Por Pime-Chan

 

 

CAPÍTULO 02

 

Yuy estava no mercado comprando alimentos para suster Ryori e ele. O moreninho estava vendo as carnes quando pega uma lomba de filé putrefacto.

 

- CREDO, A CARNE TÁ PODRE!!_ girou, girou e girou a carne no ar e a arremessou para trás.

 

POW!

 

Olhando para trás, Yuy vê um carequinha barrigudo caído no chão com o filé na cara.

 

- Ahh... Ow... Desculpa! He-he! o.o”_ ele se vira e volta a escolher a comida, enquanto um pensamento não sai de sua cabeça  “ Será que o Ryori vai ficar careca, será, será? ”

 

 

oOoOoOo

 

 

Já em casa, enquanto guarda o que comprou, Mew aparece e começa a se esfregar na sua perna.

 

- Hohoho, Mew, agora não posso brincar. Espera um pouquinho.

 

Mew olha com aqueles olhos chorosos.

 

- Ohh, não faz assim que eu fico com dó! ó.ò  Agora eu não posso, tenho que guardar essas coisas e fazer a comida para o Ryori.

 

O pequeno cachorro o encara furioso por esse maldito Ryori existir e sai de lá com a cabecinha empinada, orgulhoso. Sorrateiramente vai até o quarto dos dois humanos e encontra uma zorba branca com bolinha verdes de Ryori em cima da cama. Hehe, sorrindo satisfeito, ele pula no colchão macio e agarra a cueca preferida do ruivo, reduzindo a pobre a tirinhas. Então escuta a porta de entrada da casa se abrindo e sai dali rapidinho.

 

 

-  Oi, amor._ o ruivo enlaça o menor por trás, falando com uma voz sensual.

 

- Ry...

 

Yuy estava começando a se derreter quando Mew entra no meio dos dois.

 

- Mew!_ pôs a linginha de fora.

 

- Ah, esse cachorro maldito!! ò.ó_ esbravejou o ruivo ao ter o clima cortado pela intervenção do animal..

 

- Não fala assim, Ry-love, assim você o magoa!!

 

- Yuy, ele é um cachorro. ¬¬

 

- E daí? Só por isso ele não pode ter sentimentos?? Ryori, seu insensível!!

 

- ¬_¬’  Deixa quieto, vai... Vou tomar banho._ saiu da cozinha.

 

- Mew!_  Mew o encarou com aqueles olhinhos lacrimosos.

 

O moreninho não resistiu e o pegou no colo, afagando sua bochecha na carinha dele.

 

- Não liga pra ele não, eu te amo! Você é o bebê da mamãe, viu? ^ ^

 

- Meeew!_ sua expressão mudou para uma calma e angelical.

 

 

Mas 20 minutos depois....

 

 

Yuy colocava o caldo de legumes na mesa quando um berro assustou-o a ponto de fazê-lo jogar a concha com caldo para trás.

 

- Aahhhh!!!! Que fooooiiiiiiiiiii???_ saiu correndo até da onde vinha o berro.

 

Estancou à porta do quarto ao ver um furioso e mortal Ryori segurando fiapos de sua ex-cueca, apenas com uma toalhinha amarrada à cintura, vale ressaltar. XD

 

- O-que-significa-isso?_ perguntou num tom extremamente perigoso.

 

- Er... Que você tem que comprar uma cueca nova? ^^”_ arriscou.

 

Mew, escondido atrás da mamãe, pôs a carinha pra fora, vendo a expressão zangada do ruivo.

 

- Eu vou matá-lo!!!_ ameaçou, avançando.

 

- Nãooo!!!_ tentou interceptá-lo_ Er... Não foi culpa dele!!

 

- Ah, não? Então como que a minha zorba virou isso? ||L-[[[

 

- Aw... Não foi ele porque... Porque foram os ratos!!! Ò.ó

 

- Ratos?? Que ratos, criatura?

 

- Aw... Os ratos sanfoneiros!!! Foram ele, aqueles malvados! ò.ó  Eles ficam por aí tocando suas músicas mexicanas, tomando da nossa cerveja e rasgando as roupas dos outros!!!

 

Ryori:  ¬¬V

 

Então eles ouvem uma musiquinha e, ao olharem para um canto do quarto, dão de cara com três ratinhos brancos com óculos escuros tocando sanfona. [1]

 

Ryori: OO____OO””””

 

 

 

Enquanto isso, na casa de Shibushi e Ruk....

 

 

O loiro preparava sucos na cozinha, uma vez que esta é a única coisa que ele faz na vida. Estava mais pensativo que o normal, por estar encucado com o que a velha cigana lhe dissera: será que haveria alguém mesmo que viesse a atrapalhar seu relacionamento com aquele homem lindo que ele tanto amava?

 

Estando tão distraído nisso, não percebeu que apertava a laranja demais contra o espremedor, fazendo o suco da fruta voar pra tudo que é lado, principalmente em seus belos olhos.

 

- Iaaaaii!!!_ gritou, esfregando os olhos. [2]

 

Assustado com o grito, Ruk veio correndo ver o que se passava com seu amado.

 

- Bu, você tá bem?_ abraçou seus ombros, delicado.

 

- Foi suco no meu olho!_ falou manhosamente. 0*0

 

Sorriu ao vê-lo esfregando os olhos claros, com um biquinho de dor.

 

- Vem cá, não queremos que fiquem vermelhos._ levou-o cuidadosamente ao banheiro.

 

Debruçou-o sobre a pia, deixando que alguma mechas loiras caíssem lá. Abriu a torneira e, molhando sua mão, levou-a ao rosto do loiro, lavando seu olhos que mantinham-se fechados.

 

Shibushi não pode deixar de pensar no quanto Ruk lhe era atencioso e gentil, amava-o muito e não aceitaria perdê-lo de modo algum... Isso se levasse fé na bruxa.

 

 

 

E na ca casa do terceiro casal...

 

 

 

Suka levantou-se irritado da cama, enquanto Xyen tentava segurá-lo pela cintura.

 

- Peraí, Suka-chan!_ choramingava. Q.Q

 

- Sai, Xyen, eu não quero falar com você!

 

- Hum... Como não? QQ.QQ  Você num pode estar falando sério!

 

- Estou sim._ desvencilhando-se do abraço, saiu para a sala.

 

Xyen foi correndo atrás dele.

 

- Mas o que foi que eu fiz? ó.ò_ perguntou inocentemente.

 

- ò.ó E ainda pergunta??

 

- Ué... Mas eu não sei do que você está falando!_ apoiou o indicador e o polegar no queixo, pensativo, fazendo um grande esforço para se lembrar do que havia feito de errado_ Hun... Hun? o.Ó     

 

- Nhai, eu desisto! u.ú

 

Ainda estava chateado com o namorado, afinal, ele praticamente o seqüestrara, obrigando-o a ficar naquele lugar desprezível contra a sua vontade para fazer uma coisa que não queria. Sem mencionar o grande fato de que ele ficara muito assustado imobilizado daquele jeito, ainda meio dopado, no escuro... Não que tivesse medo, contudo devido às experiências do seu passado, passara a ter certo... pavor de coisas assim, principalmente de ficar sozinho no escuro, sem poder reagir.

 

- Ah, então vamos voltar pra cama! ^____^

 

Suka lançou-lhe um olhar zero grau e deu-lhe as costas.

 

- Ahhh, isso não é justo!!! TT.TT Volta aqui, Suka...

 

- Não enche, Xyen.

 

O tarado já ia protestar quando do meio do nada o pequeno lustre pendurado no teto da sala despencou. E como não podia deixar de ser, Suka estava bem embaixo dele, sim, o chão estava até marcado com uma tinta vermelha no formato de um alvo.

 

- Nããããoooooo!!!!! Sai pra lá seu lustre malvado!!!_ gritando, Xyen estica a perna e dá uma bica no bendito, que voa longe e acerta a janela, quebrando o vidro em mil pedacinhos.

 

O moreno, surpreso com a rápida cena, arregalava os olhos claros. Xyen correu abraça-lo.

 

- Você está bem, querido, amor da minha vida??_ perguntou, esmagando seus ossos num abraço de urso.

 

- Xy... Xy...Xyen...

 

- Que? Que foi, amor?

 

- Você tá me matando...._sussurrou.

 

- Ow... Ops, hehe! ^ ^v_ sorriu amarelo, afrouxando o aperto_ Você está bem?

 

- Sim, estou._ soltou-se, sentando-se cansado no sofá.

 

- Minha nossa, essa foi por pouco!!

 

- É, foi sim, mas isso não me mataria, Xyen.

 

- Ma... Matar?? Ah, Minha Santa Genoveva!!! A cigana!!!_ gritou ao se lembrar das previsões da velha.

 

- Hein? Do que você está falando? Õ.o

 

- Da cigana!! Ela disse que você sofreria um grave acidente!!!!!!_ começou a dar um chilique, agarrando mechas do seu cabelos e puxando-as fortemente.

 

- Han?_ ergueu uma sobrancelha diante da reação esquisita do outro, suspirando_ Deixa de ser palhaço, Xyen.

 

- Eu num tô sendo palhaço. É sério, as palavras de uma cigana nunca falham!!!

 

- Xyen, ela nem era uma cigana. ¬¬  Além do mais, você está estragando seu cabelo.

 

De repente ele pára e olha para alguns fios caídos na sua mão.

 

- Ahhh!!! O que eu estou fazendo?? Meu cabelhinho!!_ passou as mãos pela cabeça, ajeitando o cabelo_ Aiai, preciso de algumas horas na hidro pra melhorar a cútis._ fez uma cara de bobo assim ^ ^.

 

- Hein? o_Õ_ não entendeu o nexo entre a penúltima frase do amante com a última, nem muito menos da onde ele a tinha tirado.

 

- Aaaahhhh!!! Como eu pude me esquecer?_ voltou a gritar, lembrando-se da bruxa_ A gente tem que fazer alguma coisa!!!

 

Ignorando-o, Suka pegou o controle da TV e a ligou, mas eis que o namorado pula sobre ele, desligando-a.

 

- Nããoo!!! E se a TV explodir??

 

- Que idéia estúpida, Xyen.

 

- Hun..._olhou para a posição em que estava, sobre as pernas do moreno e passou a encará-lo com um olhar nada santo_ He-he! O Suka, o que que cê acha deu te proteger lá na cama, assim em cima de você pra que nada te machuque? Hehe.

 

- Ai, num é possível!_ bateu a palma da mão na testa, inconformado com a taradice do namorado.

 

- Ah, é sim, se um lustre cair de novo, eu te protejo! :DD Muahahahahhaha!!!!!

 

Assustado com aquela risada maléfica, empurrou-o longe, levantando-se.

 

- Não era disso que eu tava falando, baka. ¬_¬

 

- Aiiii, não, Suka!!! Cuidado com a quina da mesa, você pode se machucar!!!_ levantou-se num pulo, correndo até ele e o segurando no colo.

 

- Deixa de bobagens! Me larga, Xyen.

 

- De jeito nenhum, e se acontecer alguma coisa? Eu não vou deixar!! A partir de agora você não se mexe mais sem mim!! Melhor, você nem respira mais se eu não tiver por perto... Henn... Bem, aí não porque você morre, mas... Ah, você entendeu!!

 

- O que??? Você só pode estar louco!

 

- Não. Eu não vou te deixar a mercê de um perigo iminente!_ falou, seríssimo_ Portanto, a partir de agora você não se afasta um milímetro de mim.

 

Suka viu o olhar firme do namorado, o mesmo que usava quando tinham que fazer alguma coisa séria, como por exemplo quando tinham uma missão, e sabia que não tinha como contrariá-lo. Bem... Mas não custava nada tentar! ^_^

 

- Xyen isso é ridí...

 

- Não complete essa frase. Eu já me decidi.

 

Falou tão rígido e grave que nem insistiu mais.

 

- Af..._ suspirou, abaixando a cabeça: “que os deuses me ajudem”, completou em pensamentos.

 

 

 

oOoOoOo

 

 

 

Yuy e Ryori estavam passeando no parque... Na verdade, Yuy e Mew passeavam enquanto que o ruivo se via obrigado a estar ali, graças a certos argumentos como “Quantos caras não se derreteriam com um belo menininho brincando com seu cachorrinho” e “No parque tem muito mato, muita moita e hoje em dia as coisas andam tão perigosas...” que o moreninho lançara sem segundas intenções, imagina, nosso pobre e ingênuo Yuy jamais se aproveitaria disso para conseguir que Ryori os acompanhasse no parque.

 

O ruivo andava com os braços cruzados, perto de um lago, seguindo Yuy e o cachorro logo mais à frente.

 

- Vamos, Ry-chan, muda essa cara!_ pulou na sua frente, fazendo movimentos com os braços para animá-lo.

 

- Pára de agir que nem um doido, tá todo mundo olhando._ olhou para os lados_ E não me chame assim.

 

- Ora, você tem que se animar!:) Já sei, vamos brincar de tacar a vareta pro Mew pegar.

 

- Que?? Yuy, seu pervertido, zoofilia é nojento!! Eca!

 

- !!!!O__O Ryoryyyy!!!!!!_ pegando seu coelhinho, aquele que o ruivo lhe dera, pelas orelhas, e deu uma bufetada com ele na cabeça do namorado poluído

 

- Aiii!!_ levou a mão ao local da pancada, massageando-o_ Garoto, você anda muito violento.

 

As bochechas de Yuy atingiram tons rubros que fariam inveja à sunguinha do super homem.

 

- Fica quieto, Ryori!!!!_ virou-se rapidamente e apressou-se para frente.

 

- Hun? o.O O que deu nele? Yuy, ei, espera!_ saiu atrás dele.

 

- Ry-love._ voltou-se para ele com um sorriso radiante_ Vamos brincar com o Mew?

 

Ryori o encarou, observando-o bem.

 

- Já pensou em ir a um psicólogo para ver essa sua mudança repentina de humor?

 

- Hein? Ah, num desconversa, vamos brincar.

 

Abaixou-se e recolheu um graveto, erguendo-o no ar.

 

- Mew-chan!!_ assim que o cachorro voltou sua atenção para ele, o moreninho arremessou o graveto_ Vai, pega!

 

O cão sorriu de orelha à orelha e pôs-se a correr atrás, pegando-o há uns metros adiante com a boca e voltando correndo.

 

- Muito bem, filhotinho da mamãe! ^-^_ acariciou a cabeça do totó.

 

Ryori apenas pensava no que tinha feito para merecer aquilo. Yui virou-se na sua direção:

 

- Agora é a sua vez, Ry-love. ^__^_ sorrindo, entregou-lhe o graveto.

 

A contra gosto, o ruivo pegou o pauzinho fazendo um bico emburrado enorme. Sem muito vontade, lançou-o fracamente. Mas não é que a peste do cão pegou-o no ar, num pulo, e arremessou-o de volta? E o negócio estatelou-se na testa de Ryori, acertando boa parte de seu nariz.

 

O ruivo catou aquilo com a mão e, num acesso de fúria, jogou-o na lagoa com força bruta. O moreninho até que irritou-se com o cachorro, mas, afinal, ele era só um animalzinho e eles não têm noção das coisa, não é? Bem, só por garantia, o bebê resolveu bancar a vítima e, antes que Ryori tivesse mais um pití, foi correndo até o lago pegar o graveto. Contudo, como planejara, seu diminuto corpo começou a afundar na água.

 

- Mewww!_ ganiu, com somente a cabecinha de fora, forjando seu melhor olhar de cachorrinho triste. ó,u,ò

 

- Ryori, olha o que você fez!!_ gritando, Yuy segurou o colarinho do namorado e o arrastou até o lago.

 

Propositalmente o cão nadou mais para o fundo, fingindo que estava desesperado, debatendo-se como um louco na água. Yuy, ao chegar à margem da lagoa, jogou o ruivo lá dentro, gritando com ele:

 

- Vai pegá-lo, Ryori!! Rápido, ele está se afogando!!

 

O ruivo levantou-se, enxugando o rosto, pronto para matar um.

 

- Pegaaaaaaaa, Ry-loveeee!!!!!!!!


 

- Yuy..._ sua voz saiu trêmula, mas não de medo e sim de pura raiva.

 

- Rápido, ele tá se afogando!!! Pegaaaaaa!!!

 

E usando de uma força suprema, Yuy o segurou novamente pelo colarinho, arremessando-o lago a dentro, fazendo o coitado comer lama, literalmente, já que se chocou com o fundo enlameado do lago.

 

- Pegaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!  ò.ó_ Yuy fazia uma cara tão ameaçadora que o ruivo resolveu não contrariá-lo.

 

Levantou-se novamente e pegou o cãozinho no colo, que fingiu um grande alívio, suspirando.

 

- Ufh!

 

E o levou à terra seca, jogando no chão de qualquer jeito.

 

- Mewww!!! Que bom que você está bem, filhotinho! Nunca mais faça isso._ Yuy o tomou em seus braços, paparicando-o.

 

Agora sim, Ryori estava uma fera e iria descontar na primeira alma que cruzasse seu caminho, no caso, o amante e o cão. Entretanto, Yuy voltou-se furioso para o namorado.

 

- Seu malvado, perverso, inescrupuloso!! Como pôde fazer uma atrocidade desse tamanho??

 

- O que? Ma...

 

- Não, isso não tem explicação! Você é mal, quase o matou.

 

Ficou perplexo diante de tal atitude, ele que era o injustiçado nessa história toada, era só olhar para seu estado lastimoso, molhado, fedendo a cachorro, com lama até no cabelo e uns tufos de matinho saindo do barro que o cobria.

 

- Você não tem coração, passou de todos os limites._ terminando de acusá-lo, sentiu o corpinho de Mew estremecer no seu colo, de frio_ Venha, Mew, vamos pra casa te secar, coitadinho. Não se preocupa, hoje você vai dormir comigo, tá bom, neném?

 

- Nem pensar, eu não vou dormir com esse cachorro!_ Ryori berrou, apontando para o animal que encolhia-se todo, fazendo carinha de inocente.

 

- E quem disse que ia? Você vai dormir no sofá. ¬¬

 

- No sofá?? Ora, só me faltava essa!

 

- Cala-se, eu não quero ouvir sua voz, seu desalmado. 

 

- ?? O.O

 

- Vamos, Mew, meu amorzinho.

 

O moreninho começou a caminha em direção da saída do parque, não queria que Mew pegasse uma pneumonia, deixando um perplexo Ryori para trás. E é neste ponto da trama que se passa a epopéia de Ryori.

 

 

Sim, aquià A epopéia de Ryori

 

 

Como fôra abandonado por Yuy, Ryori teve de voltar sozinho. Só que na sua atual “condição”, não era algo muito apreciável pelas pessoas... Até pensou em assaltar alguém que estivesse ali no parque e roubar suas roupas, enxugando-se assim com as suas roupas. Só que não teve a oportunidade desejada, pois ao que se espreitava pelas árvores, em busca de uma vítima para dar o bote, deparou-se com um garotinho com uma bola de futebol na mão. O pequeno o encarou com os olhos arregalados e, numa reação repentina, saiu correndo e berrando.

 

- Ahhh, o monstro do armário!!! Socorro, mamãe!!!

 

Ergueu as sobrancelhas, sem entender o menino. Com a gritaria, em pouco tempo um aglomerado de pessoas formou-se envolta do ruivo, que não sabia o que fazer.

 

- Nossa, olha, mamãe, o monstro do pântano!_ uma menininha de cabelos loiros quase brancos o apontou, surpresa.

 

- Não, é o do armário!_ aquele menino que o vira pela primeira vez tornou a dizer.

 

- Nossa, alguém deve chamar os jornalistas._ um jovem de uns 27 anos comentou.

 

- Ahh, vamos capturá-lo!! Vou ficar famoso!_ um baixinho barrigudo com cara de mafioso riu.

 

Assim, aquelas pessoas o apoiaram, todas querendo ficar famosas por descobrirem a terrível criatura do parque. “Isto não me está cheirando bem” Ryori pensou, mas logo percebeu que na verdade era a lama que já começava a feder. Então, começaram a avançar em cima do ruivo, tentando ver quem sairia vitorioso da “caçada”. Percebendo a intenção daqueles seres ambiciosos, Ryori pôs-se a correr. Só que eles corriam atrás dele.

 

- Pega o monstro!!

 

- Ele é meu!!

 

- Fui eu quem o descobri!!

 

Assustado com aqueles lunáticos, correu desembestado pelo mato, isso até chegar à uma rampa natural, uma espécie de elevação da terra, onde sem querer escorregou e desceu rolando até chocar-se contra uma árvore. Nessa brecha, aproveitaram para se aproximarem mais, incluindo os desavisados que descobriam a “novidade” conforme viam o tumulto passando por eles.

 

- Ahn?- Ryori, ainda vendo passarinhos, viu que estava a ponto de ser morto por aquele montaréu de gente e voltou a correr.

 

Corria feito um louco, sendo comumente acertado por uma pedra e afins, já que alguns menos pacientes puseram-se a atirar-lhe coisas. Por sorte saíra do parque e já atingira vias públicas, quando, para sua infelicidade, viu seu número de seguidores aumentar devido às ruas estarem cheias de gente disposta a pegá-lo, que se juntavam ao bando..

 

Estava esbaforido e ia realmente matar um, contudo, sua surpresa aumentou ao ver um helicóptero da TV sobrevoando o bairro por onde corria, sentindo a câmera sobre si. Desabalado, viu viaturas policiais se aproximarem e, graças ao seu bom físico, conseguiu fugir por mais algum tempo, até um tanque do exército interceptá-lo.

 

- Ow, isso já tá indo longe demais!_ freando, fez uma curva e passou a correr por um beco.

 

Estava exausto e sem forças, com vergonha excessiva de se jogar numa fonte pública e assim demonstrar que era um simples... Bom, nem tão simples assim... humano. Ao passar em frente a uma loja de eletrodomésticos, fixou-se numa imagem de uma TV ali exposta. A repórter dizia: “Segundo as informações, a criatura seria metade humana metade bestial. Nesse momento o exército procura pelo ser, pois não sabemos de suas reais intenções e tudo indica que ele não seja favorável aos humanos.” E uma imagem sua, correndo, era mostrada no aparelho eletrônico. Arregalou os olhos, embasbacado, mas ao ouvir gritos vindo em sua direção, tornou a correr.

 

Foi aí que, ao percorrer uma rua que beirava os arredores da cidade, depois de escapar de umas crianças que corriam com tacos de beisebol atrás de si, deparou-se com um circense. Estava tão esgotado que caiu no chão, onde o dono do circo o recolheu sem grandes esforços e o prendeu dentro duma jaula.

 

- Hohoho!! O que é isto? Um ser anormal para minha coleção de aberrações! Agora a mulher elefante e o menino martelo terão uma nova companhia, huahuahua!!!

 

E assim passaram-se dois dias nos quais Ryori foi exibido como atração de circo, juntamente com um peixe dourado falante, levando chicotadas do domador. No entanto, num belo dia o trapezista ficou encarregado de tratar dos animas e, no que ia dar de comer a Ryori, o mesmo o rendeu e conseguiu fugir, pulando no tanque da seria Ginniana, recuperando finalmente sua forma normal. E quando o dono do circo chegou, Ryori tentou matá-lo, se não fosse o fato do mesmo mais todos os integrantes da trupe, incluindo os anões, estarem armados até os dente, querendo arrancar-lhe o couro por ter se engraçado com a sereia.

 

Usando a desculpa de que fazia paraquedismo quando o empurraram do helicóptero sem os equipamentos, ele caíra sobre o tanque, acabaram deixando essa passar e ele pôde voltar pra casa, depois de pegar umas roupas emprestadas com o magico. Claro, eles só notaram a fuga da “criatura” e o trapezista amarrado numa jaula depois de muito tempo, quando o ruivo já estava bem longe.

 

 

 

Fim da Epopéia de Ryori

 

 

 

Chegou em casa exausto, largando-se no sofá. Yuy correu ao seu amado, encontrando o estrupício que dele sobrara.

 

- Ryori!!!! Até que enfim você voltou!! Onde você estava, você está bem? Q.Q_ perguntou, chorando, enquanto abraçava fortemente o namorado.

 

Ryori podia matá-lo, mas resolveu apenas fazer um cafuné nos fios preto do menino.

 

- Você está bem?

 

- Estou, mas me deixa tomar banho.

 

- Sim! ^-^ Eu vou preparar um banho quentinho par você e fazer seu jantar preferido!

 

Ryori sorriu de canto, feliz com a idéia.

 

 

Depois de tomarem o banho, Yuy foi preparar a janta. Enquanto isso, o ruivo penteava seu cabelo que tinha lavado muito bem para tirar toda a nhac que adquirira nos últimos dias. Yuy falava com ele da cozinha:

 

- Que bom que você está bem, Ry-love, eu fiquei com tanto medo._ de repente apareceu na porta do quarto, com uma colher de pau na mão_ Me perdoa?? ó.ò Eu nunca mais vou te deixar sozinho!_ pediu, sentando em seu colo e o abraçando.

 

- Hn, claro que eu te perdoou, né. Vem cá, vem._ e o puxou mais para si, abraçando-o e beijando-lhe os fios negros.

 

Estranhou ficar todo aquele tempo sem a intromissão daquele cachorro chato, mas resolveu aproveitar para agradá-lo. Ficaram um bom tempo assim e o negócio teria evoluído se um terrível cheiro de queimado não obrigasse o moreninho a voltar para a cozinha. Resmungando, Ryori sentou-se à penteadeira e passou a pentear o cabelo.

 

Yuy já deveria ter-se acostumado a ser assustado com um berro do ruivo, só que por sinal não se acostumou ^^”. Por isso mesmo que levou um p susto ao ouvir um sonoro:

 

- Aaahhh!!!!!

 

Assustado, voltou correndo para o quarto, mas não sem antes escorregar por estar de meias e capotar até chocar-se com aporta do quarto.

 

- Agh!_ levantou-se, esfregando o bumbum, e entrou lá dentro_ O que foi, Ryori, o que aconteceu?

 

- Meu cabelo!!_ gritou, com a mão cheia de fios ruivos.

 

Yuy se aproximou, ficando de frente para o outro. Ryori segurava um punhado de cabelo nas mãos, olhando estático para eles. Os olhos de Yuy se arregalaram e ele só conseguiu pronunciar uma coisa, assombrado:

 

- A cigana.

 

 

 

Continua...

 

 

 

oOoOoOo

 

 

 

[1] Isso aconteceu porque eu estou gripada, o que significa dizer que tou mais tchan que o normal, por isso escrevi essa baboseira sem nexo de rato sanfoneiro o_O””

 

 

[2] Não, a intenção não era ser engraçado, por isso não pense que essa foi uma tentativa de comédia.

 

 

Bom por enquanto é isso!! Acho que já abusei demais desse cap. Mas logo tem mais saindo. Ah, sim, as última linhas ficaram bem corridinhas porque eu to morrendo de sono e... Oh, sim, a epopéia de Ryori também, só que essa não era para ter acontecido, veio na hora e eu acabei colocando. Mas tudo bem, chegou no mesmo ponto final do mesmo jeito.

 

 

Então, até a próxima,

b-juss

 

11/10/05

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