
Fomos eu e a Ana lá na loja de doces que tinha no aeroporto e começamos a escolher um monte de doces, chocolates e tudo mais que engorda. Quando nós estávamos pagando tudo chamou o nosso vôo, saímos correndo, pagando tudo rápido, alguns doces caindo no chão, colocando os que ainda estavam na nossa não na malinha menor. O maior desespero, mas conseguimos pegar o vôo, imagina se tivéssemos perdido o avião? Não quero nem pensar.
Entramos no avião, procuramos os nossos lugares e sentamos. Eu fui na janela. Sou bem esperta, não? Mas o avião começou a tremer, foi subindo, subindo e eu fui ficando mais nervosa. Fui me enchendo de doces e o meu coração parecia que ia sair do peito. Mas fui pensando “Se os Jonas já andaram de avião e estão lindo como sempre, eu também consigo.” Mas será eu é o avião que deu beleza pra eles? Será que eu vou ficar mais bonita quando eu andar de avião? , não viaja, ok? Mas logo depois do pânico da decolagem eu relaxei e consegui dormir. Foi até tranqüilo o vôo sabe? Quando n´[os saímos do Brasil perguntei:
- Nossa! Você gosta de dormir, hein! – Ana falou p´ra mim
- Eu ainda não tinha dormido direito. – e dei um sorriso pra ela
- Já saímos do Brasil.
- Uau! – falei olhando pela janela – Mas parece o mesmo céu do Brasil!
- Será porque céu é tudo igual?
- há há há
- Se quiser já pode colocar o casaco, porque daqui a diante, já é inverno.
- Tudo bem. – falei colocando. – É um pouco estranho, durmo no verão e acordo no inverno, eu devo ter dormido muito mesmo. Rs rs rs (n.a: ta, nem teve tanta graça assim :S)
O restante da viajem foi normal. Fomos conversando, brincando, nas paradas nós descíamos e ia ficar tirando foto, fazendo vídeo. Ana tinha voltado a ser adolescente comigo.
Chegamos em Miame, onde nós encontraríamos os Jonas Brothers. Chegaos no hotel e falaram que não tinha ninguém com aquele nome registrado naquele hotel. Mas como é possível? Fui barrada na portaria. Eles foram conversando, conversando. O esquema de segurança que fizeram era muito bom mesmo. A Ana começou a se stressar, eles falavam e eu não entendia nada e fui me stressando também. E aquelas meninas lá fora gritando não estava ajudando, estavam gritando basicamente no meu ouvido, pô! Como se eu estivesse no lugar delas também não estaria fazendo o mesmo, mas tudo naquele dia estava me estressando. Se eu estivesse no lugar delas também não estaria fazendo o mesmo.
Mas enfim, conseguimos entrar no hotel. O funcionário foi levando as minhas malas e as malas da Ana, e até lá as fãs não perdoam. Se eu fosse um dos Jonas iria estrangular uma a uma pra pararem de gritar. Com certeza eu iria fazer isso, até eu não sendo os Jonas já estavam com vontade. Bom, deu pra perceber que o que aconteceu na porta do hotel tinha me stressado, né? Quando eu fui sair do elevar do andar no meu quarto, eu ainda esbarro em alguém. Pronto!
- Você não olha por onde anda, não? – eu disse em inglês (n.a: Vcs vão saber quando é em português e quando é em inglês. Lembre-se: Nenhum Jonas falam português :*)
- Desculpa! – O infeliz falou
- Desculpa, desculpa. Rum! – fui em direção do quarto sem nem ao menos olhar pra cara do indivíduo. O menino ficou sem entender nada e entrou num outro quarto.
- Caraca! Esbarrei numa menina agora e estava toda stressada, nem falou comigo direito!
- Você queria que ela corresse e te abraçasse, ? – disse Joe
- Mas tem outra pessoa sem ser a gente nesse andar? – perguntou – reservaram esse andar só para a nossa produção.
- Foi! Foi ali do elevador, ela tinha acabado de chegar. – . E nisso o Sr. Jonas entrou no quarto
- A repórter brasileira que vai passar a semana com a gente acabou de chegar – ele falou e os meninos se entre olharam.
- Só se ela tem uns 15 anos! –
- Hã? – Sr. Jonas não entendeu nada
- Pai, é que esbarrou em uma menina agorinha mesmo – disse , vendo o desentendimento do ainda continuou – Quando o estava vindo para o quarto, ele esbarrou em uma menina de mais ou menos 15 anos que saiu do elevador nesse andar, entendeu agora?
- Ah, sim! Agora entendi – Sr. Jonas – Mas ela estava sozinha?
- Sei lá, parecia. Mas ela estava de péssimo humor, se for ela mesmo a repórter, ela não queria vim, não –
- Hum, que seja! De bom humor ou não, ela vai entrevistar vocês daqui a uma hora lá no restaurante do hotel, não se atrasem! – Sr. Paul disse isso e se virou para sair do quarto.
- Vou tomar banho! – eu gritei no meu quarto indo para o banheiro. Tomei banho rápido sai do banheiro, deitei na cama e comecei a escutar música no meu MP4. Fiquei deitada na cama até a Ana sair do banheiro e dar uns tapinhas na minha cocha.
- Que foi? – respondi irritada tirando um fone do ouvido
- Vamos descer – ela falou impaciente
- Não quero! – respondi colocando o fone no ouvido novamente. Ana perdeu a paciência comigo e tirou os fones do meu ouvido.
- Olha aqui! Você falou que amava esses tais de Jonas e agora que vai conhecer fica assim de graça? – CA-RA-CA! A ficha tinha acabado de cair. Eu ia conhecer os Jonas, eu ia conhecer os Jonas... EU IA CONHECER OS JONAS!
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! – A ficha enfim caiu. Eu levantei num pulo, fui para o banheiro de novo, arrumei o cabelo, quer dizer, tentei domar a fera, né? Me arrumei e pelo incrível que pareça em 10 minutos eu já estava pronta. Ana não entendeu nadinha, mas eu estava muito feliz em estar conhecendo os meus maiores ídolos. Nós duas descemos e fomos lá para o restaurante, e eles chegaram até antes da gente, porque quando nos chegamos lá eles já estavam nos esperando.
- Oi – cumprimentou Ana
- Oi – fiz o mesmo. Nos apresentamos e nos sentamos à mesa junto com eles.
reparou bem em mim, que ele me contou depois,super sorridente, de olhos brilhando “Não é possível! É a menina do elevador? Se é ela mesma, porque não falou direito comigo lá?” pensou ele “Rum! Vai entender as mulheres...”
- ! – chamou
- Hã! Sim? – Ele tipo que tinha acabado de acordar
- O que você acha dessas fãs que fazem tudo por você? – Ana perguntou novamente (n.a.: Não pensei em nenhuma pergunta que preste, então foi essa mesma)
- Bom, é legal até um certo ponto, porque tudo exagerado faz mal.
Ana continuou com o seu trabalho, fazendo milhões de perguntas, não conseguia tirar os olhos de mim e eu? Bom, eu sou um pouco leza pra isso, não percebi nada. Eu estava encantada em estar junto com eles. Quando a Ana acabou de fazer a entrevista, todos nós nos levantamos para subir. Quando eu ia começar a seguir eles, o me parou segurando o meu braço.
- Me desculpe, mas você esbarrou em alguém hoje mais cedo quando você saiu do elevador? – ele precisava tirar essa dúvida
- Hã?! - Como ele sabe? – Sim, mas... Como você sabe? – Seria impossível eu ter esbarrado com ele e não o reconhecê-lo. Mas apesar de que eu estava tão stressada que nem olhei pro rosto dele
- Hum...
- Foi com você? – perguntei de queixo caido
- Foi sim! Mas acho que você não me reconheceu... – falou tipo com uma carinha de triste
- UAU! – isso realmente me surpreendeu - Na verdade eu não estava muito bem.
- Tudo bem! Todo mundo tem dias ruins. – e fomos andando para os quartos. Eu dei um risinho meio tímido - Mas você veio porque você quis ou foi obrigada?
- Eu que quis. Na verdade... – e contei toda a história para ele.
- Nossa! – disse quase não acreditando – Bom, agora tenho que ir começar a me preparar para o show. Você vai?
- Hã? Claro! Você vai me aturar uma semana – e dei um sorriso super simpático para que ele se derreteu todo. Nos despedimos com direito a beijinho na bochecha e tudo. Cada um entrou em seu quarto nas nuvens com a mão na bochecha onde tinham ganhado o beijo (n.a: usem a imaginação, igual naqueles filmes românticos)
Eu no meu quarto conversando com Ana e no quarto dele falando com ...
- Ele é lindo! – eu
- Ela é perfeita! –
- Ele é mais tudo do que pensei – eu
- Melhor do que ela, nada! –
- To apaixonada!
- To apaixonado!
Ana e só olhavam para a cara deles quando acabaram de falar Ana veio me abraçar e começou a rir e a zoar do irmão.
Antes de começar o show eu e a Ana fomos no camarim cumprimentá-los.
- E qual é a nossa musica que você mais gosta? – perguntava
- Please be mine – respondi olhando timidamente para .
Ficamos mais um pouco no camarim e um pouco antes de começar o show lá foi eu e Ana para o camarote que tínhamos comprado para assistir melhor o show. Porque senão íamos atrapalhar a produção se continuássemos no camarim. Vamos lá, o show começou! Eles cantavam e cantavam e eu a cada música cantava mais alto, delirava mais ainda. De repente, eles pararam de cantar e o foi para o centro do palco.
- Sei que essa música não está mais na set list dos nossos shows, mas em homenagem a uma amiga nossa que falou que amava essa música eu vou cantá-la – falava e as meninas gritavam – Então com vocês, Please be mine!
Nem preciso dizer que quase enfartei ali na hora, né? E cada palavra que cantava, cada nota que tocava parecia que naquele lugar só existiam duas pessoas, eu e ele.
Eu comecei a chorar, cantava junto e as lágrimas caiam de meus olhos.
Quando o show acabou, voltamos para o hotel, tomamos banho, comemos algo e fomos para o ônibus, íamos para a próxima cidade da turnê.
Chegaram no saguão...
- Aaaaaaaaaah! Frankie! – sai correndo e abraçei ele
- Você ta me sufocando! – falou Frankie quase sem ar.
- Ah! Desculpa! – o soltei toda sem graça
- Fiquei com ciúmes agora! – falou com carinha de cachorrinho abandonado – Por que pra ele você corre a abraça e pra mim não? – fazendo biquinho
- Aaaa, que gracinha! – Fui lá e dei um abraço também
- Também quero! – falou que vinha chegando com , dei outro abraço nele, ai olhei para
- Você quer abraço também? – perguntei, ele corou na hora. Dei um abraço nele, o abraço mais demorado, mais prazeroso, mais gostoso, mais tudo!
Fomos, entramos no ônibus e sentou Kevin, Joe, Nick, Ana e eu numa mesinha que tinha no ônibus...
- Você já tinha vindo aqui nos EUA antes? – me perguntou
- Não, essa é a primeira vez. Mas vou voltar agora começo de Janeiro.
- Vai pra onde? –
- Disney! Escolhi como presente de 15 anos. – disse ela toda sorridente
- Nossa! Você tem quantos anos? –
- 14! Faço 15 agora em Janeiro
- Quando? –
- Primeiro, Primeiro de janeiro
- UAU! – fizeram coral
- Mas você vai gostar de lá, é bem legal! –
- Ai! – dei um suspiro – Não vejo a hora! To esperando isso desde que eu me entendo por gente... Meu aniversário de 15 anos...
Houve uma risada geral
- Que foi? – e fiz uma cara de sapeca – Eu to com vontade de conhecer o Castelo da Cinderela.
- Por que o Castelo da Cinderela? –
- Porque eu adoro princesas, contos de fadas... – disse com ar sonhador
Os meninos caíram na gargalhada de bater na mesa
- Eu acho lindo também – falou Ana me apoiando
- Eu duvido que vocês não acreditam em contos de fadas – e dei língua para eles (n.a: nada de “quem da língua pede beijo”, hein? É que eu tenho mania de dar língua mesmo)
- Aí você foi longe demais, né ? – disse Ana – Menos, menos, quase nada!
- Caraca ! Tu acredita em contos de fada? –
- Acredito sim! – eu dizia super confiante – Vocês não?
- Eu não! – foi a única coisa que ela ouviu
- Mas você acha que um dia vai acontecer com você? –
- Bom, analisando os contos de fadas... Cinderela precisou que o pai morresse e ficar escreva da madrasta para encontrar o príncipe, Branca de Neve teve que ser envenenada para ter seu conto de fada e Bela Adormecida precisou dormir durante anos para o príncipe ir ao seu encontro. Então, para eu ter um conto de fadas tem que acontecer uma coisa assim, sobrenatural e trágica em minha vida, entenderam?
- Palmas para ela! Palmas! – disse puxando palmas de todos que estavam no ônibus, eu fiquei igual um tomate na hora – Cara! Isso bateu realmente lá no fundo!
- Assim, tem lógica no que você falou... – me defendia
- Mas e se você já estiver encontrado o seu príncipe encantado sem nada trágico? – disse olhando para o
Eu e nos entre olharam e ficaram vermelhos, todos em volta riam. Depois disso começou a fazer palhaçadas e todos riam e eu entrando na brincadeira levantei para encenar algo engraçado para eles e nesse momento houve um bake!
3 dias depois...
Ana acordou em uma cama com o braço engessado, não sabia nada e começou a fazer força para levantar.
- Não, não. Não, não! – disse uma enfermeira balançando indicador com sinal negativo – Que bom que você acordou, mas ainda precisa ficar de repouso.
Quando Ana ouviu a enfermeira falando isso lembrou de mim. Se ela estava em um hospital e esteve desacordada...
- Cadê a ? Ela tá bem?
- Ta aqui no quarto ao lado – disse a enfermeira –Não se preocupe que ela está bem
- Mas eu tenho que ver-la! Tenho que falar com ela! – Ana estava desesperada, tinha saído do país com uma menina que mal conhecia e agora elas estavam no hospital – Mas o que houve?
- Um motorista bêbado bateu com a carreta no ônibus em que vocês viajavam. – a enfermeira explicou a Ana.
- Eu tenho que falar com a , eu tenho que falar com a – Ana estava tão desesperada que se embolava nas palavras e tentava de novo levantar da cama
- Não Senhora. – a enfermeira a impediu de levantar mais uma vez. – Você tem que repousar.
- Então deixa apenas eu fazer um telefonema. – Ana implorou
- Vamos fazer o seguinte, - enfermeira começou – Amanha meio-dia você vai receber alta. Então você faz o telefonema e vai visitar a , ok?
- Ta! – Ana não tinha opção a não ser render a oferta – Mas como a está? – ela perguntou a enfermeira quando a enfermeira ainda estava na porta
- Esta bem! – a enfermeira não respondeu mais nada e saiu da sala. Ana percebeu com as poucas palavras da enfermeira que eu não estava tão bem assim e que tinha algum problema. Ana ficou o restante do dia preocupada comigo. Que linda! E pensando em como falar com a minha mãe de que eu não estava bem. Seria horrível! Ana não conseguiu dormir a noite sozinha, precisou tomar calmantes para pegar no sono.
Em outro Quarto...
- Ah! , até que enfim você acordou – Sra. Jonas acariciava o rosto do filho que tinha acabado de acordar que nem chegava ser um coma.
- Ta mãe! Eu já to bem! – ele já tinha se cansado. Ficara os últimos 25 minutos recebendo carinhos da mãe. – Cadê os outros meninos?
- está com o Frankie e o com a . – Sra. Jonas respondia
- Quem disse que a gente ia esquecer de você, hein? – disse abrindo a porta junto com .
- Até que enfim a Cinderela acordou? – tentou uma brincadeira e riu sozinho dela. Os outros que estavam no quarto o olharam com uma cara incrédula
- Cinderela? – perguntou sem entender nada
- É! Cinderela! – confirmava explicando a brincadeira como se fosse a coisa mais evidente do mundo – A que ficou muito tempo dormindo e essas coisas.
- Não seria A Bela Adormecida? – perguntou ainda confuso
- Cinderela foi a que perdeu o sapato! – disse
- Ah! – não sabia onde enfiar a cara – É tudo princesa Disney!
Todos riram da cara do . Ficaram mais um pouco conversando. A Sra. Jonas foi pro quarto do Frankie que ainda estava inconsciente, e Paul, que estava com o Frankie, foi ver o filho que acabara de acordar. foi distrair um pouquinho a Ana e foi para onde já tinha se tornado a sua casa... O quarto 305. O meu quarto!
- , por que você não acorda? – ele dizia bem próximo de meu rosto acariciando-o – Ana e acordaram hoje. Quando que você vai acordar? Você acredita que confundiu Cinderela com Bela Adormecida? – Ele riu se lembrando do acontecido e conversando comigo como se eu pudesse ouvi-lo. Na verdade eu até ouvia, mas não entendia muito bem. É muito confuso na minha cabeça até hoje - Você tinha que ter visto a cara dele...
Nossa “conversa” foi interrompida com a entrada da Sra. Jonas no quarto.
- Como ela esta? – Sra. Jonas perguntava
- A mesma coisa – com uma cara de decepção
- A esperança é a ultima que morre, o médico falou que devemos começar a nos preocupar mesmo depois de uma semana, mas tenha fé que ela irá acordar, como todos nós – dizia ela abraçando o filho, uma parte ruim de ser mãe deve que mesmo quando você não tem mais forçar, mostrar aos outros que ainda tem. - Mas agora está na hora da sua fisioterapia, eu fico com ela aqui. (n.a.: Bom, é que ficou desacordado tbm e depois se muito tempo sem se mexer os médicos mandam fazer fisioterapia, ok? Só pra explicar msm).
No dia seguinte, Ana só acordou quando o efeito dos calmantes havia passado. Ela olhou para o criado mudo e viu que ainda era oito horas da manhã. O restante do dia passou se arrastando, como se cada minuto fosse um século. Até que a enfermeira entrou no quarto e falou que ela teria alta. Ela agradeceu, mas a única coisa que ela pensava era:
- Cadê a ?
- Está aqui no quarto ao lado. – a enfermeira foi levando a Ana para o quarto 305. Abriu a porta e viu um menino sentado num sofá com um violão e uma menina aparentemente dormindo.
- ? – Ana perguntou
- Ahm... Ele não sai daqui desde que teve alta. – a enfermeira explicava.
- ! – Ana veio me acariciar com cuidado para não me acordar.
- Ela vai demorar pra acordar. – dizia a enfermeira
- Por quê? – Ana não entendia
- Ela não está dormindo como a senhora deve estar pensando. – a enfermeira deu uma pausa e viu a cara de espanto de Ana – Ela está em coma!
As pernas da Ana ficaram bambas, ela perdeu um pouco do equilíbrio e preferiu sentar no sofá junto com o para não cair de vez no chão. Ficou pálida. A enfermeira e o ficaram nervosos de que acontecesse alguma coisa. Enquanto a enfermeira abanava-a, levantou e pegou água para ela. Ana aos poucos foi voltando ao normal, mas ficou muito preocupada comigo. Vendo que a Ana melhorou, foi ver os irmãos, que tinha acabado de acordar e Frankie que ainda estava em coma.
- Mas o que houve com ela?
- Bom, vou falar a verdade. Ela é que está em pior estado, as esperanças de que ela acorde são poucas. Ela está pior que o Franklin. (n.a.: Também, né... Quem mandou ela querer levantar pra fazer palhaçada... é isso que dar) Ana não conseguiu conter as lágrimas. Pelo incrível que pareça, ela tinha criado um elo com a menina de um tal jeito que nem ela sabia como.
- O sabe disso? – disse com lágrimas nos olhos
- Não! Preferimos não contar para não tirar as esperanças dele. Apenas você e Sra. Jonas quem sabem.
- Tudo bem – Ana disse sacudindo a cabeça baixa. Assim que a enfermeira saiu do quarto, Ana pegou o telefone e ligou para a minha mãe.
- Alô? – falou a pessoa do outro lado da linha
- Alô. Poderia falar com a Dona ?
- É ela, quem deseja? – Pronto! Ana não teve nem tempo de se preparar para ver como ia contar a notícia.
- Ana – ela falou com um nó na garganta
- Ana? – Vera parecia que não conhecia. Mas logo se lembrou
- Ana Carolina que levou minha filha pros Estados Unidos?
- Aham. – Ana respondeu ainda um pouco apreensiva.
- EU NÃO FALEI QUE ERA PRA ME LIGAR TODO DIA? – minha mãe perdeu o controle. – EU LIGO PRO CELULAR DA DA DESLIGADO, LIGO PRO SEU TAMBÉM DA DESLIGADO. COMO EU VOU SABER COMO ESTÁ A MINHA FILHA? – A cada palavra que a minha mãe falava Ana ficava com mais remorso de ter me levado para outro país que começou a chorar.
- Me desculpe. – ela abaixou a cabeça como se minha mãe pudesse ver o seu arrependimento do outro lado da linha.
- O que houve? – Vera abaixou o tom de voz – Você está chorando?
- Me desculpe. – Ana disse mais uma vez chorando, com a voz um pouco rouca – Eu... Eu não sei como começar
- Você está me preocupando. – minha mãe ta estava com lágrimas nos olhos, seu sexto sentido de mãe estava atacando, como o aperto no peito que ela havia sentido a 4 dias atrás.
- É que está internada – e foi assim, curta e grassa que a Ana deu a noticia a minha mãe. Minha mãe por sua vez entrou em choque e começou a chorar.
- Mas... Mas... – as palavras não saiam da boca da minha mãe – Mas como que isso aconteceu?
- Um bêbado dirigia o caminhão que bateu no nosso ônibus. Como a estava em pé, foi a que mais se feriu e está em coma profundo.
- E como está? – Vera chorava desesperada
- Ela está bem – Ana tentava prender o choro inutilmente, não podia falar que estava inconsciente.
- Eu quero falar com ela! – Ana não conseguiu mais prender o choro.
- Bom, ela está dormindo um pouco – Ana teve que mentir, não poderia contar a verdade. Principalmente pelo telefone
- Mas tem como transferir ela para um hospital aqui no Rio, no Brasil.
- Não. É que a situação dela não está ótima então não seria boa idéia e ela poderia piorar.
- Mas onde vocês estão? Vou para aí o mais rápido possível. – Ana deu todas as instruções de de como chegar lá e a minha mãe foi antes na casa do meu pai.
Minha mãe chega no apartamento em frente a praia onde meu pai morava com a atual namorada e aperta a campainha. Quem atende é minha madrasta.
- Oi . – ela viu o olho inchado da minha mãe e perguntou – O que houve?
- O está? – Minha mãe ignorou completamente a pergunta que a minha madrasta fez, não que elas tenham algum problemas, desavenças porque não tem, mas porque ela tinha algo mais importante para fazer.
- Ta, ta sim. – e apontou para o sofá
- O que houve, ? – Pergunta e minha mãe o abraça.
- ! A !
- O que houve com ela? – ele já se preocupando
- Ela está internada! – Minha mãe chorava mais ainda. E meu pai não mostrava nem um pouco preocupado comigo
– E o que eu tenho a ver com isso? – foi grosso agora
- O que? – Minha mãe não acreditou no que ouviu – É a nossa filha! – Minha mãe cada vez chorando mais.
- Você sabe que ela não é nada minha!
- Como assim? Você viveu 15 anos com ela, você é o pai dela!
- Não! - ele deu as costas para ela - Você sabe que não sou
- Por Deus, ! Você criou essa menina!
- Você criou ela! Sozinha... Eu fui apenas quem ela chamava de pai e nada mais
- Nada mais? Ela te ama! Você é o herói na vida dela!
- Dane-se! Agora sai daqui! Procure o pai dela porque não sou eu.
- Você sabe que não nos falamos a 15 anos
- Se vira! Porque eu não vou ajudar! Eu já disse – ele abriu a porta e caiu uma lágrima de raiva de deus olhos – Vai embora!
Minha mãe saiu dali pior que entrou. Como ela encontraria alguém que ela não vê a 15 anos? Isso realmente me pegou em cheio, eu nunca iria saber que ele não era o meu pai. Mas agradeço. Na hora que ela falou que ele era o meu herói acho que era quando eu tinha 3 anos, porque 11, quase 12 anos depois ele está muito longe de ser o meu herói.
~> 3ª pessoa <~
“ estava noiva de um homem chamado Enrique. Já fazia bastante tempo que eles estavam noivos, Enrique teve que se mudar para os Estados Unidos à trabalho. A princípio iria com ele, só que a mãe de desistiu e ela não poderia deixar a mãe sozinha no Brasil, então também desistiu de se mudar com ele. Faltando apenas 2 dias para a viajem, ela descobre que esta grávida. Enrique não podia mais voltar atrás, então falou que ligaria assim que chegasse lá. Porém nunca ligou. muito amigo de falou que assumiria a criança e a criaria.”
~> 1ª pessoa <~
Minha mãe chegou em casa, arrumou as malas e foi para os Estados Unidos ao meu encontro, muito abalada com tudo o que aconteceu. No avião ela tentou prender o choro, mas apenas algumas lágrimas caíram. Ela as enxugou com as mãos e voltou a olhar pela janela. Querendo que aquela viajem de mais ou menos 10 horas passasse em 10 minutos.
Quando ela entrou na porta do meu quarto, Ana a recebeu com um forte abraço amigo e acolhedor.
- Que horas ela vai acordar? – minha mãe perguntou acariciando meu rosto. Era tão bom poder sentir a mão suave da minha mãe passando em minha pele.
- Eu queria poder te responder – Ana com a cara de triste – Mas preciso te dizer algo
- O que?
- não está dormindo... – seus olhos começaram a encher de lágrimas novamente - ...ela está em coma. - Minha mãe entrou em choque e começou a chorar. Ana vendo minha mãe chorando começou a chorara também e Nick entrou no quarto com sacolas.
- Cheguei com a comida – dizia sorrindo
- Essa é a , a mãe da – Ana apresentou-a
- Prazer, ! – ele estende a mão e minha mãe faz o mesmo faz o mesmo
- Mas onde está o pai da ? – disse como se estivesse procurando alguém
- É melhor trocarmos de assunto – minha mãe com lágrimas no olhar se lembrando do que tinha acontecido. percebeu que era melhor nem comentar no assunto.
Dias e dias se passaram, já ia fazer uns 15 dias que minha mãe tinha chegado ao hospital. Ela e o já se entendiam pelo sentimento, pelo amor que eles sentiam por mim. Mesmo depois de tanto tempo o médico continuava a falar que nada mudava.
- Ela vai precisar de um transplante de plasmotizato. – dizia o médico (n.a.: plasmotizado? 0.o... Ok eu inventei isso, mas finge que é uma coisa que a gente tem dentro do corpo.)
- Ok. Eu posso doar? – logo falou.
- Desculpe , mas apenas pai e mãe tem um compatível. Mas se você quiser ver mesmo assim, tudo bem.
- Mas é certo ter, ou pode ou não ser compatível? -
- Pode ou não ser compatível. - Minha mãe fez o teste de sangue para saber. Ela só queria me salvar de qualquer jeito. O resultado do exame sairia em 3 dias.
O médico entra no quarto...
- Sra. , tenho uma péssima notícia para você – dizia o médico
- Qual? – já estava se preocupando
- O seu plasmotizado não é compatível com o da , então apenas o pai dela pode ajudá-la.
- Só o pai? – Minha mãe se preocupou mais. Cara! Como ela ia encontrar meu pai agora? Impossível.
- Bom, em casos, outras pessoas podem ser compatíveis também, só que é muito raramente.
- Então vamos ter que tentar em outras pessoas... – Minha mãe explicou para o médico o que houve com o pai da menina. Para ela o dia poderia estar perdido. Só que veio uma surpresa inesperada.
- Acordou? – gritava no quarto com alegria
- Acordou! – Minha mãe gritava ao lado dele mais alegre ainda
tinha acabado de entrar e dar a melhor notícia do dia...
- Frankie acabou de acordar. – dizia ele todo orgulhoso
- Eu não acredito! –
- Que ótimo!
Ana, minha mãe, e foram visitar o Frankie. Ficaram lá a tarde toda.
Como Frankie ainda era muito pequeno e tinha ficado muito tempo desacordado, ele demorou uns 3 dias para receber alta. Quando recebeu foi direto no meu quarto. Ele entrou no quarto, foi em direção a cama onde eu estava, falou bem baixinho perto de mim “, melhora tá!” e me deu um beijinho na bochecha. (n.a.: imaginem a cena! Perfeita *-*)
Quando Frankie saiu, o telefone tocou e minha mãe atendeu...
- Alô? – minha mãe
- Alô! – Alê, minha prima do Brasil - Tia ?
- Fala Alê, o que houve? Vera), acho melhor você se sentar
- Você está me preocupando – Minha mãe disse se sentando – mas fala.
- Bom, nós queríamos te poupar isso porque você já está sofrendo muito com a internada ai nos Estados Unidos, mas é que agora não deu mesmo.
- O que houve Alê? – Minha mãe alterou a voz preocupada
- É que a Dona Maria está internada – disse a menina com uma voz triste
- O que? – Minha mãe não podia acreditar
- Você sabe como ela era né? Ficou preocupada com a e acabou ficando internada.
Minha mãe então na mesma hora explicou a situação para Ana, foi correndo para o Brasil. Mas acabou que depois de 2 semanas Maria não resistiu e acabou morrendo. Enquanto minha mãe estava longe, se apaixonava cada dia mais por mim. Só em estar comigo ele se sentia melhor, começou até a compor uma música para mim.
- Please don’t go We still have many ways for walk – cantava pra mim como se ela pudesse escuta-lo.
Minha mãe ficou no Brasil até a missa de 7º Dia, logo após retornou ao Estados Unidos.
“Como assim? Minha mãe morreu e minha filha está internada. Deus, o que fiz para o senhor para me castigaste tanto?” Minha mãe pensou isso em toda a viajem de volta para os Estados Unidos.
- – Ana foi abraçando ela assim que ela entrou no quarto – Nós já sabemos. Que péssimo.
- Tudo bem, é duro ver sua mãe partindo. Quem sempre te apoiou. Mas tenho certeza que será mais ainda se a minha filha também partir.
- Mas então não se preocupe – todo sorridente – porque a cada dia que passa, se recupera mais. O médico falou que ela pode acordar a qualquer momento
Minha mãe soltou um sorriso de orelha a orelha (?).
- Mas o que houve ? – Ana perguntava – Por que sua mãe morreu?
- Porque ela já estava bem velhinha, então se preocupou demais com a e acabou sendo internada.
- Mas sua mãe morreu de que especificamente, ? –
Nem deu tempo da minha mãe responder a pergunta de , porque logo escutou uns gritos que reconhecia a voz, uma voz que a muito tempo não escutava, mas que agora tinha só desespero nela...
- O que? Minha avó morreu? – eu gritava desesperada na cama – Como assim? Ela não pode morrer!
Eu não podia ter escolhido um pior momento para acordar e parece que tinha escutado toda a conversa.
- Não! Não! – eu me debatia na cama, chorava e gritava – Minha avó, eu quero ela! Ela não pode morrer! Ela vai viver para sempre!
E de repente houve um som que minha mãe tinha ouvida a uma semana atrás... “Piiiiiiiiiiiiiiii” a máquina de batimentos cardíacos mostravam que eu tinha morrido. Minha mãe não podia acreditar que tinha perdido as 2 pessoas que mais amava em uma semana.
Os médicos entraram no quarto e fizeram de tudo para me trazer de volta. Mas fui inútil, eu não acordei. Eu, enfim... estava morta.
não podia acreditar no que tinha acontecido. “Como assim? Ela morreu? Sem nem ao menos saber o que eu sinto por ela, sem nem ao menos saber que eu amo ela.” pensava com lágrimas escorrendo pelo seu rosto.
Ninguém na sala acreditava no que estava acontecendo, ou não queria acreditar. Todos sabiam que eu não iria sobreviver, mas desde então acontecer é muito diferente. Minha mãe correu abraçou a filha e começou a chorar junto ao corpo gelado...
- Não! Não é possível! volta! – chorava desesperada – Não! Ela não pode ir! Ela não pode! É uma criança ainda...
O médico foi la e acalmou a minha mãe, já estava acostumado a ver mães agindo daquele jeito. Minha mãe foi e abraçou que também pela primeira vez não teve vergonha de esconder um choro, uma lágrima. Em pouco tempo toda a família Jonas estava lá, dando apoio, tanto a minha mãe que tinha perdido a filha, quanto ao que tinha perdido seu primeiro amor.
Depois de mais ou menos uma hora de mim esta morta, teve coragem de chegar mais perto da menina, que estava pálida e gelada e então sussurrou.
- , sei que você já se foi, pra um lugar melhor que esse, mas eu queria que você pudesse escutar a musica que eu fiz pra você... – então ele começou a cantar a musica em seu ouvido bem baixinho, de modo que só ela pudesse escutar:
Please don’t go (por favor não vá)
We still have many ways for walk (ainda temos muitos caminhos para andar)
This is the life (Essa é a vida)
But don’t think that is the end (Mas não pense que é o fim)
I hope that you wake up (Eu espero que você acorde)
So I can have you right with me (Então posso ter você direito comigo)
This isn’t fair! (Isso não é justo!)
Neither me nor with you (Nem pra você nem pra mim)
CHORUS:
you’re the girl I always wanted, (Você é a garota que eu sempre quis,)
What asked and I dreamt (O que sempre pedi e sonhei)
Please don’t go (Por favor não vá)
Don't leave me here alone (Não me deixe aqui sozinho)
Your Fairytales will happen (Seu conto de fadas vai acontecer)
When the bogeyman disappear (Quando o bicho papão desaparecer)
It's not the end (Não é o fim)
Trust me (Confie em mim)
BRDIGE:
Have hope! (Tenho a esperança)
There's always a new day (Que sempre existe um novo dia)
A tomorrow, a future that awaits us (Um amanhã, um futuro que nos espera)
Don’t need to be affraid (Não precisa ter medo)
I'm here with you (Estou aqui com você)
Prepared for what happens (Preparado para o que acontecer)
And you say ... (E te dizer...)
I love you ... (Eu amo você...)
Quando ele terminou de cantar, uma lágrima caiu do seu olho e bateu em mim (n.a.: eu sei que é super cafona isso, mas eu acho lindo *-*). Nesse momento o aparelho de batimentos cardíacos começa a apitar, informando que eu esta viva novamente. Todos olham para mim, para o máquina e para .
continua olhando para mim que parece dormir. Eu mexo com os lábios ainda de olhos fechados e fala algo em silencio como “I love you too”.
O médico entra no quarto e não acredita que uma pessoa que morreu a uma hora atrás tinha voltado a viver. Correu, pegou o telefone e fez uma ligação apressada.
- O que houve? – Minha mãe
- É que enfim achamos um doador compatível essa manhã, só que como tinha morrido eu tinha cancelado tudo.
- E porque não me contou nada?
- Porque eu achei melhor falar só quando tivesse certeza.
Fiz a cirurgia de um doador ainda misterioso. A cirurgia correu muito bem, e quando o doador já estava melhor, Minha mãe achou melhor ir lá para agradecê-lo, mas quando chega no quarto...
- Enrique? – ela olha para ele como se não entendesse o que ele estava fazendo ali.
- ? – Ele olhava para ela como se não entendesse o que ela estaria fazendo ali.
- O que você está fazendo aqui? – perguntaram os dois juntos.
- Seu canalha, filho da p*ta, @!$%$¨¨*&%¨Y@Q#!$@#%@$%# - Minha mãe começou a gritar e bater coma bolsa no homem que estava deitado na cama.
- Calma! Calma! – Enrique tentava acalmar uma louca que estava agredindo ele
- Calma? Calma! Calma nada! Eu criei uma filha sozinha 15 anos, ela morre, depois ressuscita (?) e agora que você aparece?
- Filha sozinha? – Enrique não entendia nada - Que filha?
- NOSSA filha! – Minha mãe respondeu
- E eu tenho uma filha? – ele disse assustado sentando na cama.
- Tem, e você sabe muito bem! – minha mãe dizia com raiva – Você veio para cá SABENDO que tinha uma filha.
- Mas o Fernando falou que ela tinha morrido, junto com você. (n.a: Nada mexicano, Enrique, Fernando. E aliás, Fernando é irmão do Enrique, fikdik)
- Hã? – Agora foi a vez da minha mãe não entender nada. Enrique explicou tudo e eles se entenderam. Minha mãe falou sobre mim e essas coisas. (n.a: Eu fiquei com dúvida no motivo e uma amiga minha, Bjos Jacky, colocou no Yahoo!Respostas. Foram cada coisa que me apareceu que decidi fazer um extra. Clique aqui
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Minha mãe foi dar algumas voltas pelo hospital porque ela não sabia como iria me contar que a minha avó que sempre viveu comigo tinha morrido, que quem eu sempre tinha pensado era o meu pai, na verdade não passara de um velho amigo da família. E que o meu verdadeiro pai pensava que ela e eu estávamos mortas. Minha vida tinha se tornado uma verdadeira montanha russa. apaixonado por mim, eu ainda uma fã tiete, minha mãe super abalada com tudo. Cara! Muito louco tudo isso!
- Oooooi. – disse bem calmo para mim assim que eu abri os olhos. Eu ainda estava muito fraca e apenas sorriu. - Está melhor? – os olhos de brilhavam
- Aham – Eu fui me sentando na cama e me ajudou
- Nossa! Você deu um susto na gente.
- Mas o que eu fiz?
- Bom, você ficou em coma, depois acordou, morreu e voltou.
- Nossa! – Eu disse com um sorriso tímido e acariciou o meu rosto.
- Você continua linda como nunca. – ele dizia encantado
- Obrigada, você também. – Eu estava morrendo de vergonha.
- Mas aconteceu alguma coisa enquanto eu estava em coma? - preferiu não contar
- Não que eu me lembre. – ele respondeu. Devemos lembrar que ele é um ator. E um ÓTIMO ator. Eu passei a mão sobre o rosto dele. Ele enfim recebeu um carinho da menina que ele amava. Um carinho verdadeiro, prazeroso. Até que minha mãe entrou no quarto e viu que eu já tinha acordado. Sempre que ta bom, chega alguém para atrapalhar, poxa!
- Oi filha, tudo bem? – Minha mãe veio na minha direção e me deu um beijo na bochecha.
- To melhor. – eu disse com um sorriso. Minha mãe não sabia se contava tudo agora ou se deixava pra contar depois.
- Filha!
- Oi...
Ainda estava muito cedo para me preocupar com isso. O melhor, era deixar eu e o Nick se entenderem, porque ela já sabia que nós éramos apaixonados, pelo menos ele por mim ela tinha certeza. Então saiu do quarto.
- Vc continuou com a turnê? – perguntei, para puxar um assunto.
- Não. Paramos um pouco, vamos voltar só depois do Ano Novo – (n.a: Estava pertinho do Natal, ok?)
- E a Ana, seus irmãos, seus pais... Eles estão bem?
- Sim, todos ótimos. Preocupados com você, mas ótimos.
- Eu devo ter dado muito trabalho, né?
- Não, nem tanto! Tirando que eu morei aqui durante um mês. – e deu uma risadinha
- Sério! – Nossa! Como ele tinha morado aqui. Eu me assustei.
- Não! Brincadeirinha. - Nós dois ficamos ali conversando durante horas, trocando carinhos.
2 dias depois...
- Até que enfim – dizia para mim me ajudando a levantar – Enfim você vai pra sua casa.
- Ai, nem me fale. Voltar pro Brasil, e ficar longe de você. – eu disse meio triste. Meio não! TOTALMENTE triste
- Ah! – ele veio me abraçar – Não fica assim não, minha princesinha.
- Mas eu não quero ficar longe de você – nesse momento caiu uma lágrima dos meus olhos.
- Mas me promete que vai ficar se cuidando? – ele disse limpando a minha lágrima e dando um sorriso aconchegante.
- Prometo! – disse igual aquelas criancinhas que conversam com o pediatra.
- Senão eu serei obrigado a parar a turnê de novo pra ir lá ao Brasil, hein? – nós rimos e minha mãe entrou.
- Filha! – eu me virei para ela – Posso falar com você um instante?
- Haamm... Tá!
- Eu... To saindo. – disse indo embora do quarto, deixando apenas eu e minha mãe lá dentro.
- Eu tenho que te falar. Não posso mais adiar esse momento. – ela disse de cabeça baixa.
- Hã? – eu não estava entendo nada. Antes que nem quisesse entender, mas quem mandou eu ser curiosa? – O que houve?
- Vou começar pelo mais difícil. Eu acho que você já deve ter uma vaga idéia do que seja – eu balancei a cabeça negativamente e ela continuou – Bom, quando você acordou do coma, você ouviu algumas coisas. Você se lembra mais ou menos? – eu balancei a cabeça negativamente de novo – Ok! Desisto e vou direto ao assunto. A sua vó morreu.
- O que? Como assim minha vó morreu? Ela não pode morrer. – eu chorava descontrolada. Minha mãe me abraçou, eu ainda estava me debatendo.
- Sim, filha. Ela morreu. Sei o que você está passando mas não pára por ai. – ela falou
- Hã? Ainda tem mais? – Ta! Agora que eu morro de vez.
- O não é o seu pai. – Leva pro Ratinho! Faz exame de DNA! Ta! Parei! O Programa do Ratinho nem existe mais. Fico com cara de bocó
- Quem é? Um super agente disfarçado da CIA? - perguntei com ironia.
- Não! É um empresário que atualmente mora aqui nos EUA. – ela explicava. – E que você vai morar com ele a partir de hoje.
- O que? – eu perguntei incrédula. – Você quer que eu more com um homem que nunca vi na vida?
- Ele é seu pai, !
- Que seja! Podia ser até o presidente da republica. Eu não vou morar com ele.
- Vai sim!
- Não vou! – cruzei os braços e dei as costas.
- Ele mora no mesmo condomínio que a família Jonas. – ela falou se gabando porque ela sabia que isso ia me convencer.
- Isso é mentira. É só pra eu aceitar. – disse ainda com bico fazendo birra.
- Ela comprou uma casa lá porque sabia que alguns de seus ídolos moram lá. Topa ir? – Que ódio! Ela sempre me convence.
- Ta! Eu vou. – eu disse fazendo pouco caso.
- EEEEEEEEEEEEh! Eu sabia que você ia aceitar. – ela disse me abraçando pulando. Ela estava mais feliz que eu.
Eu e minha mãe saímos do quarto, descemos e encontramos Enrique e sentado na cantina do hospital.
- ... – dizia a minha mãe – Esse é o Enrique, seu pai. Enrique essa é a . – Essa cena foi meio constrangedora. Eu me apresentando para o meu pai que eu nunca tinha visto na vida.
- Prazer – dissemos educadamente apertando as mãos. Depois fomos para o carro, sentamos eu e atrás, Enrique dirigindo e minha mãe do lado.
- Sei pai me contou... – falou baixinho só pra nós dois – Vamos morar pertinho agora.
- Eu não queria não, mas quando ela falou que era no mesmo condomínio, eu aceitei. Não podia deixar passar essa oportunidade. – Ele me deu um beijo na minha testa.
- Filha! – minha mãe colocou a cabeça para trás para poder me ver – Você vai querer ir para o Brasil ou para a casa do seu pai? – Eu olhei para o e lembrei das minhas amigas lá. Mas como ele falou que ele volta em turnê depois do Ano Novo, acho melhor aproveitar o máximo ele e depois eu posso dar uma passadinha no Brasil.
- Vou ficar por aqui mesmo. – eu disse com um lindo sorriso.
Deixaram na casa dele, e eu aproveite pra saber onde era. Depois Chegamos na casa do Enrique, minha casa agora, né? Ele me apresentou a Rô, ela ficaria comigo, e me ajudaria em que eu precisasse. Ela foi me amostrando a casa e depois subimos uma linda escada que nos levávamos para o andar de cima, onde havia apenas quartos e o escritório do meu pai, o restante das salas ficavam no andar de baixo. Meu quarto parecia quarto de boneca, tinha ursinhos de pelúcias, Barbies, bonecas de porcelanas, flores, corações, estrelas e tudo que você puder imaginar tinha no meu quarto. (n.a: A casa é igual ao Castelo do Diário da Princesa. E o modelo do seu quarto é o mesmo da Mia, só muda a decoração)
Eu ainda precisava de repouso em casa, mas mesmo assim ligou para a . Contou tudo que tinha acontecido. Ficamos horas no telefone conversando. Depois fui dormir. Um dia de princesa cansa!
No dia seguinte, 23 de Dezembro de 2008, próximo do Natal, e põe próximo nisso. Levantei, desci e tomei café da manhã na mesa com meus pais. Comi um pão com presunto e só. Bem ou mal ainda sou brasileira e não vou mudar a minha cultura. Depois de lanchar, fui ao shopping com a Rô fazer as compras de Natal. Comprei presente para os meus pais, para a Ana, que já tinha voltado ao Brasil, e para a família Jonas. Em especial: O ! Comecei olhar as vitrines, olhei daqui, olhei dali e nada de achar alguma coisa pra ele. Não queria dar roupas porque é super sem graça, então comprei um relógio. Eu tinha certeza que ele ia amar esse relógio.
Levamos a manhã inteira comprando os presentes. Almoçamos na rua mesmo, depois voltamos para casa mais ou menos umas 16 horas. Rô foi fazer os trabalhos dela e eu subi para o meu quarto. Tomei banho, troquei de roupa, claro! E parece que ele sentiu o meu perfume, porque eu ouvi a Rô entrado falando que o estava lá em baixo me esperando. Desci as escadas feliz da vida, corri e o abracei.
- Oi! – eu disse super animada agarrada em seu pescoço.
- Oi, minha princesinha, tudo bem? – ele disse sorrindo.
- Aham – eu balancei a minha cabeça positivamente com os olhinhos brilhando, como se desse doce a uma criança.
- Tenho uma novidade. – ele disse se sentando no sofá comigo.
- Qual? – Eu pulei no sofá em seu lado
- Seu pai foi lá em casa hoje de manhã. – ele falou.
- E... – eu não entendi nada.
- Eeeee pediu para a minha família passar o natal aqui com vocês – ele falou. Eu dei um grito e pulei no pescoço dele de novo – E aí, o que você vai fazer amanha?
- Até agora nada. – eu olhei para ele – Mas amanha já é véspera de Natal.
- É mesmo! – ele disse passando a mão pelos cabelos como se tivesse esquecido – Mas você quer sair comigo?
- Hã? – Eu não acreditei que Jonas tinha me chamado pra sair. Cara! Isso é impossível.
- Assim... – disse ele cheio de vergonha – dar uma volta, sabe?
- Ah! – eu abaixei a cabeça triste - Tudo bem, então! – Não viaja ! Ele NUNCA que vai querer ficar com você. Mas ele ficou lá no hospital comigo! Mas foi só por pena! Quer ver? - Porque você ficou esse tempo todo no hospital comigo? – O que? Eu perguntei mesmo isso ele?
- Hã?
- Nada! Esquece, foi besteira! – eu disse dando um sorriso falso
- Não! E fiquei lá contigo porque você tava mal, né? E você veio pra cá por nossa culpa
- Ah! – Eu não falei! Eu não falei! Eu falei! Ele NÃO gosta de vc! Ta com P-E-N-A!
- Mas até lá... – ele falou – Que tal assistirmos um filme?
- Boa idéia. – peguei os DVDs no meu quarto e amostrei para ele.
- Você tem algum filme decente? – ele perguntou.
- Esses!
- Barbie, A Pequena Sereia, Cinderela, A Bela e a Fera. Isso são filmes decentes?
- São!
- Então eu vou lá em casa pegar algum DVD e já volto.
- Ta! – Ele voltou em cinco minutos.
- ISSO é um filme decente. – e aponto para o DVD que estava na sua mão.
- O motoqueiro Fantasma? – eu fiz cara de nojo
- Ah! Vai. Você vai gostar. – Com ele com certeza eu vou amar. Ficamos até a noite assistindo filme e fazendo guerra de pipoca. Nem prestamos muita atenção no filme.
No dia seguinte, ele foi lá em casa depois do almoço. A Rô foi lá em cima me chamar. Eu estava terminando de me arrumar no meu quarto ainda. Eu desci as escadas e dei um abraço no .
- Você está linda. – ele disse radiante
- Obrigada – eu disse com um sorriso de orelha a orelha – Você também.
- Obrigado. – Nós dois estávamos com roupa de neve. Dezembro nos EUA é muito frio.
Ele me levou até o carro, onde o meu motorista nos esperava. abriu a porta, entramos.
- Para onde vamos?
- Surpresa – ele disse com os olhos brilhando
- Ui! Que mistério. – rimos juntos no carro. Não demorou muito, chegamos num parque muito lindo. Estava deserto. E só havia árvores e neve sobre tudo. O lugar era perfeito. Estava vazio. Nem um sinal de alguma pessoa. Só nós dois.
- O que achou do lugar? - ele perguntou entrando comigo no parque
- Nossa! Lindo. Muito lindo – meu olhos brilhavam
- Então espera um segundo.
- Ah! – Nem deu tempo pra eu protestar. Ele já tinha desaparecido. Olhei para todos os lados e nenhum sinal de vida. Onde aquele garoto tinha se metido? Quando eu senti alguém fechando os meus olhos por trás. Ele colocou um buquê de rosas vermelhas coberta de neve.
- Pra você. – eu levei um susto. Mas um susto bom. Um susto de surpresa agradável. Fiquei muito feliz de ganhar o presente. pegou ao buquê da minha mão e colocou no banco.
- Você não acha que nós viemos aqui só para eu te dar um buquê, né? – ele disse com cara de safado. Como eu me derreto com essa cara dele.
- Hã? – Não entendi nada agora. O garoto romântico ficar tããããão hot. Me agarra que eu gosto, que eu AMO!
- Brincadeirinha!
Ele se abaixou, pegou um pouco de neve, fez uma bola e tacou em mim. Minha primeira reação foi rir. Depois abaixei e fiz o mesmo. Daí começou a guerra de bolinha de neve. Os dois correndo de um lado para o outro do parque sozinhos se divertindo brincando, rindo. Algumas vezes ele me abraçava por traz, outras ele vinha pela frente, colocava suas mãos em minha cintura e me girava no ar. Quando ele a colocou no chão novamente eles se abraçaram, mas foram saindo do abraço tão lentamente que dava para sentir uma respiração do outro. Olhei para os olhos do , desci para a boca. Nossa! Que boca perfeita. Olhei novamente para os olhos e vi que não era apenas eu que queria aquilo. Nós fomos chegando mais perto, mais perto e finalmente senti seus lábios quentes e macios no meu. Senti-me feliz, radiante, protegia, segura. Como eu nunca tinha sentido com ninguém. Mas...
- ! – gritou uma menina que vinha em nossa direção. - Eu não acredito! É o mesmo!
- Ah! Oi menina! – dizia com um sorrisinho falso ainda abraçado comigo. A menina pulou no colo dele e ficou agarrada. Não fiz nada, porque afinal de contas, se fosse ela, ela iria fazer a mesma coisa.
- Bom... Já tiramos fotos, já autografei as coisas... Quer mais alguma coisa?
- Eu quero namorar contigo! - dizia uma menina com os olhinhos brilhando. deu um sorriso falso e olhou para mim, mas parece que a menina percebeu que entre nós dois havia mais que amizade
- Então é essazinha ae que estava no hospital pe? - dizia ela com ar de deboche apontando para mim.
- Sim, mas o que tem? – não estava gostando nada daquilo
- Nada! – me olhou com um olhar que matava qualquer um, deu as costas, mas do nada ela virou novamente para eu e o e me deu um soco na cara. Minha bochecha ficou vermelha na hora.
- Quem você pensa que é, hein? – perguntei com raiva com a mão na bochecha. A menina voou para cima de mim, começamos a brigar. Foi unhada daqui, cabelo caindo dali. Acabamos rolando no chão. tentava inutilmente separar a briga educadamente até que alguém sentiu um soco na cintura e parou. Ele tinha se cansado e o soco felizmente foi na “fã”, ela se virou, começou a andar toda torta. Foi embora bufando, mas foi! Eu ainda estava no chão em choque. Nunca tinha brigado daquele antes.
- Você está bem? – perguntou ajoelhado ao meu lado.
- Aham. – eu respondi tirando um pouquinho de sangue de um machucado do lado da boca. Ele me ajudou a levantar.
- Quer ir embora? – ele disse já quase e puxando para sair do parque.
- Não! – respondi e tirei o meu braço do dele.
- Hã? – ele perguntou sem entender nada. – O clima acabou.
- Quem disse? – eu falei de um jeito bem safadinho passando o dedo em onda para baixo no peito dele e o puxei para um beijo. Ficamos lá no parque brincando e namorando. Umas seis horas da tarde, mais ou menos, minha mãe ligou para o e mandou ele me levar para casa de novo senão ia ficar muito tarde. Ele como um genro me levou para casa na mesma hora. Chegamos na minha casa, nos despedimos como se deve. Ele foi embora e eu subi para escolher a roupa que eu usaria no natal.
A Noite...
A campainha tocou e a Rô foi atender. A família Jonas já havia chegado.
- Ah! Oi sejam bem-vindos. Fiquem a vontade, estou indo avisar que já chegaram. – Rô deu as costas e subiu as escadas. Em pouco tempo Enrique e minha mãe desceram as escadas de mãos dadas porque eles haviam voltado a namorar. Eles cumprimentaram a família e se sentaram para conversar. Ficaram os quatro conversando sobre assuntos de adultos chatos e idiotas. Os garotos ficaram boiando completamente. Num mar de maionese com batatinha. Depois de uns dez minutos a Rô entrou na sala e falou que eu já estava pronta e já estava descendo. Claro! Tem que ter toda aquela cerimônia, não sou qualquer uma! Apareci em cima das escadas, todos olharam para mim. Eu usava um vestido vermelho com detalhes e sandálias verdes escuros. O vestido era curto e decotado, decente, mas sexy. Nem preciso comentar o rosto de babaca que o fez. Ele precisou de um balde... Não! Um balde não! Uma piscina. A baba dele enchia uma piscina beeeem grande. Eu dei um sorriso lá em cima porque eu sabia que eu estava M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! Descia as escadas me exibindo, jogando charmes para todos os lados e um sorriso bem lindo nos lábios. Cumprimentei a todos e ficamos conversando. Joe e os meninos de vez em quando, quase sempre, faziam palhaçadas que todos riam. Meia-noite teve toda a cerimônia, o Sr. Jonas fez uma linda oração de agradecimento em que todos nós colaboramos em uma parte. Foi lindo, mas depois ficou tudo monótono novamente. Até que eu não agüentei mais e me levantei.
- Ai, ta chato aqui! – falei. Todos olharam para mim novamente. Liguei o rádio e comecei a dançar.
- , ta louca? Hoje é nascimento do Jesus Cristo. – meu pai falou meio envergonhado
- Por isso mesmo. É n-a-s-c-i-m-e-n-t-o e não a morte. – começou a tocar cha cha slide e depois Low, todo mundo começou a dançar e ir até o chão. Foi um dos melhores natais que eu já tive. A família Jonas só foi embora quando o dia já estava amanhecendo.
No dia seguinte, 25 de Dezembro, mais ou menos meio-dia eu senti um cachorro me lambendo. Cara! Não acredito que minha mãe me deu mais um cachorro. Eu não agüento! Cara isso é só porque eu não gosto de cachorro né? Abri meus olhos cuidadosamente e bem devagar, primeiramente ficou todo embaçado, mas aos poucos foi conseguindo enxergar que não era cachorro nenhum, era o gatinho do .
- Bom dia minha princesinha. – ele disse com a cabeça na minha cama.
- Bom dia. – eu disse dormindo ainda.
- Trouxe para você – ele me entregou uma bandeja com um pedaço de bolo de chocolate com um suco e uma flor.
- Own... Obigada. – eu ri. Peguei a bandeja e ele foi me dando comida na boca. Nossa! Eu não poderia pedir mais nada. Aquele dia começou mais que ótimo. Existe? Quando acabei de tomar café-da-manhã, eu fui para o banheiro tomar banho e essas coisas enquanto ele me esperava no quarto. Sai do banheiro com uma calça jeans, uma regata, um sapato estilo bonequinha e o cabelo preso em rabo-de-cavalo, peguei a caixinha que tinha o presente dele porque eu ainda não tinha entregado. Coloquei a caixinha na mesa do computador e como ele estava destraído o abracei por trás e dei um beijo entre o pescoço e o ombro dele. Ele se virou e me deu um selinho.
- Um segundo! – falei, me virei, peguei a caixa e o entreguei. Ele abriu a caixa com os olhinhos brilhando ai quando ele veio o presente ele disfarçou um riso...
- O que é isso? – Ele disse com um sorrisinho falso. Ai meu Deus! Ele não gostou do meu presente. Escolhi com tanto carinho e amor pra ele.
- O seu presente, você não gostou? – perguntei de cabeça baixa.
- Que isso! Eu amei! – E deu o maior sorrisão, mas dava pra ver que ele não gostou, mas como ele é ator e atua super bem ele soube disfarçar né? Aí ele se virou e pegou uma caixinha e me deu.
- Ah! Brigada! – e comecei a dar uns beijinhos nele
- Mas você nem abriu pra ver o que tem! – disse ele meio encabulado
- Mas só em eu ganhar um presente eu já amo, e vindo de você, com certeza eu vou amar! – Pra que eu fui falar essa besteira hein! Quando abri a caixa, adivinha o que tinha dentro dela? É isso ae! Um cachorro, UM C-A-C-H-O-R-R-O! Meu Deus! Onde eu vou enfiar um cachorro? Eu não tenho nenhum sentimento por animais! Só gato porque eles são super independentes, mas cachorros precisam da gente 25 horas por dia! Mas tudo bem né? Presente não se recusa, ele também não gostou do meu.
- Que lindo amor! – disse com os olhinhos brilhando dando um selinho nele. – Amei. – Acho que esqueci de comentar que eu finjo super bem, né?
- Que bom minha princesinha. – Acho que ele gostou mais de dar o presente do que de receber. Tudo bem! Nem tudo são flores nessa vida.
Depois do triste episódio dos presentes no Natal, ficamos muito bem. Muitos carinhos pra cá, mimos para lá. Até que um dia, eu estava sentada na frente do computador, minha mãe chegou.
- Filha, tive uma idéia. – ela falou. Cara! Isso não vai dar certo, quer ver? Quando minha mãe diz que tem uma boa idéia alguma coisa acontece, porque ela nunca tem boas idéias.
- Fala! Mas não vou dar banho na – eu fui colocando a carroça na frente dos bois. E Ah! é a minha cachorrinha que o me deu. Nome criativo, não?
- Não era isso que eu ia falar, mas você tem que dar banho nela também. – eu e minha boca grande! – Eu tive uma idéia – ela disse toda sorridente com os olhos brilhado.
- Mamãe e suas idéias. – isso não vai dar certo!
- O que você acha de passar o seu aniversário de 15 anos lá no Brasil? Com as suas amigas, e todo mundo que sempre esteve com você.
- Caraça mãe! Não é que é boa idéia mesmo? – É! Tenho que reconhecer que ela teve uma boa idéia. Não! Espera ae! – E o ?
- Ah! Ele pode ir depois. – ela falou normalmente. Como se passar os meus 15 anos longe do menino que eu amo é a coisa mais norma do mundo.
- Não! Claro que não! Sem ele eu não vou! – cruzei os braços.
- Só lamento filha. Já avisei a todos que você iria. Eles estão te esperando. – Eu já mandei minha mãe se fud*r hoje? Caralh* que não falei que ela NUNCA tem idéias boas?
- Mas posso pelo menos levar o , né?
- Claro! – e deu um risinho que eu fiquei com medo. Liguei para o .
- Amor, minha mãe quer que eu vá passar o ano Novo no Brasil, você quer vim comigo? – perguntei para não enrolar no telefone
- O QUE? – ele gritou no telefone assustado
- O que foi?
- Eu pedi para a sua mãe pra ela deixar você ir com a gente lá para New Jersey para passar o Ano Novo lá com a gente e ela falou que só ia te perguntar porque ela deixava.
- O QUE? – agora foi a minha vez de perder o controle. – ELA FALOU QUE ELA JÁ TINHA MARCADO COM TODO MUNDO DO BRASIL PRA EU IR PRA LÁ E QUE EU PODIA TE CHAMAR. EU VOU MATAR AQUELA MULHER. EU VOU MANDAR ELA PASSAR O ANO NOVO NA P*TA QUE PARIU!
- Calma ! – tentava inutilmente – Não fala assim da sua mãe. – Mas não tempo pra mais nada, eu desliguei o telefone na cara dele e fui falar com a minha mãe. Comecei a procurar ela pela casa toda. Perguntei a Rô que falou que ela tinha saído. Voltei para o meu quarto e comecei a pensar no que fazer. Deitei na cama, pensei, mudei de posição, pensei, levantei, pensei, tomei um banho, pensei. Dá pra ver que eu pensei até demais. Minha cabeça ta saindo fumaçinha já. Não consegui em pensar em nada, discuti com a minha mãe que não ajudou em nada então a solução foi ir para o Brasil mesmo. Todo dia ou eu ia para a casa do ou ele vinha para a minha. Estávamos curtindo a cada momento. No dia 30 de Dezembro de manhã eu estava no meu quarto arrumando as minhas malas.
- Oi – disse entrando no quarto.
- Ah! Oi amor – eu disse dando um selinho nele, dobrando uma blusa e colocando na mala.
- Então você vai mesmo, né? – ele falou triste.
- Aham – eu falei balançando a cabeça positivamente e sentando jogando todo o meu corpo na cama. – Eu queria ficar.
- Minha mãe falou que você ter discutido com a sua mãe não ajudou. – ele me abraçou de lado.
- Eu estava com a cabeça quente.
- Eu vim aqui me despedir.
- Pois não devia ter vindo! – eu disse me levantando. – Assim só vai ficar mais difícil eu ir.
- Parece até que vai ficar um ano fora. Você é tão dramática, ! – ele me deu um beijo que correspondi, mas fomos interrompidos com a minha mãe me berrando lá em baixo.
- Tenho que ir. – eu disse com a cabeça baixa.
- Vem aqui! – me puxou pela cintura e me deu outro beijo. Depois eu peguei a mala e sai correndo antes que eu perdesse o vôo. Bem que eu queria, mas...
Cheguei no Brasil mais que cansada. Fiquei o tempo todo pensando no . Quando não estava pensando nele estava ouvindo as músicas deles. Porque não deixei de virar fã, fiquei até mais. Cheguei em casa, tomei um banho bem demorado. Já estava com saudades da minha casinha. Deitei na minha confortável caminha com o meu bichinho de pelúcia e dormi. Dormi até dizer chega. Mentira! Dormi até a anta da chegar lá no quarto.
- ACOOOOOOOOOOORDA! Ta na hora minha filha. Tu acha que ainda ta no luxinho dos Estados Unidos. Aqui é Brasil. Pode levantando – ela abriu a porta do quarto gritando. Eu coloquei o travisseiro em cima da minha cabeça. - Já acordou! Agora tana hora de levantar – ela puxou o meu cobertor e eu comecei a sentir frio. Porque eu só durmo no Ar condicionado bem gelado. - Levanta e vai tomar banho, mulé!
- Me deixa dormir! - eu disse de cara fechada.
- Que isso! Você acha que vai passar o ultimo dia do ano dormindo? Pode levantado. - Isso era verdade! Poxa! Ultimo dia do ano tem que aprontar. Fazer todas as merdas que não fez durante o ano ou se ainda não fez ainda da tempo de aumentar a maior merda que fez no ano. Levantei e fui para o banheiro. Tomei banho bem quente, queimante. Bem burning up mesmo! É o único jeito que eu tomo banho quando acordo. Coloquei uma sainha jeans bem curtinha, uma regata meio que listrada toda coloridinha, e uma sandália de saltinho. O tamanho no saltinho não passa de 2 dedos, só pra não dizer que só uso All Star e também estamos no Rio de Janeiro minha gente. A Cidade Maravilhosa, quente, que parece mais um inferno juntando com a violência.
- Pronta? - perguntou sentada no meu computador vendo o Orkut dela.
- Caramba ! São 11:30 da manhã, as pessoas ainda nem acordaram para te deixar um scrap no orkut.
- , cala a boca! Vamos lá na pracinha que eu quero te apresentar uma pessoa. - Fomos andando até a pracinha, era pertinho da mina casa. Chegamos lá tinha um monte de pirralhinhos brincando e um burro velho sentado lá com cara de bocó. - , esse é o William, o meu namorado. - Ela disse apontando pra garoto que tentou dar um sorriso ficando com mais cara de demente ainda.
- Prazer, - estendi a minha mão – !
- A me enche o saco falando sobre você. - ela me olhou e viu que ainda não tinha me falado dele, para não deixar o carinha com mais cara de tasho que já tem eu inventei uma desculpa.
- Ah! Então você é o famoso William, que ela tem saído a 15 dias, né? - falei tipo que tentando acertar
- 10 – sussurrou
- Ah é! Não sou muito boa com dias assim sabe? Não sei contar muito bem. - me metralhou com os olhos agora. Ficou descarada a mentira.
- Tudo bem ela ainda não ter falado de mim, vocês quase não se falam mesmo, e você estava internada e essas coisas. Eu entendo.
- Obrigada. - Fui e abracei ele. Entre eu e a não temos ciumes com os namorados. Porque temos certeza que a outra não vai querer ficar. E eu também não trocaria o por ele.
Sentamos num banquinho da praça com a no meio. E começamos a conversar.
- Só quero ver quem vai me dar presente amanha. - falei
- Porquê? - William perguntou sem entender nada.
- Amanha é o aniversário dela. - a explicou.
- Nossa! Faz aniversário no primeiro dia do ano.
- Aham – que coisa idiota. E porque todo mundo fala isso? - Só quero ver quem vai me dar presente.
- Pede pro seu namorado – .
- Ele está muito longe para me dar presente. - fiz uma pausa. - Ai! To com o namorando longe, passando o aniversário sozinha, sem presente, to carente gente!
- , pára de ser exagerada? - falou – Não faz nem 24 horas que você viu o pela ultima vez! - Olhei no relógio
- Eu vi ele a ultima vez 11:40 e agora é 12:00! - ficamos conversando mais um pouquinho, mas para não ficar de vela eu ai depois de um tempo e voltei para casa. Já era 15hs e minha mãe estava arrumando a casa. Logo que eu entrei em casa.
- Filha, pega essa fita prata que está ai em cima da mesa, por favor? - Nossa! Nem esperou eu chegar direito. Ela estava em cima de uma escada colocando umas fitinhas pratas no teto. Não sei pra quê. Fui para o meu quarto para... Adivinha! É novidade! Escolher roupa porque eu ainda não tinha escolhido. Brasileiro é foda, deixa tudo pra ultima hora. Fiquei horas escolhendo a roupa. Acabei escolhendo um vestidinho branco bem soltinho com alguns detalhes em prata. Peguei um escarpan prata, acessórios prata para combinar e já deixei tudo separado. - NAAANE! - minha mãe me berrava lá em baixo
- FAAALA! - Respondi gritando descendo as escadas. Casa de favelado é assim mesmo, grita daqui, grita dali. Mas como diz a minha amiga “Gritar faz bem!”
- Me ajuda aqui a encher bola. – cheguei lá em baixo, minha mãe estava sentada no sofá com 4 saquinhos de bolas de gás brancas.
- Mãe, pra quê tanta bola? Ou melhor, pra quê bola de gás? – Cara a minha mãe tem cada idéia. É uma pior que a outra.
- Ué! Para decorar e também por causa do seu aniversário. – eu bati na testa. Não podia acreditar que estava fazendo isso comigo. Cadê a boquinha na Lizzie McGuirre? E sim! Eu amo Lizzie McGuire, podiam voltar a passar e eu comecei a odiar Hannah Montana no começo porque tinham tirado LM para colocar HM. Mas hoje eu caio do sofá das besteiras da série. Ok, se não gosta, respeito plenamente. Fiquei enchendo bola, mas depois de um tempo eu fiquei tonta. Pois é, nem eu sei porque isso acontece. Mas whatever, depois fui ajudando a minha mãe na decoração. A Rô veio com a gente para o Rio para nos ajudar. Quando já estava a noite eu e minha mãe subimos e fomos nos arrumar. Enquanto a Rô arrumava a mesa, descemos igual duas deusas. Começamos a festinha com n´s três, mas depois chegou meus tios, tias, primos, avós e a cambada toda. Fomos dançando “low, low, low, low, low, low, low...”, comemos, claro! Quando faltava um minuto para meia-noite fomos para o quintal para assistir a queima de fogos. Começou a contagem regressiva.
- ...5, 4, 3, 2, - todo mundo falava junto, um olhando para o outro – uuuuuuuuum! – Todo mundo começou a se abraçar enquanto os fogos iluminavam o céu. Meia-Noite, eu fazendo quinze anos e 2009 chegando. Nossa! Como eu estava feliz e com o celular na mão, né? Porque o falou que ia me ligar com o fuso-horário daqui do Brasil. Ficamos lá e minha mãe puxou – Parabéns, pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. ! ! ! – e a Rô entrou com um bolo todo branco e prata com uma menina deitada no chão, mexendo em um notebook rosa. Acho que nenhuma outra boneca me descreveria tão bem quanto essa em cima do bolo. Assoprei as velas e desejei que a minha vida seja tão perfeita como quanto esta sendo nesse ultimo mês. Depois de um tempo eu sinto o meu celular vibrar, entrei correndo para o meu quarto e atendi.
- Alô? – falei super feliz
- My girl turns sweet fifteen today, she’s beautiful, so beautiful. It might get rough sometimes, but I hope she keeps her faith. I wish I grabbed the chance to say to her, life is too short so take the time and appreciate. Any but a loving way, get hurt along the way, don’t be afraid to open up, and use the time you have before it fades, show your love today - meus olhos estavam cheios de lágrimas – Parabéns, nesse dia tão especial te desejo todo amor do mundo, toda felicidade e toda paz. Que papai do céu esteja sempre com você para abençoar o seu caminho. Sempre o agradeço por ter colocado você em meu caminho. Te amo. – foi ai mesmo que eu chorei mais ainda.
- Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo. Você não tem noção, e são coisas assim que te faz te amar mais ainda. Mesmo você estando longe, sinto você aqui do meu lado. Te amo e nunca se esqueça disso. – ficamos mais um bom tempo conversando. Depois eu desci e voltei a curti a festa, a MINHA festa. e William chegaram um pouquinho depois e ficamos brincamos. A noite, para não dizer manhã, acabou com todo mundo se jogando na piscina. Fui para o meu quarto, tomei banho, tirei aquela roupa toda molhada, coloquei uma blusa grande e um shortinho bem curto e cai na cama. Não me lembro de mais nada, apaguei! No dia seguinte não fui acordada por nenhuma poia, fui acordada as 10:30 pelo meu celular tocando. – Alô? – falei com voz de sono.
- Bom dia minha filha! – meu pai berrava do outro lado da linha mais que animado – Parabéns. Minha bebezinha ta fazendo 15 aninhos hoje. – ele falou como um retardado – Filha, como foi ontem a noite? – depois eu não me lembro de mais nada. Só da minha mãe me acordando.
- Filha, as pessoas estão começando a chegar. Vamos! Acorda! – olhei para a cama e vi meu celular ali. Comecei a rir sozinha sentada na cama. – Que foi?
- Acho que eu dormi falando no telefone com meu pai. – e cai na gargalhada. Tomei banho, coloquei uma roupinha qualquer. E fui lá pra baixo, na sala além da minha família estava os meus amigos também. – AAAAAAAAAAAAAAH! – Saí correndo e fui abraçando um por um, pulando nos pescoços deles. Estava com tanta saudade. Até a Ana, a que me levou para os Estados Unidos também estava lá. Ficamos o maior tempão conversando.
- , o que você acha de amanha a gente fazer o dia das meninas? – a sugeriu.
- Caraça ! Eu não queria que chovesse hoje. O dia está tão bonito. Pra quê você foi ter uma boa idéia? – em troca recebi um pedala.
- Boa idéia mesmo! – Carol, uma outra amiga minha concordou. Passamos o restante da tarde conversando. Contei sobre o , sobre quando eu estive internada, sobre o que tinha acontecido nos Estados Unidos e contei sobre o meu pai. Estávamos só entre amigos mesmo. Acabou que os meninos só foram embora quase meia-noite e a e a Carol ficaram para dormir comigo. Aproveitamos e fizemos uma festa do pijama. Começamos a ver um filme de terror ai qualquer com uma bacia enorme de pipoca, com as luzes da casa toda apagada. De cinco em cinco minutos gritávamos. Depois subimos para o meu quarto, ligamos o som alto, minha mãe não se ligava pra isso, e começamos a dançar. E claro que tinha algumas músicas de Jonas Brothers, né? Fomos dormir era quase 5 horas da manhã, quase vimos o dia amanhecer.
Dez e meia ouço alguém berrando.
- Ah, não! De novo não! – reclamei ainda dormindo. mandando eu acordar de novo. Isso já era demais.
- Ou! Hoje é o dia das meninas, se lembra? – peguei o meu celular no criado mudo e vi o horário.
- Puta que Pariu! São dez e meia ainda. – virei pro canto e voltei a dormir. Ela como sempre, o que me deixa com muita raiva, puxou o meu cobertor.
- Eu falei o DIA das meninas, não a TARDE!
- Caramba , você me ama, né? Não é possível! Tem o prazer em me acordar. – fui reclamando para o banheiro. Tomei o meu banho beeeem quente como eu falei e sai... Ah! Também não to afim de descrever a minha roupa. Quero que chegue logo a noite. Quero contar pra vocês o que houve. Mas voltando. Fomos igual bruxas para o salão de beleza. Bruxas mesmo! Dessa vez não é exagero, quando entramos no salão todo mundo olhou para a gente e um cabeleireiro chegou logo mandando... Isso mesmo! MAN-DAN-DO! De tão precária que estava a nossa situação. E o nosso dia foi dia mesmo! Fizemos o cabelo, unhas, tratamento de pele, depilação e tudo mais que tinha no salão. Chegamos na minha casa já era quase sete horas da noite.
- Até que enfim chegaram! – Minha mãe falou assim que ouviu a gente abrindo a porta. Jogou a revista do seu lado no sofá e levantou. – , vamos lá em cima no seu quarto. – mesmo a minha mãe só me chamando, as outras duas também foram. Quando ela abriu a porta do quarto e olhei para a minha cama, lá estava uma surpresa: um vestido de debutante. Cara! Eu tinha até esquecido que eu tinha feito quinze anos. Como eu não poderia ir para a Disney porque eu ainda estava sob observação, minha mãe fez uma festa para mim. Eu fiquei com a cara no chão, fiquei super emocionada, meus olhos encheram d’água. O vestido era aquele bem bolo mesmo, acho tão bonito vestido assim, era rosa claro com detalhes brancos e rosa mais escuro. Lindo, lindo, lindo! Eu não tenho palavras para descrever a minha sensação. Enquanto eu fui trocando de roupa a e a Carol ficaram comigo para me ajudar. Porque eu seu sei que roupa assim não dá para ser colocada sozinha.
- Vocês sabiam disso tudo, né? – eu falei apontando para as meninas.
- Você realmente achou que a ia ter alguma idéia boa? – fuzilou a Carol com olhar.
- Ok, parem de se fuzilarem com o olhar que não basta vocês já estarem no Rio de Janeiro e me ajudam a fechar o zíper? – como eu já tinha vindo com o cabelo, maquiagem e etc. Feito no salão, foi só colocar o vestido e elas também. Depois fomos para o salão. O Tio Bob, o meu motorista já estava estacionado com a limusine em frente a minha casa.
- Ui que chique gente! Vamos andar de limusine. – como sempre falou.
- Vamos aproveitar que vai ser a primeira e a ultima vez! Pode rodar muito com o carro, ok? – falei.
- Carro não! Limusine, valeu? – Carol falou.
- Ai pobres! Vai direto pra festa, Tio Bob! – falou a – Parece que nunca andaram de limusine.
- E não mesmo! – eu e a Carol falamos em coro. virou acara e depois caímos na gargalhada. Chegamos o salão já estava cheio. Fiz a política da boa vizinhança, fui de mesa em mesa cumprimentando todo mundo, tirando foto e sempre com sorriso no rosto, mesmo com aquela. Isso aquela mesma que a pessoinha aqui odeia. Mas tudo bem! Não vai ser ela que vai estragar o meu dia. Quando chegou meia-noite eu subi, troquei de roupa e coloquei um vestido branco com alguns detalhes rosas bem clarinho. Dessa vez foi a minha mãe que me ajudou a trocar de roupa.
- Olha, eu que escolhi a música que você vai entrar, ok? – eu só balancei a cabeça. – Quando começara a introdução de Please be Mine, você entra, ouviu?
- Aham! – balancei a cabeça positivamente de novo. Fiquei logo ali em alerta e a música começou a tocar. Quando a música começou a tocar eu fui andando lentamente para o centro do alto da escada, porque sim! Eu estava no segundo andar, mas se estar achando um pouquinho difícil de se imaginar, pense no filme A Nova Cinderela. Eu amo esse filme e minha mãe sabe disso. Por isso que ela deve ter feito tudo isso. Começou a tocar Please be Mine somente com a voz do . Essa festa já estava sendo programada a muito tempo, então! Se deu tempo até gravar o cantando a música sozinho. Quando eu parei em cima da escada todas as luzes foram centralizadas em mim. Mas não somente as luzes, as câmeras, os flashes, os olhares. Toda a atenção era minha, era o MEU momento. Os meus 15 minutos de fama.
E o aparece lá em baixo, cantando pra mim, somente pra mim. Não era gravação. Era ao vivo. O estava cantando para mim. Me senti importante pela primeira vez na vida. Muito importante, importante ao cubo! E eu comecei a descer.
Eu cheguei lá em baixo, ele pegou a minha mão tipo me chamando pra dançar, ele estava cantando a música mais lenta que o normal, e começamos dançar tipo uma valsa e ele cantando em meu ouvido
Quando ele terminou de cantar ele me entregou um buquê de rosas vermelhas e me deu um beijo. Isso tudo no meio de um salão enorme, nós estávamos bem no meio sozinhos e todo mundo olhando, mas quem disse que eu me preocupava? Foi a coisa mais romântica de toda a minha vida.
- Estamos juntos até hoje e esse final de semana nós vamos fazer três meses de namoro. E foi isso que aconteceu nas minhas férias. - Saí da frente da sala e sentei no meu lugar, todos me aplaudiram, e alguns nem acreditavam que em tão pouco tempo tanta coisa tinha acontecido. Mas eu enfim teve seu conto de fada e pode dizer...
Please gente do meu s2... comentem ok? *-*