GÊNESE
Capítulo 1 - GÊNESE
b>Destino. A mais influente das forças. Responsável pela Criação.
No início, não havia nada, talvez nem mesmo a ausência. Foi quando o Destino criou o universo: planetas, sistemas solares, estrelas, constelações, galáxias. E escreveu ali, no lento movimento dos astros, tudo o que estaria por vir.
E o Destino quis que o universo fosse povoado, fosse mais que um emaranhado de blocos de matéria em um movimento semi-ordenado. E assim criou, um a um, doze Deuses, para que povoassem cada um dos planetas e ensinassem seus habitantes a viver, de acordo com as regras impostas por cada um deles.
OLDENGARD
Ao mesmo tempo em que criou os Deuses, Destino também criou o Oldengard. O Oldengard é o nome de um Plano gigantesco, uma outra dimensão, que serve de moradia para os Deuses. Dentro do Oldengard existem vários semiplanos, um para cada Deus.
Como decidiu não apresentar todos os Deuses uns aos outros, ele decidiu criar o Oldengard na forma de um grande labirinto, e posicionar os semiplanos em grupos bem distantes uns dos outros. Assim seria quase impossível os Deuses de grupos diferentes se encontrarem. Feito isso, ele presenteou cada um dos Deuses com um poderoso exército, que deveria atuar como protetor de seu semiplano.
Dentro do Oldengard os Deuses poderiam se mover livremente, podendo até mesmo entrar nos semiplanos de outros Deuses caso os encontrassem. Já os exércitos ficariam trancados em seus devidos semiplanos, podendo sair apenas com a abertura do portão.
Foi conferida também a cada Deus uma poderosa arma sagrada, que seria também uma chave, sendo que cada Deus guardaria a chave do portão de outro. Caso um exército fosse libertado, este poderia se mover livremente no Labirinto, inclusive invadir outros semiplanos. Sabendo disso, nenhum Deus jamais libertou um exército por livre e espontânea vontade.
Os Deuses não precisariam se alimentar para continuar vivendo, nem fazer necessidades, mas uma coisa os Deuses deveriam e devem fazer: beber água. Mas não beber de uma água qualquer, tem que ser da água dos Lagos da Vida. Trata-se de uma água especial, capaz de salvar da morte qualquer indivíduo que a beba.
Destino fez um grande oceano em algum lugar do infinito e com este oceano ele tocou os planetas com sua água, preenchendo pequenos lagos em pontos remotos de cada planeta. Ele decidiu que a água deste oceano também deveria ser provada pelos Deuses, e então fez vários grandes lagos com a mesma água dentro do Oldengard, um lago para cada grupo diferente.
Os lagos seriam posicionados entre os semiplanos de cada grupo, mas nunca dentro de um semiplano, de forma que os Deuses deveriam sair de seus domínios para chegar a eles. Os Deuses teriam que tomar dessa água periodicamente para manter seus poderes, caso contrário ficariam enfraquecidos, podendo até mesmo morrer. Com isto, cada Deus adquiriu um mesmo ponto fraco, os Lagos da Vida.
AS LIMITAÇÔES E A PELÍCULA
Destino, ao gerar os Deuses de Ephyrea, fez com que, apesar de poderosos, não fossem onipotentes. Eles poderiam alcançar qualquer lugar, mas não todos os lugares de uma vez só, como se eles tivessem que usar um telescópio pra enxergar Ephyrea de seus semiplanos no Oldengard.
Destino sempre foi muito zeloso em relação à sua criação. Criou então a Película, como precaução caso algum deus decidisse destruir sua bela galáxia. A película é como um filtro, que impede que os deuses transfiram grandes quantidades de energia de Oldengard para Ephyrea, ou mesmo que entrem em Ephyrea, uma vez que seus poderes aumentariam nesse local.Na prática, quando uma quantidade de energia tenta atravessar a película, ela sofre grande dissipação antes de chegar ao outro lado.
Apenas o próprio Destino seria livre dessas limitações e da Película, por ter o poder supremo.
A CRIAÇÃO
Para povoar o Universo, era tarefa de cada Deus criar e semear sua essência, que vagaria aleatoriamente pelo universo e se desenvolveria quando encontrasse condições ideais. E assim foi feito. Os Deuses não sabiam, mas entre essas condições ideais estava, além da existência de um planeta próximo onde a vida pudesse aflorar, o encontro com a essência de um Deus do sexo oposto.
Surgiram então os Elfos, Humanos e várias outras raças, cada uma fruto da união entre um Deus e uma Deusa. Quando começaram a ter como prole as várias raças do mundo, os Deuses perceberam que fazer filhos pode ser fácil, mas mantê-los dá trabalho. Não havia no universo estruturas capazes de manter seus filhos vivos.
Assim, Luxor criou as estrelas, para iluminar e aquecer seus filhos; Dália criou as plantas e os animais, para que houvesse alimento; Bolaris criou a Magia e, Turilla, a tecnologia, para que os seres pudessem adaptar-se às situações adversas. Com as contribuições de cada Deus, pôde então a vida multiplicar-se.
Os Deuses então projetaram avatares em Ephyrea, que seriam responsáveis por espalhar suas palavras entre os mortais. Esses avatares cuidaram de manifestar aos mortais os valores dos deuses, disseminando culturas que seriam a base das religiões.
Destino assistia maravilhado ao surgimento da vida. Apaixonou-se perdidamente por essas criações, especialmente pelas raças humanóides, as quais ele achava fantásticas, devido às várias personalidades entre o bem e o mal que eles eram capazes de assumir. Ele não amaldiçoava aqueles que seguiam o caminho do mal, ele achava que sem o mal, não poderia existir o bem, e vice-versa. Achava que sem essas duas tendências não poderia haver o Universo. Por isso, admirava a inteligência dada a alguns seres vivos, pois assim eles poderiam escolher um entre os dois caminhos.
MUDANDO O DESTINO
Logo os Deuses aprenderam a ler as estrelas. E passaram a saber o que iria acontecer com cada habitante de cada um dos mundos, a cada instante. Não só isso: as próprias ações dos Deuses já estavam previstas. Alguns Deuses, em seu interior, rebelavam-se. Teve início a Guerra Contra o Destino.
Grandes batalhas foram travadas e poderosas magias foram conjuradas. Apesar de poderoso, Destino aos poucos ia sucumbindo ao poder conjunto dos deuses. No combate final, o enfraquecido Destino realizou seu último ataque, poderosíssimo, na direção de Chacallister. Aryna então voou e parou na frente de Chacallister, absorvendo grande parte da energia. Mesmo assim, ambos desapareceram.
Luxor e Zanior, pesarosos por seus companheiros, decidiram vingar-se do já enfraquecido Destino. Quando os Deuses preparavam-se para liquidá-lo, Destino proferiu suas primeiras - e únicas palavras:
"- Nunca conseguirão prosseguir com tantas divergências...a distância entre vocês, Deuses, ainda é muito grande! Somente com um poder equivalente ao meu vocês seriam capazes de governar o Universo, e para alcançarem tal poder, vocês teriam que ter um só corpo, e uma só mente. Para que haja prosperidade, os Deuses deverão ser um só!"
Assim ele disse.
No instante do último golpe dos Deuses contra ele, o Supremo Destino viu surgir sua maior oportunidade: forjaria sua própria destruição para ressurgir como um mortal, um dos humanos de quem tanto gostava. E assim ele fez.
Surgia então Paetern, a encarnação do Destino, que abdicou de sua eternidade e de grande parte dos seus poderes para sentir o prazer de viver. Escolheu como morada Infinder, um dos planetas que criou. E lá vive até hoje...
Com o fim do Destino os Deuses prosseguiram cuidando de sua criação. Tudo ficou em paz por muito tempo, mas Paetern estava consciente de que a paz não duraria para sempre. Como os Deuses voltam seus olhos apenas aos seus fiéis, eles até agora não suspeitam de nada. Mas com certeza, cedo ou tarde eles irão se encontrar, e saberão que ser um só será ainda mais difícil do que o esperado.
Após muito esforço, Destino, o supremo criador, fora destruído. Os Deuses haviam conquistado para si e para seus povos a liberdade de escolha, mas o preço foi alto: quando o Destino caiu, levou consigo dois dos Deuses. Além disso, durante a batalha, vários corpos celestes foram atingidos e destruídos, de modo que a leitura da escritura estelar ficou prejudicada.
Aliando-se esse fato à destruição do Destino e à conquista da Liberdade de Escolha, cada ser existente passa a ter um mapa astral de linhas ora tênues, ora apagadas, que tende a guiar sua vida. Cada um deve escolher entre aceitá-lo ou lutar contra ele, sabendo que cada passo contra seu destino afeta os destinos de todos os outros, uma vez que altera o movimento das estrelas.
Pois foi assim que o Destino quis.
BAIXAS DE GUERRA
Capítulo 2- A GUERRA DOS 3
DESAVENÇAS
Luxor e Zanior representam o que sobrou do grupo de deuses que realizou a Guerra contra o Destino. Ambos desconheciam a existência de outros Deuses, supondo serem os dois únicos deuses a governar o Universo. Uma vez aliados contra um perigo maior, tornaram-se inimigos devido à obsessão de Zanior.
Zanior levou muito a sério o que Destino disse antes de partir; por isso, dedica sua existência a provar para ele mesmo que é capaz de se tornar um só em conjunto com os demais Deuses. O plano de Zanior: destruir Luxor, para em seguida sugar-lhe a alma e assim adquirir seus poderes, tornando-se desse modo um só, mas com o poder de todos. Ser o governante supremo, sem limitações de ação, onipotente, onipresente e, acima de tudo, livre da Película.
Várias batalhas ocorreram entre esses dois Deuses, batalhas longas e terríveis, dignas de dois poderosos Deuses. Suas armas se chocavam e com isso relâmpagos eram disparados no cosmos, ora acertando planetas e outros corpos celestes. Seus movimentos eram ágeis e causavam furacões no mundo dos mortais, seus saltos eram fortes e faziam tremer a superfície dos planetas. Os outros Deuses estranhavam tais acontecimentos, e saiam no Labirinto em busca de respostas, mas não as encontravam.
Após inúmeras batalhas, todas acabando empatadas, pois o poder desses Deuses era absolutamente o mesmo, Zanior começou a procurar uma estratégia para conseguir vencer Luxor nesta guerra. Ele não via outro modo a não ser libertar o seu exército. A arma de Luxor era capaz de abrir os portões do semiplano de seu rival, Zanior sabia disso, e vice-versa.
Então este Deus, fanático por conseguir atingir seu objetivo, ainda que abominasse esse modo de colocar suas mãos em tal artefato, conseguia pensar em um outro modo que não fosse roubar. Claro que todas as tentativas de Zanior em conseguir a espada falharam, então os Deuses prosseguiram com as batalhas. Luxor não desejava lutar, mas era atacado e precisava se defender. Este achava que o modo de se tornar um só era por meio de trabalho em equipe, uma parceria entre os Deuses, e não por meio da ruína do companheiro, mas não conseguia convencer seu inimigo.
O ENCONTRO
Com tais batalhas acontecendo, a Galáxia sofria as conseqüências. Algumas de suas regiões acabaram sendo atingidas por rajadas cósmicas de grande poder, dizimando muitos seres vivos e transformando aqueles que escaparam pela força dessas rajadas. Transformaram-se em seres diferentes, adquiriram poderes e características estranhas, e conseguiam passar tais diferenças para seus filhos, começaram a ser chamados de mutantes pelas outras pessoas. Assim surgiu uma nova raça.
O fato é que, com estas catástrofes acontecendo sem parar em Infinder, Bolaris, Deus dos Elfos, que se achava o único Deus do planeta (este não conhecia sequer um outro Deus), começou a se empenhar ainda mais na investigação desses acontecimentos, e após muito procurar, encontrou a fonte do problema.
Bolaris encontrou Luxor e Zanior, e ficou chocado com a descoberta de outros Deuses em seu território, os outros dois então, não conseguiam nem acreditar que o que estavam vendo era outro Deus no Oldengard. O choque foi igual para ambos os lados. Mais uma guerra ia começar.
Luxor e Zanior acharam que Bolaris era um invasor, e Bolaris pensou o mesmo dos dois Deuses. Enfurecidos, os dois lados começaram uma guerra visando defender seu território. Luxor atacou Bolaris diretamente, batalhas sangrentas ocorreram entre estes Deuses. Mas Zanior, estranhamente, não se envolveu nesta batalha.
Zanior viu está como sendo a oportunidade perfeita para conseguir a espada de Luxor e libertar seu exército, dessa forma as duas guerras seriam vencidas por ele, bastava apenas esperar a oportunidade certa durante uma batalha entre os outros dois, e logo seu plano estaria completo e seu objetivo alcançado. Não demorou muito e a oportunidade chegou. Durante uma luta entre Luxor e Bolaris, Luxor foi desarmado pelo oponente, e sua espada veio a cair no chão do Labirinto. Zanior, que estava sempre de olho nessas lutas, rapidamente saiu de seu esconderijo e agarrou firmemente a arma, fugindo rapidamente em seguida. Luxor tentou ir atrás, mas Bolaris impediu.
Desesperado, Luxor explicou tudo para ele. Explicou que com aquela espada Zanior ia abrir os portões de sua morada e libertar o seu exército, e com isso ficaria invencível, e partiria para destruir todos os outros Deuses. Explicou também todo o motivo dessa cobiça de Zanior. Bolaris entendeu toda a história, e junto com Luxor foi atrás do outro Deus. Mas já era tarde, Zanior desferiu um poderoso golpe com a espada de seu rival em seu portão, uma grande energia foi liberada, a magia que trancava o portão estava destruída.
O exército, seguindo as ordens de seu mestre, partiram rapidamente para fora do semiplano, adentrando no Oldengard. Milhares e milhares de guerreiros estavam livres agora. Zanior conseguiu, faltava apenas destruir seus inimigos.
Com o exército de Zanior livre, Luxor e Bolaris não viram outra saída a não ser esquecerem as inimizades e se aliarem contra um inimigo mais poderoso, então assim fizeram. Bolaris disse que também tinha um exército em seu semiplano, mas que não sabia como libertá-lo. O jeito era lutar sem um exército aliado mesmo.
As batalhas começaram, Zanior investiu com tudo contra Luxor e Bolaris, e esses se defendiam como podiam. Eram dois Deuses contra um Deus e seu exército sagrado. Por incrível que pareça Zanior estava com a vantagem.
Zanior devolveu a espada para Luxor e partiu para um “duelo honrado” no mano a mano, enquanto Bolaris enfrentava sozinho o exército. O exército investia com todas as forças contra este Deus, e este se defendia usando sua poderosa lança e suas potentes magias. Soldados voavam pelos ares, e centenas de ferimentos marcavam o corpo de Bolaris, era uma batalha incrível, impossível descrever tal combate em poucas palavras. Enquanto isso Luxor enfrentava Zanior como nunca havia enfrentado antes, mas na presença de seu exército, as forças de Zanior ficavam maiores, portanto ele estava em vantagem. Houve inúmeras batalhas, até que Luxor e Bolaris ficaram completamente exaustos, e viram que a realidade era que eles não poderiam vencer.
Mas Luxor não pretendia se entregar, ele nem mesmo poderia se esconder para sempre ao lado de seu exército dentro de seu semiplano, pois um dia ele teria que sair para ir ao Lago da Vida, e lá ele seria encurralado. Então ele teve a idéia de um plano ousado.
Luxor pensou da seguinte forma: Destino com seu poder conseguiu criar alguns semiplanos, e dentro deles aprisionar exércitos, se Luxor tinha uma parte do poder de Destino, talvez ele também conseguisse criar um semiplano menor para prender novamente os soldados de Zanior. A partir desse dia, ele passou todo seu tempo dentro de sua morada pensando num modo de fazer isso.
Ele conseguiu bolar um ritual, e com ele seria possível realizar tal façanha, mas o ritual exigia grande consumo de energia, então ele pensava em um outro modo menos arriscado. Enquanto isso Zanior esperava o momento da saída de Luxor para ir ao Lago, era isso ou Luxor morreria sem energias, de um modo ou de outro ele venceria.
Passou o tempo e Luxor não descobriu outro modo de criar um semiplano que não fosse com aquele ritual, então desse modo deveria ser feito. Com a ajuda de Bolaris, agora seu grande amigo e aliado, ele preparou o ritual na forma de uma armadilha em um local mais espaçoso do Labirinto, Luxor sabia o que aconteceria com ele na hora de realizar esta magia, ele tinha medo, mas mesmo assim prosseguiu com seu plano. Nesta hora Luxor fez um pedido para Bolaris, e este prometeu cumprir.
Tudo preparado, os dois amigos agora saíram para enfrentar o inimigo, a batalha final estava prestes a acontecer. Eles atraíram a atenção de Zanior para o local, e este, ansioso por sua vitória, não percebeu a armadilha. Zanior atacou junto com seu exército, foi do mesmo jeito de antes, o exército cuidava de Bolaris enquanto ele pegava Luxor. A luta começou. Mas Luxor tinha que se concentrar para conseguir realizar o ritual, não poderia lutar com Zanior agora, mas este inimigo o atacava, e ele não tinha como deixar de se defender. A batalha se estendeu por alguns minutos, Luxor já estava pensando que não conseguiria o tempo necessário para sua concentração, então Bolaris interferiu na batalha de Zanior e seu amigo, dizendo para Luxor se afastar, pois ele lutaria sozinho contra Zanior e o exército.
Luxor sabia que o amigo poderia morrer, mas não tinha outra escolha. Ele se afastou e começou a concentrar suas energias e realizar o ritual, enquanto Bolaris enfrentava sozinho o inimigo.
A batalha entre Bolaris contra o exército e Zanior, foi a mais impressionante já realizada desde a criação do universo. Golpes poderosos e velozes, manobras de combate das mais acrobáticas, magias gigantescas, faíscas se faziam quando o mangual de um se chocava contra a lança do outro, explosões jogavam soldados para o alto quando magias de um se chocavam com a do outro, a batalha tremeu toda a galáxia.
Os outros Deuses estranharam tais acontecimentos, e saíram para investigar, mas eram impedidos de descobrir pelo Labirinto. Zanior percebeu que Luxor estava tramando algo quando o viu parado a um canto concentrando energias, então tentou se aproximar para atacá-lo, mas era impedido por Bolaris.
O combate continuou, até que Bolaris caiu esgotado no chão, completamente indefeso, e a mercê do golpe fatal de Zanior, e quando este estava preste a matá-lo de uma vez por todas, Luxor completou seu objetivo. Naquele exato momento Luxor concentrou a energia necessária e ativou o ritual. Uma magia gigantesca na forma de uma redoma se erguia do chão do Oldengard envolvendo todos os soldados, era uma magia linda de se ver, um semiplano menor estava surgindo em meio ao poderoso exército. Zanior se desesperou ao ver aquilo, e esquecendo de Bolaris partiu pra cima de Luxor na intenção de destruí-lo, mas, este já estava morrendo.
A energia usada por Luxor para ativar este poderoso ritual de criação foi tamanha, que lhe custou sua vida. Ele já sabia que isto ia acontecer, sabia que ia morrer, mas não poderia deixar de fazer isto. Zanior se reanimou ao ver seu inimigo morto, e enquanto seu exército estava sendo preso pela magia de Luxor, ele estava sugando a alma do inimigo, e aumentando seus poderes. Bolaris aproveitou a chance para fugir, ele precisava manter-se vivo para cumprir a promessa que fez ao seu amigo antes desta batalha começar.
Bolaris prometeu que ia cuidar dos devotos de Luxor depois que este morresse, e que continuaria dando os mesmos poderes para seus clérigos. Prometeu também que se manteria vivo, para que Zanior não cumprisse seu objetivo, pois se ele queria ser um só, agora também precisaria da alma de Bolaris. Bolaris também acabou ficando com a espada de Luxor, e guardou-a como lembrança de sua amizade.
Com o exército de Zanior preso, este agora começou a pensar em um novo jeito de libertá-lo, com certeza seria mais fácil, pois o poder desse novo semiplano é bem menor que os daqueles criados pelo Destino. Zanior entendeu então que também precisaria da alma de Bolaris para que os Deuses fossem um só, e agora devota sua existência para descobrir um meio de soltar novamente seu exército e de derrotar o Deus dos Elfos (agora também Deus de uma parte dos humanos). E Bolaris, com sua inteligência, conseguiu se manter vivo até os dias atuais, evitando muitos combates contra Zanior, que agora é mais forte. Bolaris hoje devota sua vida a procurar por outros Deuses no Oldengard.
Bolaris sabe que existem mais Deuses, pois se Zanior tinha a chave do portão de Luxor, e Luxor tinha a chave do portão de Zanior, alguém com certeza tem a arma que abre seu portão, e ele jurou encontrar este Deus.
Luxor está morto, Zanior ficou mais poderoso, Bolaris esta novamente sozinho e agora cuida de uma raça da qual nunca teve simpatia, e um novo semiplano prende um exército, estes foram os resultados desta guerra, que depois de terminada, ficou conhecida como A Guerra dos 3."
Capítulo 3 – OS DEUSES
Luxor
Luxor é descontraído, irreverente e alegre. Pensa que cada ser possui força para mudar o Destino, e crê que esse tipo de esforço deve ser respeitado e incentivado. Luxor é o responsável pela iluminação das galáxias por escolha própria: ele sabe que sua luz é necessária para guiar os viajantes e clarear os corações daqueles que precisam fazer escolhas.
Luxor interveio sumariamente na ordem do universo, encabeçando a guerra contra o Destino, para garantir a liberdade de escolha dos povos. Também interpretou nas palavras do Destino que era necessário colaboração e apoio mútuo entre os Deuses, mas não conseguiu convencer Zanior disso. Seu sacrifício foi consciente, visando impedir que Zanior obtivesse, junto com seu exército, poderes absolutos que poderiam ser usados de forma tirânica algum dia.
Com e energia liberada durante a magia realizada por Luxor, seu corpo foi destruído e vários fragmentos foram espalhados por todo o universo. Dessas parte de seu corpo nasceram os cometas...
Domínios: Deus das Estrelas, da Luz, Liberdade e da Esperança
Símbolo Sagrado: Uma estrela no fim de um túnel escuro.
Animal protegido: Cavalo voador (não é um pégaso, pois não tem asas; ele galopa no ar)
Arma Preferida: Espada Laser
Cores Significativas: Branco, Preto e Dourado.
Lema dos Devotos: "Siga a luz até o fim do mundo"
Zanior
Zanior faz o melhor que uma pessoa boa pode fazer. Dedicado, é perseverante e, por vezes, teimoso. É orgulhoso, bom, guerreiro, forte e protetor. Tão importante quanto a força considera o respeito do fraco em relação ao forte e a proteção do forte ao frágil. Zanior é generoso ao extremo, sendo um dos Deuses mais acessíveis e dispostos a ajudar aqueles que clamam por sua ajuda. Seu poder corporal já foi rivalizado somente por Chacallister, sendo sua aparente destruição fato que coloca Zanior como o mais vigoroso dentre os deuses.
Zanior está mal orientado; quando Destino falou que os deuses precisariam se tornar um único ser para alcançarem a perfeição, Ele estava falando sobre trabalho em equipe, e não em poder bruto e morte dos companheiros, como Zanior entendeu.
Atualmente Zanior busca ser o governante supremo, ele busca ter a força de todos os deuses e se tornar único, pois foi assim que ele interpretou as ultimas palavras do Destino. Ele apenas quer cumprir o que Destino disse, para provar a si mesmo que pode ser tão poderoso quanto seu criador, e que poderá governar Ephyrea com supremacia.
Domínios: Deus da Força, Coragem, Determinação, Força de Vontade.
Símbolo Sagrado: Um punho fechado
Animal Protegido: Leão rei
Arma Preferida: Mangual
Cores Significativas: Azul, Branco e Vermelho.
Lema dos Devotos: "Que a Força esteja com você".
Libra
Libra age como se espera que uma boa e justa pessoa aja. É ponderada e gosta de jogar limpo, deixando sempre suas opiniões e sentimentos visíveis. Libra é uma Deusa lindíssima dotada de extrema astúcia e inteligência, entretanto tímida e de difícil acesso. Raramente ela se relaciona com outros seres; por ser extremamente indecisa e insegura tem medo dos relacionamentos e de suas atitudes.
Sua única amiga, Dália, vive em busca de conselhos e sugestões. Ambas buscam a perfeição e a verdade, e por isso se dão muito bem, apesar de se verem pouco, uma vez que são extremamente ocupadas.
Antes de tomar qualquer decisão, Libra passa dias pensando e analisando todas as arestas de seu problema... sua indecisão e insegurança a tornam muito sábia. Passar dias analisando situações faz com que todas as suas decisões espelhem a justiça, a bondade e a verdade.
Domínios: Justiça, Ordem, Verdade e Honra
Símbolo Sagrado: Uma balança de dois pratos.
Animal Protegido: Águia
Arma Preferida: Espada Katana
Cores Significativas: Verde e Dourado
Lema dos Devotos: "Sincero é aquele que mostra suas escolhas. Falso é aquele que escolhe quais mostrar."
Mirotéss
O Destino fez com que Mirotéss surgisse no exato momento em que os corpos celestes mais importantes de Ephyrea alinhavam-se. Por ter nascido no instante em que outra criatura jamais nasceu é um ser bastante peculiar, combinando a ambição, teimosia, e esperteza com falsidade, dissimulação e inteligência.
O instante de seu nascimento atuou decisivamente para que se tornasse uma criatura maligna...Mirotéss faz qualquer coisa para se dar bem. Torna-se perigoso por ter duas caras, podendo passar do meigo, dócil e apaixonante ao indiferente, dissimulado e amedrontador em instantes. Na luta pelo poder, só vence Mirotéss quem conseguir enxergar muito além das aparências.
Domínios: Deus da Intriga, Trapaça, Mentira e Traição
Símbolo Sagrado: Uma presa vertendo veneno sobre um coração
Animal Protegido: Escorpião.
Arma Preferida: Adagas Sai (garfos ninja).
Cores Significativas: Negro, Verde escuro e cinza.
Lema dos Devotos: "Magia, força bruta, intriga. Meras formas de usar o maior dos tesouros: Poder".
Chacallister
Chacallister faz tudo o que sua ambição, ódio, e cobiça o levam a fazer. Ele é furioso, cruel, arbitrário, violento e imprevisível. Adora guerras, pois elas trazem todos os seus domínios à tona.
Regido pela constelação de Escorpião, é um ser extremamente vingativo, inquieto, fechado e com imensas erupções interiores prestes a vir à tona. É contra toda e qualquer forma de regra, conduta ou dogma de instituições; exigir de Chacallister qualquer forma de respeito é cavar a sua própria cova.
A convivência em sociedade pode despertar nele uma fúria incalculável. Auto-suficiente e extremamente egoísta, ele jamais cria vínculos, ou se relaciona com outros seres a não ser na hora de sua morte, onde ele procura ser breve e eficiente.
Chacallister foi destinado, devido ao seu imenso poder e instinto, a fazer sempre o bem. Sua meta seria ajudar indivíduos a aceitarem as mudanças advindas com o tempo e ensina-los o porquê de cada mudança.
Entretanto, a mesmice instalada pelo Destino no início de tudo (quando as novidades já não eram mais novidades) o fez enlouquecer. Chacallister, sem nenhum vislumbre de mudança, sentiu que devia se vingar não só do Destino, mas também de tudo que já havia sido escrito alguma vez por ele.
Durante a luta final contra o Destino, Chacallister foi duramente atingido, mas graças ao sacrifício de Aryna e a seu grande vigor físico, Chacallister não morreu instantaneamente. O golpe que recebeu foi de uma intensidade tão descomunal que seu corpo atravessou a Película e entrou em Ephyrea. Seu corpo vagou aleatoriamente pelo espaço em estado de semiconsciência por muito tempo, até que caiu no planeta de Infinder.
O alto nível de energia em Ephyrea o manteve vivo, porém ele continua extremamente debilitado.
Chacallister sabe que está livre da Película e que pode agora exercer seus poderes plenamente, assim que se recuperar. Para isso, está concentrando todos os seus esforços na busca pela água dos Lagos da Vida.
Domínios: Guerra, Destruição, Violência, Morte, Medo, Dor e Sofrimento
Símbolo Sagrado: Um círculo de chamas rubras com chamas negras no centro.
Animal Protegido: Crocodilo
Arma Preferida: Duplo machado de dupla lâmina
Cores Significativas: Marrom, negro, cinza, prata e diversos tons de vermelho,do rubro ao vinho.
Lema dos Devotos: "Queime, estúpido! Em nome de Chacallister!".
Lucinde
Lucinde é, acima de tudo, misteriosa. Astuta e meticulosa, cada palavra sua esconde dúzias de segundas intenções. Apesar das atuais falhas nas escrituras dos astros, Lucinde ainda crê ser possível usá-los para prever o que está por vir, e parece ser a única Deusa capaz disso.
Um de seus melhores argumentos para comprovar tal fato é que os outros Deuses ou vêem demais, ou pensam demais, mas todos sentem de menos, e a sensação é a verdadeira porta para o desconhecido.
Domínios: Deusa da Noite, das Trevas, do Inesperado, dos Segredos e Profecias
Símbolo Sagrado: Eclipse lunar
Animal Protegido: Pantera-da-noite.
Arma Preferida: Adagas
Cores Significativas: Azul escuro, Negro, púrpura.
Lema dos Devotos: “Nada é por acaso”
Dália
Dália faz o que parecer ser a melhor idéia. Evita intrometer-se em assuntos alheios, mas pode ser feroz quando atingem suas áreas de influência. Considera posições extremadas perigosas e costuma procurar um meio termo para conciliar opiniões.
Por ser a Deusa da Natureza, tende a ser a mais neutra de todos os Deuses, entretanto muitas vezes suas atitudes acabam por favorecer certa gama de indivíduos.
Isso acontece devido a sua característica superprotetora e mantenedoura da vida. Todas as suas atitudes têm um único fim: proteger a vida, e então as neutralidades acabam sendo deixadas de lado.
Dália é extremamente perfeccionista e imprevisível. Sua aparência serena esconde infinitos nervosismos e incompreenções.
Domínios: Deusa da Vida, Cura, fauna, flora, Amor, Paz, beleza
Símbolo Sagrado: Uma Rosa rosa.
Animal Protegido: Ursa Mãe
Arma Preferida: Cajado e armas naturais (espinhos, garras, presas, chifres, etc.), usados para proteção e autodefesa, apenas.
Cores Significativas: Verde (todos os tons), branco, Azul e rosa.
Lema dos Devotos: "Nem só gente é seu semelhante. Acolha a natureza e ela o acolherá."
Turilla
Turilla segue apenas seus caprichos. É uma individualista do início ao fim. Crê que o avanço do saber é mais importante que todas as opiniões dos Deuses, exceto a sua. Apesar disso, crê que o conhecimento deve ser uma conquista dos povos, não um presente dos Deuses.
Ela mostra o caminho, mas as pessoas devem segui-lo sozinhas. Muitas vezes, ainda, coloca empecilhos à aquisição de determinados conhecimentos, para que estes tenham seu valor devidamente reconhecido pelos povos.
Tão importante quanto fazer novas descobertas é preservar o conhecimento antigo. Edificações como bibliotecas e centros de pesquisa são freqüentemente construídos, patrocinados, guardados e mantidos por seus devotos.
Turilla é expansiva e confia na criatividade e no instinto. Para ela, as demonstrações formais são absolutamente necessárias, mas partem sempre de uma luminosa idéia.
Domínios: Deusa da Tecnologia, do Progresso, da Ambição, do Conhecimento e das Artes
Símbolo Sagrado: Um par de engrenagens interligadas.
Animal Protegido: Golfinho de Prata
Arma Preferida: A mais avançada disponível, com armas lazer, sabres de luz, etc.
Cores Significativas: Todas, mas em tons metálicos.
Lema dos Devotos: "Ainda há muito que aprender; mas é só uma questão de tempo..."
Bolaris
Bolaris é psicologicamente o mais centrado dos Deuses. Muito inteligente e audaz, age como a lei, tradição e seus códigos pessoais o guiam, sempre ponderando sobre cada um de seus passos.
A organização e a ordem estão acima de tudo para ele. Pioneiro e vencedor, busca a disseminação e descoberta das energias místicas, obedecendo a seu foco de atenção e energia mental.
Crê que o poder é uma arma poderosa demais para ser dada a qualquer um, especialmente com Mirotéss por perto, sempre pronto para corromper fiéis. Bolaris é franco, direto e por essas características acaba sendo mal interpretado. Sua virtude é o auto-respeito.
É o maior inimigo de Mirotéss, pois, dentre os Deuses, é aquele que mais facilmente enxerga através das máscaras do Deus da Trapaça.
Domínios: Deus da Magia, Psiquismo, e Forças Ocultas
Símbolo Sagrado: Um globo de luz multicolorido.
Animal Protegido: Falcão
Arma Preferida: Quem precisa de arma? Uma bola de fogo bem lançada já está ótima.
Cores Significativas: Quaisquer cores em tons fortes e vivos.
Lema dos Devotos: "Nem tudo é sólido, líquido ou gasoso. O mundo é muito mais que isso".
Aryna
Aryna sempre foi maravilhada com o universo. Não com alguma criatura específica, como costumava ser o caso dos demais deuses, mas com todo tipo de matéria. Encantavam-na o comportamento dos gases, que expandiam-se e viajavam pela atmosfera de cada planeta; as marés, que iam e vinham de acordo com a posição dos planetas; metais, que fundiam a altas temperaturas ou mesmo os planetas em si, que atraíam um ao outro mesmo a enormes distâncias.
Aryna também foi, desde sua criação, fascinada por Chacallister. Aryna amava a forte personalidade daquele deus, e é provável que tenha voltado-se contra o Destino apenas para apóia-lo.
O golpe desferido por Destino contra Aryna e Chacallister havia sido a maior energia liberada desde a criação do universo. Num momento de desespero, Aryna colocou seu amado Chacallister acima de sua própria existência e sacrificou-se por ele, absorvendo a maior parte do impacto com o próprio corpo, que evaporou instantaneamente, transformando-se em pura essência.
Domínios: Deusa do Céu, Clima, Ventos, Mares e Tempestades.
Símbolo Sagrado: Uma grande onda começando a arrebentar.
Animal Protegido: não há.
Arma Preferida: Relâmpagos.
Cores Significativas: Azul, Branco, Amarelo e Cinza
Lema dos Devotos: Se as tempestades castigam mais do que o normal, saiba que o dia não está sendo bom para Aryna.
Baden & Cataclisma(Revisado por Baden)