aqui não? – e apontou para as meninas dançando. Eu aceitei, ta, fiz errado. Não coloque mais peso na minha consciência. Não era a melhor coisa do mundo, descia queimando a garganta, mas mesmo assim confesso que era boa. Cara! Depois de uns 2 copinhos colocaram uma musica boa, sabe? Comecei a dançar com o Diego que estava tão lindo. Dancei, eu literalmente fiz tudo que vinha na minha cabeça.
- Eu to passando mal. – eu disse rindo no ouvido do Diego. – Eu acho que vou vomitar – e cai na gargalhada. Ele me levou lá para o jardim e eu enfim joguei tudo pra fora. – Ih! Eu acho que eu tenho que ir embora. – falei quando vi os primeiros raios de sol no céu. Ele então me levou pra casa, tudo bem que eu tava vendo tudo em dois, mas tenho 2 olhos, né? E eu nunca tinha percebido que aquela escada era tão grande, tava um pouco difícil de me equilibrar, entrei no quarto, me joguei na cama com roupa, sapato e tudo e fui dormir.
- ! – alguém me chamava sussurrando – !
- Que foi? Deixa eu dormir. – eu falei virando para o lado e colocando o travesseiro na cabeça.
- Já são quase duas horas da tarde e seus pais daqui a pouco vão chegar e perguntar por você. – a Rô dizia baixinho. Eu levantei num pulo, tomei banho e essas coisas, eles não podiam nem imaginar onde eu tinha me metido ontem a noite e muito menos que...
- Ai minha cabeça ta doendo. – eu estava de ressaca.
- Nada, só a minha cabeça que está doendo um pouco, nada demais. – eu disse com uma cara não muito convincente.
- Para onde a senhorita foi ontem a noite que só acordou quase 2 horas da tarde? – Rô perguntou. Eu não poderia mentir para a Rô, ela sempre me ajudava quando eu tinha problema, mas ela não ia entender eu ter ficado bêbada, mesmo nem eu entendo.
- Nós fomos ao show, depois jantamos e demos uma passadinha numa festa. – eu disse normalmente. Saber mentir as vezes é bom.
- E por que essa dor de cabeça, hein? – ta, não foi muito convincente, agora de onde a minha dor de cabeça? Pensa! Pensa! Pensa! Não dá pra pensar, a cabeça ta doendo muito. Ah! Claro!
- Nós ficamos muito perto das caixas de sons, estavam muito alto, ai eu acabei ficando com dor de cabeça. – Eu disse. Acho que agora eu consegui convence-la, né? Se eu não conseguir é brincadeira, pô!
- Ah! Bom, você quer um comprimido? – ela perguntou se levantando. Eu balancei a cabeça positivamente. Nossa! Como ela estava doendo, acho melhor eu anotar bem grande na parede do meu quarto “NUNCA MAIS FICAR BÊBADA” Mas pensando melhor, a festa ontem até que foi legal. Não me lembro de muita coisa, mas do que eu me lembro, tipo: Eu dançando, brincando, rindo, estava boa a festa. Liguei a TV pra vê se passava alguma coisa interessante, coloquei no Disney Channel e passando pela 2154344654 vez Camp Rock. Cara! Eu já convivo com eles e já decorei as falas desse filma, já até lançou o DOIS e ainda é exibido o primeiro. Ninguém merece.
- ! – Frankie gritou, para piorar a minha dor de cabeça, entrando no quarto como se fosse um avião. – A Rô mandou eu te trazer isso. – ele me entregou um comprimido e uma garrafinha de água.
- Obrigada Lindo. – disse dando um beijo na bochecha dele.
- Você ta dodói? – Ele fez uma carinha de cachorrinho sem dono que sempre fazemos para furar fila. Eu amo esse garoto, com essa carinha então eu me caso com ele.
- Não, só to com dor de cabeça. – eu disse tomando o comprimido com a água.
- Então eu tenho um remédio pra você – ele disse meio meigo. Não Gay, mas daquele jeitinho super fofo que só ele sabe fazer.
- Ah é? E qual é?
- Espera ae. – ele saiu correndo e eu fiquei lá a ver navios né? O que será que esse garoto ia aprontar? A inteligência era igual a dos irmãos, um amendoim. Fiquei lá tentando pensar, mas rapidinho ele chegou no quarto de novo cheio de coisas e se jogou do meu lado do sofá. Eu olhei para ele sem entender nada. – Meus irmãos sempre me falam que quando uma menina está triste ou doente é pra pegar um filme, chocolate, pipoca e doces. Eu peguei o filme Um Amor pra Recordar. (n.a.: Eu assisti esse filme na escola, mas releva) – Ele levantou, colocou o filme e começamos a assistir, nós dois lá abraçados e eu fazendo carinho em seus cabelos. Frankie era o irmão caçula que eu não tive, fato! Ele estava sempre ali pra me ajudar com aquelas terapias de crianças. Amo ele demais, vocês não tem noção.
Depois de lágrimas e mais lágrimas dos dois quando a menina morre, e de vários calafrios quando o cara volta na casa do ex-sogro, é ex-sogro, né? Levantamos, lavamos o rosto e a Rô nos chamou para o jantar. Nos sentamos a mesa onde estava presente todos.
- Boa Noite família – falei me sentando com um imenso sorriso e os olhos inchados de tanto chorar.
- O que houve querida? Estava chorando? – a Tia Dê me perguntou.
- Estávamos vendo um filme. – Frankie falou como se nada estivesse acontecido. Tínhamos colocado pouca comida no prato porque já tínhamos nos enchidos de besteira lá em cima. Teve guerra de M&Ms, guerra de pipoca, quem arrotava mais alto e ainda conseguimos nos emocionar com o filme. Como? Nem eu sei.
- Amanhã tem escola, né? – Meu pai perguntou. Por que pais vivem nos fazendo perguntas idiotas? Se hoje é domingo, amanha é segunda que conseqüentemente tem aula, não?
- Tem, - falei sem entender nada – ou é feriado? – perguntei com meus olhos brilhando, mas espera ae! Eu quero ver o Diego de novo. Porém eu não quero ir pra escola, comofas? Nossa! Eu tenho que parar de ficar horas e mais horas na internet, to pegando as gírias e falando. To com medo de mim mesma, sou dumal. Ai! De novo. , cala a boca! Fikdik. Argh! Para, para, para! Ta parei. Eu to falando sozinha? To precisando de ir ao médico. Meu pai está falando algo o que ele está falando?
- ... Tudo bem minha filha? – ele perguntou com um lindo sorriso. Tudo bem o que? Cara o que ele falou? Fiquei viajando na batatinha que nem me liguei.
- Tudo... bem! – respondi mesmo sem saber o que estava tudo bem. Será que ele quer me seqüestrar? Cara! Ele é meu pai! Mas quem sabe ele quer me jogar da janela. Tipo, a Nardoni. Não, acho que não. Acho que ele quer me transformar em espermatozóide de novo. Hã? O que falei? Ta, deixa isso pro próximo post. Ficam com Deus e comentem.
- . – alguém perguntava entrando no quarto – está acordada?
- To aqui , vem cá. – eu disse e fiz sinal com a mão para ele vir
- Ta fazendo o que acordada a essa hora? – ele disse e dando um beijo na testa e se sentando ao meu lado.
- Eu que te pergunto. – eu hein! – Você que vem aqui no meu quarto, oras!
- Estava sem sono. – ele disse normalmente e ficamos em silencio observando o céu, a lua, as estrelas. – Você gosta do céu, né?
- Aham – eu respondi sem tirar os olhos da lua cheia, que estava amarela de tão bonita que estava hoje – de preferência à noite.
- Que tal a gente ir lá em baixo observar o céu do jardim? – ele propôs.
- Vom’bora! – respondi já levantamos. Pegamos um lençol bem grande e forramos numa parte do jardim que não dava para se vê da casa. Havia muitas árvores em volta, mas tinha uma vista linda do céu. Deitamos um do lado do outro.
- Isso é lindo realmente – ele disse apoiando a cabeça na mão e virando-se para mim.
- Com toda certeza. – eu disse fazendo a mesma coisa. Ficamos em silêncio novamente. Reparei que o não tirava os olhos de mim. – O que houve, ?
- Nada, - ele disse como se estivesse acordado de algo – só estou te observando.
- Sou linda e irresistível. Eu sei. – Disse dando um sorriso “eu sou a poderosa”
- Ainda bem que você sabe. – ele disse e rimos. – Posso te fazer uma pergunta?
- Já fez uma, mas como sou boazinha te dou uma de bônus. – eu disse com um sorriso simpático.
- Você já se apaixonou? – Ok, essa pergunta me pegou literalmente desprevenida.
- Já. – eu disse meio incerta.
- Já ou já? – ele disse um com firmeza e outro meio em dúvida.
- Já. – respondi meio em dúvida.
- E o ? – ele perguntou.
- Talvez ele não tenha me conquistado o suficiente. Devo ter ficado com ele mais por fã/ídolo mesmo, nem nos conhecíamos direito.
- Aham. – ele disse – Mas e antes?
- Antes não. – eu disse um pouco triste – Se eu algum dia me apaixonei foi pelo .
- E por mim? – ele disse chegando mais perto. Fui sentindo a sua respiração e senti seus lábios tocarem os meus suavemente. Começamos o nos beijar bem devagarzinho, calmo, sentindo cada movimento que se fazia. Um beijo que eu nunca havia beijado. Explorando cada centímetro e aproveitando o máximo. Ele terminou de me beijar, me deu um selinho e olhou em meus olhos como se esperasse a resposta.
- Já está tarde. – eu disse um pouco baixo – Amanha eu tenho aula.
Eu abaixei a cabeça olhando para o gramado, e fui andando em direção a entrada dos fundos da casa, já que era a mais próxima de onde nós estávamos. Subi as escadas, entrei em meu quarto com a minha mente a mil.
O gostava de mim, eu namorei o irmão dele, agora eu to com o Diego. Quando eu pedi pelo menos um namorado, não vinha nenhum, agora que veio um, vieram mais dois no pacote. Isso não é justo. Minha vida amorosa que sempre foi um fiasco, agora está complicada.
Deitei-me na cama, desde que já eu estava de pijama, rolei um pouco, as coisas ainda me atordoavam, mas em poucos minutos eu dormi. Mas não custou muito para o despertador tocar indicando que mais um dia de aula havia começado. Levantei, fiz toda a higiene matinal com uma cara de zumbi, eu tinha dormido muito pouco. Desci em me sentei à mesa. De manhã geralmente não tinha ninguém para tomar café da manhã comigo e hoje estava o meu pai lá. Espera ae, meu pai não tinha falado alguma coisa pra fazer hoje.
- Se atrasou. – ele disse num tom rude. Esse não era o meu pai, meu super pai.
- Me desculpe. – eu abaixei a cabeça e me sentei à mesa.
O café da manhã foi muito silencio, coisa rara de se ver nessa casa. Geralmente quem lancha comigo é a Rô, mas ela só se senta à mesa quando eu estou sozinha.
Meu pai sem mais nem menos levantou e saiu da sala de jantar. Eu olhei para a Rô sem entender nada e ela veio até mim.
- O que houve? – perguntei.
- Você não se lembra do que seu pai te falou ontem? – ela perguntou. Engoli seco.
- Na verdade, eu não faço a mínima idéia do que ele falou.
- Ele queria que você acordasse mais cedo pra ele te levar lá no trabalho dele.
- Mas o que eu iria fazer no trabalho dele? – perguntei sem entender nada.
- Seu pai sempre pensou que você tinha morrido, – ela sentou-se ao meu lado – os colegas dele de trabalho sempre levam os filhos lá, e ele ficava só imaginando como seria levar um filho para o trabalho, mas depois de uma doença que ele ficou infértil, não pode mais ter filho. Ele iria te levar hoje, mas você se atrasou.
Se arrependimento matasse, eu não estaria mais viva. Ele queria me levar ao trabalho e eu pensando trilhões de coisas.
- Onde ele está agora?
- No trabalho.
- Então vamos fazer uma coisa. – eu tinha tido uma brilhante idéia, e tinha que consertar esse erro.
Subimos para o meu quarto, escolhemos uma roupa social, mas não muito séria. Uma calça jeans skinny, um sapato de salto agulha e bico fino e uma blusa de manga com botões na frente e uma faixa baixa abaixo do busto. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo deixando a franja de lado e uma maquiagem que realçava os olhos e me deixava com cara de menininha.
Saímos correndo, passei numa floricultura a caminho, comprei um lindo buquê de rosas vermelhas e segui em direção à empresa do meu pai.
- Rô, meu pai é o que da empresa? – perguntei no carro ainda.
- Presidente, por quê?
- Nada, é que eu não tinha a mínima idéia do que ele era. – olhei um pouco as ruas de Los Angeles – Será que ele ainda vai ficar com raiva comigo?
- Claro que não.
- Quero cantar uma música. – eu falei.
- Qual? – Rô perguntou duvidosa.
- Tem uma da Miley, que ela canta com o pai dela. Éééé... – eu estalava os dedos tentando pensar na bendita música. – I learned from you! – e comecei a cantar a capela – “I learned from you that I do not crumble, I learned that strength is something you choose...” Isso! Vai ser essa!
Chegamos ao trabalho do meu pai. Eu e a Rô paramos na recepção, nos identificamos e subimos para o ultimo andar, onde se localizava o escritório do meu pai. Fomos andando bem devagarzinho, eu ainda com o buquê na mão e ouvimos ele dissendo.
- E a sua filha? – um cara perguntou ao meu pai com duas crianças.
- Sabe como é adolescente, nunca quer ir ao trabalho ao trabalho dos pais, sempre falam que é chato. – percebi que meu pai estava triste, isso me deixava cada vez com mais remorso.
- Ah! – o cara que conversava com ele falou – Ainda bem que a minha mais velha tem só dez anos ainda.
- Sorte sua que ela ainda gosta de vim. Você sabe o quanto eu sempre quis trazer um filho. – o telefone tocou e meu pai atendeu – Ok, estarei ao em cinco minutos. – ele se virou para o homem em sua frente com os filhos – sala de reuniões. Parece que vão juntar todos os funcionários e filhos.
Eu e a Rô entramos numa porta que havia perto da gente. Ouvimos eles passando e descendo pelo elevador. Saímos da sala onde nós estávamos e fomos em direção ao escritório do meu pai.
- Aqui é a filha do senhor Enrique, - eu falei pelo telefone com a mulher da recepção – eu não o encontrei na sala, onde ele está?
- Então ele deve ter ido para a sala de reuniões no décimo andar. - ela respondeu - Quer que eu o chame?
- Não, obrigada. – eu desci até o décimo andar e olhei pela janela uma enorme sala com muitas pessoas, crianças, adultos, pessoas de todas as idades. – Acho que essa é a hora Rô.
- Espera. – ela colocou o ouvido na porta para escutar alguma coisa, eu já estava com frio na barriga, estava nervosa.
- Então, hoje no dia de pais e filhos, estamos todos aqui... - meu pai ia dizendo.
- Agora! – Rô cochichou pra mim. Eu abri a porta suavemente com o buquê mas mãos cantando. (n/a: se quiser ouvir a música: I learned frem you)
- I didn't wanna listen to what you were sayin (Eu não quis escutar o que você estava dizendo)
I thought that I knew all I need to know (Eu achei que sabia tudo que precisava saber)
I didn't realize that somewhere inside me (Eu não percebi que em algum lugar dentro de mim)
I knew you were right but I couldn't say so (Eu sabia que você estava certo, mas eu não podia dizer)
I can take care of myself (Eu posso tomar conta de mim mesma sozinha,)
Yeah, you taught me well (Yeah, você me ensinou bem.)
I learned that strength is something you choose (Eu aprendi que força é algo que você escolhe)
All of the reasons to keep on believin' (E todas as razões para continuar acreditando)
There's no question, that's a lesson that I learned from you. (Não há perguntas, isso é uma lição que aprendi de você)
- Pensou que eu tinha esquecido, é? – sussurrei em seu ouvido. Ele deu um beijo em meu rosto. Ficou me abraçando de lado com o sorriso mais bobo que já vi no mundo.
Eu cheguei em casa por volta das quatro horas da tarde, praticamente o mesmo horário que eu chego da escola. Como eu já tinha almoçado lá na empresa, eu fui direto para o meu quarto. Tomei banho e comecei a mexer no computador, fazia muito tempo que ele estava jogado só de enfeite no meu quarto.
Eu estava atualizando o meu orkut e myspace quando abriu uma janelinha do IM.
: Não. To na esquina. ’
: ta doente ou alguma coisa do gênero?
: Não, pq?
: Você faltou a aula hoje.
: Eu sei.
*Ficaram uns 5 minutos sem escrever nada*
: Eu estava no trabalho do meu pai. Dia de pais e filhos ’
: Ah! Eu inventei que tinha prova pra não ir. Odeio quando chega esse dia.
: Não foi tão ruim assim.
: Claro, você é filha do presidente. Agora vai ser filha do Assistente de Contabilidade, você é como se fosse uma nerd.
: haushaushuahu O que você está bem longe de ser.
: Ainda bem que você sabe.
: Mas e ai, o que aconteceu na escola?
: Diego perguntou por você.
: O que você disse? *-*
: a verdade, oras. Que você não tinha ido. Passei o seu IM pra ele.
: Ok.
: Eu vou sair pq eu falei que estava estudando. Daqui a pouco minha mãe vem aqui.
: Ok, Bjos :*
está offline.
: Oi Diego, tudo bem?
Di: Tudo ótimo, e com você?
: Ótima também.
Di: Pq você faltou a escola hoje?
: Fui arrastada pro trabalho do meu pai.
Di: Que saco, hein!
: Nem diga.
Di: Como que você ficou no dia seguinte da festa?
: Péssima. Minha cabeça parecia que ia explodir.
Di: Eu falei que era pra você começar devagar.
: É. Fica avisado pra próxima vez.
Di: Falando em próxima vez, vai ter uma festinha na cara do John sexta, você vai querer ir?
: Claro.
Di: To com saudades. Você vai pra escola amanhã?
: Se eu estiver viva, claro.
Di: Pq, o que houve?
: Nada, mas nunca se sabe o que vai acontecer.
Di: Claro.
: Vou sair agora. Bjos :*
Di: Ok, :**:
: haushaushaushauhs
está offine.
- Entra!
- Oi! - colocou a cabeça para dentro do quarto.
- Oi lindo, vem cá! - sentei na cama e bati do meu lado para ele se sentar também.
- Como você está? - ele me perguntou com aquele sorriso lindo dele.
- Ótima e você?
- Ótimo, - ele pausou um pouco - como foi no trabalho do seu pai?
- Legal! Todos foram bem legais comigo.
- Que bom. Eu adorava visitar o trabalho do meu pai.
- Agora é o seu pai que visita o seu trabalho. - rimos da minha piada sem graça. Mas entre amigos tudo era divertido.
- Que tal um mergulho hoje? - ele propôs.
- Ótima idéia.
- Então eu vou trocar de roupa e te espero lá em baixo.
- Ok.
Coloquei o meu biquíni super cool, desci para a piscina e o gato do já estava lá me esperando.
- E ai? Demorei? - falei andando com a minha micro-saia branca por cima do biquíni.
- Não. Acabei de chegar.
- Cadê os meninos?
- Saíram.
- Estamos sozinhos? - perguntei fazendo aquela cara de diabinha. (n.a: hasuhasuhaushaushah Cara de diabinha? Haushaushaushas)
- O que vc está pensando? - ele levantou e veio andando olhando em meus olhos. E começamos a rir da gente mesmo. Nós sabíamos que entre nós dois não haveria nada além de amizade, mas era legal fazer essas brincadeiras.
Ficamos o restante da tarde na piscina e só saímos quando já tinha começado a escurecer.
Fiquei colocando os meus trabalhos de casa em dia, que estavam muito atrasados por sinal, e depois desci para o jantar.
Os meninos ainda não tinham chego e então ficamos apenas eu, , e meus pais. Resumindo: o jantar foi monótono.
Arrumei as coisas para a aula e dei uma organizada rápida no meu quarto. Depois fui dormir. Só a organizada tinha me levado um longo tempo.
No dia seguinte acordei bem disposta com o pensamento do Diego estar sentindo a minha falta. Tomei café da manhã com a Rô como sempre e fui cantarolando uma música qualquer no carro.
Cheguei na escola e a veio correndo na minha direção.
- Bom dia menina. – ela me abraçou – Você não tem noção de como essa escola fica um saco sem você aqui.
- Imagino. Toda a diversão fica por minha conta, to até me sentindo importante.
- Modéstia passando bem longe também, né?
- Você me ama, eu sei disso! – mandei um beijo no ar em direção dela. – Alguma novidade?
- Muitas. – fez aquela cara de que sabe de muitas coisas.
- E o que está esperando para me contar, hein?
- Ok, começando que a babaca da Amber escorregou na aula de ed. Física ontem e foi o motivo de risos da escola toda.
Eu soltei um riso abafado imaginando a líder de torcida popular da escola caindo de bunda no meio do ginásio.
- E o Diego – ela continuou – falou para todo mundo que tinha saído com você no sábado. Ele está todo orgulhoso.
- E por quê? – perguntei não entendo o motivo.
- Porque simplesmente você é a menina mais cobiçada da escola e ele saiu com você e está amarradão na sua.
- Mas a mais cobiçada não era a Amber?
- Ta, você é a segunda mais cobiçada. Mas que seja, todos os meninos te queriam.
- Tudo bem, né?
No restante da semana não houve nada demais. Escola, casa, Diego, Jonas e essas coisas de sempre. (n.a: Apenas os Jonas seria uma enorme diferença na minha monótona vida *-*)
Trim trim trim
- Alô? – atendi o telefone no meio da madrugada de sexta para sábado.
- ?
- Aham, quem é? – eu estava morrendo de sono, não estava conseguindo identificar a voz.
- Diego. Estava dormindo?
- Aham. E você devia estar fazendo o mesmo.
- Ah! É que eu pensei da gente da uma passadinha na praia.
- Agora?
- Claro. O que tem de mais? – olhei no relógio para saber as horas.
- São apenas duas horas da manhã, está todo mundo dormindo.
- Então pronto! É o melhor horário para sair.
- Mas eu tenho que pedir para os meus pais, pelo menos avisar a eles que estou saindo.
- Eles nem vão saber que você saiu, ? Come on.
- Não, amanhã a gente vai, ok?
- Não acredito que você vai da uma de criancinha agora, . Você não é assim. Vamos! Eu te trago em casa de novo antes de amanhecer sã e salva.
- Mas...
- Quer ou não quer vim? – ele já estava começando a perder a paciência.
- Ok, mas me de um tempo para me arrumar.
- Tudo bem, daqui a pouco eu estarei te esperando em frente a sua casa.
- Ok, beijos.
Encontrei-o encostado no carro do outro lado da rua rodando as chaves no dedo.
- Demorei? – cheguei dando um selinho nele.
- Não muito. – ele deu um sorriso abrindo a porta do carro para mim. – O suficiente para uma menina.
- Obrigada.
Fomos para a praia, que não era muito longe, cantando Paramore.
Chegamos lá, tiramos os sapatos e ficamos andando de mãos dadas na beira da praia sentindo as ondas em nossos pés.
- Por que você quis vim para a praia agora? – perguntei
- Porque eu acho a noite fascinante. É a melhor hora para se dar uma volta, principalmente na praia.
- Por quê?
- Porque está vazia.
- Por quê?
- Você fala muitos “porque’s”, sabia? – ele brincou colocando o dedo dele em meu nariz.
- Já me falaram isso, apenas sou uma menina curiosa.
- Muito curiosa, vamos concordar.
- Mas confesso que ainda estou com medo de ser pega fugindo de casa.
- Eu fujo desde os 13 anos e nunca fui pego.
- Mas você já deve ser experiente nisso. – dei uma risadinha de brincadeira.
- Se você quiser posso te dar umas aulinhas. – ele colocou um de seus braços na minha cintura, o outro estava segurando o seu tênis, me rodou e me beijou.
- Você é lindo.
- Obrigado. Você também é perfeita.
- Sério? – fiz joguinho.
- Aham. – ele falou balançando a cabeça prendendo os lábios inferiores com os dentes.
Dessa vez eu o beijei. Jogamos os nossos calçados na areia e continuávamos a nos beijar. Aos poucos fomos deitando na areia e assim passamos o restante da noite; contando as estrelas do céu, vendo as constelações, conversando, rindo, nos beijando. Foi uma noite muito agradável.
Acabamos perdendo a hora e só fui perceber isso quando vimos os primeiros raios de sol nascendo no horizonte. Comecei a ficar desesperada.
- Me leva para casa, Diego! – falei assustada.
- Calma, vamos! – ele falou pegando os sapatos da areia e saindo correndo me puxando para o carro.
Chegamos em casa umas seis horas da manhã mais ou menos. Preferi dar a volta e entrar por trás, vai que eu encontro o meu pai já acordado.
Mas a escada eu não poderia dar a volta, só havia uma. Subi nela rápido, mas sem fazer nenhum barulho. Passei pelo corredor que parecia estar deserto e entrei no meu quarto com muita cautela. Quando fechei a porta, respirei fundo. Tinha conseguido fazer tudo sem que percebessem que eu havia fugido à noite.
Olhei para o quarto e vi minha mãe sentada no sofá batendo o pé no chão.
Fudeu!
- Lá fora. – falei normalmente. O bom era que eu sabia fingir muito bem, parecia naturalmente. Mas eu estava muito nervosa agora e eu não sabia se eu tinha ido bem ou não.
- Lá fora, onde? – ela perguntou.
- Lá fora. – repeti a minha resposta.
- Você sabe que horas são? – ela perguntou para mim. Olhei para o relógio 6:55 e engoli a seco. – Acordei e vim aqui te ver, eu ia falar que íamos para o Brasil final de semana que vem, mas pelo visto, você já tinha saído.
Eu não respondi nada.
- O que aconteceu, ? Sair de madrugada? Você nunca foi de fazer isso! Poderia esperar até amanhecer, poderia pelo menos me deixar um bilhete se fosse urgente. Estou muito decepcionada com você. Não queria, mas vou ter que conversar com o seu pai para decidirmos o que vamos fazer. Você não pode simplesmente sair a hora que quer. Essa casa tem regras e você tem que respeitá-las!
Eu estava olhando para baixo, mas a raiva fervia em meu sangue. Tudo era motivo para ela ficar brigando comigo. E esse meu “pai”, que saco, hein! Eu queria que todos se fudesssem, isso sim!
- Você está me ouvindo? – ela gritou na minha frente levantando a minha cabeça. Eu despejei todo o meu ódio com o olhar que eu lancei a ela. Virei de costas e fui andando, saindo de novo do quarto. – Onde você pensa que está indo, ?
- Vou sair! – essas foram as minhas ultimas palavras. Sai da casa, peguei um táxi e fui para uma praça que havia no bairro, aonde ninguém nunca ia. Ela sempre ficava deserta. Liguei para o Diego e pedi para ele ir lá se encontrar comigo.
- O que houve? – ele perguntou preocupado quando me encontrou sentada num banco na praça. (n.a: Seu guarda eu não sou vagabundo, eu não sou delinqüente, sou um cara carente. Dormi na praça pensando nela. (8’ )
- Cheguei em casa, minha mãe estava no meu quarto e começou com aquele sermão de mãe. – eu falei olhando com raiva para ele.
- Problemas?
- Muitos! – desabafei – Eu simplesmente dei as costas para ela antes dela terminar com o discurso e sai de casa.
Ficamos um pouco em silêncio até ele tirar uma caixinha do bolso da calça. Tirou um cigarro do maço, um isqueiro e me ofereceu.
- O que é isso? – perguntei atordoada.
- A solução de todos os problemas. – continuei olhando desconfiada para ele – Não faz mal. Essas coisas que falam são apenas para que nós entremos na sociedade. Porque se você perceber, os maiores astros da Tv e do Rádio fumam, isso acaba com os problemas, vai por mim.
Eu fiquei com um pouco de receio, mas acabei pegando.
- Você tem certeza? – eu ainda estava um pouco desconfiada.
Ele pegou um, ascendeu e tragou primeiro. Eu fiz o mesmo, mas não senti nada de diferente.
- Não, olha. Você tem que puxar o máximo de ar possível pela boca e respirar fundo. Senão não adianta.
Eu fiz o que ele falou e realmente, era uma sensação ótima. Como se meus problemas não existissem. Eu me sentia leve, tranqüila. Aquilo realmente acalmava muito.
Ficamos o restante da manhã ali, ele me ensinando a tragar e eu me acalmando com aquela sensação ótima.
Diego me deu uma bala Halls para tirar o bafo que ficava, isso era a única coisa ruim disso, e me levou de volta para casa.
Quando cheguei só tinha a Rô em casa, todos haviam saído, para a minha sorte.
- Sua mãe me contou o que você fez. – ela disse sem me encarar regando uma planta do lado da escada.
- Eu saio uma vez e ela faz esse escândalo. – eu falei entediada.
- Ela só ficou preocupada. – ela pausou um pouco – Você poderia se colocar no lugar da sua mãe, pelo menos.
- Eu sempre me coloco no lugar dela e por isso nunca aproveitei realmente a vida. Cansei de ser a menininha que todos queriam como filha.
- Você pode aproveitar a vida com responsabilidade.
- Não tem graça.
Ficamos um longo tempo em silêncio.
- Vou subir, tô com sono.
Subi as escadas e entrei no meu quarto. Dessa vez não havia realmente ninguém lá.
Deitei e dormi o restante da tarde. Fui acordada para o jantar pela Rô.
- Boa noite. – cheguei na mesa dizendo como se nada tivesse acontecido.
- Boa noite. – Apenas o Frankie me respondeu. O restante apenas me olhou de rabo de olho.
- Tudo bem. – falei não fazendo muita questão de que todos estavam contra mim. O que tem isso demais? Eu tenho o Diego e o Frankie, quero algo mais?
O jantar foi um pouco frio. Eu senti que todos estavam com uma ponta de raiva, desapontamento de mim. E você acha que eu ligava? Claro que não, eles não me entendem mesmo! Nunca vão entender.
- Quero falar com você. – me puxou no final do jantar.
Ele me levou para a biblioteca da casa. Nunca havíamos usado-a.
- Fale.
Ele respirou fundo e então começou.
- O que você estava pensando, hein garota? Sair de madrugada, brigar com a sua mãe! Você está perdendo a moral. O que está acontecendo com você? Está querendo aparecer? Fazer showzinho? Mas nessa altura do campeonato? Você não precisa de tanto! O que...
- Olha! – eu falei mais alto que ele para para-lo.(n.a: o verbo parar não tem mais acento *cruza os braços*) – Se for para você fazer sermãozinho igual a minha mãe, poderia pelo menos ter me avisado que eu fazia coisa mais interessante. Eu realmente não esperava que você fizesse esse vexame de chamar a sua atenção. Só pq você é mais velho, você se acha no direito né? (n.a: desculpe interromper novamente, mas se ele não for mais velho você muda ai na sua leitura para o que ficar melhor “mais novo”, “da minha idade”...)
- Eu estou fazendo isso para o seu bem e você sabe disso.
- Meu bem? Meu bem! Há há há, não me faça rir ! Eu sei das conseqüências dos meus atos, não sou mais nenhum bebê.
- Se você sabe das conseqüências, por que ainda faz?
- Porque eu assumo. Eu tenho coragem para assumir. Se eu tenho vontade de fazer eu simplesmente faço. Não fico com medo das conseqüências.
- Isso tem algo a ver com o Diego?
- Não! Ele apenas abriu a minha mente.
- Então é culpa dele. Eu já estava desconfiado.
- Ninguém tem culpa aqui, porque não tem nenhum crime acontecendo.
- Apenas levaram o seu respeito.
- E o seu senso do ridículo.
Sai da biblioteca e fui para o meu quarto me arrumar.
Tomei banho, fui do banheiro ao closet enrolada na toalha e comecei a escolher uma roupa. Eu queria uma roupa que me deixasse bonita, mas que não dissesse “oi, eu sou uma filhinha de papai”. Então coloquei uma blusa branca bem decotada com um Mickey mendigo estampado, um short jeans normal, uma meia-rastão (n.a: é assim que se escreve aquela meia toda furada?) e um All Star preto de cano até a canela. Deixei o cabelo solto com a franja de lado, coloquei o meu olho um pouco mais preto que o normal, rímel, e um gloss sem cor.
Olhei-me no espelho e... Acho que dou pro gasto. Não! Eu estou linda, maravilhosa.
Olhei às horas e já se passava das dez. Desci as escadas correndo, pois o Diego falou que buscaria às dez em ponto. Mas acabei encontrando minha mãe no meio do caminho.
- Onde você pensa que vai?
- Sair, isso te incomoda?
- Sim!
- Só lamento, não posso fazer nada.
Sai andando em direção à porta.
- Seu namorado veio aqui te buscar e eu falei que você não ia.
- Tudo bem, eu vou andando. – falei normalmente.
- Ah! Está extremamente proibida a entrada dele aqui, ouviu?
- Tudo bem, ainda temos a casa dele. – pisquei para ela com uma cara bem debochada. Eu sabia que por enquanto não ia acontecer nada demais, todavia ela não sabia.
Isso fez com que eu risse na minha própria cabeça.
- Para o seu quarto agora! – ela ordenou.
- Me desculpe, mas tenho que sair.
- Seguranças! – ela gritou.
Ela não seria capaz de chegar a esse ponto. Chamar seguranças para me deixar dentro de casa? Isso era o cúmulo do absurdo! Parece até que eu estou fugindo de casa para nunca mais voltar. Tudo bem que isso não era uma má idéia.
Não! Ela não era incapaz.
Dois seguranças do tamanho de uma porta cada um, vale ressaltar, vieram e me agarraram cada um por um braço, levantou-me e me levou para o meu quarto. Eles me levantaram como se estivessem pegando uma folha de papel. Sei que não sou muito gorda, mas também meu peso nem se compara ao de um papel. (n.a: mentira, o papel é mais pesado que eu, mas releva-se.).
- Vou trancar a porta para ter certeza de que você não vai mais sair mesmo. – minha mãe disse e eu ouvi a chave girando.
- Legal! Como vou sair? – pensei alto olhando pelo quarto. – Claro! – Disse quando vi a minha solução.
Minha mãe realmente era muito burra, me trancar no meu próprio quarto onde tinha... Janelas!
Coloquei um travesseiro na cama, peguei uma boneca minha que eu tinha desde criança, pus uma peruca nela e a coloquei na cama como se fosse eu dormindo. (n.a: não me pergunte de onde você tirou uma peruca. Ah! Aquelas de Hannah Montana ;D ahsuahsuashu)
Olhei pela janela que estava entreaberta e não havia ninguém ali. Será que ela era tão burra assim mesmo? Olhei pelas todas as janelas do quarto e não avistei ninguém. Escolhi uma no canto que ficava bem entre as outras janelas, era uma janela fora de ordem das demais. E comecei a descer como uma mulher-aranha. Mentira, em quase toda a casa tinha aquelas plantas grudadas na parede, eu fui descendo nelas.
Olhei em todos os lados antes de começar a andar. Fui bem cautelosa e consegui passar pela segurança noturna novamente. Meus pais tinham que melhorar isso! A segurança daqui é uma merda! Não! Está ótimo assim, eu posso fugir quando eu bem entender.
Virei à esquerda e fui andando normalmente, acho que ninguém me reconheceria. E assim que eu dobrei na esquina eu encontrei um volvo prata (n.a: sem imaginação e sem conhecimentos de carros) parado.
- Diego! – falei quase num sussurro, sai correndo e o abracei.
- Demorou. Pensei que não ia conseguir fugir.
- Como você sabia que eu ia fugir?
- Porque você é minha namorada perfeita.
Ele piscou para mim e me deu um beijo. Senti minhas pernas ficarem bambas, meu coração disparar e não conseguir pensar em mais nada.
Quando terminamos de nos beijar eu olhei para ele e realmente percebi: Eu estou apaixonada.
- Claro! – falei.
A festa era do outro lado da cidade e durante o caminho fomos conversando sobre besteiras.
- Gostei da blusa. – ele disse olhando para os meus seios.
- Obrigada. – falei olhando para o mesmo lugar.
- Não sabia que a Miss Bonequinha tinha roupas mais ousadas.
- Acho que é pra isso que serve o Carnaval no Brasil.
- Ah! Claro! – ele riu pra mim desviando o seu olhar da estrada por segundos – Você ainda está me devendo me levar para o Carnaval.
- Claro! Você vai amar! – falei. – Mas é só em fevereiro/março o Carnaval.
- Quando estiver chegando próximo eu te lembro.
- Ótimo! – disse ao meio de uma gargalhada.
E fomos assim até chegar na festa. Demorou cerca de uns 40 minutos para chegar lá.
O ambiente era um pouco mais pesado que a da outra. Muito cheiro de bebida, cigarro, drogas. Havia vários casais se roçando numa sala, poderia até jurar que tinha um que estava até transando. Virei os olhos e no outro ambiente estavam fazendo competição de quem bebia mais.
- Vai entrar na competição? – Diego zoou da minha cara lembrando do meu estado da última festa onde eu passei muito mal.
- Eu não, mas aposto em você. – devolvi o sorriso malicioso.
- Então vamos nessa!
O Diego entrou na briga e bebeu sozinho seis garrafas de cerveja sem parar. É quase meia caixa de cerveja!
- WOW! – eu ia gritando enquanto ele ia bebendo. Totalmente empolgada que ele estava ganhando. Mas qual seria o prêmio?
Todos começaram a gritar e eu voltei a observar. Ele tinha desistido na sétima garrafa.
- UAU! Você foi demais! – eu disse abraçando ele.
- Obrigado.
- O prêmio... – um garoto chegou abraçado com uma loira de olhos claros muito linda. Aquela que tira o ar até das meninas. Aquela que você sonha ser em seus sonhos mais profundos. Essa era a menina. – Toda pra você.
Diego olhou para mim como se perguntasse se eu deixava ele ficar com a loira.
- Não. – falei indignada. É claro que eu não deixaria ele com ela, ele é meu, dá licença!
- Vou passar pro meu amigo John. – ele falou dando aqueles famosos tapinhas nas costas e sussurrando algo.
Depois Diego saiu andando e sentou-se no sofá.
- Me espera ae que eu já volto. – ele levantou e desapareceu. A casa estava tão cheia que não era difícil perder alguém de vista lá.
Eu poderia apostar todo o meu dinheiro que ele foi atrás da loira.
- Oi. – a loira chegou perto de mim sozinha com um copo na mão e sentou-se ao meu lado.
Eu provavelmente perderia todo o meu dinheiro porque o Diego não estava com ela.
- Oi – respondi educada.
- Gabriela – ela disse estendo a mão.
- , prazer.
- Prazer. – ela repetiu.
- Então você é a nova namorada do Diego. – ela falou depois de um longo tempo de silêncio.
- Aham. Você também já foi? – eu não duvidaria.
- Quem dera! – ela respondeu – Ele só pega algumas meninas. Não são todas.
- Não dá tempo de ficar com todas, né?
- Não. – ela riu – Ele não é de ficar com qualquer uma.
A olhei de cima a baixo.
- Acho que você não é qualquer uma. – ela riu novamente
- O negócio dele é outro. – ela disse. – Se eu fosse você não seria tão cabeça fraca.
- Por quê? – perguntei confusa.
- Para você. – Diego disse me entregando um copo.
- Cerveja? – perguntei com cara de nojo.
- Vodka.
- Ah! – peguei o copo da mão dele e dei um gole. Era como se eu tivesse bebendo aqueles álcool de cozinha mesmo. Ardeu até a alma.
- Bom, eu vou indo nessa. – Gabriela se levantou. – A gente se vê.
Ela piscou pra mim e deu um beijo bem sensual na bochecha do Diego.
- Diego... – tentei falar meio ofegante entre as pausas do beijo.
- Hum... – foi tudo que ele conseguiu dizer antes de me beijar com mais força, me flexionando mais forte contra a parede.
Ele começou beijando a minha boca e depois foi passando para o meu pescoço. Sua mão estava enrolada no meu cabelo, onde ele estava puxando, não com força suficiente para machucar, pelo menos eu nem sentia dor.
Aos poucos fui me entregando totalmente para ele até que senti que ele apertou a minha bunda. Isso não era estranho, porque até o já fez isso.
Essa foi a minha deixa para começar. Comecei a dar beijinhos superficiais em seu pescoço. Agora ele seria o meu escravo. Fui subindo o beijo para a boca dele novamente com uma mão mexendo em sua nuca, onde eu tinha acabado de descobrir que ela o seu ponto fraco, pois ele se arrepiou assim que eu coloquei a mão.
Já tínhamos esquecido que estávamos no meio de uma festa. Pelo menos eu já havia esquecido. Quando olhei para o lado vi uma pessoa que eu conhecia e que não me surpreendeu tanto que estava ali.
- . – falei num sussurro que por acaso minha boca estava perto do ouvido de Diego.
- Hã? – ele distanciou-se um pouco de mim e olhou para onde eu estava olhando também. – O que tem ela?
- Aquele é o namorado dela? – perguntei. O clima de pegação entre nós dois já havia acabado.
- Não. – ele falou como se fosse lógico que não era. – Você não sabe quem é?
- Não, por quê? Deveria? – agora eu que não estava entendo nada.
- Não, nada. Como vocês são amigas, eu pensei que você já sabia.
- Sempre que ela vai me apresentar ao namorado dela acontece algum imprevisto.
- Ah! Coincidência, não? – eu senti uma pontada de ironia na voz dele, mas deixei de lado. – Vamos beber alguma coisa?
- Vamos. – saímos dali onde estávamos – eu quero vodka.
- Gostou?
- Melhor que cerveja. – ele soltou uma gargalhada que eu não entendi.
Ficamos o restante da festa bebendo, dançando e vendo umas meninas tirar a blusa em cima de uma mesa. Não acredito que eu tinha feito isso na outra festa.
- Que ridículo! – ouvi alguém dizer.
E com certeza era. Era a maior pagação de mico. Que horror!
- Quer? – Diego me ofereceu um cigarro.
Peguei, acendi e fumei. Eu ainda não estava uma expert no assunto, mas já estava melhor e conseguia sentir os efeitos em mim. Pelo menos é cigarro e não é droga. Presa não serei!
- Diego , acho que é melhor você me levar embora já. – falei para ele baixo quando já se passava das seis da manhã.
- Por quê? Tá cedo ainda.
- Não quero forçar tanto a barra assim. Hoje a noite a gente sai de novo.
- Ok.
Nos despedimos de todo mundo e entramos em seu carro. (n.a: que é um Volvo *-* Pq eu não conheço carro! :P)
O caminho de volta parecia ser mais longo, e eu morrendo de sono quase dormi no carro mesmo. Mas mantive meus olhos bem abertos.
- Tchau. – falei quando finalmente chegamos na minha casa.
Eu virei para ele para dar-lhe um selinho e ele me puxou pela cabeça e me deu um beijo.
- Tchau. – ele disse enfim.
Parece que ninguém percebeu a minha ausência, pois o quarto estava do mesmo jeito que eu deixei.
Fui para o banheiro, tomei banho, em seguida fui para o closet colocar o meu pijama e depois voltei ao banheiro para tirar a maquiagem que estava bem carregada.
Quando eu estava passando o algodão no olho para tirar o removedor, ouvi passos próximos a porta do quarto, parando e um barulho de chaves. Enfiei tudo dentro do armário da pia a minha frente, saí correndo, joguei as coisas que estavam na minha cama para baixo dela e deitei correndo. Fiz tudo isso em frações de segundos.
Eu fingi que estava dormindo, minha mãe entrou, reconheci pelos passos, e me deu um beijo na cabeça ao ver que eu estava dormindo. Idiota!
Sempre fui de acordar tarde, tanto que não foi surpresa quando eu acordei às duas.
- ? - perguntou ao me ver entrando na sala de jantar.
- Não, é a sua avó que me possuiu. - respondi de mal humor coçando a cabeça e sentando-se ao lado dele. - Fazendo o que de bom?
- Trabalho de casa.
- Eu perguntei de bom.
- Conversando com você. - ele fechou o caderno e colocou-o de lado para prestar atenção em mim.
- E isso é bom? - perguntei desconfiada.
- Tirando o fato que nesses últimos dias você tem agido como uma puta... É sim.
Eu fiquei em silêncio, pois mesmo eu não querendo, as palavras dele me machucaram.
- Eu sei que você saiu essa noite. - ele disse olhando para a caneta que estava em sua mão e depois olhou para mim - Eu não vou contar para ninguém.
- Por que do nada você voltou a me tratar normal. Pois desde que eu me lembre, você só brigava comigo.
- Porque não tem nada a ver eu morar na sua casa e ficar agindo igual uma criança com você. E além do mais, essa é a nossa última semana aqui.
Confesso que essa última frase dele me pegou desprevenida.
- ! - apareceu na porta - Vamos lá jogar. Quer ir, ?
- Não, obrigada. - eu respondi com a cabeça longe.
- Depois nós vamos voltar para a nossa turnê. - ele disse levantando e saindo.
Como isso era possível? Ah! Esqueci que eles são os Jonas Brothers. Aquele trio de irmãos o qual eu vendi a minha mãe para ir a um show.
Engraçado como as coisas mudam em meses. Em novembro do ano passado eles eram os meus ídolos inalcançáveis e agora em Abril eles são os meus melhores amigos, os quais eu não vivo sem.
Não acredito que eles já estão indo embora. Eles ficaram apenas... Um mês. Nossa! E o que eu fiz nesse um mês com eles?
Nada!
- E o que é? - perguntei eufórica.
- Vem! - ele me pegou pelo pulso e me levou para o estacionamento.
- O que vc quer? - fiz biquinho
- Vamos sair.
- Mas temos aula.
- Um dia não faz diferença.
Entrei no carro dele e fomos ao cinema assistir “Sim, Senhor”.
Cara! O filme era muito bom, muito engraçado.Quero dizer, quando Diego deixava eu prestar atenção no filme.
“Sim!” – Jim Carey dizia no filme quando o Diego puxou a minha cabeça e começou a me beijar. Eu retribuí o beijo, a mão dele que estava na minha nuca começou a descer pelo meu braço, entrou dentro da minha blusa e massageava meus seios.
Aquilo acabou que começou a me excitar. Consequentemente eu fui beijando-o com mais prazer, com mais vontade e ele correspondia apertando-me mais forte. Coloquei minhas mãos em seu pescoço puxando-o para mais perto de mim. Eu queria tê-lo mais perto de mim.
Ele começou a descer seus beijos para o meu pescoço, ele também não estava ajudando, senti ele dando leves chupões e descendo-os pelo meu colo até chegar aos meus seis. Não agüentei e entreguei-me totalmente a ele. Ele poderia fazer o que quisesse comigo.
As luzes acenderam indicando que o filme havia acabado. Nós levantamos e saímos como se nada tivesse acontecido, tirando o fato de que eu estava um pouco vermelha, mas tudo bem.
Começamos a andar pelo Shopping de mãos dadas observando as lojas.
- Que lindo aquele sapato. – falei apontando para a vitrine de uma loja.
- Acho que eu deixei uma marca. – ele falou tocando uma parte no meu colo. Olhei para o meu reflexo numa vitrine e vi que eu tinha uma mancha roxa na pele.
- Valeu. – falei sem emoção – Isso é tudo que eu precisava.
- Toma o meu casaco. – ele tirou-o e me deu.
Continuamos a andar pelo Shopping até que eu pedi para ir para casa quando entramos na Virgin.
- E por que essa vontade repentina de ir para casa quando entramos aqui? – ele me perguntou desconfiado.
- Por nada. Eu só quero ir.
Eu sabia muito bem que era porque eu queria passar essa última semana bem juntinha dos meus Jonas.
- Eu sei que é por causa daqueles gays que moram com você. – ele falou com raiva andando para o estacionamento.
- Um: Eles não são gays! E dois: Não acredito que você está com ciúme deles. – falei desacreditando no que ele disse.
- Ah! O garoto que era o seu namorado até mês passado mora na mesma casa que você e eu não tenho motivos para ter ciúmes. – ele parou na entrada do estacionamento para dizer o que queria e voltou a andar.
- Ah! Então você acha que você é que está com a cabeça pesada? Há há há! Não me faça rir, por favor.
Nós entramos no carro e eu continuei:
- Eu sei que você e a já se pegaram, você acha que eu gosto de ver vocês dois juntos?
- Fala sério! Eu e ela só nos pegamos algumas vezes e você namorou não sei quando tempo com o fulaninho.
- Você sabe muito bem que o “fulaninho” não pode me dá a metade das coisas que você pode. – desabafei no meio da briga.
Ele olhou para mim e fomos até minha casa em silêncio total.
Joguei-me na cama, gritei o mais alto que pude e coloquei um travesseiro no rosto.
- ? – perguntou entrando no quarto – Você está bem?
- Sai daqui! – gritei ainda com o travesseiro no rosto.
- ? – ele perguntou receoso.
- Sai daqui! – repeti jogando o travesseiro nele.
Ele ignorou tudo que eu disse e fiz e sentou-se perto do meu pé na cama.
- O que houve? – ele perguntou solidário.
- Eu quero ficar sozinha. – fui rude.
- Tudo bem você não querer falar, mas eu não saio daqui. – ele levantou e sentou-se no sofá.
- Eu briguei com o Diego. Feliz? – desinbuxei – Agora rala!
Levantei apontando para a porta expulsando-o.
- Cara! Calma. E não. Eu não estou feliz em te ver assim.
- Nicholas, já chega. Sai do quarto, pelo amor de Deus.
- E qual foi o motivo da briga? Quer desabafar?
- Não, eu não quero desabafar.
- Tudo bem então – ele levantou e passou olhando na mesinha do computador – eu vou embora.
Ele falou não olhando para mim e parou mexendo em alguns papéis na mesinha do meu computador.
- Imagino o motivo da briga. – ele falou baixinho analisando os papéis já em suas mãos.
- O que vc está vendo? – perguntei interessada chegando mais perto e olhando para os papéis. – Ah! – falei sem ânimo.
- Há quanto tempo vc tem um caso com o ? – ele perguntou sério olhando para mim.
- Hã? – perguntei desentendida.
- Todo mundo já sabe que vc e o são caso antigo. Talvez até mesmo quando nós dois estávamos juntos vc ficava mais com ele do que comigo.
- É claro que eu ficava mais com ele, ele era o primeiro a vim falar comigo, a me ligar, a perguntar como eu tava. O primeiro a me dar amor, carinho e atenção.
- Joga na cara mesmo que eu não era um bom namorado. – ele falou com raiva
- Foi vc quem começou, . – falei com mais raiva do que já estava – Fala o que quer, escuta o que não quer.
- Eu era o corno e eu que comecei. Essas declarações aqui foram quando? São novas isso aqui! – ele quase gritou balançando os papéis onde eu e o brincávamos.
Ele ainda curvado com a mão no papel levantou apenas a cabeça para mim e encontrou o meu olhar.
- Então, em que tempo está escrito a frase? – ele me perguntou.
- Qual frase? “O João foi na padaria” ou essa do papel.
- Do papel.
- Presente? – falei com dúvida.
- Nem eu sei. – ele pegou outro papel, desenhou um coração escrito “ & ”. Eu cai na gargalhada.
- Vou chamar o Frankie pra me ensinar a tabela periódica, hein! – respondi dando língua.
Peguei uma folha de papel e escrevi ”Joe é um burro, mas eu amo esse burro de orelhas caídas”
- Ah! Eu sei que vc me ama. – ele me abraçou de lado me empurrando, de modo que ficamos deitados na cama.
- E vc está sabendo coisas de mais. – falei empurrando ele.
Depois disso começamos a fazer declarações um para o outro.
- Eu que vou julgar a melhor declaração.
- Por que você? – perguntei incrédula.
- Por que eu sou o melhor – ele começou a escrever no papel.
“E o mais lindo esqueceu de dizer”
“E que a menina mais linda está na minha frente”
“Onde? Não estou vendo ela. Ah! Claro, sou eu.”
“E a mais convencida também ¬¬’”
“E a que mais te ama ♥”
“ To me sentindo o homem mais sortudo do mundo”
“Sinta-se! Não é pra qualquer um que eu digo isso.”
“Imagino, fui, sou e sempre serei o mais especial na sua vida”
“Mais que qualquer outro”
- Está com ciúmes? – ri da cara dele.
- Devia?
- Se vc ainda sente algo por mim. – fiz cara seduzindo-o.
Ele ainda com cara de raiva me agarrou pela cintura, puxou-me e me deixou bem próximo dele. Tão próximo que eu conseguia sentir seu cheiro, sentir sua respiração próxima a minha.
- Acho que é vc que sente algo por mim. – ele desafiou.
- Não vou entrar nesse seu joguinho. Se vc quer alguma coisa venha aqui e pega, não faça jogos. – falei séria cheirando bem fundo seu pescoço.
Senti ele se arrepiar todo. Ri com o que eu conseguia fazer nele. Comecei a dar leves beijinhos em seu pescoço e ele foi se distanciando.
- Ué, não consegue continuar com o joguinho? – provoquei.
Ele não disse nada, apenas se virou e foi embora do meu quarto.
- E ai, amor? – ele perguntou encostado no carro. Puxou-me pela cintura para que ficássemos mais juntos.
- Tudo ótimo. – falei dando um selinho nele e logo em seguida dando um sorriso um pouco... Safado. Entrei no carro e sentei no banco do carona. – E ai, para onde vamos?
- Meus amigos estão dando uma festa, o que acha?
- Oba! As festinhas dos seus amigos são sempre divertidas. – falei me empolgando.
- Tô lembrando de quando te conheci, aquela menina fofa e bondosa. – ele falou com ironia e riu ao terminar.
- Nem me lembre. Agora estou em outra – falei ajeitando a blusa para o decote parecer maior. – Onde tem cigarro aqui?
- No porta-luva. – Peguei um e acendi. Essas coisas de passado me estressam. Principalmente porque me lembro do . Preciso fumar! Pensei tragando e sentindo aquilo passar pelos meus pulmões e sair pela boca novamente. – Vou te levar num lugar legal, topa?
- Opa! Vam’bora! – ele sempre me leva a lugares legais mesmo!
De repente, quando percebi que estávamos numa estrada deserta e mal iluminada. O cigarro tinha acabado, pois só havia dois no maço: fumei um, o outro o Diego e acabou. Ficamos uns 10 minutos de carro e ainda nenhum sinal de civilização.
– Nossa! Não vamos chegar nunca não?
- Calma, estamos quase lá. – ele me deu um sorriso malicioso, mas eu já estava acostumada. Parou em qualquer lugar no acostamento e acho que eu acabei demonstrando que eu estava apavorada porque ele colocou a mão na minha coxa e falou – Calma!
Ele colocou a mão na minha nuca e me beijou, foi descendo a mão para o meu seio onde começou a acariciar me beijando, acariciando e apertando. Depois foi descendo a mão e colocando na minha coxa novamente e entrando em baixo da minha saia, mas parei de beijá-lo.
- Eu acho que ainda não estou pronta.
- Deixe de ser menina comportada de uma vez. É bom! Você vai ver. – ele disse vindo para voltar a me beijar, mas eu virei o rosto. – O que foi agora, porra? – ele disse alterado.
- Caralho! Eu não falei que não quero! – me alterei – Me leva para casa! – ordenei.
- Só levo se você transar comigo! – ele disse passando a língua nos lábios igual um tarado.
- Eu vou sair do carro! – ameacei – Me leva para casa A-G-O-R-A!
- Eu já falei a minha condição. – ele veio para perto de mim e começou a beijar o meu pescoço, ele sabia que ali era o meu ponto fraco, enquanto foi passando a mão embaixo da minha saia, me acariciando embaixo da minha calcinha. Confesso que eu estava gostando e que ele me tinha onde ele me queria. Mas ainda não é o momento.
- Não quero! – gritei.
- Só lamento! – eu não o reconhecia mais, ele estava agressivo. Foi abrindo a calça muito rápido.
- Não quero! – meus olhos já estavam lacrimejando, mas eu não podia chorar na frente dele. Ele pôs o corpo dele em cima do meu e começou a puxar a minha calcinha, acho que por instinto, não sei, consegui abrir a porta do carro e sai dali.
Atravessei a rua correndo e me arrumando, eu estava parecendo àquelas prostitutas baratas. Eu ainda estava com a sandália de salta agulha, mas nem isso me impedia. Eu ia voltar para a minha casa de qualquer jeito. De repente ele volta e coloca o carro dele no meu lado, na mesma velocidade dos meus passos. Eu fui tentando andar mais rápido, mas todo o meu rápido não seria o bastante, ele estava de carro.
- Entra! – ele ordenou. Eu via a raiva em seus olhos.
- Entra logo! – ele ordenou novamente. Eu fui andando mais rápido, porém cambaleando por causa do salto que a esse ponto já estava deixando o meu pé doendo. Todavia isso não importava, eu continuava a andar e o Diego continuava a ordenar para eu entrar no carro. Eu estava com medo, confesso.
Depois daquele dia eu não queria o ver nunca mais. Cada segundo que passava parecia um século, porém vi alguma movimentação há a alguns metros. Isso me animou e fui andando, quase caindo, não escutando mais o Diego, pelo menos tentando ignorar.
Consegui chegar a uma avenida muito movimentada, chamei um táxi que não demorou muito para parar, entrei e falei o endereço.
O Diego ainda seguia o táxi. Eu estava com medo ainda. E se ele me agarrasse de novo?
Mas o táxi me deixou dentro da casa. Entrei e a casa estava toda escura, enfim pude chorar. Tirei a sandália e a joguei em qualquer canto, não sentia mais meus pés. Quando vi alguém se levantar na escada e vir em minha direção. Dei um grito assustada. Não acredito que o Diego havia me seguido até aqui. Comecei a chorar freneticamente, desesperadamente.
- Calma. – a pessoa pedia. Eu ouvia a voz do Diego, o que me deixava com mais medo. Eu chorava, eu tremia, eu estava muito nervosa, com medo. Quando a pessoa tocou em minha mão.
- Sai! – gritei andando para trás, ele não ia me pegar de novo. – Sai! – gritei em pânico.
- Calma , sou eu, o ! – ele foi mais rápido, me puxou e me acolheu em um abraço.
Sentou comigo na escada, eu sentia o amor dele, a amizade. Eu estava me sentindo protegida naqueles braços. Eu já não estava mais com medo, não tremia mais. Estávamos sentados abraçados na escada.
- I can see it in yours eyes, tell me what’s on your mind, don’t keep it all inside, Iam here for you – começou a cantar, sussurrando em meu ouviso. Eu estava segura e aquela voz me acalmava - Did somebody bring you down, turn your smile into a fown, I’ll help you work it out, when the anwer’s hard to find, I will give you peace of mind.
Depois de cantar, ele pegou a minha mão, me levou para o meio da sala e começou a dançar o refrão comigo. Fez-me sentir única e não um lixo, uma qualquer como eu estava me sentindo.
- When you need a friend to call, I’ll be right there beside you, to shelter you and guide you, I’ll miss you candle light, when your tear drops start to fall, I will be there to dry then, before you can cry then, on the darkest night, I will be the light.
Quando ele acabou de cantar nossos olhares se encontraram. Não sei se era porque eu queria saber que eu era amada ou porque eu estava vulnerável. Fomos chegando mais perto, mas isso não era certo. Balancei a cabeça negativamente, abaixando-a. Não era certo nem comigo, nem com ele.
- Me desculpe. – subi as escadas sem encará-lo novamente.
Fui para o banheiro me arrumar com a intenção de melhorara, pelo menos um pouco, a minha aparência. Deixá-la mais aparentável.
Depois desci e me juntei com o resto das pessoas para tomar café da manhã, que como se tornou hábito, todas as refeições onde eu estava presente ficava um clima muito carregado. Eu comi nada mais que um muffin e um copo de suco, levantei-me e sai da mesa. Aquilo não estava me ajudando e sentei na escada.
- . – veio em minha direção e sentou ao meu lado.
Eu me limitei a apenas olhá-lo, encostei minha cabeça em seu ombro e comecei a chorar. Eu não sabia o motivo realmente por eu estar chorando, mas eu precisava daquilo. Depois da noite que eu havia passado eu precisava saber que eu era amada.
Acho que isso foi o preço que eu paguei por ter mudado e ter começado a entrar no mal caminho.
- Calma. – disse acariciando meus cabelos.
- Obrigada. – eu falei perto de seu peito todo molhado das minhas lágrimas.
- Não precisa falar nada. Shh – ele disse e ficamos ali um bom tempo.
Percebi que todos já haviam saído da sala de jantar e alguns já haviam, até passado por nós. Ficamos ali um bom tempo. Não sei ao certo quanto tempo, mas um bom tempo.
Eu me acalmei em seus braços, era ele quem eu queria naquele momento. Era ele quem poderia me acalmar. Aqueles abraços, aqueles olhos, aquele sorriso, aquele homem.
Ouvimos um celular tocar e reconheci pelo toque que era o do .
- , seu telefone está tocando. – falei olhando em seus olhos.
- Ele pode esperar.
- Não, não pode. Vai que é importante.
- Mas não é. – ele insistiu.
- Vá, atenda e depois volta.
Ele fez o que falou, levantou saiu e eu subi a escada. Fui para o meu quarto e lavei o rosto.
- , precisamos conversar. – disse entrando em meu quarto com seu celular na mão.
- Fale, lindo. – falei com um sorriso no rosto. Apenas ele para me tirar aquilo.
- Senta aqui. – ele falou sentando no sofá.
- Pronto.
- Sei que o clima entre nós dois está um pouco estranho. – eu apenas o olhava – Eu sei, você sabe, todos sabem. E nós dois mais que todos, posso lhe dizer. Sei que já me insinuei várias vezes, já tive vontade de ficar com você várias vezes, mas você sempre me deu o fora ou sempre saia. Não te culpo. Isso apenas me fez perceber que você é para mim. Quando eu te vi entrando pela porta ontem a noite naquele estado tudo que eu pensei foi em te acalmar e eu sabia que sempre o que te acalma é a música. Então pensei numa música e cantei, até que deu certo. Você conseguiu dormir bem, eu fiquei te observando dormir e fiquei pensando. Eu estava interpretando tudo errado. Agora eu sei que você é minha amiga, nada mais. Minha melhor amiga.
Vieram várias coisas á minha mente. Vários momentos que eu passei com o .
Foi ele o primeiro a me ligar quando soube do meu término com o , foi ele que me ensinou inglês no meu primeiro dia na escola, quando nós fomos á sorveteria e eu coloquei calda na sua bochecha e ele ficou com raiva, e quando chegamos em casa eu lambi sua bochecha. Quando nós dois fomos na cozinha a noite e tivemos um jantar super romântico com um sanduíche cheio de treco que nem me lembro todos os ingredientes e foi lá o nosso primeiro e único beijo. Quando nós nos deitamos no jardim e ficamos vendo as estrelas.
Eu o olhei e não acreditei. Agora eu não sabia mais o que fazer. Que eu sentia por ele? Era realmente apenas amizade?
Nesse mesmo dia eu estava andando pelo condomínio.
O dia estava um pouco frio, então eu estava com um short jeans, um all star vermelho e um casaco vermelho, fechado pelo zíper até o peito, com as mãos nos bolsos e o capuz na cabeça andando de cabeça baixa.
- ? – ouvi alguém me chamar e levantei a cabeça para saber quem era.
- . – falei sem animação na voz.
- O que houve, menina? – ela disse andando ao meu lado acompanhando meus passos até que sentamos no meio-fio em frente a minha casa, no mesmo lugar onde nós nos conhecemos.
- Terminei com o Diego, os Jonas já estão indo embora. – eu olhei para ela – Resumindo: Minha vida tá uma merda.
- Que isso! Não diga isso. É exatamente nos piores momentos que vemos as grandes coisas.
Olhei para o chão pensando.
- Eu também acho que vou terminar com o meu namorado. - Ela falou
- Por quê?
- Porque não estamos indo bem. – ela disse triste.
- ? – ouvi alguém dizer atrás de mim, olhei para trás – ?
- ? – falamos em coro.
- Espera ae, como você se conhecem? – eu não sabia de mais de nada.
- Ela é a minha namorada. – ele falou como se isso estivesse na cara – E como vocês se conhecem?
Por um segundo eu olhei para o nada e fui juntando as coisas. Sempre que um estava sorridente o outro também estava, ela nunca me apresentava o namorado dela, ela ia terminar com ele não porque não estavam indo bem, mas porque ele ia se mudar.
- , - ele sacudia a mão em frente o meu rosto – De onde vocês se conhecem?
- Somos da mesma escola, - se intrometeu – apenas isso. Eu acabei de descobrir que ela morava nesse condomínio.
Ela se levantou, abraçou o e lhe deu um beijo que foi retribuído.
- Você o quê? – falei com raiva. – VOCÊ ACABOU DE DESCOBRIR QUE EU MORAVA AQUI? – gritei – Você sempre soube que eu morava aqui, eu fui a primeira pessoa que você conheceu aqui, nós temos várias aulas juntas, você que me apresentou o Diego, nós fomos várias vezes ao shopping, você freqüentava a minha casa e sempre fala comigo no IM. E ainda tem coragem de dizer que NÃO SABIA QUE EU MORAVA AQUI?
só me olhava com cara de tacho desacreditando o escândalo que eu estava fazendo no condomínio.
Eu não ligo que ela seja namorada dele, afinal, é a cabeça dele que está pesando. Mas vim aqui e falar isso na minha cara é brincadeira.
- Vocês eram... eram... – gaguejou.
- Sim, éramos amigas. – falei com raiva. – Por isso ficava tão interessada quando o assunto era a família Jonas, por isso você nem fez questão do Diego, queria me tirar do caminho com medo de que o ainda gostasse de mim, por isso você nunca me apresentava o seu namorado e por isso me fazia prometer que eu não contaria para ele o que você fazia.
- , calma! – tentava colocar ordem nas coisas e diminuir a minha raiva e não me deixar voar no pescoço daquela ordinária que estava fazendo cara de santinha na frente dele. – Sei que você está triste com tudo que está acontecendo, mas não desconte na Ponchoninha. Você deve está confundindo ela com alguém.
- Ponchoninha? (n/a: Obrigada Pri e sua amiga de escola :D) – eu cai na gargalhada. – Que horror! Você deixa ele te chamar assim? Com certeza tinha que ter algo para animar o meu humor e eu não estou louca. A Rô já cansou de fazer lanche pra gente, me ajudar a fugir pra sair com ela aaaaah! – disse me lembrando – por isso o Frankie não foi com a sua cara lá no Shopping.
- Frankie? – ficou confuso – O que ele tem a ver com isso?
- Antes de começar as aulas ela me chamou para ir ao Shopping, e eu fui com a desculpa de que eu ia com o Frankie e lá ele só ficava de cara emburrada com ela e só falava mal dela. Agora eu sei porque. E eu pensando que você era a minha melhor amiga.
- ! – falou sério e com autoridade abraçando a por trás - Não admito que você fale com ela assim. Se você está com ciúmes não precisa fazer essa vergonha.
Essa foi a deixa para eu começar a rir novamente.
- Meu filho, se eu te quisesse mesmo, eu já te tinha a muito tempo. – falei rindo o que era verdade.
- Essa garota está louca! – falou no ouvido do .
Com a raiva já em todo o meu corpo e com o rosto mais que vermelho eu fui com toda a minha força, agarrei ela pelos seus cabelos loiros e a puxei para onde eu estava antes. Joguei-a no chão e a prendi entre minha pernas com o joelho no chão.
- Isso é pra você aprender que comigo não se brinca. – e comecei a meter-lhe a porrada com muitos tapas na cara e quando parei para respirar um pouco ela revidou.
- Acho que não fui eu que estava com o garoto que só queria transar comigo. – ela deu um sorriso malicioso – Não fui eu que perdi o meu namoradinho porque eu estava com um gay – ela soltou uma gargalhada debochada e continuou – e não fui eu que pensou que tinha eu como amiga e por trás estava pegando o seu ex, que você ainda era apaixonada.
Eu fiquei mais vermelha que já estava, juntei toda a minha força que tinha e lhe dei um soco no lado da boca. O soco foi tão forte que a cabeça dela bateu forte no chão, levantou e bateu no chão de novo e sua boca começou a sangrar.
- O que você fez? – me olhou com nojo e voltando a olhar no chão.
Já era quase de madrugada e ainda não havia voltado do hospital. Pouco me importava como estava aquela cretina, mas eu não queria que o sofresse com aquilo. Até que eu ouvi alguém abrindo a porta e me despertei do meus pensamentos e olhei na direção.
O entrou, passou por mim e ia embora.
- Eu quero falar com você. – falei séria.
- Mas eu não quero falar com você. – ele falou seco parado onde ele estava.
Ele continuou a andar e eu peguei em seus punhos.
- Você vai me escutar.
- Não, eu não vou.
- Sim, você vai. – ele se virou para mim.
- Me diga um motivo.
- Porque tecnicamente eu conheço a a mais tempo que você e eu não quero te ver sofrendo por uma pessoa que não merece.
- Não acredito que você está com ciúmes.
- Não estou com ciúmes, apenas quero te proteger. Você não sabe quem ela é. – ele ficou parado me ouvindo – Pergunta aos meus pais, a todos nessa casa, ela vivia aqui. A minha amiga que eu era proibida de ver era ela. Tínhamos a maioria das aulas juntas, estávamos praticamente sempre juntas. Em todas as festinhas que o Diego me levava ela sempre estava lá com meninos diferente. Quando eu e o fomos á sorveteria ela estava lá com o Diego, aquele que namorou comigo. Ela parou de sair com ele porque eu pedi pra ficar com ele e porque ela tinha medo de que eu voltasse para você já que vivíamos na mesma casa. No começo eu sempre perguntava se era o namorado dela o garoto que ela estava, mas ela sempre falava que não era, depois eu desisti.
Eu parei para respirar. Eu tinha falado tudo um pouco mais rápido que o normal com medo de que ele se virasse e fosse embora.
- Por favor confie em mim. – eu falei olhando-o com receio.
- É incrível o que a pessoas fazem e falam só para ter o que elas querem.
- Você está pensando que eu ainda gosto de você? – eu falei com raiva. – Quer saber de uma coisa? Gosto! Gosto mesmo, mas não vai ser por isso que eu vou ficar inventando coisas das outras pessoas.
- Está ai, você está com ciúmes. – ele falou sério.
- , você é um idiota – eu falava gritando – Você gosta de ser corno. Você sabe que ela está te traindo.
- Isso não é da sua conta. – Ele falou seco dando as costas.
- ... – eu tentava convencê-lo da verdade, mas logo senti algo quente em meus lábios. Um calor que eu não sentia a muito tempo, pelo menos não aquele, e que eu sentia falta, muita falta.
se virou de novo para mim num impulso e me roubara um beijo. Ô saudade desse beijo, dessa boca, dessa mão em minha nuca, desse corpo junto ao meu. Eu não consegui resistir e retribui o beijo.
Todos na casa estavam arrumando as coisas da mudança da família Jonas e nós dois estávamos sentados na grama do jardim. Eu estava de frente para ele, e o sol o iluminava de um modo tão especial que parecia que eu não era o suficiente para ele. Parece que ele era um dos Deuses gregos e eu uma mera mortal.
- Eu... Tenho uma música pra você. – ele falou tímido olhando para o chão.
- Acho que eu vou fazer um CD apenas com as músicas que você escreve para mim. – fiz uma piada para deixar o clima mais legal e descontraído.
- Quem mandou me inspirar tanto? – ele me deu um selinho e pegou o violão. – Talvez você já tenha até ouvido ela alguma vez.
Restless nights but lullabies (Inquietas noites mas canções de ninar)
Help to make this pain go away (Ajudam a fazer essa dor ir embora)
I realize I let you down (Eu percebi. que eu te magoei)
Told you that I'd be around (Te disse que estaria junto com você)
I'm building up the strength just to say (Obtive força apenas para dizer)
For breaking all the promises (Por quebrar todas as promessas)
That I wasn't around to keep. (que eu não estava por perto para cumprir)
It's on me (você me escutasse)
This time is the last time (Esta vez é a última vez)
I will ever beg you to stay. (que eu irei te pedir para ficar.)
But you're already on your way. (Mas você já está em seu caminho)
Knowing that I am to blame (Sabendo que sou o culpado)
For leaving your heart out in the rain (por deixar o seu coração na chuva.)
I know your gonna walk away (E eu sei que você irá embora)
Leave me with the price to pay (E me deixar na mão pagando pelo que eu fiz com você)
Before you go I wanted to say (Mas antes de ir eu queria dizer)
For breaking all the promises (Por quebrar todas as promessas)
That I wasn't around to keep. (que eu não estava por perto para cumprir)
It's on me (você me escutasse)
This time is the last time (Esta vez é a última vez)
I will ever beg you to stay. (que eu irei te pedir para ficar.)
But you're already on your way. (Mas você já está em seu caminho)
But if you have to go, then please girl (Mas se você tem que ir. Então por favor garota)
Just leave me alone. (Me deixa em paz)
Cause I don't want to see you (Porque eu não quero ver você)
And me going our separate ways. (E eu em caminhos separados)
I'm begging you to stay (Eu estou implorando para você ficar)
If it isn't too late (Caso não seja tarde demais)
For breaking all the promises (Por quebrar todas as promessas)
That I wasn't around to keep. (que eu não estava por perto para cumprir)
It's on me (você me escutasse)
This time is the last time (Esta vez é a última vez)
I will ever beg you to stay. (que eu irei te pedir para ficar.)
But you're already on your way. (Mas você já está em seu caminho)
- Please be mine – respondi olhando timidamente para .
I'm here with you (Estou aqui com você)
Prepared for what happens (Preparado para o que acontecer)
And you say ... (E te dizer...)
I love you ... (Eu amo você...)
- Hã? – Não entendi nada agora. O garoto romântico ficar tããããão hot. Me agarra que eu gosto, que eu AMO!
- Brincadeirinha! - ele riu
- Mas só em eu ganhar um presente eu já amo, e vindo de você, com certeza eu vou amar! – Pra que eu fui falar essa besteira, hein? Quando abri a caixa, adivinha o que tinha dentro dela? É isso ae! Um cachorro, UM C-A-C-H-O-R-R-O! Meu Deus! Onde eu vou enfiar um cachorro?
- Só o Valentine né? Ah! Agora Valentine não é importante, é?
- Vc ainda lembra disso! – falou como se não acreditasse que eu lembrava de uma coisa banal.
- Será porque foi mês passado?
- Mas não deu pra mim vim.
- Mas pelo menos eu podia ter ido até vc, né?
- Não dava.
- Vc nem ao menos atendeu o telefone, não entrou na internet, não deixou nem se quer um comentário no MySpace. – eu disse já chorando.
- Eu já sabia que isso não ia dar certo desde o início.
- Já sabia? Já sabia! – dei uma risadinha debochada – Não me faça rir ! Vc que ficou um mês no hospital comigo. Vc que parou a sua vida para viver a minha. E vc ainda se atreve a dizer que já sabia que isso não ia dar certo desde o inicio?
- Aquilo era porque vc era uma fã. Se eu deixasse de lado a mídia iria colocar a minha carreira por água abaixo – ele falou como se não tivesse coração
- Ah! Ok. Então vc escreve uma musica para qualquer fã, chora para qualquer fã, para a turnê e a sua vida por um mês por qualquer fã, pede em namoro qualquer fã? Que tipo de ídolo vc é?
- Que tipo de fã que vc é?! Que diz que ama e que faz e acontece pelo seu ídolo e quando consegue conquistar ele e namorar, trai.
- Será porque agora vc não é só o meu ídolo como o meu namorado. – ele ia abrir a boca para falar alguma coisa, mas eu fui mais rápida – E para a sua informação ele é gay.
- E eu sou o Peter Pan
- O que achou? – ele perguntou animado.
- Linda. – falei sincera – Cada vez você me surpreende mais.
- Obrigado. – ele riu torto. – Me desculpe por quebrar as promessas de nunca te machucar e sempre ficar ao seu lado, minha princesinha. – ele olhou para a grama e continuou – Não quero que você volte para mim ou algo do tipo, apenas quero que você guarde essa música em seu coração. E que eu nunca irei te esquecer.
Ele se levantou, me deu um beijo no rosto e saiu.
- – eu me levantei e fui em sua direção.
- Oi. – ele disse se virando.
- Eu tenho uma coisa para te falar.
- O que? – ele olhava para o chão e para mim.
- Quer namorar comigo?
______________________
Há um ano atrás, eu fiquei encantada em ler histórias onde eu poderia sonhar acordada imagiando como seria se eu conhece os meus ídolos e decidi expor para todos os meus "sonhos", o que a minha mente fertil imagina. A primeira história, como todo mundo sabe, não foi boa. A primeira nunca é, mas depois que eu finalizei eu continuei com outras fics, mas bateu um vazio e decidi fazer uma continuação. E ai está a continuação, que agora está finalizada. Espero que vocês tenham se divertido com a história, assim como eu gostei de estar escrevendo e por terem me aguentado todo esse tempoq uando eu ficava anos sem postar. Sei que o final não foi dígno, mas espero que dê para o galho.
Espero encontrar vocês em outros lugares, continuar conversando e manter a amizade que fiz com muitas de vocês, e obrigada. Por tudo!
visitaçoes
Minhas Fics
pelo menos pra saber o que estam achando da fic :)