| BREVE HIST�RIA DO PAPEL | PROCESSO DE FABRICO | PAP�IS PARA ARTES | PORT-FOLIOS DE DESENHO | ||||||
| Utilizando o m�todo medieval, abandonado desde o princ�pio do s�culo XX, produzimos pap�is a partir de fibras t�xteis (trapos de algod�o, linho e c�nhamo). Procede-se ao corte do trapo, ap�s a selec��o de cores e tipos. Fazem-se entrar numa "pilha holandesa" (inven��o do s�c. XVII) que vai, juntamente com �gua, triturar os trapos. A macera��o das fibras � longa e define, em grande parte, a qualidade do papel. Ap�s a macera��o, a pasta � canalizada para um grande tanque de reten��o. Inicia-se, ent�o, a produ��o. Dilui-se a pasta obtida com �gua e com os bastidores/formas retira-se do tanque e vai-se colocando sucessivamente, sobre feltros, folha a folha. Prensa-se e transporta-se esses feltros, com o papel numa das faces, para a estufa, onde seca a uma temperatura de 40 a 50 graus. Ap�s a secagem, retira-se cada um dos pap�is dos feltros e lamina-se numa calandra destinada a esse efeito. A selec��o do trapo define a cor do papel. O PH do papel � neutro procedendo-se, quando necess�rio � correc��o da �gua. A durabilidade do papel � muito superior e n�o perde a sua cor original com o passar dos anos. As fibras longas, resultantes da tritura��o de trapo de algod�o, garantem, desde logo, um papel de resist�ncia superior, bem diferente dos pap�is correntes com que lidamos diariamente. Todo o m�todo � "limpo". O papel feito � m�o, reduz a quantidade de �gua necess�ria. N�o utiliza corantes nem branqueadores. Os artistas que desde a Idade M�dia utilizavam os pap�is t�xteis pela sua textura, resist�ncia, durabilidade e beleza, impediram o total desaparecimento deste m�todo de fabrico. |
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