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Título:
Super Mario Bros.
Lançamento: Outubro de 1985
Produtora: Nintendo
Distribuidora:
Nintendo
Gênero: Plataforma/Ação
Sinopse:
Bowser raptou a princesa do Reino dos Cogumelos, e cabe aos
irmãos Mario a missão de salvá-la e trazer a paz
de volta. Clássico absoluto do NES. Considerando a época
que foi lançado, é perfeito em todos os aspectos.
Jogabilidade, gráficos e som acima da média para seu
tempo. Um dos pioneiros no estilo plataforma de ação,
conceito seguido posteriormente por dezenas de outras produtoras. |
Eis
aqui uma das criações mais importantes na história
dos videogames, o jogo que revolucionou o mercado de jogos
eletrônicos, e, se podemos assim dizer, salvou o ramo da
decadência que o atingia.
Se procurarmos a fundo, iremos ver que a premissa não é
totalmente original, visto que muitos anos antes, já existiam
jogos como Pitfall, ou Jungle Hunt. Onde você
atravessava fases com inimigos, obstáculos, cenários
variados e coloridos, por meio de plataformas com seus pulos e
malabarismos. Mesmo assim, nenhum deles apresentava a complexidade,
unida a bons gráficos, boa jogabilidade, segredos,
músicas cativantes, e todos os outros adjetivos que Super Mario Bros. carrega. Foi essa a fórmula que levou a Nintendo
a encontrar a chave do sucesso.
Vamos
recordar um pouco a realidade do começo, até meados da
década de 80, onde os jogos eram simplistas e repetitivos. Na
grande maioria das vezes o objetivo era acumular pontos e quebrar
records, o que acabava se tornando monótono, caso não
tivesse a companhia de algum outro jogador, visto que não tinha
muita coisa a se fazer nos jogos. Lógico que eram divertidos,
todo mundo que possuiu o seu Atari 2600 sabe muito bem disso, mas não podemos negar o fato de que eram repetitivos.
E esta realidade não era nenhuma exclusividade dos Arcades, do Atari
2600, ou do Odyssey 2. O recém lançado Famicom, no Japão, tinha lá seus jogos
nesse estilo, como os ports de Arcade:
Donkey Kong, Mario Bros. e Popeye por exemplo.
Era então a hora de mudar esse universo, hora de quebrar paradigmas, surpreender os jogadores, ou seja,
revolucionar. O conhecido designer
Shigeru Miyamoto, que nesse tempo já era respeitado por possuir
em seu curriculo coisas como Donkey Kong,
foi o responsável pela criação desta obra prima,
trazendo à tona suas idéias psicodélicas e
inovadoras. Veremos então o que fizeram deste título ser
um dos mais venerados de todos os tempos:
O primeiro passo foi criar uma estória para o jogo, simples, é o que encontraremos. O vilão
Bowser raptou a princesa do Reino dos Cogumelos,
e os irmãos Mario tem a missão de resgatá-la,
atravessando um gigantesco mundo repleto dos mais hostis inimigos e
locais. Abismos, castelos, fogo, lava fervendo, é o que espera a
dupla de encanadores que tem como objetivo salvar a princesa.
Esqueça tudo antes visto em relação a temática de jogos, em SMB você percorre
8 mundos
com fases que variam desde as já comuns terrestres, como
também aéreas, saltando de plataforma em plataforma, ou
então as obscuras e úmidas fases subterrâneas. E
até mesmo submarinas, com seus temíveis espécimes
aquáticos.
- Cenários extremamente coloridos e variados, contando com o
inovador rolamento de tela, onde a câmera o acompanha seja qual
for a velocidade que você avança no jogo. Nada de
atualização tela-a-tela, o que temos aqui seria algo como
um grande cenário livre para exploração.
Infelizmente você não pode voltar pelos lugares que
já passou, isso pode ter sido feito para poupar processamento de
hardware, visto que nesse tempo os programadores não conheciam a
fundo todos os recursos do console, ou então, o que é
mais provável, seja proposital, para dar mais dinamismo ao
jogo.
- Itens que te dão super poderes, como a flor, que permite o personagem jogar bolas de fogo nos seus inimigos, e o cogumelo, que o torna maior e mais
forte. Além da estrela que pode lhe dar invencibilidade por alguns
segundos. Tais itens acabaram se tornando marca da série e apareceram
em vários outros jogos do Mario.
- Chefes ao fim de cada mundo percorrido, cada um com sua maneira peculiar de atacar.
E um dos fatores mais importantes: um verdadeiro objetivo final. O
jogador sabia que quanto mais ele avançasse, mais perto da
vitória estaria. Isso foi primordial para o sucesso de SMB, pois
estimulava a pessoa a não desistir facilmente antes de ter a
princesa a salvo.
E as qualidades não se prendem apenas a toda essa estrutura criada pela
Nintendo,
a jogabilidade apresentava uma física, velocidade e
precisão bem adiante de seu tempo. Com o incrível
direcional em cruz, e os dois botões de ação, era
possível fazer miséria pelas fases. O botão A era
destinado ao pulo, e o B era multi-função, servia tanto
para atirar bolas de fogo, quanto para correr mais rápido, uma
vez mantido pressionado. Dessa forma, fica simples saltar plataformas,
esmagar Goombas, chutar tartarugas, recolher moedas, nadar, e toda a
ação que o jogo lhe proporciona.
Outra coisa marcante: as músicas. É raro encontrar
alguém - até mesmo quem não gosta de videogames -
que nunca tenha ouvido algum dos temas presentes em SMB. Músicas realmente interessantes e bem
compostas, que são tocadas em um loop constante, mas por
incrível que pareça, não enjoam.
É impossível deixar de citar o gênio Koji Kondo, compositor
das músicas, não apenas desse jogo, mas de praticamente toda a série
Super Mario Bros. Além, é claro, de criar a magnífica trilha sonora
da série The Legend of Zelda, com toda a sua importância
histórica.
SEGREDOS. Segredos. É o que o jogo guarda para os mais curiosos. Quer coisa mais inovadora que as
Warp Zones?
Salas escondidas pelas fases que podem te levar mundos adiante. Talvez
o truque mais conhecido pelos jogadores em todos esses anos. E tais
segredos não eram meros bugs de programação, como
ocorria em certos jogos mais antigos. Foram colocados ali como parte do
jogo, o que levava o jogador a imaginar se não havia mais e mais
coisas escondidas a se descobrir.
Com tudo isso, o sucesso foi inevitável. Super Mario Bros.
vendeu horrores em todo o mundo, principalmente impulsionado pelo
lançamento americano do NES, que acompanhava o jogo em seu
pacote básico. E não era por menos, até hoje
se mantém como um dos mais divertidos jogos do console, quase
que obrigatório para qualquer fã do Nintendo 8-bit.
A importância de Super Mario Bros. não refletiu apenas na
indústria de jogos, há um valor cultural envolvido. Se daqui a cem
anos alguém pesquisar sobre a década de 1980, certamente ele será
lembrado.
Uma curiosidade, ainda da época em que o jogo estava sendo
produzido: Shigueru Miyamoto, o então designer, queria que Mario
pudesse andar em cima de um dinossauro, podendo descer quando
quisesse.
Mas os programadores disseram que seria tecnicamente inviável,
devido ao hardware e o processamento lento do console. Tal feito
só iríamos ver em Super Mario World para SNES, anos mais
tarde.
Fim.
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