… Mauricio
Ruiz produz obras que fazem pensar sobre o trânsito entre arte popular
e erudita, entre as formas banalizadas pela produção em massa
e sua apropriação como fato estético. (…) Cria trabalhos
artísticos originais e únicos a partir de formas produzidas
em série. Infunde um aspecto estrangeiro em imagens conhecidas e
massificadas.
Para realizar
suas inquietantes esculturas, o artista desbasta (desconstrói) estatuetas
de gesso adquiridas em lojas de artigos decorativos e religiosos. Isolando
detalhes de uma peça ou realizando assemblages de fragmentos, Ruiz
cria esculturas brancas que, colocadas sobre o branco das paredes, ganham
uma tridimensionalidade quase virtual, como se fossem desenhos a lápis
em que as formas se definem apenas pelo sombreado produzido pelo grafite
no papel.
Angélica
de Moraes - Jornal O Estado de São Paulo/1995
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