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Pelo menos aqueles filmes de ação da década de 80 serviram pra alguma coisa. Com certeza eles foram inspiração para a Konami na hora de criar a série Contra, com seus tiroteios desenfreados, ação frenética e aliens pra todo lado.
Como muitos devem saber, Contra foi originalmente lançado para Arcade em
1987, para só depois receber conversões para sistemas caseiros, como o
NES ou o MSX. Mas ironicamente, a versão de Nintendo 8-bit
conseguiu ser até mais divertida que a original dos fliperamas. Por quais motivos?
Contra
reunia de forma única tudo aquilo que alguém esperava de
um jogo nesses moldes: gráficos decentes, jogabilidade
impecável, variedade e ação, muita
ação. Além disso, era um jogo bem difícil,
e com o diferencial - levando em consideração certas
conversões da época - de duas pessoas poderem jogar
simultaneamente, o que de fato, acabava por tornar o jogo mais
difícil ainda.Mesmo não tendo utilidade alguma no jogo em si, Contra possui um enredo. A trama diz que um meteoro caiu em uma ilha na América do Sul, permanecendo lá por décadas, até descobrirem que ele trazia vida alenígena, liderada por um ser conhecido como Red Falcon, um dos aliens em questão, com o objetivo de destruir o planeta Terra e toda a sua população. Então não restava nada a ser feito pelo governo, a não ser chamar dois veteranos de guerra, conhecidos como Scorpion e Mad Dog, para - sozinhos - acabarem com toda essa legião alienígena e pôr fim no temido Red Falcon.
Para seu tempo, os gráficos de Contra eram muito bonitos, mesmo
com a pequena paleta de cores do NES. Os cenários se mostram
muito coloridos, e se você reparar bem, possuem uma leve
perspectiva em diagonal, dando uma sensação de
profundidade, semelhante a jogos como Double Dragon , mas lembrando que em Contra há
só um plano para caminhar, não é possível
andar livremente pelo cenário, mesmo porque só iria
atrapalhar a jogabilidade. Também existem sprites gigantes em
movimentação, como o chefe da fase Energy Zone, sem apresentar nenhum slowdown. Talvez
ocorra certa lentidão quando houver uma
concentração muito grande inimigos na tela ao mesmo
tempo, mas é raro acontecer. Gráficos muito caprichados,
mas mantendo a simplicidade e funcionalidade, só não
espere nada comparado a um Kirby's Adventure ou Super Mario Bros. 3 da vida.Nada de troca de armas com menus, estratégias, complicações, nada disso. Contra é "corra e atire em tudo que se mexer". A jogabilidade é simples e perfeita, um botão de tiro e um de pulo, somados ao direcional, permitem a você, com destreza, destruir tudo que há na tela. Mas a grande sacada é sem dúvidas o modo pra dois jogadores, nele a competição se une a cooperação. O objetivo sempre será destruir as forças de Red Falcon, ajudando um ao outro a derrubar todos esses aliens, mas ao mesmo tempo se degladiando pelos famosos Power Ups, que te dão armas mais poderosas, ou invencibilidade por um determinado tempo.
Queridos Power Ups... creio que nenhum jogo na face da Terra tenha uma arma tão desejada quanto a
Spread Gun
de Contra. Seus tiros simplesmente se espalham pela tela como um leque,
acabando com a felicidade de qualquer inimigo, e somada ao Rapid Fire, que torna a sequência de tiros
ainda mais rápida, faz dela a coisa mais lembrada quando
alguém comenta sobre o jogo. Bem, talvez não mais que o truque das 30 vidas. Sim, eu me sinto obrigado a seguir a tradição, e colocar aqui o
Konami Code que dá ao jogador 30 vidas para cada continue, lamento, mas é inevitável:
cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B, A, Start.Além desses dois Power Ups acima citados, ainda existe a Machine Gun, praticamente idêntica ao Spread Gun, mas solta apenas tiros em linha reta. A Laser, que como o nome diz, é um laser. E a pior arma, não só do jogo, mas pode ser considerada uma das piores de todos os tempos: Fire Ball. A Fire Ball consiste em várias bolas de fogo girando pela tela, mas elas quase nunca acertam ninguém, o efeito de "girar" faz com que as "fireballs" desviem de quase todos os inimigos da tela, e o faz perguntar porque diabos pegou ela se já estava com uma SPREAD GUN?
E mais dois itens meio que supérfluos, o Force Field, que te dá invencibilidade por alguns segundos, semelhante a estrela na série
Super Mario Bros. , e a Mass Destruction,
que na verdade é uma espécie de bomba, elimina todos os
inimigos presentes naquele momento no campo de visão do jogador.A diversidade das fases é outra coisa que chama muito a atenção, você passa por lugares como florestas, invade bases inimigas, topos de montanhas congelados, até chegar no úmido esconderijo dos aliens. Sem contar os modos de visão que o jogo apresenta, além da padrão, que você avança da esquerda para a direita, incluíram uma alusão ao 3D, onde você vê seu personagem de costas e segue adentrando salas, destruindo portas e inimigos. Para a época esse modo de jogo foi bem inovador, visto que era uma noção de 3D bem convincente, se levarmos em conta tentativas frustradas de outros jogos desse tempo. As
músicas,
sim as MÚSICAS de Contra. A música da primeira fase, logo
que você entra, não te faz sentir em uma verdadeira guerra
como muitos diriam, mesmo porque seria mentira. Elas o instigam a
correr e atirar de forma alucinada, mesmo quando você já
estava lá pela penúltima fase do jogo, e acaba perdendo
todas as vidas e continues, sendo assim obrigado a começar tudo
de novo. É aí que entra o verdadeiro talento da Konami no quesito som, você não desanima
nunca, as músicas te dão força pra
recomeçar e continuar, recomeçar e continuar... seja
quantas vezes forem necessárias.Contra é um jogo épico, sua dificuldade na medida exata, seu modo para dois jogadores que o fazem ser jogado exaustivamente, com um nível de diversão absurda, fazem dele o jogo preferido de NES para muitas pessoas, e sempre estará presente em listas de "melhores jogos de todos os tempos". E ainda ajudou a colocar a Konami como uma das melhores produtoras de jogos da década de 80, senão a melhor. Fim. _______________________________________________________________________________________ Conte-me mais... Esse
jogo. Sim, esse jogo é a oitava maravilha do mundo, é o
que eu tenho a dizer neste medíocre espaço no
rodapé da página que você - gentilmente - cede
à minha pessoa. Acho que o mais interessante nele é que
é difícil de enjoar, pois não é daqueles
que você zera de olhos vendados, mesmo decorando tudo (tem que
decorar mesmo, senão não consegue zerar), sempre
há uma sacanagem que te mata, impossibilitando terminar o jogo
de PERFECT. O mais próximo da perfeição que cheguei foi morrer apenas UMA vidinha, naquele chefe da Energy Zone, o grandão que anda de um lado pro outro, e de vez em quando joga uns frisbie (nem sei se é assim que escreve essa bosta, é aquele negócio de jogar na praia). Eu tinha acabado de dar o ÚLTIMO tiro nele (com a Spread Gun, então não deve ter sido o último, e sim oS últimoS), aí ele me deu uma frisbada na cara quando eu estava no alto, pulando. Ele explodiu de um lado, e eu cai deitado do outro, com aquele barulhinho préééu. Mesmo assim segui e passei da fase final que é mole. Quando zerei pela primeira vez, tinha jogado tanto, mas tanto, que quando eu ia dormir, eu fechava os olhos e ficava com aqueles barulhos de tiro grudado no meu ouvido, e via a cena do bonequinho atirando. Foi surreal o negócio. Bem que meu avô disse que quando ele jogava aquela versão podre de Pac-Man no Atari (com meu pai), quando ele ia dormir ficava vendo o COME-COME na sua frente. E isso acontece mesmo, quando joguei Zelda Ocarina of Time eu via o Link empurrando aqueles blocos de puzzle nos templos. Detalhe que não eram sonhos nem pesadelos, fecha o olho que aparece. Bizarro, no mínimo. Na boa, acho que esse é o segundo melhor jogo produzido para o NES, e de fato é MELHOR que a versão Arcade. E tenho dito. Voltar para página inicial |
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