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O olhar é rapidamente “desnaturalizado”, lançado para um
ponto em que nossa experiência habitual, cotidiana, é posta
em xeque pelas formas plásticas de Mauricio Ruiz – em que se apreendem
montagens estranhas, fragmentos soltos integrados pela maleabilidade da
matéria utilizada, pequenas imagens decalcadas em um procedimento
de colagem sob uma brancura que revela a potência deformante do gesso
como uma potência qualquer, guardada em copos: uma potência
estranhamente doméstica.
Ricardo
Basbaum
Jornal
Rio Artes/1995
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