BREVE HIST�RIA DO PAPEL PROCESSO DE FABRICO PAP�IS PARA ARTES PORT-FOLIOS DE DESENHO
Foi entre o s�culo XII e XIII, cerca de 1000 anos ap�s a sua inven��o pelos chineses e perto de 500 anos ap�s a funda��o do mais vener�vel �rg�o de imprensa da China, o conceituado King-Pao, conhecido vulgarmente pelos estudiosos como a "Gazeta de Pequim", que o papel come�ou a ser fabricado na Europa. As primeiras f�bricas de papel fundam-se pr�ximo de Val�ncia, cidade c�lebre pelo seu linho, e foram os judeus os primeiros a instalar estas f�bricas. Delas os califas e os cortes�os recebiam direitos. O trapo, quer de linho ou de c�nhamo, quer, mais tarde, de algod�o, foram as mat�rias primas utilizadas em toda a Europa desde o s�culo XIII. Nos finais do s�culo XVIII, a car�ncia de trapo j� era fortemente sentida em todas as na��es do velho continente, bem como nos Estados Unidos. Gra�as ao desenvolvimento e r�pido crescimento da imprensa peri�dica e, tamb�m, �s necessidades crescentes das m�quinas burocr�ticas estatais, bem como ao com�rcio com as col�nias, o trapo tornou-se manifestamente insuficiente para prover os Moinhos de papel. A sua falta e a sua necessidade originaram o proteccionismo estatal visando a sua reten��o e aproveitamento dentro das fronteiras de cada pa�s. Em Portugal, o Marqu�s de Pombal proibia, em 1749, a exporta��o de trapo. Em meados do s�culo XIX, Francisco Joaquim Moreira de S� e o ingl�s Thomas Bishop pedem um alvar� para a constru��o de uma f�brica de papel que n�o utiliza trapos mas sim res�duos de plantas. Estamos no in�cio da inven��o da celulose.
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