Por Pime-Chan
Previsões Nefastas
- Uhnn!! Que delícia!_ Yuy sorri, se lambuzando de sorvete de caramelo.
Ryori olha para o garoto imaginando-se “limpando” o sorvete que se encontrava em seu rosto.
- He-he.
- Hun? o.Õ _ o moreninho ia perguntar do quê o outro estava rindo quando pára em frente à vitrine de um petshop.
Ryori já ia passando reto, até que percebeu que ele continuava parado ali, com as mãos espalmadas no vidro da loja.
- Ryori...
- Não.
- Mas...
- Não.
- Ah, vai...
- Eu já disse que não!
- Por favooor! Olha, Ry, como ele se parece com a gente.
Apontou um cachorrinho pequinês de pelagem negra como o cabelo de Yuy e olhos azuis como os de Ryori.
- Não adianta, Yuy. Eu não vou cuidar de bicho nenhum!
- Eu cuido! Por favor... Eu sempre tive cachorros, quando eu morava com o meu pai... Sinto falta deles. ó.ò_ seus olhos expressivos ganharam um brilho triste.
O ruivo não agüentou ouvir aquilo, sempre que o menino falava do pai sentia um grande remorso. Suspirou, balançando a cabeça:
- Tá bem, mas você cuida dele. E "ai" se latir de noite!
- Yeahh!
- Mas tem uma condição.
- Que condição? O.O
- Hn, durante um mês você terá que ser bem “obediente”, vai... Ter que fazer todas as minhas vontades._ sorriu pervertidamente.
- Er... Tá bem._ o que não fazia para ficar com o cachorrinho! Se bem que aquela tarefa não ia ser nada difícil...
Os dois entraram no petshop, comprando o cão. Na verdade, Yuy gostava mais dos grandes, como os que tinha quando ainda morava no interior, entretanto, este pequinês lhe chamara muito atenção por ser tão parecido com ele e seu koi. Enquanto Ryori acertava o pagamento do animal e pegava sua carteira de vacinação, Yuy foi brincar com o cãozinho, pegou-o no colo e ficou a admirá-lo, parecia até o filhinho de ambos... Só que, bem, isto seria o mais próximo que chegariam de um filho. Ryori chegou ao seu lado.
- Mew!
- Hun? Essa droga de cachorro tá miando!
- Então ele vai se chamar Mew! Tada!! ^-^
- Sabe, Yuy, às vezes você é tão criativo... ¬¬
- Blagh! :P Já comprou, Ry-love?
- Já. Dá pra parar de me chamar assim?
- Hun, então vamos! E... Hei, cadê meu sorvete??
oOoOoOo
- Ele é tão fofinho!_ falou, vendo o cachorrinho correndo pelo apartamento.
- Sei, quero ver quando essa fofura começar a fazer cocô na casa.
- A gente ensina o Mew a fazer no potinho, pra isso que compramos o pipidog, né?
- Hn.
- Meeeewww!!!!_ o cachorro socou-se contra um vaso grande no canto da sala.
- o.Ò
- Meeww!!_ Yuy catou o cachorro no colo_ Você tá bem?
- Yuy, ele não vai te responder.
- Ryori você devia se preocupar mais com o nosso filhinho.
- Que??? Num delira, garoto.
- Você é mal. u.u
- É, mas bem que você gosta._ sussurrou, encostando-se no seu peito.
Mew, enciumado até o último pelo de sua cauda, começou a ladrar para o ruivo, fincando as patinhas na sua roupa.
- Ryori, olhe o que você fez!
- Que? Eu não fiz nada.
- Ah, num disfarça, não. Tó, pega ele pra ver se vocês se entrosam.
O moreninho deu-lhe o cachorro e o ruivo o pegou meio sem jeito. Mas Mew não gostou do colo daquele ser de cabelos cor de fogo e pulou fora.
- Ora, seu! Eu não queria mesmo que você ficasse no meu colo.
- Hahaha, sei, conta outra.
Eis que o cachorro se apóia na mesa de centro e agarra o celular de Ryori, que estava ali, e sai correndo com ele pela casa.
- Hei, volta aqui, seu miserável! Devolve meu celular!_ e disparou atrás dele.
Então começou uma fuga descontrolada pela casa enquanto Yuy vestia enormes luvas de flanela cor-de-rosa para preparar o jantar.
- Lalalala!!!
Mew era mais rápido que o ruivo, pois deslizava pelo chão, mas num desses acabou escorregando num tapete e isso fez com que Ryori, que vinha logo atrás, não conseguisse brecar a tempo, tropeçando no animal e capotando e rodopiando uns dois metros até dar de encontro com a parede.
- Meu amorzinhoooo!!!_ Yuy veio correndo da cozinha ao ouvir a barulheira.
- A-aaiii... Yuy, vem cá!_ ajoelhou-se, esfregando o corpo dolorido e abrindo os braços para seu koi.
Bom, mas obviamente, como em todo clichê barato, Yuy pegou Mew no colo e começou a paparicá-lo.
- Cê tá bem, neguinho do pai?
Ryori levantou-se bufando, irado de ódio porque o cachorro ganhara mais atenção do que ele. Ia falar alguma coisa quando viu seu celular jogado no chão, abaixou-se para pegá-lo, sentindo a mão molhar-se de baba de cão.
- Yuy! *||<#
- Er... o.o Calma, Ry.
- Calma o escambau! Nós vamos devolver esse cachorro agora mesmo!
- Não, por favor. Vocês tiveram um mau começo, mas eu tenho certeza que vocês vão se dar bem... Er, eu espero.
Saiu pisando firme e batendo a porta do quarto. Yuy sentiu-se mal por ter feito aquilo com seu namorado e resolveu acertar logo a situação. Largou o cachorro, que o seguiu até a cozinha, e desligou o forno, depois ajeitou a casinha de Mew, que consistia num puff vermelho, na área de serviços e deixou o potinho de ração e água ali do lado, junto com a bacia de necessidades.
- Pronto, Mew, cê fica aí. E nem pense em latir de noite que o Ryori te mata.
Foi saindo, mas Mew esfregou-se na sua perna em sinal de carinho, como se não quisesse que ele fosse.
- Ohh, Mew, eu tenho que ver como o Ry tá. Fique aí, está bem?_ abaixou-se e fez-lhe um carinho na cabeça.
Afastou-se, sem perceber o olhar "shine" que dominava o pobre Mew. Sim, o cachorro endemoniado morria de ciúmes do ruivo que roubara o moreninho de si. Deu uma miada alta e acomodou-se no puff, planejando uma vingança sórdida.
Yuy entrou no quarto, vendo que seu koi tomava banho. Despiu-se rapidamente e entrou no banheiro, indo para o box e abraçando o ruivo por trás.
- Ry...
- Que?_ perguntou sem interesse.
- Perdoa?
- Não.
- Por favor, não vou deixar acontecer de novo. Olha_ abaixou-se, dando beijinho num hematoma criado pelo tombo_ eu vou dar um beijinho nos seu machucado pra eles sararem rápido, tá bem?
Ryori adorou sentir aquela boca macia em seu corpo. Deu um meio sorriso.
oOoOoOo
No outro dia:
Levantaram um tanto quanto tarde, devido aos altos “entretenimentos” da noite. Yuy vinha esfregando o olho, seguido pelo ruivo, quando estancou: o apartamento todo estava sujo de barro e patas de cachorro, o sofá estava com o estofado rasgado, as plantas e móveis meio comidos e havia urina de cão por toda parte.
- Yuuuuuuuyyyyyyyyyyyyyy!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
oOoOoOo
Ryori entrava no posto de vacinação emburrado, com uma cara de dar medo. À sua frente estava Yuy, segurando em seu colo o cachorro, bem longe do ruivo, para impedir que o animal tivesse um triste fim. De repente Shibushi e Ruk aparecem atrás deles com Nero.
- Oi!! O que vocês estão fazendo aqui?_ o loiro sorriu.
Yuy, quase surdo depois do grito que levara na orelha, mostrou-lhes o cachorro.
- Nós compramos ontem. Ele se chama Mew.
- Hun, bonitinho. Não sabia que Ryori gostava de animais._ Ruk o encarou, desconfiado.
O ruivo virou o rosto para o lado.
- Credo, que bicho mordeu ele?_ Shibushi estranhou a cara de "nenhum amigo" do outro.
- Er... Vocês também vieram vacinar o Nero?_ desconversou.
- Ah, sim, nós o trazemos em toda as campanhas de vacinação como essa e quando ele precisa.
Yuy olhou de rabo de olho para o koi:
- É, ainda bem que não tem muita gente.
Ficaram conversando um pouquinho, até chegar à vez de Mew.
- Cadê a carteirinha dele?_ a moça que atendia os donos de animais pediu.
- Ah, tá aqui. Nós acabamos de comprá-lo.
A moça fez o que tinha que fazer e devolveu-lhe a carteirinha. Yuy encaminhou-se até o militar que aplicava as vacinas nos cães, mas assim que Mew viu a agulha na mão do homem, agitou-se todo e num pulo, foi ao chão, disparando para fora do posto.
- Mew!_ correu atrás dele, esbarrando em algumas pessoas, o que o atrasou e o fez perdê-lo de vista quando alcançou a rua_ Mew! Cadê você? Volta aqui!
Voltou para dentro, afobado.
- Ele sumiu!
- Já estava na hora. ¬¬
- Ryori! Não é hora pra isso._ olhou aflito para Shibushi_ Shibushi, preciso do Nero.
- Como?
- Talvez ele consiga farejar o Mew. Por favor.
O loiro analisou um pouco e concluiu que se fosse com Nero, gostaria que o ajudassem a encontrá-lo, então cedeu.
- Tá bem, mas primeiro vou vaciná-lo.
- Vai depressa.
Shibushi o olhou torto.
- Não, pensando bem, pode demorar o quanto quiser, hehe. ^ ^”
Nero achou que a vacina fosse um doce e nem percebeu a agulhada que levou.
Na cabeça do Nero: Ué, cadê o meu doce?
- Vamos, Nero, tente encontrar o Mew._ Ruk pedia, afagando sua pelagem.
Nero deu algumas fungadas no ar e, empinando o focinho, correu para a rua. Os três o seguiram... Três? Yuy voltou e puxou Ryori pela gola da camisa, arrastando-o junto. O cão corria que nem um desembestado pela cidade.
- Não é possível que o cachorro ainda esteja farejando o Mew!_ exclamou o moreninho, eles já tinham andado um par de quarteirões.
Correram tanto que foram dar num parque abandonado, num lugar afastado da cidade.
- Uf, uf! É aqui que ele está, Nero?_ Yuy perguntou, dobrando-se na altura da cintura, esbaforido.
O cachorro latiu alto.
- E como é que ele entrou aqui?_ Ryori disse cético, no seu ótimo bom humor.
- Devem ter várias entradas por debaixo da cerca de arame. Nero é um cão muito inteligente, tenho certeza que está aqui._ Ruk defendeu o animal.
- Hn.
- Bem, vamos entrar._ comandou Yuy, pronto para escalar a cerca de arame que envolvia o parque.
- Nem pensar, eu não entro aí._ Shibushi cruzou os braços.
- Não vou procurar seu cachorro, Yuy._ o ruivo confirmou.
Vendo que seu amado iria ficar sozinho com o homem de cabelo vermelho, Ruk tratou de ficar ao seu lado. Mesmo sabendo que seu koi não o amava mais, não podia evitar seu ciúme.
- Eu também não vou.
- Uhn... Mas eu vou ter que entrar sozinho? ó.ò
Os três pareceram irredutíveis.
- Mas e se eu encontrar algum tarado estuprador?
- Er, pensando bem, eu vou com você._ Ryori pôs-se ao seu lado.
- Ehh, brigado Ry. Ruk, eu vou precisar do Nero.
- Claro.
De repente um pensamento veio à mente do soldado.
- Shibushi, não deve ter ninguém aí dentro._ cochichou em seu ouvido.
- E daí?
- Bom, e daí que a gente pode shshshshsh.
- Que?? Nem pensar!
- Ora, por favor, seria como uma nova experiência.
- Este lugar me dá calafrios, deve estar todo sujo.
- Ué, mas é sempre assim que a gente termina quando...
Shibushi corou dos pés à cabeça.
- Chega, Ruk!
- Mas ia ser tão romântico, nós dois no barco do amor...
- Não.
- É mesmo? Nem se depois eu fizesse aquilo que você queria?
- Aquilo?
- É, o shshshshsh.
Tornou a corar.
- Sei não.
Ruk tocou-lhe a coxa, fazendo uma óbvia pressão para ouvir a resposta que queria.
- Er... Tá, tá bem, agora pare com isso!
Sorriu satisfeito, retirando sua mão de lá.
- Então, vamos todos nós.
Pularam o “muro”, menos Ruk que teve de ficar para passar Nero para o outro lado. Como ele era anormalmente forte, não teve dificuldades em colocá-lo do lado de lá, contudo, Yuy e Shibushi não tinham a mesma força e o cão acabou desabando em cima deles.
- Auuu..._ não, não era Nero latindo, era Yuy resmungando debaixo do animal.
- Sai daí, Nero!_ o loiro o tocou e eles puderam ficar em pé novamente.
Ruk também escalou a cerca e, quando estavam todos lá, avançaram parque a dentro. E o que eles não haviam percebido do lado de fora era o aspecto sombrio e assustador do parque.
- Ryori..._ agarrou-se ao braço do koi, assustado.
Shibushi deu uma leve estremecida, que não passou desapercebida a Ruk. Envolveu-o com um braço, como que querendo passar-lhe confiança, e recebeu um sorriso em troca. Os brinquedos do parque de diversão eram velhos e muitos estavam pela metade, quebrados, tudo era em tons de cinza, inclusive o céu daquela tarde. O vento balançava a roda gigante, ecoando um tec-tec-tec por todo o local, alguns ratos corriam nos cantos onde o mato estava alto.
- Ruk, nem pensar, eu não vou shshshsh aqui de jeito nenhum.
- Ah, tudo bem, eu não tava pretendendo mesmo pegar uma doença agora que vi como isso é imundo.
De repente Nero pára e mirando o túnel do terror, vai correndo até ele. Os quatro o acompanham, o segurando na entrada do brinquedo. Meio amedrontados, vão entrando cautelosamente. Conforme vão se aprofundando no túnel, vêem uma luz amarelada lá dentro.
- Ryori, eu tô com medo._ Yuy apertou-se mais ainda no outro.
- Quem mandou comprar esse cachorro. u.u
Então o caminho começa a ser preenchido por velas grossas, algumas corrente estão penduradas no teto e esculturas sinistras em alguns cantos.
- Ai, meu Deus! Um culto satânico!_ Shibushi estremeceu.
- O-o q-que?_ Yuy gelou.
- Só pode ser! Estamos no meio de um local de rituais satânicos.
- Será? Ah, e se for o ponto de encontro de bruxas das trevas?
- Ou de adoradores de...?
- Chega, vocês dois!_ Ryori cortou_ Onde já se viu?
- Hun...
Antes que pudessem dizer qualquer outra coisa, ouvem estranhos barulhos.
- Aiii, eu não vou entrar não!_ Yuy dá um passo para trás.
Nesse momento Mew entra correndo, passando por eles e indo em direção do barulho.
- Mew? Mew! Volta aqui!_ sai atrás de seu bichinho.
Os outros três o seguem, pois era perigoso ficar sozinho ali. Quando estão à beira de terminar o corredor em que estavam e desembocar num grande centro circular, Yuy consegue pegar Mew. Mas não a tempo suficiente de não verem a cena à suas frentes: mais velas cobrindo o lugar, ao meio almofadas jogadas no chão e, em cima delas, um corpo amarrado pelos pulsos a correntes na parede, encapuzado.
- Ahhh!!!!! É um sacrifício!!!!_ Yuy berrou, tendo um treco.
Com o susto, outro homem com roupas de couro e uma filmadora na mão, um tanto quanto escondido numa pequena fenda se mostra aos visitantes:
- Yuy? O que vocês estão fazendo aqui?_ Xyen pergunta, sorrindo_ Ah, vieram participar da minha filmagem?
- Xyen??? Você é um adorador do demônio??
- Hein? Õ.o
Ryori dá um peteleco na cabeça do namorado.
- Ouch! *;.;
- O que está fazendo aqui, Xyen?_ Ruk pergunta, estranhando.
- Ruk?? Yuy? Me tirem daqui!_ o homem amarrado pede.
- Suka??_ espanta-se ao reconhecer a voz do amigo_ Xyen, o que você fez?
- Hehe... Bom, é que eu queria muuuito fazer um “filminho” com o Suka, se é que vocês me entendem.
- Pervertidos!_ Shibushi condenou.
- O que? Eu não quis isso! Xyen me sedou e me arrastou pra cá.
- Xyen, você fez isso?_ Ruk estava incrédulo, mas, bem, em se tratando de Xyen...
- Bom, mas já que vocês estão aqui de livre e espontânea vontade... Eu não preciso sedá-los._ sorriu sacana.
Ryori fez uma cara medonha, enquanto Ruk foi soltar o companheiro. Assim que se viu livre, e completamente corado, Suka lançou um olhar tenebroso ao amante.
- Er... Calminha, koi. Pense, ia ser muito legal ter um filminho assim, só de nós dois.
Bufou, passando resto por ele. Os outros quatro o encararam com asco e acompanharam Suka.
- Ué, mas o que eu fiz?_ perguntou inocentemente, os seguindo.
Já estavam fora do túnel quando encontraram uma velhinha corcunda e com roupas de cigana, mas de pele clara e rosada, parada com uma mesinha às suas frentes.
- Ahh!!_ Yuy berrou novamente, assustado por encontrar alguém ali.
- Hehe, mas que jovenzinho medroso._ zombou a velhinha.
- Ora! ò.ó E eu ia saber lá que a senhora estava aqui! Por falar nisso, quem é você? Por acaso não é nenhuma bruxa participando de um congresso, né?
Ryori levou uma mão ao rosto, perguntando aos céus o que fizera para merecer aquilo.
- Oh, não, não. Eu sou apenas uma velha cigana.
- Cigana? Não parece._ Xyen falou.
- Fique quieto, moleque mal-criado. Bem, mas vocês não querem ver seus futuros?
- Hã? Nossos futuros?_ interessou-se o moreninho.
- Sim, nessa minha bola de cristal_ e apontou uma bola transparente sobre a mesa_ o futuro é revelado.
- Tsc, contra outra._ Suka queria ir embora logo, estava magoado com o namorado.
- Pois é a verdade.
- Ah, mesmo? Legal, então veja o meu futuro!_ Xyen aproximou-se.
- Eu também quero!_ Yuy se empolgou _ Melhor, veja o de todos nós, por favor.
- Yuy, não me diga que você acredita nisso!
- Claro, Ry. Vem, ver o que ela fala.
- Muito bem, vamos lá._ a suposta cigana contornou a bola, que começou a ganhar tons rosas e roxos_ Hum... Sim, sim. Para o jovem ruivo eu vejo um futuro cheio de brilho.
- Quer dizer um futuro feliz?_ Yuy emocionou-se.
- Não, quero dizer um futuro brilhante e lustroso na sua careca.
- Careca??
- Sim, calvície precoce. u.u
- O.O????????_ a cara de Yuy foi ao chão.
- Yuy, essa velhota não está falando sério._ Ryori afirmou.
- Vocês dois._ disse, se referindo a Shibushi e Ruk_ Um outro alguém interferirá profundamente nas suas vidas.
Shibushi não acreditava naquelas coisas, mas... Sentiu certo frio na barriga ao imaginar que podia ser verdade. Ruk e Ryori já iam protestar quando chegou à vez de Xyen e Suka.
- E quanto a vocês, um acidente grave afetará o jovem de olhos verdes.
- QUE??????????_ Xyen pirou_ Não pode ser verdade!!
- Ora, não acreditam nas palavras de uma velha cigana?
- Você não é cigana. ¬¬_ Ruk encarou-a friamente.
Todos ficaram a mirá-la friamente, como se estivessem prontos a esganá-la, inclusive os cachorros.
- Ihh... A coisa tá ficando feia! o_o”_ a velhinha falou, com medo daqueles homens raivosos e muito propícios a cometer um assassinato_ Eu, hein! Fui!_ levantou-se, desmontando em apenas um segundo sua barraca "TendeFácil", colocando-a sobre um dos ombros e dando no pé tão rapidamente que até saía fumacinha de sua corrida.
Ficando para trás, seis homens assustados permaneciam estáticos.
Continua...
oOoOoOo
Yuhhh, terminei!!! Quer dizer, o 1ºcap. Ai, bom, eu disse que eu aloprava feio nas personalidades dos personagens (hehe, em que mundo o Ryori ia ficar choramingando depois de um tombo?), mas eu espero que ninguém queira me matar.
Bom, eu não sou lá essas coisas pra comédia, apesar de rir que nem uma louca de tudo. ^ ^” E o finzinho ficou meio xoxo porque o povo resolveu bedelhar no meu quarto e eu não consigo escrever com um monte de gente por perto. ¬_¬
Espero que tenha gostado, Leona (aquela cena do Ryori ainda via aparecer, viu?) :D
Mandem reviews se quiserem, tá? ^-^
Ah, sim, como todos sabem, “Mundos” pertence à Leona-EBM, na qual esta fic foi baseada. Portanto, os acontecimentos dessa fic não têm nada a ver com a história original (hehe, não sabia se era pra por disclamer ou coisa parecida ^ ^”)
Por hora é isso,
Matta ne! Tchauzinhu!
09/05
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